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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Cobra verde Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823); Fauna do RN

Philodryas olfersii(Linchtestein, 1823) (Photo - Washington Vieira). 
   Serpente conhecida popularmente como Cobra verde ou Cobra-de-cipó, entretanto seu nome científico é Philodryas olfersii. Ela pertence à família Dipsadidae. É uma serpente diurna que se alimenta de anfíbios, répteis, aves e pequenos mamíferos. Põe de 4 a 10 ovos (Vanzoline et al, 1980), com época preferencial de reprodução de setembro a novembro. Apresenta hábitos subarborícola,preferindo habitats vegetacionais, onde se torna críptica devido a sua coloração esverdeada. Nas árvores ela alcança as partes mais altas com facilidade, mas quando estão no solo se move com rapidez e também é excelente nadadora. Ela também é vista próxima de habitações humanas, escalando nas frestas. Ocorre em todo o Brasil (Vanzolini, 1980). Sua distribuição geográfica se dá em praticamente toda a América do Sul, ocorrendo no Brasil,Peru,Bolívia,Paraguai,Uruguai,Argentina,Colômbia,Guiana Francesa e Venezuela. Espécimes adultas atingem o comprimento de 1,40 m. 
   Quando se sente ameaçada e ou manipulada se torna bastante agressiva,podendo atacar o intruso várias vezes,como sua dentição é do tipo opistóglifa(dentes inoculadores de veneno na região posterior dos maxilares superiores), dificilmente ela consegue inocular veneno numa "mordida rápida". É importante destacar que serpentes da família Dipsadidae(antes Colubridae) não eram consideradas uma ameaça real aos seres humanos,sendo até então classificadas como "serpentes não peçonhentas". Porém, a partir de 1999, o Ministério da Saúde passou a considerar Philodryas olfersii, P. patagoniensis, P. viridissimus e Clelia plumbea (=Boiruna sertaneja) como serpentes de importância médica. Na literatura existe um registro da morte de uma criança no Rio Grande do Sul em 1992, causada por envenenamento através da mordida dessa serpente. Portanto deve-se evitar a aproximação e ou a manipulação dessas serpentes sem autorização ou na ausência de profissionais preparados e autorizados, para manipular esses animais para fins científicos ou qualquer que seja. 
   Atenção!!! Não é porque a Cobra verde através da inoculação de seu "veneno''(bem difícil) pode levar a óbito o ser humano,que você vai formar uma equipe e sair por aí matando as serpentes indiscriminadamente. Deve-se também lembrar da importância desses animais para o ecossistema e para os demais seres vivos, só destacando aqui por exemplo a importância delas como controladoras das populações de roedores.

REFERÊNCIAS:

Crédito da foto: Washington Vieira. Disponível em: http://www.ethnobiomed.com/content/8/1/27/figure/F35?highres=y Acesso em: 06 de julho de 2015.

Freire,Adauberto Antônio Valera. Fauna Potiguar.Natal:EDUFRN,1997.

Neto,Miguel Rocha. Guia ilustrado:fauna da escola das dunas de pitangui-ecossistemas terrestre. Natal: moura ramos,2001.

Rejâne M. Lira-da-Silva, Yukari F. Mise, Luciana L. Casais-e-Silva, Jiancarlo Ulloa, Breno Hamdan e Tania K. Brazil.SERPENTES DE IMPORTÂNCIA MÉDICA DO NORDESTE DO BRASIL SNAKES OF MEDICAL IMPORTANCE IN NORTHEAST OF BRAZIL. Gaz. méd. Bahia 2009;79 (Supl.1):7-20 www.gmbahia.ufba.br.

Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823). Disponível em:file:///D:/Downloads/Philodryas%20olfersii%20%28Lichtenstein,%201823%29.htm Acesso em: 31/10/2010.

Vários autores. Envenenamento por Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823) atendido no Hospital da Restauração do Recife, Estado de Pernambuco, Brasil: relato de caso. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0037-86822010000300025&script=sci_arttext Acesso em: 31/10/2010.
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Um comentário:

  1. Obrigado pelas informações. São muito importantes para quem vive em regiões próximas de vegetação intensa, em que estes animais vivem, sabendo-se que se deve evita-las e ao mesmo tempo mante-las para o equilíbrio da cadeia alimentar.

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