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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Golinha Sporophila albogularis (Spix, 1825); Fauna do RN

  Ave conhecida popularmente como Golinha,Golinho,Gola,Golado, Patativa,Coleira,Coleira-garganta-branca,Papa-capim e Brejal. Entretanto para a ciência seu nome é único, seu nome científico é Sporophila albogularis (Spix, 1825). Esse pássaro atualmente pertence a família Thraupidae, a família típica de de aves como saíras, saís, tiês, sanhaçus e afins. Qual o significado do seu nome científico? Bem, o gênero Sporophila é formado por duas palavras de origem grega, sporos que significa "semente" e philos que significa "que gosta, amigo", enquanto que o termo específico albogularis é constituído por outras duas palavras de origem latina, albus que significa "branco,alvo" e gularis que significa "com garganta,garganta. Sendo assim, o nome científico Sporophila albogularis significa "com garganta branca que gosta de sementes".
  Indivíduos adultos pesam cerca de 10g cada e atingem um comprimento total de aproximadamente 112 mm, sendo a asa 54 mm,a cauda 45 mm,o bico 10 mm,o tarso 13 mm (macho). o macho tem o bico amarelo, seu corpo é cinza nas partes superiores, com a cabeça enegrecida e a garganta branca, cuja tonalidade estende-se para cima, formando um colar incompleto na nuca; a fêmea e os filhotes são marrom-acinzentados nas partes superiores e amarelo-esbranquiçados nas inferiores. O bico dela é escuro. Filhotes machos adquirem a plumagem de adulto com cerca de 18 meses de idade. Seu canto é um gorjear fino, persistente, bem variado e rápido. Além da aparência, o golinha tem um canto valorizado, podendo aprender o canto de outras aves (SICK, 1997).

  Espécie granívora,pois alimenta-se de pequenas sementes de vários tipos. Seu ninho tem o formato de uma pequena taça aberta,forrada com capins e garranchos, onde a fêmea faz a postura de 2 a 3 ovos de cor esverdeada com pintas cor de chocolate. Os filhotes nascem após cerca de 13 dias.
  Forma pequeno grupos quando não estar no período reprodutivo, e se reúne na vegetação próxima a fontes de água, que serve tanto como bebedouro e ambiente para "banho", formando nesses locais grupos maiores que cantam empoleirados em arbustos e árvores da Caatinga. 
  Ave "endêmica do Nordeste" que ocorre em veredas úmidas da caatinga,em ambientes mais abertos, áreas arborizadas e campos. É considerada uma ave bem adaptada aos ambientes antropizados.
Sua distribuição é exclusiva do Brasil,tipicamente nordestina sendo encontrada nos estados do Maranhão, no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Excepcionalmente são encontrados alguns indivíduos no norte do Espírito Santo e Minas Gerais, provavelmente em migração.
  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, nos últimos anos tenho observado essa espécie com menor frequência,acredito que isto ocorra principalmente devido ao fato dessa ave ser uma das preferidas dos passarinheiros que as compram em feiras livres ou as capturam na natureza por causa do seu belo canto. Meus últimos registros foram nos seguintes municípios potiguares: em Monte Alegre,em Lajes,em Jucurutu e Caicó.  Por enquanto seu estado de conservação segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN 3.1) é pouco preocupante.
  Lembre-se: As aves e todos os outros animais devem viver livremente em seu habitat. Não compre aves silvestres sem autorização do IBAMA, pois quando você compra um animal silvestre sem autorização de um órgão responsável, você estar incentivando ao tráfico de animais silvestres.

Referências

Araujo,Helder F. Pereira de&Vieira-Filho,Arnaldo H.&Cavalcanti,Tarsila A.&Barbosa,Maria R. de Vasconcelos. As aves e os ambientes em que elas ocorrem em uma reserva particular no Cariri paraibano, nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Ornitologia, 20(3), 365-377 Outubro de 2012.

Coleria-de-garganta-branca. Brasil 500 pássaros. Disponível em: http://www.eln.gov.br/opencms/opencms/publicacoes/Pass500/BIRDS/1birds/p472.htm Acesso em 26 de setembro de 2014.

Freire, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p. 

F. Sagot-Martin, GOP. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sibite Coereba flaveola (Linnaeus, 1758); Fauna do RN

Foto da autoria de Paulo Dias
   Ave conhecida popularmente como Sibite, Sibiti, Sebito, Cambacica, Sebinho, Sebito, Caga-sebo,Chiquita, Papa-banana, Tem-tem-coroado, Saí, Guriatá-de-coqueiro, Sibito-de-manga, Mariquita e Chupa-mel. Entretanto para a ciência seu nome é único, seu nome científico é Coereba flaveola Linnaeus, 1758. O gênero, o primeiro nome "Coereba é de origem indígena,da língua tupy e significa "pequeno pássaro azul,preto e amarelo", enquanto o segundo nome, o termo específico flaveola vem de flaveolus palavra de origem latim sendo o seu diminutivo flavus que significa "dourado,amarelo', em síntese seu nome científico significa "pássaro amarelo". Pertence a família Thraupidae, da qual também fazem parte por exemplo, o golinho(Sporophila albogularis),sanhaço-cinzento(Tangara sayaca) e o sanhaço-de-coqueiro(Tangara palmarum).   Indivíduos adultos chegam a medir aproximadamente 10,8 centímetros de comprimento e pesar cerca de 10 gramas. Apresenta o bico relativamente longo e curvo, com a listra superciliar branca destacada contra o cinza escuro,quase negro, da cabeça. Seu dorso é marrom, o peito e abdome amarelos, o pescoço cinza e a cabeça listrada preta e branca, não apresentando diferenças na plumagem em relação aos machos e fêmeas. A sua cauda é curta em relação ao corpo. Em condições excepcionais de luz, é possível ver a pele avermelhada da base do bico.
   Alimenta-se principalmente de néctar, mas inclui também em sua dieta frutos silvestres e cultivados e artrópodes. Mais de duas terças partes do alimento de Coereba flaveola são constituídas de néctar. Possui bico curvo,extremamente agudo como uma sovela, com o qual perfura o cálice de flores cujos nectários não pode atingir diretamente, furtando-se à polinização, o que faz, p. ex., com as malváceas cultivadas, de grandes flores vermelhas. Os buracos assim feitos, com o murchar da flor, tornam-se maiores e servem também para os beija-flores e os insetos alcançarem comodamente o respectivo nectário. Ele é capaz de explorar flores de tipos muito variados, inclusive corolas bem pequenas reunidas em panículas.
Realiza voos até as garrafas com água açucarada destinadas a atrair beija-flores em busca do líquido precioso,como não consegue parar no ar, pendura-se para coletar alimento agarrando-se mais freqüentemente, no canudo da garrafa, competindo com os beija-flores pelos bebedouros. Entre os frutos cultivados, gosta de banana,mamão,melancia,laranja e jabuticaba. 
   Por causa do contato freqüente com o líquido pegajoso do néctar, este pássaro toma banho muitas vezes, o que ocasionalmente faz na água pluvial acumulada em gravatás onde, ao mesmo tempo, aproveita-se de pequenos animais encontrados por acaso, como larvas de mosquitos; bebe nas imbricações de folhas, limpa o bico passando-o de lado num galho, como fazem muitas aves.
   O ninho dele é pouco escondido e é encontrado em diversas alturas, é esférico e pode ser de dois tipos: 1) relativamente alto e bem acabado, de paredes espessas e acesso pequeno, superior e dirigido para baixo, coberto por longo alpendre que se aproxima da base do ninho e veda a entrada, de parede grossa e compacta, feito de palhas, folhas, capins e teias de aranhas. A câmara incubatória localiza-se no centro, com a entrada às vezes protegida por palha.; é construído pelo casal e serve para criar; 2) ninho menor, menos alto que largo, de construção frouxa, com entrada larga e baixa; serve apenas para lugar de descanso e pernoite. Encontram-se muitos ninhos do último tipo, edificados em duas a quatro horas por um indivíduo, em qualquer época do ano; é comum não serem habitados. Nunca encontramos os dois indivíduos (o casal) no mesmo ninho. Os ninhos destinados à criação da prole exigem trabalho de 6 a 8 dias, alguns examinados em Tobago eram compostos de 404 a 650 peças. Põe de 2 a 3 ovos branco-amarelados, com pintas marrom-avermelhadas. A incubação cabe exclusivamente à fêmea e leva 12 a 13·dias. Reproduz durante todo o ano, fazendo novos ninhos a cada postura. O.interior da boca dos ninhegos é vermelho. Ele regurgita a ração, na qual insetos têm papel importante. A higiene do seu ninho é cuidadosa: a mãe ingere os sacos fecais dos filhotes ou carrega-os para longe. A saída dos filhotes se dá com 17 a 19 dias.
   Espécie que vive solitária ou aos pares e é bastante ativa. Seu canto é relativamente forte, simples e monótono, e emitido incansavelmente. Voz: fino "tzri (chamada), o canto é um sibilado forte de caráter ondulatório apressado: "tzi, tzi-ziá, ziá, ziá-tzi, tzi"; o canto pode ser, localmente, mais melodioso, lembrando a vocalização de um parulíneo: canta incansavelmente: é um dos cantores mais assíduos.fazendo ouvir seu canto a qualquer hora do dia e em qualquer época do ano. A fêmea também canta, mas pouco e por menos tempo. Para amedrontar um rival, põe-se de pé, estica o corpo e vibra as asas. Muito briguenta, essa espécie chega a cair engalfinhada no solo, onde continua a luta. Na busca por alimento, muitas vezes fica de cabeça para baixo em um galho, visando atingir a flor. Geralmente está no meio das folhas e movimenta-se pelo interior da copa. Entretanto, voa bem e atravessa áreas abertas entre matas ou para visitar uma árvore isolada e florida em um campo. Também visita arbustos isolados e próximos à mata. É comum em uma grande variedade de hábitats abertos e semi-abertos onde existam flores, inclusive em quintais. Adapta-se facilmente a ambientes urbanos, sendo comum até em cidades do porte de São Paulo e Rio de Janeiro.
   O Sibite(Coereba flaveola), é um passeriforme encontrado nas Américas do Sul e Central (RIDGELY & TUDOR, 1989) estendendo-se para o sul do México e norte da Argentina, com exceção do Chile, e habita algumas ilhas do Caribe. Raramente é encontrado nos Estados Unidos (Florida) e Cuba. No Brasil, é considerada uma ave bastante abundante sendo registrada em toda parte (SICK, 2001), podendo estar ausente em regiões extensivamente florestadas,como no oeste e centro da Amazônia. (RIDGELY & TUDOR, 1989). Habita beiras de florestas, matagais e jardins (BELTON, 2003).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, nos últimos anos tenho observado cada vez menos essa ave, acredito que isso ocorra devido a pressão de captura dessa ave para alimentar a cultura retrógrada de passarinheiros. e o tráfico delas através principalmente da venda em feiras livres pelo interior do estado. Meus últimos registros foram nos seguintes municípios potiguares: em Nísia Floresta, Tibau do Sul, Baía Formosa, Monte Alegre e Natal.
Lembre-se: As aves e todos os outros animais devem viver livremente em seu habitat. Não compre aves silvestres sem autorização do IBAMA, pois quando você compra um animal silvestre sem autorização de um órgão responsável, você estar incentivando ao tráfico de animais silvestres.

Referências

Cambacica Coereba flaveola. Disponível em: http://redeglobo.globo.com/sp/eptv/terra-da-gente/platb/fauna/aves/cambacica-coereba-flaveola/ Acesso em 19 de setembro de 2014.

Sebinho, Cambacica Coereba flaveola . Disponível em: http://www.avespantanal.com.br/paginas/287.htm Acesso em 19 de setembro de 2014.

Freire, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p. 

F. Sagot-Martin, GOP. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p. 

Simone Inês CRISTOFOLI; Cesar Rodrigo dos SANTOS; Suélen Almeida GARCIA;& Martin 
SANDER. COMPOSIÇÃO DO NINHO DE CAMBACICA: Coereba flaveola LINNAEUS,1758 (AVES: EMBEREZIDAE). BIODIVERSIDADE PAMPEANA PUCRS, Uruguaiana, 6(1): 30-33, jun. 2008
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Teiú Salvator merianae (Duméril & Bibron, 1839)

    Lagarto conhecido popularmente como Teiú, Tiú, Teju, Tivuaçu, entretanto seu nome científico é único,Salvator merianae (Duméril & Bibron, 1839). Essa espécie pertence a família Teiidae, a mesma do lagarto conhecido como Bico-doce(Ameiva ameiva). 
   A espécie possui corpo cilíndrico e robusto,podendo atingir em média 1,4 metros de comprimento(cerca de 400 mm de Comprimento rostro-cloacal-CRC ) e pesar cerca de 5 Kg. É considerado o maior lagarto do Sul do Brasil e um dos maiores do Continente Americano. A cabeça é comprida e pontiaguda, com mandíbula forte providas de pequenos dentes pontiagudos. Apresenta uma longa língua bifurcada de cor rosa. Sua cauda é longa e musculosa. Possui coloração negra com faixas amareladas na região dorsal do corpo, na cabeça e membros. Já o ventre é branco com pequenas manchas negras mais claras. Apresentam dimorfismo sexual, sendo os indivíduos machos maiores que as fêmeas e também apresentam papada e pescoço mais desenvolvido. 
   O Teiú(Salvator merianae) é um lagarto onívoro, ou seja, come praticamente de tudo. Alimenta-se de frutos,carniça, ovos, larvas, vermes, insetos,moluscos,anfíbios,répteis e roedores. A dieta apresenta variação ontogenética. Os indivíduos adultos se alimentam principalmente da matéria vegetal, enquanto para os juvenis a principal fonte de alimento são os artrópodes, como por exemplo besouros e aranhas. A dieta diversificada e a adaptabilidade a ambientes perturbados indicam que ele é uma espécie oportunista, o que contribui para justificar sua ampla distribuição. Ele também exerce um papel importante na conservação da flora nativa,pois atua como dispersor de sementes de várias espécies nativas como Eugenia uniflora,Solanum lycocarpum,Annona cacans, já que se desloca por grandes áreas à procura de alimento durante o forrageamento, possibilitando a distribuição das sementes em locais propícios para germinação e estabelecimento. Em ambiente natural tem como seus principais predadores os felinos, as serpentes e aves de rapina. Em cativeiro, esta espécie pode viver mais de 15 anos.
   "Salvator merianae vive principalmente em áreas abertas e bordas de mata. No interior de florestas, sua presença parece estar relacionada às áreas de clareiras. É terrestre e raramente sobe em árvores após atingir a fase adulta. também são bons nadadores, capazes de permanecer submersos por até 22 minutos. O teiú também costuma frequentar áreas antrópicas, podendo invadir galinheiros para comer ovos e pintinhos. Tem atividade diurna e é heliotérmico (expõe-se ao sol para elevar a temperatura corporal). Procura seu alimento ativamente no chão, com o auxílio da língua bífida, que capta partículas de cheiro do ar. Quando se sente ameaçado, pode ficar imóvel e tentar se camuflar no ambiente ou fugir rapidamente. Mas quando se sente encurralado,desfere fortes mordidas e chicotadas com a cauda. Se agarrado pela cauda, o teiú, assim como outros lagartos (mas nem todos), pode se desfazer dela (escapar com vida), num processo conhecido como autotomia. Dentro de algumas semanas, uma nova cauda substitui a antiga."
    Essa espécie é ovípara, ocorrendo a reprodução aparentemente no final da estação seca, com a fêmea fazendo a postura de uma média de 30 a 36 ovos, que eclodem após 60 a 90 dias de incubação. Ao contrário dos adultos, os filhotes nascem com uma coloração esverdeada, às vezes até lembrando outra espécie que é da mesma família, o lagarto Bico-doce(Ameiva ameiva). 
    Infelizmente esse grande lagarto continua sendo caçado para a subsistência de algumas populações indígenas. Entretanto o grande problema é a sua exploração comercial pelo mercado de peles para a confecção de acessórios em couro exótico como botas e bolsas. Durante a década de 1980 uma média de 1.900.000 peles foram negociadas por ano, principalmente para os Estados Unidos, Canadá, México, Japão e alguns países europeus. Por isso, todas as espécies de Tupinambis estão incluídas no Apêndice II da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestre), indicando que, embora ainda não se encontrem em risco de extinção, podem vir a ser ameaçadas caso o comércio de peles desse lagarto de outros do gênero não seja efetivamente controlado.
    Salvator merianae apresenta ampla distribuição geográfica, sendo encontrada do sul da Amazônia ao norte da Patagônia, a leste dos Andes. No Brasil, está presente nos biomas Mata Atlântica,Amazônia Caatinga e Cerrado, sendo encontrada em algumas ilhas, onde foi introduzida, como por exemplo em Fernando de Noronha, onde tem causado grande impacto sobre as populações de tartarugas e aves marinhas, pois se alimenta facilmente de seus ovos e filhotes já que não tem seus predadores naturais.                
   Durante minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei várias vezes a presença dessa espécie em todas as regiões do estado, tanto em áreas naturais como em áreas com grande interferência humana, tendo inclusive presenciado a alguns anos atrás pessoas na zona rural criando esse lagarto. 
   É importante lembrar que é proibido "Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre nativa ou em rota migratória sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente"(Art. 29 da Lei Nº 9.605/98).

Referências

Guilherme Pamplona Bueno de Andrade. Foto Identificação de Tupinambis merianae(SQUAMATA,TEIIDAE). UFRS. Junho de 2011.

Jussara Santos Dayrell.  PDF Teiú(Tupinambis merianae). Universidade Federal de Viçosa. Museu de Zoologia João Moojen

Silva, ubiratan gonçalves da. Diversidade de espécies e ecologia da comunidade de lagartos de um fragmento de Mata Atlântica no Nordeste do Brasil. NATAL / RN. 2008.

Souza, Pablo Augusto Gurgel de. Estrutura da Comunidade de Lagartos de um remanescente de Mata Atlântica do Estado Rio Grande do Norte,Brasil. Natal,RN,2010.
Crédito da foto: http://openi.nlm.nih.gov/imgs/512/240/3480920/3480920_1746-4269-8-27-3.png da autoria de: Washington Vieira.
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domingo, 7 de setembro de 2014

Malva-rasteira Pavonia cancellata (L.) Cav. ; Flora do RN

   Planta conhecida popularmente como malva-rasteira, guanxuma-rasteira, guaxuma-rasteira,corda-de-viola e Baba-de-boi, entretanto seu nome científico é único, Pavonia cancellata. Pode ser diferenciada das demais espécies do gênero pelas folhas sagitadas.
   Devido a beleza de suas grandes flores que apresentam pétalas amarelas e a área central purpúrea e a sua capacidade de adaptação a diversos ambientes, ela apresenta imenso potencial ornamental, no paisagismo e na apicultura. Floresce na estação chuvosa. Considerada espécie melífera, ela é visitada por abelhas solitárias, tendo-se já registrado a presença de zangões solitários dormindo dentro de suas flores.       Geralmente os machos de abelhas entram  nas flores, antes de seu fechamento, e permanecem até o dia seguinte.  Sendo assim, é interessante cultivar essa espécie junto com outras espécies de plantas melíferas com o objetivo de fornecer  néctar e pólen para as abelhas nativas. Propaga-se por meio de sementes.  Ela é hospedeira da mosca-branca Bemisia tabaci raça B, que transmite begomoviroses para as culturas do tomate e repolho.
   É uma espécie de porte herbáceo anual que ocorre em solos arenosos e em áreas abertas, ocupando áreas cultivadas, pastagens, terras abandonadas, margens de rodovias e terrenos baldios. Ocorre com muita freqüência em áreas do pólo de fruticultura irrigada do Nordeste do Brasil. Ocorre em quase todo território brasileiro, com exceção da região Sul do país, sendo encontrada nos grandes biomas brasileiros, na Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia.

DESCRIÇÃO TAXONÔMICA DA ESPÉCIE: Pavonia cancellata (L.) Cav.

“Apresenta caule prostrado, cilíndrico, verde ou avermelhado, revestido por indumento de pelos brancos muito visíveis e contrastantes. Folhas alternadas com pecíolos também pilosos e providas de um par de estípulas lineares. Limbo tipicamente sagitado, recoberto por pelos em ambas as faces e com margens irregularmente onduladas a serreadas. Flores isoladas nas axilas das folhas, com longo pedúnculo que copia os pelos do caule, calículo ou cálice suplementar constituído por até 14 peças livres, cálice com 5 sépalas soldadas, corola amarela com 5 pétalas soldadas, formando um pequeno tubo, internamente avermelhado. Androceu com estames soldados por meio dos filetes, formando uma coluna, e gineceu com estigma mais alto que a coluna de estames. Fruto seco do tipo esquizocarpo, que se desfaz ao esfregaço em 5 mericarpos.”  

Referências
Camila Maia-Silva...[et al.]. Guia de plantas : visitadas por abelhas na Caatinga. 1. ed. -- Fortaleza, CE : Editora Fundação Brasil Cidadão, 2012.
Moreira, Henrique José da Costa&Bragança,Horlandezan Belirdes Nippes.  Manual de identificação de plantas infestantes: hortifrúti . São Paulo: FMC Agricultural Products, 2011.
Det.: J. Jardim, set.2013
Renato Braga. Plantas do nordeste, especialmente do Ceará. Fortaleza: coleção mossoroense-volume XLII, 1996. Pg: 337
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