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domingo, 24 de setembro de 2017

Cereja-do-cerrado Eugenia punicifolia (Kunth) DC.

   Planta conhecida popularmente como Cereja-do-cerrado, Cereja-da-praia, Murta, Murta-vermelha, Pitanga, Pitanga-do-campo, entretanto seu nome científico é único, Eugenia punicifolia (Kunth) DC. .
   Espécie nativa de porte arbustivo que atinge em média 3m de altura e, apresenta flores belíssimas tornando-a espécie de grande valor ornamental, sendo fonte de alimento para abelhas(melíferas), enquanto que seus frutos elípticos e vermelhos quando maduros, são ingeridos principalmente por aves,sendo estas as grandes dispersoras das sementes dessa planta. Segundo a medicina popular suas folhas e cascas do caule apresentam propriedades antidiarréica e diurética.
    Esta espécie é endêmica do Brasil e apresenta ampla distribuição no país, ocorrendo nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Amazônia nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná).

Referências

Aline Stadnik & Marla Ibrahim U. de Oliveira e Nádia Roque. Levantamento florístico de Myrtaceae no município de Jacobina, Chapada Diamantina, Estado da Bahia, Brasil. Hoehnea 43(1): 87-97, 2016.

Eugenia in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10515. Acesso em: 24 Set. 2017.

Gabriel p. Soneghet & Luciana Dias Thomaz . Flora medicinal (Bignoniaceae e Myrtaceae) do herbário VIES. Resumos do 56º Congresso Nacional de Botânica. Disponível em http://www.botanica.org.br/trabalhos-cientificos/56CNBot/56CNBot-1389.pdf acesso em 24 de setembro de 2017.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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domingo, 17 de setembro de 2017

Jacu Penelope superciliaris Temminck, 1815

 Ave conhecida popularmente como Jacupemba, Jacucaca,Jacupeba,Jacu,Jacu-velho,Pava-chica ou Yacupoí, entretanto seu nome científico é único, Penelope superciliaris Temminck, 1815.
  Um indivíduo adulto atinge aproximadamente 55cm de comprimento e peso de 850 gramas. Tanto o macho quanto a fêmea apresenta a sobrancelha acinzentada ou esbranquiçada, íris vermelha, asas com bordas ferrugíneas,porém o macho apresenta barbela vermelha mais saliente. 
   Habita no estrato médio da vegetação das Caatingas, matas ciliares e copa das árvores na borda de florestas, vivendo em famílias compostas de 3 a 5 indivíduos. Seu ninho é construído geralmente no topo das árvores ou em galhos da vegetação sobre água. Neste é posto ovos lisos de cor branca que são incubados por cerca de 28 dias até o nascimento dos filhotes. Há registro de ninho feito sobre rocha no interior de floresta (Sick,1997). Alimenta-se principalmente de frutos, flores, folhas e brotos.
   Espécie nativa com distribuição geográfica no continente americano nos países da Argentina, Bolívia, Paraguai e Brasil, neste ocorre em todas as regiões. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Leste, nos municípios de Natal e Tibau do Sul.
    As maiores ameaças a esta espécie deve a destruição do seu habitat e principalmente a caça intensa, o que proporcionou o seu aparecimento na "Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção". Nesta lista(MMA,2014), "Penelope superciliaris alagoensis Nardelli, 1993" é classificada como espécie criticamente em perigo(CR), o que acarreta proteção integral a mesma, sendo proibida a sua captura, transporte, armazenamento,guarda, manejo, beneficiamento e comercialização, exceto para fins de pesquisa ou para a conservação da espécie,mediante autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes.

Referências
BirdLife International. 2016. Penelope superciliaris. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22678370A92770303. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22678370A92770303.en. Downloaded on 17 September 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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domingo, 10 de setembro de 2017

Borboleta Stalachtis phlegia (Cramer, 1779)

    Stalachtis phlegia (Cramer, 1779) é uma especie de borboleta da família Riodinidae que ocorre na região Neotropical, com registro de ocorrência na Venezuela, Suriname, Bolívia e Brasil. Nesse país ela foi documentada nos biomas da Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado, estando associada frequentemente a áreas abertas como clareiras, bordas de mata e campos, mas também ocorre em ambiente urbano. 
   Geralmente adultos da espécie são observados sozinhos visitando flores em busca de néctar. As lagartas comem partes de plantas das famílias Leguminosae e Simaroubaceae, estas especialmente amargas com fitoquímicos tóxicos, uma indicação de que provavelmente as borboletas desse gênero sejam impalatáveis, pois também apresentam mimetismo entre elas,sendo consideradas aposemáticas.

Referência
Magaldi, Luiza de Moraes.  Filogenia molecular e a delimitação taxonômica das espécies do gênero Stalachtis Hübner, 1818. Campinas-SP, 2015. Dissertação(Mestrado).

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