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domingo, 15 de outubro de 2017

Urubu-de-cabeça-amarela Cathartes burrovianus Cassin, 1845.

Urubu-de-cabeça-amarela(Cathartes burrovianus) pousado na vegetação da restinga as margens da lagoa de arituba, município de Nísia Floresta,RN.
   Ave conhecida popularmente por Urubu-de-cabeça-amarela ou Urubu-peba, entretanto seu nome científico é Cathartes burrovianus Cassin, 1845.
   Indivíduos Adultos chegam a atingir 65cm de comprimento, envergadura de 160cm e peso variável de 950 a 1550g. Apresenta como característica distinguível a coloração amarelada(amarelo claro ou alaranjado) de parte da cabeça, com uma mancha negra que se estende abaixo do olho, sendo as laterais do pescoço também amarelo.
   Constrói o ninho em cavidades naturais das árvores ou no emaranhado de raízes de gramíneas no solo, onde põem em média 2 ovos brancos pintados de marrom. 
    Habita em áreas abertas, campos, restingas, mangues, pântanos e matas de galerias. Geralmente são solitários, mas as vezes são vistos aos pares ou em pequenos grupos. Planam baixo com frequência sobre áreas alagadas, as vezes em voos rasantes capturam pequenos animais como peixes, sapos,serpentes e mamíferos, mas também inclui carniça em sua dieta.
   Espécie tipica das Américas, ocorrendo em todas as regiões do Brasil. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do estado, principalmente na Leste Potiguar associado as restingas.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

SIGRIST, Tomas. Guia de campo Avis Brasilis: avifauna brasileira. Avis Brasilis, 2009. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 8 de outubro de 2017

Angelonia biflora Benth.

Angelonia biflora fotografada em curso de rio na área da floresta de altitude do município de Luís Gomes,RN. Também observei a espécie na floresta serrana de Portalegre,RN. 
    Planta herbácea da família Plantaginaceae, Angelonia biflora é uma espécie nativa encontrada exclusivamente no Brasil, sendo considerada endêmica da Caatinga, habitando as áreas úmidas desse bioma, registrada principalmente nos brejos de altitude na região Nordeste do país. Até o momento sua distribuição geográfica está confirmada apenas para os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco.

Referência
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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domingo, 1 de outubro de 2017

Maria-boba Mechanitis lysimnia nesaea Hübner (1820)

Maria-boba (Mechanitis lysimnia nesaea) observada acasalando em fragmento de mata antropizada, no município de Monte Alegre,RN.
   Borboleta conhecida popularmente como Maria-boba ou Pequena-bandeira-espanhola, entretanto seu nome científico é único, Mechanitis lysimnia nesaea Hübner(1820).
   As larvas de Mechanitis lysimnia são gregárias e alimentam-se principalmente das folhas de plantas do gênero Solanum, como por exemplo Tomateiro-bravo( Solanum sinzibrifolium) que apresenta substâncias chamadas solaninas, estas ajudam a tornar os indivíduos adultos dessa espécie impalatáveis, tanto que algumas outras borboletas as imitam(BATES, 1862). Adultos de M. lysimnia são tão impalatáveis que aranhas do gênero Nephila ao detectar a presença de alomônios secretadas por essas borboletas na sua teia, corta a teia em volta da borboleta capturada, soltando-a da sua armadilha( teia de captura de alimento). 
  Os adultos alimentam-se do néctar da flores de algumas plantas, principalmente do gênero Eupatorium sp., sendo essa espécie encontrada no interior de florestas das América do Sul e Central.

Referências
BATES, H. W. Contributions to an insect fauna of the Amazon Valley
(Lepidoptera: Heliconidae). Transactions of the Entomological Society of London,
n. 23, v. 3, p. 495–556, 1862.

Geraldo Salgado-Neto. LEPIDÓPTEROS DO BRASIL (Agenda de Campo). Disponível em: https://guiasdecampo.wordpress.com/2010/12/24/lepidopteros-do-brasil-agenda-de-campo-geraldo-salgado-neto Acesso em 01 de outubro de 2017.
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domingo, 24 de setembro de 2017

Cereja-do-cerrado Eugenia punicifolia (Kunth) DC.

   Planta conhecida popularmente como Cereja-do-cerrado, Cereja-da-praia, Murta, Murta-vermelha, Pitanga, Pitanga-do-campo, entretanto seu nome científico é único, Eugenia punicifolia (Kunth) DC. .
   Espécie nativa de porte arbustivo que atinge em média 3m de altura e, apresenta flores belíssimas tornando-a espécie de grande valor ornamental, sendo fonte de alimento para abelhas(melíferas), enquanto que seus frutos elípticos e vermelhos quando maduros, são ingeridos principalmente por aves,sendo estas as grandes dispersoras das sementes dessa planta. Segundo a medicina popular suas folhas e cascas do caule apresentam propriedades antidiarréica e diurética.
    Esta espécie é endêmica do Brasil e apresenta ampla distribuição no país, ocorrendo nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Amazônia nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná).

Referências

Aline Stadnik & Marla Ibrahim U. de Oliveira e Nádia Roque. Levantamento florístico de Myrtaceae no município de Jacobina, Chapada Diamantina, Estado da Bahia, Brasil. Hoehnea 43(1): 87-97, 2016.

Eugenia in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10515. Acesso em: 24 Set. 2017.

Gabriel p. Soneghet & Luciana Dias Thomaz . Flora medicinal (Bignoniaceae e Myrtaceae) do herbário VIES. Resumos do 56º Congresso Nacional de Botânica. Disponível em http://www.botanica.org.br/trabalhos-cientificos/56CNBot/56CNBot-1389.pdf acesso em 24 de setembro de 2017.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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domingo, 17 de setembro de 2017

Jacu Penelope superciliaris Temminck, 1815

 Ave conhecida popularmente como Jacupemba, Jacucaca,Jacupeba,Jacu,Jacu-velho,Pava-chica ou Yacupoí, entretanto seu nome científico é único, Penelope superciliaris Temminck, 1815.
  Um indivíduo adulto atinge aproximadamente 55cm de comprimento e peso de 850 gramas. Tanto o macho quanto a fêmea apresenta a sobrancelha acinzentada ou esbranquiçada, íris vermelha, asas com bordas ferrugíneas,porém o macho apresenta barbela vermelha mais saliente. 
   Habita no estrato médio da vegetação das Caatingas, matas ciliares e copa das árvores na borda de florestas, vivendo em famílias compostas de 3 a 5 indivíduos. Seu ninho é construído geralmente no topo das árvores ou em galhos da vegetação sobre água. Neste é posto ovos lisos de cor branca que são incubados por cerca de 28 dias até o nascimento dos filhotes. Há registro de ninho feito sobre rocha no interior de floresta (Sick,1997). Alimenta-se principalmente de frutos, flores, folhas e brotos.
   Espécie nativa com distribuição geográfica no continente americano nos países da Argentina, Bolívia, Paraguai e Brasil, neste ocorre em todas as regiões. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Leste, nos municípios de Natal e Tibau do Sul.
    As maiores ameaças a esta espécie deve a destruição do seu habitat e principalmente a caça intensa, o que proporcionou o seu aparecimento na "Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção". Nesta lista(MMA,2014), "Penelope superciliaris alagoensis Nardelli, 1993" é classificada como espécie criticamente em perigo(CR), o que acarreta proteção integral a mesma, sendo proibida a sua captura, transporte, armazenamento,guarda, manejo, beneficiamento e comercialização, exceto para fins de pesquisa ou para a conservação da espécie,mediante autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes.

Referências
BirdLife International. 2016. Penelope superciliaris. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22678370A92770303. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22678370A92770303.en. Downloaded on 17 September 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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domingo, 10 de setembro de 2017

Borboleta Stalachtis phlegia (Cramer, 1779)

    Stalachtis phlegia (Cramer, 1779) é uma especie de borboleta da família Riodinidae que ocorre na região Neotropical, com registro de ocorrência na Venezuela, Suriname, Bolívia e Brasil. Nesse país ela foi documentada nos biomas da Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado, estando associada frequentemente a áreas abertas como clareiras, bordas de mata e campos, mas também ocorre em ambiente urbano. 
   Geralmente adultos da espécie são observados sozinhos visitando flores em busca de néctar. As lagartas comem partes de plantas das famílias Leguminosae e Simaroubaceae, estas especialmente amargas com fitoquímicos tóxicos, uma indicação de que provavelmente as borboletas desse gênero sejam impalatáveis, pois também apresentam mimetismo entre elas,sendo consideradas aposemáticas.

Referência
Magaldi, Luiza de Moraes.  Filogenia molecular e a delimitação taxonômica das espécies do gênero Stalachtis Hübner, 1818. Campinas-SP, 2015. Dissertação(Mestrado).

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domingo, 27 de agosto de 2017

Cabeça-de-velho Spilanthes urens Jacq.

Espécimes fotografados no campus central da UFRN em Natal,RN,Brasil.
  Planta conhecida popularmente como "Cabeça-de-velho", entretanto seu nome científico é Spilanthes urens Jacq. 
   Espécie terrestre de porte herbáceo que apesar de ter origem nativa, não é endêmica do Brasil, ocorrendo também na Colômbia, Costa Rica, México, Cuba, Jamaica e Venezuela.  Sua distribuição geográfica em território brasileiro, por enquanto foi confirmada apenas para os biomas da Amazônia e Cerrado, estando presente nas seguintes regiões e respectivos estados: Norte (Amazonas e Pará), Nordeste (Rio Grande do Norte), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul), Sudeste( Minas Gerais) e Sul (Paraná).

Referências
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Phoebis sennae ( Linnaeus , 1758 )

Phoebis sennae  ( Linnaeus , 1758 ) é o nome científico dessa espécie que é uma das borboletas mais comuns no Brasil, sendo observada geralmente em áreas abertas como bordas de matas, margens de estradas, jardins, matagais, parques e campos. Nesses ecossistemas, os indivíduos adultos de P. sennae se alimentam de néctar das flores de muitas espécies com túbulos longos, como por exemplo, Hibisco.  Ela tem ocorrência confirmada na América do Sul até o Sul do Canadá.




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sábado, 5 de agosto de 2017

Mandevilla scabra (Hoffmanns. ex Roem. & Schult.) K.Schum.

Mandevilla scabra é uma espécie de planta nativa, não endêmica do Brasil que ocorre nos biomas da Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Amazônia. Ela tem ocorrência confirmada em todas as regiões do país. 
Essa Liana latescente tem flores tubulosas, de coloração amarela com a fauce variando de laranja a vermelho, apresentando potencial ornamental, florescendo e frutificando de janeiro a maio.
Tenho observado-a geralmente em bordas de florestas ou de trilhas.

Referências
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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sábado, 29 de julho de 2017

Urubu-de-cabeça-vermelha Cathartes aura (Linnaeus, 1758)

  Ave conhecida popularmente como Urubu-de-cabeça-vermelha,Urubu-caçador, Jereba(Pará), Urubu-campeiro(Rio de Janeiro) ou Xem-xem(Pará), entretanto seu nome científico é único, Cathartes aura (Linnaeus, 1758). 
    Os adultos tem como característica distinta a coloração vermelha ou rósea da pele na cabeça e pescoço, escudo nucal branco ou amarelo, enquanto que nos jovens aquela coloração é negra. Atinge cerca de 49cm de comprimento total, envergadura de 137 a 180cm e o peso varia de 1,2 kg a 2 kg. As vezes voa próxima ao solo a procura de carniça, já que é uma espécie saprófaga e devido ao fato de ser uma das poucas aves com olfato bem desenvolvido, geralmente é a primeira espécie de urubu a chegar na carniça. Ocasionalmente pode alimentar-se de pequenos vertebrados.
    Vive em florestas, bordas de matas e campos, onde pode ser visto formando pequenos grupos ou isolados. Constroem seu ninho principalmente no solo, mas também as vezes usa ocos de árvores, onde põe dois ovos que são incubados por até 41 dias. Os filhotes são alimentos pelos pais com alimento regurgitado por eles.
    Nativa, tendo sua distribuição na América do Sul até o sul do Canadá, ocorrendo em todo o Brasil. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do estado: Leste Potiguar, Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Turnera melochioides Cambess.

    A Turnera melochioides  é uma planta nativa de porte subarbustivo a arbustivo que no Brasil ocorre nos biomas da Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Amazônia, estando distribuída nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste(Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e Sudeste(Minas Gerais).

Referências
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Chorozinho-de-papo-preto Herpsilochmus pectoralis Sclater, 1857.

Fêmea de Chorozinho-de-papo-preto Herpsilochmus pectoralis Sclater, 1857.

    Ave conhecida popularmente como Chorozinho-de-papo-preto ou Chorozinho-sinistro, entretanto seu nome científico é único, Herpsilochmus pectoralis Sclater, 1857.
  Um Indivíduo adulto atinge cerca de 13cm de comprimento, apresenta dimorfismo sexual, tendo o macho uma nódoa preta no peito como característica típica, enquanto a fêmea não possui, sendo seu  ventre alaranjado. Alimenta-se de maneira geral de insetos.
  "Habita a caatinga arbórea, floresta semidecídua, florestas decíduas, florestas de galeria, florestas secundárias em estágio avançado de regeneração e restinga arbórea". Ave endêmica do Brasil, tendo sua distribuição restrita até o momento aos seguintes estados do Nordeste: Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Bahia. 
  Espécie ameaçada de extinção classificada na categoria "vulnerável", devido a destruição das florestas na área de ocorrência dessa espécie, o que contribuiu para redução das populações dela, e as que restaram estão separadas devido a grande fragmentação das florestas originais. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Leste Potiguar.

Referências
BirdLife International. 2017. Herpsilochmus pectoralis. (amended version published in 2016) The IUCN Red List of Threatened Species 2017: e.T22701577A110860821. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2017-1.RLTS.T22701577A110860821.en. Downloaded on 12 July 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Borboleta Ascia monuste (Linnaeus, 1764)

     A Borboleta da espécie Ascia monuste (Linnaeus, 1764) é uma das mais comuns no Brasil, mas sua distribuição geográfica não está restrita a esse país, pois ela é típica das Américas. Ela é observada principalmente em áreas abertas, jardins e plantações, onde os indivíduos adultos alimentam-se de néctar de várias flores. No entanto as lagartas(fase larval) dessa espécie consomem as folhas de várias plantas da família Brassicaceae, como a couve (Brassica oleracea L.), brócolis (Brassica oleracea L.),agrião (Lepidium ruderale L.),mostarda (Sinapis arvensis L.) e nabiça (Raphanus raphanistrum L.), sendo em alguns casos essas lagartas consideradas pragas, devido ao grande impacto nas plantações causando prejuízo financeiro. Porém, é importante ressaltar que essa espécie na fase adulta(alada) é uma das principais polinizadoras dessas mesmas plantas que são consumidas pelas lagartas. 
   "A lagarta apresenta coloração amarelada nos três primeiros instares e cinza esverdeada nos últimos, com a cabeça de cor amarela em tom escuro. O adulto possui asas de coloração branca amarelada, com bordas em marrom escuro na parte dorsal e marrom claro na parte ventral. Os sexos diferenciam-se por a fêmea apresentar uma pequena mancha no primeiro par de asas, e ter coloração na borda das asas mais intensa que o macho(Costa et al, 2012)."

Referências
Ascia m. monuste (Linnaeus, 1764). Disponível em http://butterfliesofamerica.com/ascia_m_monuste.htm Acesso em 30 de junho de 2017.

Costa, Mariana Fonseca; Salvadé,Vanessa Santos & De Avila Jr,Rubem Samuel; Ciclo do desenvolvimento pós-embrionário de Ascia monuste (Linnaeus)(Lepidoptera, Pieridae) Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão. 2012. Disponível em : http://seer.unipampa.edu.br/index.php/siepe/article/view/1367 Acesso em 30 de junho de 2017. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Piriqueta guianensis N. E. Br

A espécie 'Piriqueta guianensis' pertence a família Turneraceae.
Esta erva perene faz parte da vegetação dos biomas Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Amazônia, distribuindo-se nas seguintes regiões e estados brasileiros: Norte (Roraima, Tocantins) e Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe).

Referências
BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 66, n. 4, p. 1085–1113, 2015.

ROCHA, L.; MELO, J. I. M.; CAMACHO, R. G. V. Flora do Rio Grande do Norte, Brasil: Turneraceae Kunth ex DC. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 63, n. 4, p. 1085–1099, 2012.
 
ROCHA, L.; RAPINI, A. Flora da Bahia: Turneraceae. Sitientibus, Série Ciências Biológicas, Feira de Santana, v. 15, p. 15–72, 2015.
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domingo, 11 de junho de 2017

Andorinha-do-rio Tachycineta albiventer (Boddaert, 1783)

    Ave conhecida popularmente como Andorinha-do-rio ou Andorinha-ribeirinha, entretanto seu nome científico é único, Tachycineta albiventer (Boddaert, 1783).
   O individuo adulto mede cerca de 13cm de comprimento,sendo machos e fêmeas muito parecidos. De acordo com (Turner e Rose, 1989) a espécie pode ser identificada através da presença de mancha branca nas penas de voo interiores, enquanto as penas de voo exteriores são mais pretas, azul e verde de acordo a exposição a luz. Ainda de acordo com das condições de luminosidade a cabeça é azulada, a testa varia entre o verde e o azul brilhante, os loros são pretos, as auriculares de cor preta azulada e a parte ventral é praticamente toda branca. 
  A Andorinha-do-rio(Tachycineta albiventer) é observada frequentemente aos casais ou em pequenos grupos, geralmente associada a porções de água como rios(daí seu nome popular), açudes e lagos. As margens desses ecossistemas aquáticos constroem seus ninhos, em fendas de árvores ou em barrancos sendo nesse caso, o buraco escavado como uma tigela, onde adiciona capins e outros materiais macios. Alimenta-se de insetos que captura em voos rápidos, as vezes sobrevoando a lâmina d´água nesses locais.
    Essa espécie tem sua distribuição geográfica em praticamente toda a América do Sul, sendo que no Brasil ocorre em todas as regiões do país. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nas mesorregiões Central Potiguar, Agreste Potiguar e Leste Potiguar, mas ela é relativamente comum em todo território do RN.

Referências
BirdLife International. 2016. Tachycineta albiventer. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22712065A94317143. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22712065A94317143.en. Downloaded on 11 June 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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domingo, 4 de junho de 2017

Carrapicho-de-cavalo Krameria tomentosa A.St.-Hil.

  Planta conhecida popularmente como Carrapicho-de-cavalo, Carrapichinho, Ratanha de Nova Granada , Ratanha de salvanille, entretanto seu nome científico é único, Krameria tomentosa A.St.-Hil.
    Espécie nativa com ocorrência confirmada na Bolívia e Brasil, neste país sendo encontrada nos biomas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica com distribuição nos seguintes estados: Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
    Planta perene de porte subarbustivo a arbustivo que atinge cerca de 1 m de altura. Ela é utilizada na medicina popular no combate a disenterias,diarréias, hemorragias, hemorroidas e estomatites.

Referências

Costa-Lima, J.L. Krameriaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB8094>. Acesso em: 04 Jun. 2017
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

Renato Braga. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. P:175.
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domingo, 21 de maio de 2017

Ariramba-de-cauda-ruiva Galbula ruficauda Cuvier, 1816

   Ave conhecida popularmente como Ariramba-de-cauda-ruiva, Ariramba-de-cauda-castanha, Beija-flor-d'água, Beija-flor-da-mata-virgem, Beija-flor-do-mato-virgem, Beija-flor-grande, Bico-de-agulha, Bico-de-agulha-de-rabo-vermelho, Bico-de-sovela, Cuitelão, Fura-barreira, Fura-barriga, Guainumbi-guaçu, Sovelã e Barra-do-dia. Entretanto seu nome científico é único, Galbula ruficauda Cuvier, 1816.
   O indivíduo adulto atinge cerca de 23cm de comprimento total e peso médio de 23 gramas. Existe dimorfismo sexual na espécie, onde o macho pode ser identificado facilmente a partir da observação da garganta de cor branca, enquanto que na fêmea ela é de coloração ferrugínea e também seu abdômen é castanho mais pálido do que no macho. Alimenta-se exclusivamente de insetos voadores, principalmente do grupo Hymenoptera, mas também inclui outros como libélulas e mariposas.
   Normalmente essa espécie é observada aos casais, cava galerias em barrancos de rios ou estradas onde o terreno seja propício e também em cupinzeiros onde o casal choca até 4 ovos por ninhada e alimenta os filhotes após saírem do ninho por algumas semanas. Mantem-se ativa o dia todo, ficando as vezes imóvel em um poleiro por muito a espera de uma presa, os quais normalmente ela captura em voo.
   Ocorre em todo o território brasileiro, mas é rara na região Sul do país, sendo encontrada nas bordas ou clareiras de florestas, em áreas de matas secas, margens de rios e brejos. A sua distribuição geográfica estende-se além do Brasil, incluindo outros países da América, como: Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago e Venezuela.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie principalmente nas Mesorregiões Leste Potiguar e Agreste Potiguar, mas sabe-se também da ocorrência dela na Mesorregião Oeste Potiguar.

Referências

BirdLife International. 2016. Galbula ruficauda. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22682200A92934430. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22682200A92934430.en. Downloaded on 21 May 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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domingo, 7 de maio de 2017

Fridericia dispar (Bureau ex K.Schum.) L.G.Lohmann

  Planta da família  Bignoniaceae, sendo seu nome científico Fridericia dispar (Bureau ex K.Schum.) L.G.Lohmann.
   Essa espécie é nativa e endêmica(só ocorre nesse país) do Brasil, ocorrendo apenas na região Nordeste do país nos biomas da Caatinga e Cerrado, também sendo encontrada em florestas secas (LOHMANN, 2016). Geralmente floresce em junho, setembro e outubro, neste mesmo mês inicia a frutificação.

Referências
Fridericia in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB113366>. Acesso em: 07 Mai. 2017

Swami Leitão Costa; Isabella Johanes Nascimento Brito&José Iranildo Miranda de Melo. FRIDERICIA MART. (BIGNONIACEAE) NO SEMIÁRIDO DA PARAÍBA. Disponível em http://www.editorarealize.com.br/revistas/conidis/trabalhos/TRABALHO_EV064_MD4_SA2_ID584_06102016211900.pdf Acesso em 07 de maio de 2017. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 30 de abril de 2017

Sebinho-de-olho-de-ouro Hemitriccus margaritaceiventer (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)

   Ave conhecida popularmente como Sebinho-de-olho-de-ouro ou Maria-olho-de-ouro, entretanto seu nome científico é único, Hemitriccus margaritaceiventer (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837).
  Indivíduo adulto atinge cerca de 10cm de comprimento e aproximadamente 7 gramas de peso. De maneira geral a coloração da plumagem dorsal é verde-acinzentada e a parte inferior é branca rajada com tons cinza, enquanto na cabeça varia para marrom acinzentado, há evidente anel periocular verde-amarelado e as asas são marrom esbranquiçadas com bordas amarelas, sendo as remiges barradas. A coloração do olho varia de amarelo a laranja, mas nos jovens são escuros. 
   Sua alimentação consiste principalmente de insetos, mas incluí também outros pequenos animais em sua dieta. Geralmente é observado sozinho ou aos pares na vegetação arbustiva da mata ciliar e bordas de matas das Caatingas e Cerrados. Espécie nativa que ocorre na maior parte da América do Sul, estando presente em quase todo o Brasil, especialmente em ambientes dos biomas Caatinga, Cerrado e Pantanal.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar,Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar ou seja em todo território norte-rio-grandense.

Referências

BirdLife International. 2016. Hemitriccus margaritaceiventer. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22698933A93708968. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22698933A93708968.en. Downloaded on 30 April 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

Sigrist,Tomas. Guia de Campo Avis Brasilis: Avifauna Brasileira. São Paulo: Avis Brasilis,2014.
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domingo, 23 de abril de 2017

Trapiá Crateva tapia L.

   Planta conhecida popularmente como Trapiá, Tapiá, Cabaceira, Catauré, Capança ou Fruto de macaco, entretanto seu nome científico é único, Crateva tapia L.
   Espécie de porte arbustivo a arbóreo podendo atingir de 4 a 12 metros de altura, de copa fechada e arredondada que mantém as folhas(trifoliadas) maior parte do ano, sendo por isso muito indicada para arborização urbana, pois fornece uma sombra maravilhosa, além de ser nativa e útil na recomposição de ambiente degradado.
   A sua madeira clara é usada em obras internas na construção, forros, caixotaria,cabos, coronhas, tamancos e confecção de canoas (LORENZI, 2002). A casca dela tem cheiro semelhante ao de alho, sendo usada como febrífugo, antidisentérico, estomáquico e tônico segundo a medicina popular  (CRUZ, 1982). Além disso, ainda de acordo a medicina do povo, o chá da entrecasca e folhas é usado contra asma, a seiva como analgésico dental, as folhas para combater inflamação e irritação na garganta e seu suco contra hemorróidas(CASTRO,2010).
   O fruto pendente é arredondado e liso, de polpa branca envolvendo as sementes, variando da cor verde para amarelo quando está maduro. Serve de alimento para a fauna nativa e geralmente é usado pela espécie humana para fazer suco e bebida vinosa, além de ser indicado segundo a medicina popular para combater infecções do trato respiratório e usado como isca por pescadores (CRUZ, 1982). Resultados de pesquisas com extratos de suas folhas mostraram grande atividade antioxidante, sugerindo que ela poderá ser usada como provável fonte de compostos antioxidantes pela indústria.
    Suas flores de pétalas brancas e grandes estames avermelhados, formam uma inflorescência composta que atraem muitos animais, como abelhas, borboletas, mariposas e morcegos que vem se alimentar de néctar, produzido em boa quantidade. Algumas espécies de abelhas nativas como as dos gêneros Plebeia (jati ou mosquito) e Trigona(arapuá) procuram essas flores para coletar não apenas o néctar, mas também o pólen, sendo essa planta importante para conservação dessas abelhas nativas.
  Trapiá(Crateva tapia) ocorre nos biomas da Mata Atlântica,Caatinga, Cerrado e Amazônia, sendo encontrada nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: Norte (PA, AM, AC),Nordeste (RN, PE, PB, MA, CE, BA, AL, SE), Centro-Oeste (MT, MS) e Sudeste (ES, SP, RJ).


Referências

Camila Maia-Silva...[et al.]. Guia de plantas: visitadas por abelhas na Caatinga. 1. ed. Fortaleza, CE : Editora Fundação Brasil Cidadão, 2012.

CASTRO, Antonio Sérgio e Arnóbio Cavalcante. Flores da caatinga. Campina Grande: Instituto Nacional do Semiárido, 2010.

CRUZ, G.L. Dicionário de plantas úteis do Brasil. 2.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982. 600p.

LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 2002. 368p.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

Raissa de Sá Azevedo, Karwhory Wallas Lins da Silva , Kelly Barbisa da Silva, Aldenir Feitosa dos Santos & João Gomes da Costa. Resumo: POTENCIAL ANTIOXIDANTE DE Crataeva tapia L. Disponível em: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1033026/1/joaogomes.pdf Acesso em 23 de abril de 2017.

Renato Braga. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. 
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sábado, 8 de abril de 2017

Angelim-do-campo Andira humilis Mart. ex Benth.

   Planta conhecida popularmente como Angelim-do-campo, Angelim-rasteiro ou Mata-barata, entretanto seu nome científico é único,  Andira humilis Mart. ex Benth.
   Espécie nativa e endêmica(só ocorre aqui) do Brasil, de porte subarbustivo a arbustivo, geralmente atingindo cerca de 1m de alura. Ocorre nos biomas de Cerrado,Caatinga,Amazônia e Mata Atlântica(restinga), nas seguintes regiões e respectivos estados: Norte(PA, RO), Nordeste(MA,RN,PE,BA), Centro-Oeste(MT, DF, MS), Sudeste(MG,SP) e Sul(PR).
   Aqui no Rio Grande do Norte, ela "é encontrada ao longo das Florestas Estacionais Semideciduais de Terras Baixas com solos arenoso-avermelhados, campos abertos, fácies de cerrado e restinga subarbustiva". Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie ao longo da costa na restinga.

Referências
Fernando Periotto& Sonia Cristina Juliano Gualtieri de Andrade Perez e Maria Inês Salgueiro Lima. Efeito alelopático de Andira humilis Mart. ex Benth na germinação e no crescimento de Lactuca sativa L. e Raphanus sativus L. Acta Bot. Bras. vol.18 no.3 São Paulo July/Sept. 2004
http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062004000300003

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

Wallace Messias Barbosa São-Mateus, Domingos Cardoso, Jomar Gomes Jardim & Luciano Paganucci de Queiroz. Papilionoideae (Leguminosae) na Mata Atlântica do Rio Grande do Norte, Brasil. Biota Neotrop. vol.13 no.4 Campinas Oct./Dec. 2013 Epub Dec 2013
http://dx.doi.org/10.1590/S1676-06032013000400028




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segunda-feira, 27 de março de 2017

Canário-da-terra-verdadeiro Sicalis flaveola (Linnaeus, 1766)

    

   Ave conhecida popularmente como Canário-da-terra-verdadeiro, Canário-do-campo, Canário-do-chão (Bahia), Canário-da-horta, Canário-da-telha (Santa Catarina), Chapinha (Minas Gerais), Coroinha e Cabeça-de-fogo. Entretanto seu nome científico Sicalis flaveola (Linnaeus, 1766). Um indivíduo adulto da espécie atinge cerca de 13,5cm de comprimento e peso de aproximadamente 20 gramas. A plumagem do macho é amarelo-olivácea com estrias enegrecidas no dorso,as asas e cauda é de cor cinza-oliva e as pernas são rosadas, enquanto a fêmea tem o dorso de cor olivácea e a parte ventral com muitas estrias pardas. 
   Alimenta-se principalmente de grãos(sementes), mas pode  também incluir insetos em sua dieta em alguma ocasião. 
   Durante o período reprodutivo de agosto a novembro pode nidificar em uma variedade imensa de cavidades, como: ocos de árvores, entre plantas epífitas, em espaços abaixo de telhas, caixas de madeira, tubos de PVC, cavidades em bambus, caveiras de boi(cultura do interior), no qual o formato do ninho lembra uma pequena cesta, onde a fêmea põe de dois a cinco ovos esverdeados com várias pintas na cor marrom, sendo estes chocados por aproximadamente 15 dias. Comumente utiliza ninhos abandonados de outras aves, especialmente espécies do gênero Furnarius, mas também pode ser visto competindo com espécies do gênero Machetornis e Passer.
  Habita ambientes abertos, como campos, cerrado, caatinga, bordas de florestas, pastagens, plantações e gramados, sendo observado frequentemente em grupos fora do período reprodutivo,enquanto neste é visto geralmente aos casais ocupando um território. 
   Ave de canto belíssimo, sendo esse dos principais motivos da captura ilegal dessa espécie para criação em gaiolas, como também é muito procurada para rinhas de briga de canários, atividade criminosa e maléfica para os animais, sendo essas provavelmente as principais causas de desaparecimento dessa espécie em algumas regiões onde era comum. 
   Atualmente é encontrado em todas as regiões do Brasil, sendo encontrada em outros países, como: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Trinida e Tobago, Uruguai e Venezuela. Além disso foi introduzida em Cuba, na Jamaica e Estados Unidos.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas nas Mesorregiões Leste Potiguar e Central Potiguar, sendo minhas ultimas observações in loco, no município de Natal.

Referências

BirdLife International. 2016. Sicalis flaveola. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22723346A94813025. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22723346A94813025.en. Downloaded on 26 March 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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domingo, 19 de março de 2017

Marmeleiro-da-caatinga Croton cf. blanchetianus Baill.

   Planta conhecida popularmente como Marmeleiro ou Marmeleiro-da-Caatinga, entretanto seu nome científico é Croton blanchetianus Baill.
   Espécie de porte arbustivo a arbóreo, mas comumente visto com cerca de 2,5m de altura em solos arenosos ou pedregosos da Caatinga, podendo ser vista ocupando grandes áreas desmatadas de maneira homogênea. "Suas folhas são discolor, face adaxial verde, abaxial verde claro, membranácea; Casca acinzentada, flor branca e frutos verdes".
   Segundo FRANCO & BARROS, 2006 vem sendo usada na medicina popular pra combater o inchaço via oral e também a dor de estômago, vômitos, hemorragia uterina e diarréia (MATOS, 1999). 
  Além de ser uma espécie nativa, ela é endêmica do Brasil ocorrendo nas regiões do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe) e Sudeste (Minas Gerais) do país.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as "regiões" onde se encontra o Domínio das Caatingas,especialmente nas Mesorregiões Central Potiguar e Agreste Potiguar.

Referências
Croton in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB25478. Acesso em: 19 Mar. 2017

FRANCO, E. A. P.; BARROS, F. R. M. Uso e diversidade de plantas medicinais no Quilombo Olho D’água dos Pires, Esperantina, Piauí. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v. 8:: 78-88. 2006.

MATOS, F.J. A. Plantas da medicina popular do Nordeste: propriedades atribuídas e confirmadas. Fortaleza: Ed.UFC. 1999.
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quinta-feira, 9 de março de 2017

Borboleta Hemiargus hanno (Stoll, 1790)

  Borboleta da família Lycaenidae, uma das maiores famílias de lepidoptera do mundo, estimando-se em torno de 6.500 espécies para ela, sendo uma destas a da foto, Hemiargus hanno (Stoll, 1790). Essa borboleta ocorre em ambientes abertos, áreas antropizadas, bordas de florestas e de estradas,geralmente é observada visitando as flores da vegetação herbácea, em busca do seu alimento, o néctar das flores.

Para saber mais:
Butterflies of Cuba Hanno Blue. Disponível em: http://www.learnaboutbutterflies.com/Cuba%20-%20Hemiargus%20hanno.htm
Acesso em 09 de março de 2017.
Marcelo Duarte. Morfologia externa do adulto de Hemiargus hanno (Lepidoptera, Lycaenidae, Polyommatinae, Polyommatini). II. Região cervical, tórax e abdome. Link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0073-47212007000200009
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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Garça-azul Egretta caerulea (Linnaeus, 1758)

   Ave conhecida popularmente como Garça-azul, Garça-cinzenta ou Garça-morena, entretanto seu nome científico é único,Egretta caerulea (Linnaeus, 1758).
  O indivíduo adulto pode atingir cerca de 52cm de comprimento,a coloração da plumagem é cinzenta-azulada,enquanto no jovem varia de branca a malhada e este tem as pernas esverdeadas. Ela alimenta-se de peixes e pequenos animais invertebrados. Espécie de hábito solitária a gregária,podendo ser observada em pequenos grupos de dois a três indivíduos. Seus ninhos são construídos com gravetos, na vegetação de mangue acima da linha da água, onde a fêmea põe de dois a cinco ovos azuis. 
 Habita principalmente os ecossistemas de manguezais(mais comum), rios, lagos e praias, se movimentando lentamente pelas áreas alagadas a procura de alimento. Tem ampla distribuição no continente americano, sendo encontrada em todo território brasileiro associada a ambientes alagados, especialmente aos manguezais.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado esssa espécie apenas na Messoregião Leste Potiguar, sendo as vezes que observei-a, sempre em ambientes alagados de manguezais.

Referências

BirdLife International. 2016. Egretta caerulea. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22696944A93595047. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22696944A93595047.en. Downloaded on 25 February 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Catingueira Cenostigma cf. bracteosum (Tul.) E. Gagnon & G. P. Lewis

   Planta conhecida popularmente como Catingueira devido ao mau cheiro de suas folhas. Entretanto seu nome científico atual é Cenostigma bracteosum.
   Planta de porte arbustivo-arbóreo que dependendo das condições ambientais pode atingir 10m de altura. Seu tronco é de coloração acinzentada, seu fruto, uma vagem que tem de 5 a 7 sementes. Suas flores amarelas tem uma pétala central com pontos avermelhados que servem como referência para os animais que procuram o néctar, sendo as abelhas dos gêneros Xylocopa e Centris seus principais polinizadores. Mas outras espécies de abelhas nativas e outros animais como beija-flores e borboletas também se alimentam do néctar das flores dessa planta. Além disso, cavidades no tronco de árvores dessa espécie também são utilizadas por abelhas sociais ou solitárias na construção de seus ninhos.  
  Segundo a medicina popular usa-se as folhas e cascas no tratamento principalmente de disenterias e infecções catarrais. É uma planta nativa e endêmica do Brasil que ocorre principalmente na Caatinga.

Referências

Camila Maia-Silva...[et al.]. Guia de plantas: visitadas por abelhas na Caatinga. 1. ed. Fortaleza, CE : Editora Fundação Brasil Cidadão, 2012.

Castro, Antonio Sérgio e Arnóbio Cavalcante. Flores da caatinga. Campina Grande: Instituto Nacional do Semiárido, 2010.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

Renato Braga.Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. Pg. 413.

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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Pipira-preta Tachyphonus rufus (Boddaert, 1783)

   Ave conhecida popularmente como Pipira-preta ou Encontro-de-prata, entretanto seu nome científico é Tachyphonus rufus (Boddaert, 1783).
   Um indivíduo adulto alcança 18cm de comprimento e pode pesar 33g. Existe dimorfismo sexual, ou seja, o macho é aparentemente diferente da fêmea, enquanto o macho tem plumagem negra(apenas a dragona e as coberteiras inferiores da asa e axilares são brancas) a fêmea tem coloração geral parda-ferrugínea, assim como o imaturo. Alimenta-se principalmente de frutos, mas as vezes inclui em sua dieta pequenos insetos.
   Na época da reprodução após escolher seu parceiro constroem um ninho semelhante a uma tigela geralmente na vegetação de porte herbáceo-arbustivo, onde a fêmea põe de 2 a 3 ovos que são incubados por cerca de 13 dias. 
   Vive na vegetação principalmente de porte arbustivo, geralmente é observado macho e fêmea juntos em bordas de floresta ou em clareiras.
  Apresenta ampla distribuição geográfica no continente americano, ocorrendo na Argentina,Bolívia, Costa Rica,Colômbia,Equador,Guianas,Nicarágua,Panamá,Paraguai,Peru,Suriname,Venezuela e Trinidad e Tobago e Brasil. Aqui ocorre quase todos os estados brasileiros, apenas não foi registrada no Acre,Espírito Santo,Rio de Janeiro, Paraná,Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na Mesorregião Leste Potiguar, sendo minhas ultimas observações in loco, nos municípios de Tibau do Sul,Nísia Floresta e em Natal.

Referências

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Borboleta Pyrgus orcus (Stoll, 1780)

Indivíduo macho adulto da espécie Pyrgus orcus, observado em área aberta antropizada, em Parnamirim,RN,Brasil.

   Borboleta da família Hesperiidae, sendo seu nome científico Pyrgus orcus (Stoll, 1780). 
   Essa espécie tem sua ocorrência registrada em habitats alterados pelo homem,como pastagens, bordas de estradas, clareiras em florestas e bordas de matas, estando presente em altitudes de cerca de 1800m desde o México até a Argentina. 
   Os adultos de ambos os sexos, diariamente visitam várias espécies de plantas pequenas floridas,na busca por néctar, o alimento prediletos daqueles. Mas a lagarta, a fase larval da espécie, alimenta-se principalmente das folhas de plantas dos gêneros Malvastrum e Sida (Malvaceae). 



Referência
Orcus Chequered Skipper. Disponível em: http://www.learnaboutbutterflies.com/Andes%20-%20Pyrgus%20orcus.htm Acesso em 27 de janeiro de 2017.

Pyrgus orcus (Stoll, 1780)(Orcus Checkered-Skipper). Disponível em: http://butterfliesofamerica.com/pyrgus_orcus.htm Acesso em 27 de janeiro de 2017.

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domingo, 8 de janeiro de 2017

Alface d'água Pistia stratiotes L

Alface d'água(Pistia stratiotes) em tanque natural no município de Sítio Novo,RN.
    Planta conhecida como Alface d'água, entretanto seu nome científico é Pistia stratiotes L.
    Erva nativa que ocorre em ambientes aquáticos nos biomas brasileiros da Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e Pantanal, tendo sido confirmada nas seguintes regiões e respectivos estado do Brasil: Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul(Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina).

Referências

Henry-Silva, GG, Moura, RST. and Dantas LLO. Richness and distribution of aquatic macrophytes in Brazilian semi-arid aquatic ecosystems. Riqueza e distribuição de macrófitas aquáticas em ecossistemas aquáticos do semi-árido brasileiro.   Acta Limnologica Brasiliensia, 2010, vol. 22, no. 2, p. 147-156.
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Choró-boi Taraba major (Vieillot, 1816)

    Ave conhecida popularmente como Choró-boi,Choca-boi, Choca, Chororó-olho-de-fogo, Cã-cã-de-fogo, Piorim, Perua-do-mato(RN) e Corró(RN). Entretanto seu nome científico é Taraba major (Vieillot, 1816).
   Nessa espécie o indivíduo adulto tem comprimento total de até 27cm e peso médio de 55 gramas, apresenta dimorfismo sexual, ou seja o macho é aparentemente diferente da fêmea, onde o macho tem a plumagem da parte superior negra e a parte inferior branca, enquanto que na fêmea a plumagem superior é ferrugínea e a parte inferior é de cor branco sujo, mas ambos tem olhos vermelhos.
   Alimenta-se de pequenos animais, principalmente invertebrados. Seu ninho tem a forma de uma bolsa pendurada onde os pais chocam os ovos(em média dois). A época de reprodução dessa ave inicia-se em julho e pode ir até dezembro.
   Vive no interior de florestas secas, cerrados,matas ciliares e restingas, sendo encontrada geralmente na vegetação arbustiva, ás vezes próximo ao solo procurando alimento.
   Sua distribuição estende-se por quase toda a América do Sul(exceto no Chile), ocorrendo também do México ao Panamá, sendo sua ocorrência registrada em quase todo Brasil(exceto nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do estado(Leste potiguar,Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar), principalmente nas mesorregiões Leste e Agreste Potiguar, tendo sido minhas últimas observações nos municípios de Natal e Monte Alegre.


Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

Piorim (BM), Choca, Choró-boi . Taraba major. Disponível em: http://www.avespantanal.com.br/paginas/189.htm Acesso em: 02 de janeiro de 2017.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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