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terça-feira, 19 de maio de 2015

Borboleta-esmeralda Philaethria wernickei (Röber, 1906); Fauna do RN

    Borboleta conhecida popularmente como Borboleta-esmeralda, entretanto seu nome científico é Philaethria wernickei (Röber, 1906). Essa espécie é muito parecida com Philaethria dido (Linnaeus, 1763) e pode ser diferenciada dessa pela coloração interior de cor castanha escura com branco e com padrão de manchas esverdeadas. É solitária, voa consideravelmente alto em áreas de fragmentos de floresta, descendo para visitar flores de arbustos nas quais se alimentam de néctar e dorme individualmente em baixo das folhas mais altas da vegetação. Em geral, a fêmea põe ovos amarelos individualmente em gavinhas e estípulas. Pesquisas no Brasil e no Uruguai mostram que as suas larvas(as lagartas) são hospedeiras de plantas do gênero Passiflora, conhecidas popularmente como “maracujás”. Ocorre nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil na Mata Atlântica e também no Uruguai e norte da Argentina. 
    Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado a presença dessa espécie em fragmentos de vegetação do Bioma Mata Atlântica, sendo os últimos registros nos municípios de Parnamirim, Nísia Floresta e Baía Formosa.

Referências

Kim R. Barão; Gilson R. P. Moreira. Morfologia externa dos estágios imaturos de heliconíneos neotropicais: VIII. Philaethria wernickei(Röber) (Lepidoptera, Nymphalidae, Heliconiinae). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0085-56262010000300008&script=sci_arttext Acesso em: 16 de maio de 2015

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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Picapauzinho-anão Veniliornis passerinus (Linnaeus, 166); Fauna do RN

Ave conhecida popularmente Picapauzinho-anão ou Pica-pau-pequeno, entretanto seu nome científico é Veniliornis passerinus (Linnaeus, 1766). Pertence a família Picidae, na qual fazem parte as aves conhecidas como pica-paus. Apresenta 9 subespécies, sendo Veniliornis passerinus taenionotus (Reichenbach, 1854) a que ocorre na região Nordeste do Brasil.
Indivíduo adulto alcança 15cm de comprimento, tendo a asa 76 mm, a cauda 41 mm, o bico 15 mm e o tarso 17 mm. Seu peso é de aproximadamente 23 gramas. De cor verde-amarelada, mais clara nas partes inferiores. Possuem as coberteiras superiores das asas salpicadas de amarelo, partes inferiores barradas de cinza. A nuca e parte da cabeça são vermelhas no macho, em contraste com o restante do corpo.
Alimenta-se principalmente de insetos, mas também pode ocasionalmente comer algumas frutos, como manga e abacate. Durante a procura de alimentos macho e fêmea costumam está próximos. Eles acompanham bandos mistos na mata, explorando os troncos e apanhando insetos sob a casca. Descobre os locais onde tem insetos nos troncos das árvores através de pancadas, fazendo ausculta nestes, furam os galhos e troncos com broca, em seguida alimentam-se de larvas e ou besouros ali encontrados. 
Reproduz-se no período entre os meses de julho a novembro. Fazem seus ninhos em galhos secos, cavidades em palmeiras e colmos de bambu, onde põe seus ovos brancos e brilhantes. 
Habita as Caatingas, Cerrados, Matas de galeria, Matas de várzea e de terra firme, ocorrendo também nas bordas de matas secas, matas secundárias, clareiras e áreas abertas, podendo ser visto apenas um indivíduo, aos pares ou em grupos aparentados vocalizando "ki","Ki", "ki".
Ocorre da Venezuela à Bolívia, Paraguai, Brasil amazônico e central ( até o oeste do Paraná ) e setentro-oriental ( interior do Nordeste ).
Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar, Agreste Potiguar e Central Potiguar, sendo meus últimos registros nos municípios de Tibau do Sul e Monte Alegre.

Referências

F. Sagot-Martin, GOP. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003
LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.
SESC - Aves do Pantanal - disponível em http://www.avespantanal.com.br/paginas/170.htm Acesso em 08 de maio de 2015.
SICK, Helmut. Ornitologia Brasileira. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1997.
SIGRIST, T. Aves do Brasil: Uma Visão Artística, São Paulo:Editora Avis Brasilis, 2004.
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