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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Jurema preta Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir. ; Flora do RN.

 












Nomes populares: Jurema preta, jurema, calumbi. o nome jurema é derivado de yú-r-ema,que significa o espinheiro suculento.
Nome científico: Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir.
Sinonímia botânica:Acacia tenuiflora Willd. ,A. hostilis Mart., Mimosa hostilis(Mart.) Benth., M. limana Rizzini, M. nigra J. Huber, M. cabrera Karsten, M. maracasensis Harms, M. apodocarpa var. hostilis(Mart.) Hassler, M. cabrera sensu Benth., M. tenuiflora sensu Lewis.
Família e subfamília:Leguminosae-Mimosoideae.
Características morfológicas:Planta de hábito arbustivo e arbóreo, de 4 a 6 m de altura, dotada de copa rala e irregular,de ramos novos com pelos viscosos. tronco contorcido,de 20 a 30 cm de diâmetro,enrugado,espinhoso,de casca acinzentada quase negra,fendida longitudinalmente tornando exposto a parte de baixo, uma superfície vermelha.

















Folhas compostas bipinadas, com eixo comum(pecíolo e raque) de 1 a 3 cm de comprimento,com 4 a 7 pares de pinas de 2 a 4 cm de comprimento. folíolos brilhantes, em número de 15 a 33 pares, de 5-6 mm de comprimento. inflorescências subterminais, em espigas isoladas ou geminadas, de 4 a 8 cm de comprimento, com flores de cor branca. Fruto vagem tardiamente deiscente, de 2,5 a 5 mm de comprimento, com 4 a 6 sementes.
 












Ocorrência:Nativa na Região Nordeste do Brasil, nas caatingas,cerrados e matas de altitude.
Madeira: muito pesada(densidade 1,12 g/cm³), de textura média, grã direita, de alta resistência mecânica e grande durabilidade natural.
Utilidades: A madeira é empregada para obras externas,como estacas, moirões, para pequenas construções,rodas,peças de resistência,móveis rústicos, e principalmente para lenha e carvão, sendo este preferido pelos ferreiros a qualquer outra planta. As flores são apícolas(fontes de néctar e polen). Planta pioneira e rústica, é indicada para composição de reflorestamentos heterogêneos com fins preservacionistas. folhas forrageiras. Cascas sedativas,narcóticas,adstringentes e amargas. Com as raízes desta espécie, os índios faziam uma bebida usada nas cerimônias de pajelança,inspiradora de sonhos agradáveis aqueles que a tomavam.
Informações ecológicas: Planta decídua,heliófita, seletiva higrófita, pioneira, típica e exclusiva das caatingas, porém com dispersão descontínua e irregular ao longo de sua área de distribuição. Ocorre preferencialmente em formações secundárias de várzeas com bom teor de umidade, de solos profundos, alcalinos e de boa fertilidade.
Fenologia: Floresce durante um longo período do ano, ocorrendo principalmente nos meses de setembro a janeiro. enquanto que os frutos amadurecem frequentemente de fevereiro a abril.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente das plantas quando iniciarem a abertura espontânea. em seguida coloque-os no sol para completar a abertura e liberação das sementes. 1 Kg de sementes contém aproximadamente 110 mil unidades.
Produção de mudas: Colocar as sementes para germinação logo após a colheita em canteiros a pleno sol contendo substrato arenoso. Escarificar as sementes para melhorar sua geminabilidade. A emergência ocorre em 2 a 4 semanas e a taxa de germinação geralmente é alta com sementes escarificadas. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido.
REFERÊNCIAS:
Lorenzi,Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil.vol. 02. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum,2002. Pg:192.

Renato Braga. Plantas do nordeste, especialmente do Ceará. Fortaleza: coleção mossoroense-volume XLII, 1996. Pgs: 311-312.

Mendes,Benedito Vasconcelos. Biodiversidade Sustentável do Semi-árido. Fortaleza: SEMACE,1997. PG:43.

Revista da FAPERN. Ciência Sempre. ANO 5- abril/ junho 2009. O Conhecimento da Caatinga potiguar e o desafio do desenvolvimento sustentável. por Ramiro Gustavo Valera Camacho. pg:51.

Banco de dados de plantas do Nordeste. Disponível em:http://www.cnip.org.br/bdpn/ficha.php?cookieBD=cnip7&taxon=4000Acesso em: 18/10/2011.
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sábado, 1 de outubro de 2011

Aranha Olios sp. ; Fauna do RN.














     Aranha do gênero Olios pertencente a família Sparassidae. aranhas dessa família são de hábitos errantes e capturam presas esperando a aproximação de suas vítimas para em seguida subjugá-las após um rápido ataque. Elas são mais ativos durante a noite. Apresentam quelíceras do tipo labidognatas, 8 olhos dispostos em duas linhas mais ou menos curvas, patas anteriores um pouco laterígradas, abdômen oval a fusiforme,fieiras curtas e muitas juntas. sem cribelo.




Classificação científica:
Reino:Animalia
Filo:Arthropoda
Classe:Arachnida
Ordem:Araneae
Família:Sparassidae
Gênero:Olios



REFERÊNCIAS:

Felipe N. A. A. Rego; Eduardo M. Venticinque; Antonio D. Brescovit. Densidades de aranhas errantes (Ctenidae e Sparassidae, Araneae) em uma floresta fragmentada. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-06032005000200004 > Acesso em: 01/10/2011.
Carvalho, Tiago G. Olios sp. imaturo. Disponível em http://www.flickr.com/photos/55321611@N07/5205131905/  Acesso em:01/10/2011.

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