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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Sapo-d’água(Pipa carvalhoi), uma espécie adaptada a viver no meio aquático

Nomenclatura e classificação científica de Pipa carvalhoi

   Anfíbio anuro da família  Pipidae, na qual ocorrem 4 espécies no Brasil, onde uma delas ocorre no Rio Grande do Norte,  Pipa carvalhoi (Miranda-Ribeiro, 1937). Conhecido por Sapo-d’água ou Rã-d’água, tendo recebido esses nomes vulgares justamente por ser uma espécie de hábito subaquática. 

Aspectos bio-ecológicos de Pipa carvalhoi

   Espécies da família Pipidae vivem em corpos de água permanentes ou temporários, conservados ou  antropizados, riachos e remanso de córregos, em meio a matéria orgânica no substrato. Pipa carvalhoi possui adaptações  que lhe permite viver nesses ambientes aquáticos, como por exemplos, não possui língua, alimentando-se por sucção e reteve a linha lateral(Silva et al. 2010; Santana et al. 2014). Durante sua reprodução na água, a fertilização e incubação dos ovos ocorre na pele do dorso(nas costas) das fêmeas, onde os embriões se desenvolvem até emergirem(Fernandes,2011). Dessa forma, raramente a espécie usa o ambiente terrestre. 

Distribuição geográfica de Pipa carvalhoi 

   Sapo-d’água(Pipa carvalhoi) é endêmica(exclusiva) do leste do Brasil, sendo confirmada sua presença nos biomas da Mata Atlântica e Caatinga, com dois agrupamentos de populações ocorrendo um do Ceará à Sergipe e o outro no Sul da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais (Silva et al. 2010; Santana et al. 2014). No Rio Grande do Norte a espécie foi documentada pela primeira vez no município de Santa Maria, mesorregião Agreste Potiguar(Jorge, Freire e Kokubum,2015). 

   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado a espécie na mesorregião Central Potiguar, especificamente no Seridó e acredito que a espécie deve ocorrer também no Alto Oeste Potiguar.  P. carvalhoi não está ameaçado de extinção em nível global(IUCN,2010) e nacional atualmente, de acordo com a última lista disponível no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção(2018). No entanto, em muitos locais, percebe-se que sofre ameaça devido a poluição da água onde vive, por exemplo pelos efluentes agrícolas.

Referências

Cristina Arzabe, Gabriel Skuk, Manfred Beier. 2010. Pipa carvalhoi . A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN 2010: e.T58160A11728418. https://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2010-2.RLTS.T58160A11728418.en . Transferido em 12 de outubro de 2020 .

ICMBIO -Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 4162 p.

Jorge, J. da S., E. M. X. Freire, and M. N. de C. Kokubum. 2015. Geographic distribution: Pipa carvalhoi. Herpetological Review 46: 57.

Segalla, M.V., Caramaschi, U., Cruz, C.A.G., Garcia, P.C.A., Grant, T., Haddad, C.F.B., Santana, D.J., Toledo, L.F., Langone, J.A. (2019): Lista de espécies brasileiras-Brazilian Amphibians: List of Species. Herpetologia Brasileira 8(1): 65–96.

Santana, D.O., Franco, S.C., Rocha, S.M., Freitas, E.B., De-Carvalho, C.B., Faria, R.G. First record of Pipa carvalhoi (Miranda-Ribeiro, 1937) (Anura: Pipidae) in the state of Sergipe, northeastern Brazil. Check List 10(2): 407-408, 2014

Silva, E.T., Fernandes, V.D., Santana, D.J., Feio, R.N. Amphibia, Anura, Pipidae, Pipa carvalhoi (MirandaRibeiro, 1937): Distribution extension and geographic distribution map in the southeast of Brazil. Check List (UNESP) 6(3): 451-453, 2010.

Tatiana L. Fernandes, Marta Maria Antoniazzi, Estela Sasso-Cerri, Mizue Imoto Egami, Carla Lima, Miguel T. Rodrigues, and Carlos Jared "Carrying Progeny on the Back: Reproduction in the Brazilian Aquatic Frog Pipa carvalhoi," South American Journal of Herpetology 6(3), 161-176, (1 December 2011). https://doi.org/10.2994/057.006.0302 .

domingo, 19 de maio de 2019

Proceratophrys cristiceps (Müller, 1884), o popular sapo-boi ou sapo-bezerra

   Anfíbio anuro conhecido popularmente como Sapo-boi ou Sapo-bezerra, entretanto seu nome científico é Proceratophrys cristiceps (Müller, 1884). Essa espécie pertence a família Odontophynidae.
   O Sapo-boi(P. cristiceps) apresenta pequeno porte podendo atingir 5cm de comprimento total. A coloração dessa espécie é bem diversificada, apresentando-se sua região dorsal em castanho claro, castanho escuro, negro, ou até alaranjado, podendo ainda alguns indivíduos apresentarem uma faixa triangular claro no dorso. Seus olhos são relativamente grandes, seu tímpano não é visível, o saco vocal é simples, seus dedos não tem membranas interdigitais e não há discos nos artelhos nem crista craniana (MAGALHÃES Jr., 2009).
   Durante a estação seca indivíduos de P. cristiceps foram encontrados enterrados na areia no entorno de cursos de água, ou seja, estivando. Com as primeiras chuvas se desenterram, tornando-se ativos a noite vocalizando as margens de porções de água como riachos, onde formam casais em amplexo, se reproduzem de forma "explosiva", sendo os ovos depostos em ninhos de espuma nas águas lênticas, a partir dos quais surgem os girinos(Diva Borges-Najosa , 2004; MAGALHÃES Jr., 2009). Quando importunada pode inflar o corpo e estender os membros na tentativa de parecer maior do que realmente é, além de abrir a boca e vocalizar a fim de impressionar o intruso invasor ou até possivelmente alguns predadores. Alimenta-se de pequenos animais artrópodes.
   P. cristiceps é endêmica da região Nordeste do Brasil e apresenta ampla distribuição no bioma Caatinga. Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte, observei essa espécie apenas na mesorregião Central do estado, sendo as últimas vezes nos municípios de Florânia,Equador e Cerro corá.

Referências
Ana Carolina Carnaval, Diva Borges-Najosa 2004. Proceratophrys cristiceps. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T57299A11605470. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T57299A11605470.en. Downloaded on 18 May 2019.
Caldas, Francis L. Santos; Costa, Taís Borges; Laranjeiras ,Daniel Orsi; Mesquita ,Daniel Oliveira and Garda, Adrian Antonio. Herpetofauna of protected areas in the Caatinga V:Seridó Ecological Station (Rio Grande do Norte, Brazil). Check List 12(4): 1929, 17 July 2016 doi:
http://dx.doi.org/10.15560/12.4.1929
Diva Maria Borges-Nojosa Ednilza Maranhão dos Santos. Herpetofauna da área de Betânia e Floresta, Pernambuco. Disponível em : https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/19100/1/Caatinga.pdf Acesso em 18 de maio de 2019.
MAGALHÃES-JÚNIOR, A. J. C. Anurofauna de áreas da Caatinga de Pernambuco. Dissertação de Mestrado- Universidade Federal de Pernambuco-UFPE. Departamento de Zoologia, 2009. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/625 . Acesso em 18 de maio de 2019.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Sapo-de-verruga Rhinella granulosa (Spix, 1824)

   Anfíbio anuro conhecido popularmente como Sapo-de-verruga, Sapo granuloso ou Sapo cururu pequeno, entretanto seu nome científico é Rhinella granulosa (Spix, 1824). Pertence a família Bufonidae, da qual também faz parte o famoso Sapo cururu(Rhinella jimi).
   O macho da espécie Rhinella granulosa atinge em média 48,1mm de comprimento rostro-cloacal enquanto que a fêmea é maior alcançando em média 52,9mm. A origem do nome(granuloso) deve-se a presença de grânulos na região dorsal do corpo, esta apresenta ao fundo diferentes tons de marrom com algumas manchas mais escuras. Enquanto que a coloração da região ventral do corpo varia de esbranquiçada a creme com pontos negros, sendo que nos machos a região gular fica amarela-esverdeada na época reprodutiva. Suas glândulas de veneno(paratóides) são pouco aparentes. Apesar de apresentar essas glândulas(pequenas), se as pessoas não manusearem e nem apertarem elas não haverá risco  de envenenamento em contato com mucosas, sendo essa espécie importante predadora de insetos assim como outros sapos que ajudam a manter o "equilíbrio ambiental", não devem ser perseguidos ou mortos pelo ser humano.
   Espécie terrestre de hábito noturno que vive em lagoas, margens de riachos e poças. Ela apresenta reprodução explosiva, podendo em uma desova conter cerca de 900 ovos que são depositados na superfície d’água em um cordão gelatinoso. Havendo corpos de água pode se reproduzir durante todo ano, porém na estação chuvosa há um aumento na taxa reprodutiva. Alimenta-se de insetos como formigas e cupins, colaborando assim no controle das populações desses animais.
   O Sapo-de-verruga(R. granulosa) é encontrado principalmente na Caatinga, mas também ocorre em áreas do bioma Mata Atlântica, sendo sua distribuição restrita ao Nordeste e parte do Sudeste do Brasil. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte já observei essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar, Agreste Potiguar e Central Potiguar e, acredito que também ocorra na mesorregião Oeste do estado.

Referências
Albertina Pimentel Lima ...[et al.]. Guia de sapos da Reserva Adolpho Ducke, Amazônia Central. Manaus : Áttema Design Editorial, 2005.

Ednilza Maranhao dos Santos , Geane Limeira da Silva & Thamires Freitas Campos. Predação de Rhinella granulosa (Anura, Bufonidae) por Liophis poecilogyrus (Serpentes, Dipsadidae) na Caatinga, Pernambuco, Brasil. Revista Brasileira de Zoociências 12 (2): 195-198. 2010.

Hauanny Rodrigues Oliveira& Fernanda A. S. Cassemiro. Potenciais efeitos das mudanças climáticas futuras sobre a distribuição de um anuro da Caatinga Rhinella granulosa (Anura, Bufonidae). Iheringia, Série Zoologia, Porto Alegre, 103(3):272-279, 30 de setembro de 2013.

 Tavares, Robson Victor Ecologia e diversidade da herpetofauna associada à bromélia Encholirium spectabile Mart. ex Schult. & Schult. f. em uma área de Caatinga, Nordeste do Brasil – Patos, 2016. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais).

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Perereca Scinax cf. fuscomarginatus (A. Lutz, 1925); Fauna do RN

   Anfíbio anuro de pequeno porte, com cerca de 2,6 cm de comprimento rostro-cloacal, sendo seu nome científico Scinax fuscomarginatus. Essa espécie de perereca pertence a família Hylidae. Ela geralmente é encontrada geralmente na vegetação baixa próxima a corpos d’água temporários e permanentes, em locais abrigados e áreas de gramíneas. 
   Ocorre em ambientes florestados e áreas abertas, como o Cerrado,Pantanal,áreas de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica, distribuindo-se pelo leste da Bolívia, por todo território paraguaio e nordeste da Argentina e no Brasil a espécie existe no Estado do Amazonas, através do Brasil central, região Nordeste,Sul e Sudeste até o estado do Paraná.
    A espécie é tolerante a ambientes perturbados, e já foi encontrada em cultivo de arroz. Pode ser vista numa faixa altitudinal de 0 a 2.000 m de altitude.
   S. fuscomarginatus caracteriza-se por machos que se agregam em torno de poças permanentes ou temporárias para a reprodução, utilizando a vegetação marginal como sítio de vocalização. Sabe-se que o período reprodutivo é prolongado,sendo a desova depositada diretamente em corpos d’água lênticos, onde os girinos se desenvolvem.

Referências
Garda Lab,UFRN. Herpetofauna da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), Macaíba, RN. Disponível em: https://sites.google.com/site/larufrn/fotografia/herpetofauna-da-eaj-macaba-rn Acesso em 06 de agosto de 2014.

Guarino Colli, Lucy Aquino, Claudia Azevedo-Ramos, Débora Silvano, Norman Scott, José Langone 2004. Scinax fuscomarginatus. In:. IUCN 2014 IUCN Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Versão 2014.1. < www.iucnredlist.org >. Transferido em 21 de junho de 2014.

Luís Felipe de Toledo Ramos Pereira. BIOLOGIA REPRODUTIVA DE Scinax fuscomarginatus EM UM FRAGMENTO DE CERRADO NO SUDESTE DO BRASIL. Dissertação apresentada ao Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”, Campus de Rio Claro, para a obtenção do título de Mestre em Ciências Biológicas (Área de Zoologia). Orientador: Prof. Dr. DENIS OTÁVIO VIEIRA DE ANDRADE

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Perereca de banheiro Scinax x-signatus (Spix,1824); Fauna do RN.

      Anfíbio Anuro(sem cauda) da família Hylidae, conhecido popularmente como perereca de banheiro, mas cientificamente foi denominada Scinax x-signatus .


















   Scinax x-signatus é muito comum, sendo encontrada facilmente próximo a corpos d´água temporários na época das chuvas. Vive em áreas abertas, bordas de florestas e savana tropicais. Pode ser vista em algumas porções de água na área urbana devido a sua capacidade de adaptação a pertubação humana. Por isso também é encontrada no interior de residências, achando-se frequentemente no local mais úmido das casas, o banheiro.

Scinax x-signatus fotografada próximo ao banheiro de uma residência, em Parnamirim, Rio Grande do Norte.
Scinax x-signatus fotografada em uma residência no município de Parnamirim, Rio Grande do Norte.
Machos dessa espécie têm sido observados vocalizando sobre plantas do gênero Heliconia nas bordas de lagoas, como também sobre outras plantas acima de poças temporárias ou de gramínias na lagoa. Reproduz-se em água parada permanente e sazonal.

    Scinax x-signatus ocorre desde o nível do mar até 900m de altitude, no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname. De acordo com os cientistas não há grandes ameaças a esta espécie de maneira geral, tendo em vista que ela é comum em várias áreas protegidas, sendo a sua população considerada estável.

REFERÊNCIAS:
Miguel Trefaut Rodrigues, Ulisses Caramaschi, Abraham Mijares 2010. Scinax x-signatus .In: IUCN 2011. IUCN Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Versão 2.011,2. www.iucnredlist.org Transferido em 03 de janeiro de 2012 .

Natal. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo. Parque da cidade: um convite a preservação ambiental / Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo; Paulo Venturele de Paiva Castro (Coord. e Org.); Natal: Departamento de Informação, Pesquisa e Estatística, 2008.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Rã Pimenta Leptodactylus vastus (Lutz, 1930); Fauna do RN















Animal anfíbio anuro, conhecido popularmente como Rã Pimenta e cientificamente Leptodactylus vastus. Espécie da família Leptodactylidae. Ela possui hábitos aquáticos, podendo ser encontrado em alguns momentos nas margens de porções de água doce. L. vastus é uma espécie relativamente grande, medindo cerca de 18cm e podendo pesar 850g.

                              

                                                                                  Alimenta-se de insetos,pássaros,ratos,rãs,lagartos,serpentes,morcegos e filhotes de Timbú. Esta espécie é geralmente restrita a partes do nordeste do Brasil. Ela está associada a formações abertas tropicais, incluindo a caatinga e a parte adjacente do norte do cerrado (Heyer 2005). A Rã Pimenta possui ampla distribuição, presumindo-se existir uma grande população. Não se sabe se esta espécie está presente em todas as áreas protegidas. Estudos adicionais são necessários para a história natural e as ameaças a esta espécie.   
     Durante minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte vi essa rã as margens da lagoa de coca cola na RPPN Mata da Estrela,município de Baía Formosa, e em outra mata particular no município de Monte Alegre.


REFERÊNCIAS:
Neto,Miguel Rocha. Guia ilustrado:fauna da escola das dunas de pitangui-ecossistemas terrestre. Natal: moura ramos,2001.
Ronald Heyer 2008. Leptodactylus vastus. In: IUCN 2010. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2010.4. www.iucnredlist.org Downloaded on 16 January 2011.

domingo, 5 de setembro de 2010

Rã Cachorro (Physalaemus cuvieri Fitzinger, 1826); Fauna do RN.




A espécie das fotos é a Physalaemus cuvieri,conhecida popularmente como Rã Cachorro. As fotos foram tiradas na "trilha do pagão" depois de uma chuva rápida,na RPPN Mata Estrela no município de Baía Formosa,Rio Grande do Norte. Foi a única vez que vi esse anfíbio durante minhas excursões pelo estado. A Rã cachorro ocorre desde o nordeste do Brasil ao leste do Paraguai e Argentina,mas por se adaptar com facilidade a algumas alterações ambientais pode estar ampliando sua distribuição. E uma espécie ativa à noite e ocorre em muitos habitats, desde pastagens, campos abertos em regiões de caatinga e cerrado,mas também ocorre na Mata Atlântica,ocorrendo até 2.000 m de altitude.  Alimenta-se de muitos invertebrados como insetos,aranhas,minhocas e piolhos-de-cobra por exemplo. O período reprodutivo da Physalaemus cuvieri é restrito aos períodos chuvosos. As fêmeas podem desovar duas vezes por estação, tendo preferência por ambientes temporários. São depositados de 400 a 700 ovos brancos em ninhos de espuma parcialmente presos a terra ou a gramíneas. Estes ninhos são formados com o batimento dos membros posteriores dos machos sobre a desova liberada pela fêmea. machos vocalizam a partir do ocaso até o meio da noite. Estes vocalizam em ambientes permanentes ou temporários, a partir do chão em área brejosa de água parada. Nestes ambientes assume, durante a noite, posição semiflutuante em pequenas depressões encharcadas do solo. Pode ser, inclusive, encontrado em pegadas de gado após as chuvas. Quando os machos estão próximos podem cantar em coro. Durante o dia podem ser encontrados sobre pedras e troncos. Preservar a Biodiversidade é cuidar da vida, e cuidar da vida é cuidar de nós também!!!
Palavras chave: Fauna do RN; Anfíbios no RN;Anuros no RN;Família Leiuperidae no RN;Rã Cachorro no RN;
REFERÊNCIAS:
Abraham Mijares, Miguel Trefaut Rodrigues, Diego Baldo 2008. Physalaemus cuvieri. In: IUCN 2010. IUCN Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Versão 2.010,2. www.iucnredlist.org  Acessado em 15 de agosto de 2010.

sábado, 14 de agosto de 2010

Rã Leptodactylus troglodytes A. Lutz, 1926.; Fauna do RN


Animal Anfíbio Anuro(sem cauda) da família Leptodactylidae. Essa rã é também é conhecida popularmente como Gia, entretanto seu nome científico é Leptodactylus troglodytes. É uma espécie bastante comum,ocorrendo na região Nordeste do Brasil nos seguintes estados: Maranhão,Piauí,Ceará,Rio Grande do Norte,Paraíba,Pernambuco,Sergipe,Alagoas e norte da Bahia. Há também registros dessa espécie no no norte de Minas Gerais.


 Vive em ecossistemas de dunas da Mata Atlântica,Caatinga,Cerrado em porções de água doce,sendo encontrada também nas suas margens. Constrói ninhos de espuma e câmaras de incubação em solo úmido perto de lagoas temporárias. As larvas se desenvolvem na água. suas principais ameaças são a agricultura intensiva, o sobrepastoreio por animais e as queimadas. ESSAS FOTOS FORAM FEITAS NO MUNICÍPIO DE NÍSIA FLORESTA,RIO GRANDE DO NORTE,PRÓXIMO A LAGOA DE ALCAÇUS.

REFERÊNCIA:
Cristina ARZABE, Ronald Heyer 2008. Leptodactylus troglodytes. In: IUCN 2010. IUCN Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Versão 2.010,2. www.iucnredlist.org  Acessado em 15 de agosto de 2010.

Rã Ischnocnema ramagii(Boulenger, 1888);Fauna do RN





   Animal Anfíbio Anuro(sem cauda) da família Brachycephalidae,essa rã é conhecida cientificamente como Ischnocnema ramagii. Ela é nativa do Brasil,ocorrendo na região nordeste do país desde a Mata Atlântica do Rio Grande do Norte até o sul do Prado,no estado da Bahia.  I. ramagii vive em floresta primária e secundária, tanto na borda de matas como em áreas rochosas,sendo geralmente encontrada no chão de folhas na serrapilheira, e também na vegetação baixa. Apesar de ser uma espécie abundante,estar ameaçada por causa da perda de habitat devido à agricultura,pastoreio e assentamentos humanos. AS FOTOS ACIMA FORAM TIRADAS NA RRPN MATA ESTRELA,BAÍA FORMOSA-RN,ESPECIFICAMENTE NA TRILHA DO PAGÃO DEPOIS DE UMA CHUVA, EM MAIO DE 2010.


REFERÊNCIA:

Flora Junca, Ana Carolina Carnaval 2004. Ramagii Ischnocnema. In: IUCN 2010. IUCN Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Versão 2.010,2. www.iucnredlist.org . Acessado em 15 de agosto de 2010.


sábado, 10 de abril de 2010

Rã-manteiga(Leptodactylus macrosternum); Fauna do Rio Grande do Norte.




A primeira foto e a ultima foram feitas no município de Nísia Floresta,próximo a conhecida lagoa de "alcaçus", e a segunda as margens da lagoa coca-cola na RPPN Mata Estrela,Baía formosa, todas à noite. Depois do sapo cururu,esse é o anfíbio que mais vi em minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte . 
Conhecida popularmente como rã-manteiga e cientificamente como Leptodactylus macrosternum é da família Leptodactylidae. Essa rã é grande podendo os machos medir de 90-120mm enquanto as fêmeas entre 80-110mm. São anuros(anfíbios sem cauda) de hábitos noturnos. Quando adultos se alimentam de caramujos,lesmas e insetos,capturando-os com a língua. Habita lagos,açudes,brejos e pântanos. À noite é comum vê indivíduos nas margens de áreas alagadas,quando se sentem ameaçados saltam para água. Ocorre em toda América do sul a leste dos Andes. A época do acasalamento é de setembro a fevereiro. Os machos e fêmeas se reúnem perto de pântanos e começam a coaxar. O acasalamento dura cerca de 24 horas. A fêmea põe de 2000 a 3000 ovos por ano que o macho cobre com esperma. Os ovos são cobertos por uma massa gelatinosa,que protege de intempérie. Os jovens adultos são capazes de reprodução depois de 3 anos. Apesar da fêmea apresentar cuidado parental,os girinos desta espécie podem ser eventualmente predados por aves. É muito caçada por causa de sua carne. Preserve a natureza!


REFERÊNCIA:
Leptodactylus macrosternum. Disponível em : > http://www.vivaterra.org.br/anfibios.htm < Acesso em:10/04/10.

Perereca- de- bananeira(Boana raniceps); Fauna do Rio Grande do Norte.




































   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte vi essa bela "perereca" próximas a lagoas, em arbustos a margem de porções de água e em banheiros nos municípios de Baía formosa na RPPN Mata Estrela, em Nísia Floresta, Monte Alegre e Pedro Velho. Esse animal belíssimo é um anfíbio da ordem(grupo) Anura(anfíbios sem cauda),especificamente é uma perereca da família Hylidae. 
   Conhecida popularmente como perereca-de-bananeira por alguns, a Boana raniceps ocorre  na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana Francesa, Paraguai e possivelmente Peru. 
Tem hábitos noturnos e arborícola, ficando escondidas nas folhagens durante o dia e ao cair da tarde inicia a vocalização ainda no esconderijo e com o avançar da noite se desloca para próximo de lagos, pântanos ou rios.  São territorialistas e se ouvem outros machos vocalizando saem em perseguição a ele.

Preserve a natureza!
REFERÊNCIA:

Disponível em : > http://www.plantasdeaquario.com/zoo95.htm  < Acesso em:09/04/10.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Rã-das-dunas( Pleurodema diplolister); Fauna do Rio Grande do Norte.





















Estas fotos foram feitas à noite próximo a uma lagoa temporária no município de Nísia Floresta,Rio Grande do Norte. O único anfíbio que estava acostumado a ver era o sapo cururu,até que fui fazer uma trilha à noite próximo a uma lagoa e vi essa belíssima rã(ordem:anura). Depois em outra excursão a RPPN Mata Estrela, também vi essa espécie próximo a lagoa de coca cola. Ela possui hábito fossorial,passando a maior parte do tempo debaixo da terra ou enterrada na areia(percebe-se na foto). A reprodução é explosiva e ocorre em poças temporárias,com o desenvolvimento larval rápida. Essa espécie constrói ninhos de espumas na água. Pleurodema diplolister ocorre em toda região Nordeste do Brasil,nos estados do Maranhão,Rio Grande do Norte,Ceará,Bahia e Minas Gerais. Ela é encontrada até 750m acima do nível do mar. Habita o Cerrado,Caatinga e Dunas.  
Preserve a natureza!
BIBLIOGRAFIA:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sapo cururu Rhinella jimi (Stevaux,2002); Fauna do Rio Grande do Norte.

  Estive ministrando uma palestra sobre animais peçonhentos, num acampamento dos desbravadores no início de 2010 em Nísia Floresta-RN. A noite ao caminhar próximo a uma lagoa consegui ver cinco anfíbios(anuros),entre estes estava o popular sapo cururu ,aproveitei para fotografa-lo. 















INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O SAPO CURURU(Rhinella jimi).
    Sapo bastante comum em todo o nordeste brasileiro,pode chegar ao tamanho de 20cm e pesar aproximadamente 1kg. De hábito terrestre ,este anfíbio alimenta-se principalmente de insetos, não desperdiçando pequenos vertebrados como camundongos e pequenas serpentes. Um especialista,que examinou o conteúdo do estômago de 301 desses sapos,verificou que 51% do alimento total era composto de insetos nocivos à agricultura,42% de insetos indiferentes e 7% de insetos benéficos. Os sapos em geral são úteis,porém,nenhum se iguala ao Cururu,e tanto assim que outros países o têm importado como elemento indispensável à luta biológica contra os inimigos das plantas cultivadas. Seu canto é um trinado longo,grave e contínuo(em tupi,"kururu").














Possui glândulas de veneno(paratóides) próximas aos olhos e na região paracnêmica e só liberam a toxina somente quando pressionados.

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:

REINO:Animalia
FILO:Chordata
CLASSE:Amphibia
ORDEM:Anura
FAMÍLIA:Bufonidae
GÊNERO:Rhinella
ESPÉCIE:Rhinella jimi (Stevaux,2002).

BIBLIOGRAFIA:

Freire, Adauberto Antônio Valera. Fauna Potiguar. Natal: EDUFRN, 1997
   
Neto, Miguel Rocha. Guia ilustrado: fauna da escola das dunas de Pitangui-ecossistemas terrestre. Natal: moura ramos, 2001.


Santos,Eurico. Anfíbios e Répteis do Brasil:Vida e Costumes-vol.3. Ed.Itatiaia,Belo Horizonte.

Vários colaboradores. Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo. Parque da cidade: um convite a preservação ambiental / Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo; Natal: Departamento de Informação, Pesquisa e Estatística, 2008.