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domingo, 10 de julho de 2016

Sucupira Bowdichia virgilioides Kunth


  Planta conhecida popularmente como Sucupira, Sucupira-preta, Sucupira-branca, Sucupira-do-cerrado, Sucupira-do-campo,Sucupira-mirim, Sucupira-açu, Sucupira-amarela, Sucupira-da-praia, Cutiúba, Cutiubeira, Sebepira, Cutiubeira, Acari-açu e Paricana, entretanto seu nome científico é Bowdichia virgilioides. Ela pertence a família Fabaceae( Leguminosae-Papilionoideae) da qual também fazem parte por exemplo, Mulungu(Erythrina velutina) e Cumaru(Amburana cearensis).      Essa espécie de porte arbóreo tem altura variável de 8 a 16 m de acordo com tipo de solo e tronco apresentando casca grossa, rugosa e acinzentada. Suas folhas são compostas pinadas, com número variável de 9 a 21 folíolos pubescentes, enquanto que suas flores de cor violeta tem até 3 cm de comprimento e se dispõe em panículas terminais. Seus frutos indeiscentes do tipo legume são vagens com cerca de 5 cm de comprimento. Durante o verão quando perde quase todas as suas folhas florescem e no final do mês de outubro se desenvolvem os primeiros frutos.
   A sucupira(Bowdichia virgilioides) é uma planta decídua, heliófita, seletiva xerófita, típica do cerrado. Considerada uma espécie pioneira se desenvolvendo tanto em formações primárias como secundárias e adaptada a terrenos secos e pobres(LORENZI, 2002). 
   Sua madeira de cor pardo-escura é pesada(densidade 0,91 g/cm³), fibrosa, sendo utilizada para diversos fins, como: esteios, dormentes, postes, linhas, tabuados, torno e fuso de prensas, trabalhos de marcenaria e carpintaria(BRAGA,1996). É considerada uma árvore ornamental devido a beleza das suas flores, sendo indicada para projetos paisagísticos nas cidades.

   "Segundo a medicina popular suas cascas amargas e adstringentes são empregadas com proveito nas diarréias crônicas e como depurativo. Ainda segundo o conhecimento popular as cascas das raízes passam por mais energéticas. Suas folhas são forraginosas ( p. 449,BRAGA,R., 1996)."
  Ocorre nos estados brasileiros do Pará,Amazonas,Amapá,Tocantins, Rondônia, Roraima, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e todos estados da região Nordeste, sendo encontrada nos Biomas Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia e Pantanal. Há registros também nos países da Venezuela e nas Guianas.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei até o momento essa espécie, nos municípios de Natal no Parque das Dunas, em Parnamirim na Mata do Jiqui e em Baía Formosa na RPPN Mata estrela.

Referências
BRAGA ,R. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2.  Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

LORENZI, H.: Árvores Brasileiras – Manual de Identificação e Cultivo de Plantas e Árvores Nativas do Brasil. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, Vol. I, 2002.
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