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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sabiá-do-campo Mimus saturninus (Lichtenstein, 1823); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Sabiá-do-campo,papa-sebo, arrebita-rabo,sabiá-levanta-rabo, galo-do-campo, calhandra,tejo-do-campo ou sabiá-conga, entretanto seu nome científico é Mimus saturninus (Lichtenstein, 1823). Qual o significado do seu nome científico? A palavra Mimus(o gênero) é de origem latina "Mimus" que quer dizer imitar, mimica, enquanto que saturninus( epíteto específico) quer dizer sombrio, acinzentado ou cor de chumbo, ou seja, seu nome significa imitador cinzento, nome bem adequado para a espécie, pois parte do seu corpo é acinzentada,além de ser conhecida por imitar outras aves. O próprio nome da família(Mimidae) da qual faz parte também, mostra como a capacidade de imitar o canto de outras aves é típico das espécies desse grupo.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa ave em principalmente na região Central do RN, incluindo as áreas que fazem parte do Bioma Caatinga, tendo ocorrido meus últimos registros dessa espécie nos municípios de São Rafael,Jardim do Seridó(dezembro de 2014), Parelhas(dezembro de 2014), Carnaúba dos Dantas(dezembro de 2014) e Acari(dezembro de 2014) na região do Seridó potiguar. 


BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Freirinha Arundinicola leucocephala (Linnaeus, 1764); Fauna do RN

Casal de Freirinha(Arundinicola leucocephala) observado em janeiro de 2015, as margens da lagoa barrenta em Monte Alegre,Rio Grande do Norte.
  Ave conhecida popularmente como Freirinha, viuvinha, viuvinha-do-brejo, cabeça-de-louça, lavadeira-de-cabeça-branca, lavadeira-de-nossa-senhora, cabeça-de-vô e maria-velhinha, entretanto seu nome científico é Arundinicola leucocephala (Linnaeus, 1764). Pertence a família Tyrannidae, da qual também fazem parte por exemplo, bem-te-vis, suiriris e guaracavas.
Macho da espécie Arundinicola leucocephala (Linnaeus, 1764) observado em abril de 2012 as margens de um rio em Felipe Guerra, Rio Grande do Norte.
Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado com frequência essa espécie associada a bordas de porções de água, como: lagoas,rios,açudes e banhados em todas as regiões do território potiguar. 

BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

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domingo, 21 de junho de 2015

Gavião-carijó Rupornis magnirostris (Gmelin, 1788); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Gavião-carijó, Gavião-pega-pinto, Pega-pinto, Papa-pinto, Gavião-pinhel, Gavião-pinhé, Gavião-indaié,  Indaié, Anajé e Inajé, entretanto, seu nome científico é Rupornis magnirostris (Gmelin, 1788). O que significa seu nome? O primeiro nome,o gênero Rupornis é a junção de duas palavras de origem grega, sendo a primeira "rhupos", que quer dizer sujeira ou sujo e a outra "ornis" que significa pássaro; enquanto que a segunda palavra do nome científico, magnirostris é formada por duas palavras de origem latina, "magnus"que significa grande e "rostris" que significa bico, ou seja seu nome cientifico literalmente significa:  "gavião" sujo de bico grande. Pertence a família Accipitridae, da qual também fazem parte por exemplo o Gavião-caramujeiro(Rostrhamus sociabilis ), Gavião-caboclo(Heterospizias meridionalis) e a águia-chilena(Geranoaetus melanoleucus).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado com grande frequência essa ave de rapina em áreas urbanas, inclusive quase todos os dias passa um individuo vocalizando sobre a residência onde moro. Mas também tenho visto em áreas de pastagens, áreas desmatadas, nos resquicíos de Mata Atlântica e de Caatinga ainda preservados aqui no estado, o que mostra que é uma espécie bem abundante.


BIBLIOGRAFIA

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ferreirinho-relógio Todirostrum cinereum (Linnaeus, 1766); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como ferreirinho-relógio (seu canto parece com o som emitido ao dar corda em relógio) ,ferreirinho, sebinho-relógio, sebinho-de-dorso-cinza, relógio ou sibite, entretanto seu nome científico é Todirostrum cinereum (Linnaeus, 1766). Pertence a família Rhynchocyclidae, da qual também faz parte por exemplo o Sebinho-de-olho-de-ouro(Hemitriccus margaritaceiventer).
   
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie com frequência principalmente na vegetação associada a área urbana, mas também em fragmentos de Caatinga no interior do RN e nos remanescentes de Mata Atlântica, tendo sido os meus últimos registros nos municípios de Parnamirim, Nísia Floresta e Natal. 

BIBLIOGRAFIA

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.



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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Mulungu Erythrina velutina Willd.; Flora do RN

   Planta conhecida popularmente como Mulungu,Bico-de-pássaro, Canivete, Corticeira, Pau-de-coral, Muchocho,  Sananduva,Saranduba,Sanduí e Suínã, entretanto seu nome científico é único, Erythrina velutina Willd. Essa espécie pertence a família Fabaceae, onde também se encontram por exemplo representantes como Pau-brasil (Caesalpinia echinata Lam.) e o Angico(Anadenanthera colubrina). 
   A palavra Erythrina é de origem grega "erythros", que significa vermelho, fazendo referência à cor de suas flores. O epíteto específico “velutina” é de origem latina, refere-se ao fato da folha apresentar indumento de delicados e macios pelos (CARVALHO, 2008).
   Planta de porte arbóreo com altura média variando de 6 a  12 m e apresentando um tronco variando de 40 a 70 cm de diâmetro. Suas folhas são compostas trifolioladas, alternas, de folíolos cartáceos, velutino-pubescentes, medindo de 3 a 12 cm de comprimento. 
  Enquanto que as flores são vermelho-coral, grandes, formando inflorescências em panículas terminais, formadas com a árvore totalmente despida de sua folhagem, frutos do tipo legume, deiscente, com 5 a 8 cm de comprimento, contendo 1-3 sementes reniformes de cor vermelha e brilhantes (LORENZI, 2002).
   Espécie decídua, heliófita, comum em várzeas úmidas de rios da Caatinga do Nordeste do Brasil, ocorrendo na região Semi-árida dessa região e Vale do São Francisco, na orla marítima de Pernambuco e na floresta latifoliada semidecídua de Minas Gerais e São Paulo. Apresenta dispersão descontínua,sendo encontrada principalmente em formações secundárias. Planta de grande valor ornamental, devido a beleza de suas flores, o que tem proporcionado o uso crescente dela em projetos de arborização urbana. As suas flores que surgem do final do mês de agosto até dezembro, atraem diversas espécies de aves que vem se alimentar do néctar. Seus frutos ficam maduros de janeiro até fevereiro. Essa árvore também é utilizada como cerca viva, no sombreamento de cacaueiros e a madeira leve e macia é usada na produção de tamancos e jangadas (LORENZI, 2002). "A infusão da casca dos mulungus passa por poderoso calmante  e peitoral, sendo o cozimento da mesma aplicado em apressar a maturação de abcessos das gengivas, consoante Dias da Rocha"(BRAGA, 1976, p. 376). Ela pode se reproduzir por sementes(principalmente) ou estacas e apresenta rápido desenvolvimento.
   Ocorre principalmente no Bioma Caatinga, do Ceará até Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nos municípios de Parelhas na região do Seridó, e em Luís Gomes no alto oeste potiguar.

Bibliografia

BRAGA ,R. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. 

LORENZI, H.: Árvores Brasileiras – Manual de Identificação e Cultivo de Plantas e Árvores Nativas do Brasil. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, Vol. I, 2002.
MAIA, G. N. Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades. São Paulo: D & Z Computação Gráfica e Editora, 2004. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...