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domingo, 11 de setembro de 2016

Borboleta Heliopetes arsalte Linnaeus, 1758

    Borboleta da família Hesperiidae que pertence a espécie Heliopetes arsalte(Linnaeus, 1758). Ela vive principalmente em ambientes naturais de vegetação aberta e áreas antropizadas, mas também é observada em florestas, entre zero e 1500m de altitude. 

Referências
Neuza A. P. SILVA ; Eliezer B. ARAÚJO; Olaf H. H. MIELKE; Helena C. MORAIS. ASPECTOS BIOLÓGICOS DE Heliopetes arsalte (LINNAEUS, 1758) (Hesperiidae, Pyrginae) EM CERRADO DO DISTRITO FEDERAL. Biosci. J., Uberlândia, v. 28, n. 1, p. 114-117, Jan./Feb. 2012

domingo, 3 de julho de 2016

Polícia-inglesa-do-sul Sturnella superciliaris (Bonaparte, 1850)

   Ave conhecida popularmente como Polícia-inglesa-do-sul, Papa-arroz, Puxa-verão,Cheque ou Flamengo, entretanto seu nome científico é Sturnella superciliaris (Bonaparte, 1850).
  Pertence a família Icteridae,da qual também fazem parte por exemplo a Iraúna-de-bico-branco(Procacicus solitarius ), o xexéu(Cacicus cela), o vira-bosta(Molothrus bonariensis) e o garibaldi(Chrysomus ruficapillus).
   Indivíduos adultos atingem cerca de 18cm de comprimento e peso de aproximadamente 50g. O macho apresenta uma faixa branca sobre o olho,a plumagem do peito vermelha(intensa durante a reprodução) e na parte superior a coloração é negra, enquanto que a fêmea possui plumagem com vários tons de marrom, peito riscado e suavemente marcado de vermelho.
    Alimenta-se de insetos,larvas e sementes. Constroem os ninhos na vegetação rasteira na altura do chão, escondidos geralmente em moitas de capim, onde põe até 5 ovos.
   Habita área de várzeas e os campos úmidos de vegetação rasteira, sendo encontrado em algumas regiões em determinadas épocas do ano bandos na vegetação rasteira das margens de rios, sendo também observado frequentemente em plantações de arroz e outros campos de cultura.
   Ocorre em quase todo o território brasileiro, exceto na maioria dos estados da região Norte(sendo encontrado em Rondônia e Tocantins) e também da Argentina ao sul do Peru.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões potiguares(Mesorregião Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar), sendo as minhas últimas observações especialmente na mesorregião Leste do estado e os meus últimos registros foram no município de Monte Alegre.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

domingo, 15 de maio de 2016

Tico-tico-do-campo Ammodramus humeralis (Bosc, 1792)

   Ave conhecida popularmente Tico-tico-do-campo, Tico-tico-do-campo-verdadeiro ou Tico-tico-rato, entretanto seu nome científico é Ammodramus humeralis (Bosc, 1792).Pertence a família Passerellidae da qual também faz parte por exemplo o Tico-tico(Zonotrichia capensis ).
   Indivíduos adultos medem cerca de 13cm de comprimento e pesam aproximadamente 18 e não apresentam dimorfismo sexual, ou seja, machos e fêmeas são idênticos aparentemente. Apresenta coloração da plumagem predominantemente cinza, com dorso de cor marrom escura e negra, as vezes lembrando um pouco um indivíduo jovem de Sicalis flaveola, sendo a principal característica que identifica a espécie a presença de uma mancha amarela acima do olho.
  Alimenta-se de sementes e pequenos invertebrados, principalmente insetos.
  Nidifica no chão, sendo seu ninho em forma de tigela, onde a fêmea põe ovos azulados. Habita áreas abertas com vegetação rasteira, vivendo no solo no interior da vegetação rasteira, incluindo áreas de cultivo,campos, cerrados e restinga.
   Ocorre em quase todo território brasileiro, exceto no estado do Acre(ainda não há registro oficial da espécie), assim como também em quase todos os outros países da América do Sul, salvo no Chile e Equador.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie nas mesorregiões Agreste,Leste e Central Potiguar, sendo meus últimos registros nos municípios de Monte Alegre e Natal, sendo este último no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

Tico-tico-do-campo Ammodramus humeralis (Bosc, 1792). Disponível em: http://www.avescatarinenses.com.br/animais/1-aves/318-tico-tico-campo/www.youtube.com Acesso em 08 de fevereiro de 2016.

domingo, 1 de maio de 2016

Pombo-doméstico Columba livia Gmelin, 1789

  Ave conhecida popularmente como Pombo-doméstico, Pombo-comum e Pombo-das-rochas, entretanto seu nome científico é Columba livia Gmelin, 1789.
Pertence a família Columbidae da qual também fazem parte por exemplo a rolinha-picui(Columbina picui), a rolinha-roxa(Columbina talpacoti ), a juriti-pupu(Leptotila verreauxi) e a ribaçã(Zenaida auriculata).
   Indivíduos adultos medem cerca de 38 cm de comprimento cada e pesam aproximadamente 300 gramas.
   Alimentam-se principalmente de grãos e sementes, mas também inclui em sua dieta porções de restos da alimentação humana, demonstrando grande adaptabilidade ao ambiente urbano. 
É uma espécie monogâmica que se reproduz durante o ano inteiro,exceto no período de muda das penas, quando a fêmea põe em média 2 ovos que são incubados por até 19 dias. Fazem normalmente de duas a três posturas durante um ano, mas quando há abundância de alimento podem fazer mais posturas ao longo do ano,sendo esse um dos principais motivos da sua proliferação em muitas cidades. Após o nascimento dos filhotes, estes são alimentados com uma secreção do papo parecida com leite.
   Espécie originária da Eurásia e África que foi trazida ao Brasil pela família real portuguesa, sendo uma espécie exótica que além de competir diretamente por alimento com aves nativas, é considerada uma ameaça a saúde humana pois pode ser encontrada em seu organismo(reservatório) 70 diferentes micro-organismos patogênicos para a espécie humana(Haag-Wackernagel; Moch, 2004).
Ocorre em todo território brasileiro, sendo comum principalmente na área urbana dos municípios.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões potiguares(Mesorregião Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar), sempre associada as construções humanas na área urbana das cidades.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

HAAG-WACKERNAGEL, D.; MOCH, H. Health hazards posed by feral pigeons. Journal of Infection, v.48, n.4, p.307-313, 2004.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

Vânia de Fátima Plaza Nunes. PALESTRA: POMBOS URBANOS: O DESAFIO DE CONTROLE. Biológico, São Paulo, v.65, n.1/2, p.89-92, jan./dez., 2003

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Pardal Passer domesticus (Linnaeus, 1758)

   Ave conhecida popularmente como Pardal, entretanto seu nome científico é Passer domesticus (Linnaeus, 1758). Ave exótica originária do Oriente Médio que se dispersou pela Europa e foi introduzida no Brasil proveniente de Portugal.
   Indivíduos adultos medem cerca de 15cm de comprimento e pesam aproximadamente 30 gramas cada. O macho adulto apresenta garganta e loro de cor preta e píleo cinzento e o bico preto que torna-se amarelado durante o descanso reprodutivo; enquanto que as pardocas(fêmeas) não apresentam a garganta preta e possuem uma lista supraciliar clara e são um pouco menores que os machos. Na fase juvenil indivíduos da espécie parecem com as fêmeas.
   Alimenta-se de grãos, invertebrados como por exemplo insetos, mas também inclui em sua dieta frutos,flores e restos de comida de origem humana.
   A fêmea põe até 10 ovos cinzentos por vez em um ninho esférico feito geralmente pelo pelo macho, sendo aqueles incubados pelos pais por até 14 dias em média, quando nascem os filhotes que abandonaram o ninho tornando-se independentes depois de pelo menos duas semanas após nascimento.
    Ave de comportamento social complexo que vive em áreas abertas e também pode ser encontrada na borda de florestas, sendo observada frequentemente em locais com habitação humana, tanto na zona urbana como na zona rural dos municípios, podendo formar grandes bandos.
  Essa ave apresenta ampla distribuição geográfica, sendo considerada uma espécie cosmopolita, ocorrendo inclusive em todo o Brasil nas áreas urbanas.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte observei essa espécie em todos os municípios que visitei, estando presente em todas as mesorregiões potiguares(Mesorregião Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar), sendo encontrado de maneira geral  abundantemente no entorno das residências.

Referências

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

LUÍS FÁBIO SILVEIRA. Mundo das aves. O Pardal vai se extinguir no Brasil? Disponível em: http://www.ib.usp.br/~lfsilveira/pdf/a_2012_cecpardal.pdf Acesso em 26 de fevereiro de 2016.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

sábado, 2 de abril de 2016

Socó-boi Tigrisoma lineatum (Boddaert, 1783)

Socó-boi Tigrisoma lineatum (Boddaert, 1783),indivíduo adulto, observado ás margens do Rio Seridó em Jardim do Seridó,Rio Grande do Norte.
   Ave conhecida popularmente como Socó-boi, Socó-boi-ferrugem, Socó-pintado, Socó-onça, Iocó-pinim e Taiaçu, entretanto seu nome científico é único, Tigrisoma lineatum(Boddaert, 1783). Qual a o significado desse nome? A primeira palavra, o gênero Tigrisoma é formada por duas palavras de origem grega, vem de Tigris que quer dizer tigre e soma que quer dizer corpo; enquanto que a segunda palavra lineatum é de origem latina, vem de lineatum,lineatus,linea que quer dizer marcado com linhas. Sendo assim seu nome científico significa literalmente "Tigre corpo marcado com linhas", ou seja, transmite a ideia de uma ave que tem o corpo marcado com linhas como o tigre.

   Pertence a família Ardeidae da qual também fazem parte por exemplo o Socozinho(Butorides striata), a garça-vaqueira(Bubulcus ibis), a garça-azul(Egretta caerulea) e o savacu(Nycticorax nycticorax).
     É uma espécie de bico muito longo e os indivíduos adultos podem atingir cerca de 93 cm de altura, sendo a plumagem desses(tanto machos como fêmeas) adquirida com dois anos de idade, sendo identificados através do pescoço castanho e manto pardo-acinzentado, vermiculado de acanelado. Enquanto que indivíduos imaturos apresentam uma plumagem diferente, sendo frequentemente amarela com faixas transversais pretas, garganta e ventre brancos e bico relativamente curto. 
    Alimenta-se principalmente de peixes e anfíbios, mas incluí também em sua dieta répteis, crustáceos e insetos.  De hábito solitário, habita áreas de vegetação  que margeiam ambientes aquáticos, como rios, pântanos e brejos e nidifica no alto das árvores. Ocorre em todo território brasileiro, na Argentina e da  América Central à Bolívia.
      Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do território potiguar, que são: Leste potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar. As minhas últimas observações foram nos municípios de Jucurutu, Luís Gomes e Monte Alegre.


Referências

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.
GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

Sigrist, Tomas. Guia de Campo Avis Brasilis, Avifauna Brasileira. Editora Avisbrasilis, Vinhedo, São Pailo, 2009.

domingo, 13 de março de 2016

Alma-de-gato Piaya cayana (Linnaeus, 1766)


   Ave conhecida popularmente com Alma-de-gato(canto parece o gemido de um gato), Alma-perdida, Alma-de-caboclo, Atibaçu, Atingaçu, Atingaú, Atinguaçu, Atiuaçu, Chincoã, Crocoió, Maria-caraíba, Meia-pataca, Oraca, Pataca, Pato-pataca, Piá, Picuã, Picumã, Rabilonga, Rabo-de-escrivão, Rabo-de-palha, Tincoã, Tinguaçu, Titicuã, Uirapagé, Urraca e Pecuã. Entretanto seu nome científico é Piaya cayana (Linnaeus, 1766). 
    Pertence a família Cuculidae da qual também fazem parte por exemplo, anu-preto(Crotophaga ani), anu-branco(Guira guira) e papa-lagarta-de-euler(Coccyzus euleri).
Indivíduos adultos(tanto machos como fêmeas) possuem plumagem ferrugínea no dorso, peito acinzentado, região ventral escura, cauda extremamente longa também escura e com as pontas das retrizes claras, bico amarelado e íris vermelha.
   Alimenta-se de insetos, especialmente lagartas e come também pequenos frutos, ovos de outras aves e excepcionalmente lagartos e pererecas. Nidifica em arbustos e árvores, sendo o ninho forrado com folhas secas e em forma de panela rasa, onde a fêmea põe cerca de 6 ovos. Após a eclosão dos filhotes permanecem no ninho por aproximadamente uma semana e ainda ficam pelo menos mais 14 dias na dependência dos pais. Vive sozinho ou aos pares principalmente na copa da vegetação de matas ciliares, matas secundárias, capoeiras,cerrados e ambientes urbanos bem arborizados. Ocorre em todo território brasileiro e também tem ampla distribuição na América Latina.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie principalmente nas mesorregiões Leste Potiguar e Agreste Potiguar, sendo as minhas últimas observações nos municípios de Natal e Nísia Floresta.

Referências

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

Sigrist, Tomas. Guia de Campo Avis Brasilis, Avifauna Brasileira. Editora Avisbrasilis, Vinhedo, São Pailo, 2009.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Borboleta-rainha Danaus gilippus (Cramer, 1776)

Indivíduo macho da espécie Danaus gilippus (Cramer, 1776) fotografado no Parque da cidade Dom Nivaldo Monte em Natal,Rio Grande do Norte.

Borboleta conhecida popularmente como Rainha,entretanto seu nome científico é Danaus gilippus (Cramer, 1776). Pertence a família Nimphalidae e a subfamília Danainae, da qual também faz parte a cosmopolita Borboleta-monarca(Danaus plexippus).

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Borboleta Morpho helenor (Cramer, 1776)

Borboleta Morpho helenor (Cramer, 1776) registrada sobre serrapilheira no interior da floresta da RPPN Mata Estrela, em Baía Formosa,Rio Grande do Norte, Brasil.

    Borboleta da espécie Morpho helenor é muito semelhante a Morpho aquiles, podendo aquela ser identificada pela presença de "bandas largas verticais de azul brilhante em suas asas e pelos distintos anéis em branco, preto, amarelo e vermelho concêntricos que formam ocelos em suas asas posteriores marrom-oliva inferior". O tamanho destes ocelos, e a largura das bandas azuis no lado superior pode variar bastante. Em M. helenor a "banda submarginal esbranquiçada na asa posterior inferior se alarga em direção ao ápice e é o mais largo".
   Indivíduos machos são observados geralmente em atividade pela manhã e no final da tarde se alimentando de sais minerais em locais úmidos ou absorvendo urina no solo. Nesses ambientes aquáticos geralmente os machos encontram as fêmeas e se acasalam. Posteriormente as fêmeas depositam seus ovos em algumas plantas da família Fabaceae, de sairão as lagartas(fase larval) que se alimentam geralmente de plantas dos gêneros Macharium,Swartzia,Lonchocarpus, Pterocarpus e Dalbergia. As lagartas dessa espécie possuem glândulas eversíveis no tórax que emitem um odor forte, sendo essa uma estratégia de defesa. Ambos os sexos fechar suas asas imediatamente após o pouso. 
    Ocorre em florestas decíduas secas ao nível do mar, bem como nas florestas tropicais úmidas e nos Andes, em altitudes de até cerca de 1800m. É uma espécie encontrada em toda a região neotropical, ocorrendo nos seguintes países: Brasil, Panamá, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, México, Suriname, Guiana Francesa, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Honduras, Guatemala, Paraguai, Argentina e Trinidad e Tobago. 

Referências
Morpho helenor. Disponível em: http://www.learnaboutbutterflies.com/Amazon%20-%20Morpho%20helenor.htm Acesso em 04 de fevereiro de 2016.

Disponível em: https://netnature.wordpress.com/2014/02/12/ecologia-de-borboletas-morpho/ Acesso em 04 de fevereiro de 2016.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Bentevizinho-de-penacho-vermelho Myiozetetes similis (Spix, 1825)

  Ave conhecida popularmente como Bentevizinho-de-penacho-vermelho,Bentevizinho-topete-vermelho ou Bentevi-de-coroa-vermelha, entretanto seu nome científico é Myiozetetes similis (Spix, 1825). 
   Pertence a família Tyrannidae, da qual também fazem parte por exemplo o Bem-te-vi(Pitangus sulphuratus ), Tesourinha(Tyrannus savana),Gibão-de-couro(Hirundinea ferruginea) e Bagageiro(Phaeomyias murina).
  Indivíduos adultos medem cerca de 18cm de comprimento. Apresenta píleo vermelho(visível quando está excitado), bico preto,olhos claros, uma faixa branca acima dos olhos desde o bico até a nuca, garganta branca e região inferior amarela, dorso e asas marrom-esverdeadas.
   Alimenta-se de insetos e frutos. Seus ninhos são feitos com capins em galhos de arbustos, onde a fêmea põe em média 3 ovos. É observado geralmente aos pares ou em pequenos grupos vivendo em matas ou em áreas mais abertas conservadas e também é encontrada em áreas urbanas bem arborizadas.
   Ocorre em quase todo o Brasil, na Bolívia, Argentina e no México, podendo realizar migração na época mais fria para regiões mais quentes.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie principalmente na Mesorregião Leste Potiguar, sendo minhas últimas observações em Nísia Floresta,Parnamirim e Natal.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Abelha Arapuá Trigona spinipes (Fabricius, 1793)

  Abelha conhecida popularmente como Arapuá, Irapuá, Arapuã, Enrola-cabelo, Torce-cabelo, Abelha-de-cachorro, Xupé-pequeno, entretanto seu nome científico é único,Trigona spinipes (Fabricius, 1793). Pertence a família Apidae e a subfamília dos meliponíneos, sendo portanto uma abelha social sem ferrão. 
   T. spinipes apresenta cor predominantemente negra reluzente e atinge cerca de 8 mm de comprimento. Essa espécie forma colônia composta por operárias,zangões e rainhas(apenas uma se reproduz), sendo constituída por até 10.000 indivíduos, ás vezes até mais. Apesar de não ter ferrão, são consideradas agressivas, podendo se defender se enroscando no cabelo ou pelos de intrusos ou predadores,penetrar em orifícios(ouvido e narinas) e também atacam outras espécies de abelhas sem ferrão quando tentam invadir a colmeia destas procurando alimento. Além disso, podem causar danos a algumas culturas de plantas frutíferas devido ao hábito de cortar flores e folhas que servem de matéria prima na construção de seus ninhos e ainda podem furar botões florais prejudicando a floração e consequentemente a frutificação. Entretanto participam do processo de polinização de várias espécies vegetais importantes para a alimentação humana, como abóbora (Curcubita moschata), caju (Anacardium occidentale), girassol (Helianthus annuus), laranja (Citrus sinensis), melancia (Citrullus lanatus), pitanga (Eugenia uniflora), tamarindo (Tamarindus indica), entre outras.
    Constroem ninhos externos em galhos de arbustos ou árvores, sendo de formato globoso ou ovalado marrom com cerca de 50cm de diâmetro. Utiliza como matéria prima para confeção destes uma mistura de resina vegetal, outras partes vegetais, excrementos e barro. A entrada do ninho é relativamente grande e oval e em seu interior armazenam mel que do ponto de vista humano não é de boa qualidade, mas mesmo assim ainda há quem se interesse por ele, acreditando que o mesmo apresenta propriedades medicinais.
    Ela ocorre em grande parte do território brasileiro desde o Ceará até o Rio Grande do Sul e também tem registros da mesma no Paraguai e Província de Missiones (Argentina). 
     Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie de abelha em todas as mesorregiões potiguares, sendo encontrada principalmente no interior de fragmentos florestais.

Referências

Co-editor: Ministério do Meio Ambiente – Brasil. Guia Ilustrado de Abelhas Polinizadoras no Brasil. São Paulo, Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, 2014.

Nogueira-Neto, Paulo. Vida e Criação de Abelhas indígenas sem ferrão. São Paulo: Editora Nogueirapis, 1997.

Oilton J. D. Macieira; Edson A. Proni. Influência da temperatura na taxa respiratória de abelhas forrageiras Trigona spinipes (Fabricius) (Hymenoptera, Apidae, Meliponinae) durante períodos de verão e inverno.

Viviane C. Pires ... [et al.]. Abelhas em áreas de cultivo de algodoeiro no Brasil. Brasília, DF : Embrapa, 2014.    

sábado, 23 de janeiro de 2016

Vira-bosta Molothrus bonariensis (Gmelin, 1789)

   Ave conhecida popularmente como Vira-bosta(se refere ao hábito de revirar em fezes a procura de insetos), Gaudério, Godero, Chopim, Chupim, Chupim-vira-bosta, Melro, Maria-preta, Engana-tico, Rola-bosta e Zulego. Entretanto seu nome científico é Molothrus bonariensis (Gmelin, 1789). O que esse nome significa? A primeira palavra, o gênero Molothrus é de origem grega, vem das palavras Mölos que quer dizer "luta" e thöskö que quer dizer "impregnar, para o pai"; enquanto que a segunda palavra bonariensis é de origem latina, vem de bonara, que quer dizer "bom ar, referente a região de Buenos Ayres na Argentina". Sendo assim, seu nome científico faz referência a (ave) de Buenos Aires que luta pela atenção dos pais, nesse caso fazendo alusão aos filhotes que lutam pela alimentação oferecida pelos pais adotivos. 
  Pertence a família Icteridae da qual também fazem parte por exemplo, Xexéu(Cacicus cela ), graúna(Gnorimopsar chopi ), Encontro(Icterus pyrrhopterus ) e asa-de-telha-pálido(Agelaioides fringillarius).
   Indivíduos adultos atingem cerca de 21 cm de comprimento e 52 gramas, sendo a plumagem dos machos de cor azul-violeta em boas condições de iluminação, enquanto que nas fêmeas é de cor marrom fuligem e dorso negro, além de serem menores.
    Alimenta-se de sementes,insetos( e outros pequenos animais) e de frutos. Essa espécie é parasita, tendo em vista que a fêmea põe seus ovos em ninhos de outras aves, que acabam tornando-se "pais adotivos", ou seja, M. bonariensis não constrói ninho. Há relatos de que já foi encontrado ovos(pelo menos um por ninho) de Vira-bosta(Molothrus bonariensis) em ninhos de mais de 200 espécies de aves brasileiras, como por exemplo em ninhos da lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta) e do bem-te-vi (Pitangus sulphuratus).
   Ave gregária(vive em bandos) que pode ser vista em matas, mas habita principalmente áreas abertas, como campos de cultura, parques, pastos e jardins. Distribui-se pela América do Sul, exceto na cordilheira dos Andes, ocorrendo em todo o território brasileiro.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa ave principalmente na cidade do Natal, especificamente no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e na cidade de Parnamirim. No entanto há registros da espécie em todas as mesorregiões do estado.

Referências

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

Vira-bosta(Molothrus bonariensis) Disponível em: http://www.museudezoologia.ufv.br/bichodavez/edicao19.htm Acesso em 16 de janeiro de 2016.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Borboleta Dynamine postverta postverta (Cramer,1779)

Borboleta da família Nympahlidae, sendo seu nome científico Dynamine postverta postverta (Cramer,1779).
Essa espécie apresenta grande dimorfismo sexual, ou seja, o macho é bem diferente da fêmea, pois enquanto esta apresenta o dorso escuro com listas e máculas brancas, naquele(o macho) se destaca uma cor verde metálica. Ela vive em floresta secundárias, sendo encontrada frequentemente em locais onde ocorre plantas do gênero Dalechampia (Euphorbiaceae), que servem de alimento para as suas lagartas(fase larval dos lepidópteros).

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Beija-flor-de-garganta-verde Chionomesa fimbriata (Gmelin, 1788)


   Ave conhecida popularmente como Beija-flor-de-garganta-verde, entretanto seu nome científico é Chionomesa fimbriata (Gmelin, 1788).
Pertence a família Trochilidae, da qual também fazem parte por exemplo, rabo-branco-rubro(Phaethornis ruber), balança-rabo-de-bico-torto(Glaucis hirsutus) e beija-flor-de-bico-curvo(Polytmus guainumbi).
   Ocorre em todo Brasil, tanto na região litorânea do país como no interior deste, mas também é encontrada no Paraguai e Bolívia.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte pude observar essa espécie até o momento apenas nas mesorregiões Agreste Potiguar e Leste Potiguar, sendo meus últimos registros nos municípios de Monte Alegre e Nísia Floresta.

BIBLIOGRAFIA

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Borboleta Junonia evarete (Cramer, 1779); Fauna do RN


   Borboleta conhecida popularmente como Olho-de-pavão-diurno e cientificamente recebeu o nome de Junonia evarete (Cramer, 1779). Pertence a família Nymphalidae.
Essa espécie é encontrada geralmente em áreas abertas voando rapidamente e baixo, pousando com as asas abertas sobre ervas,rocha ou diretamente no solo. 

   A fêmea fecundada geralmente procura as plantas do gênero Lantana, Stachytarpheta(exemplo: Stachytarpheta cayennensis)e Laguncularia(exemplo: Laguncularia racemosa), encontrando-as ela põe os ovos na parte inferior das folhas dessas plantas, de onde tempo depois sairão as larvas(lagartas) que se alimentarão por um certo período, em seguira "enclausuram-se" passando pelas fases de pupa(crisálida) de onde sairão posteriormente na fase final-adulta(alada) ou imago. A fêmea adulta tem cores mais fortes e também é mais agitada, enquanto que a característica distintiva do macho adulto é a presença de asa posterior azulada.

BIBLIOGRAFIA
Geraldo Salgado-Neto. LEPIDÓPTEROS DO BRASIL(Agenda de Campo).

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Saíra-amarela Tangara cayana (Linnaeus, 1766); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Saíra-amarela, Saíra-cabocla, Guriatã-do-coqueiro,Sanhaçuíra, Sanhaçu-íris, Sanhaçu-macaco, Sanhaço-caboclo, Saí-amarelo, Saí-de-asas-verdes,Cara-suja, Capelo e Frevicente, entretanto seu nome científico é Tangara cayana (Linnaeus, 1766). Pertence a família Thraupidae, da qual também fazem parte por exemplo o Sibite(Coereba flaveola), Sanhaço-de-coqueiro(Tangara palmarum) e o Galo-de-campina(Paroaria dominicana). 
  O indíviduo macho adulto se caracteriza pela plumagem de cor alaranjada na maior parte do corpo,sendo contrastada pela presença de uma máscara negra presente na garganta e na barriga, que varia entre entre as várias subespécies. Enquanto que a fêmea adulta diferencias-se do macho por ser mais pálida e não apresentar a máscara negra. Seu comprimento total é em média de 15 cm e pode pesar cerca de 20 gramas. "O ninho da espécie é em forma de tigela e a postura pode constar de três ovos pesando em média 1.9g e medindo 20 mm x 14 mm(LIMA,2006)". Alimenta-se de frutos e insetos.
   Geralmente é visto dois ou mais indivíduos na Mata Atlântica e Cerrado, em florestas abertas e matas ciliares, parques e jardins. Ocorre nos seguintes países sulamericanos: Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e na Guiana Francesa.
    Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie em grande parte do território potiguar, incluindo as mesorregiões Leste potiguar, Agreste Potiguar e Central Potiguar, sendo vista principalmente nos municípios litorâneos. As minhas últimas observações foram num fragmento de mata em Monte Alegre e em Nísia Floresta, em tabuleiros litorâneos próximo a lagoa de alcaçuz.

BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Borboleta Pseudolycaena marsyas (Linnaeus, 1758)


    Borboleta da espécie Pseudolycaena marsyas (Linnaeus, 1758) que pertence a família Lycaenidae. 
Indivíduo adulto(alado) dessa espécie apresenta cerca de 6cm de envergadura, a face superior das asas de cor azul metálica,ocorrendo pequenas variações de tonalidade de acordo com a região,enquanto que a face inferior é esbranquiçada com detalhes em preto, prolongamentos filamentosos recurvados nas asas posteriores, que "imitam" antenas, o que proporciona redução nos ataques de predadores por trás. Por isso é comum encontrar indivíduos apresentando asas mutiladas. Ambos os sexos apresentam cauda. São ativas durante o dia e geralmente é vista isoladamente. 
Após o acasalamento, a fêmea procura fazer a postura em plantas das quais as larvas(lagartas) se alimentam, sendo estas consideradas polífagas, alimentando-se de néctar, frutos fermentados e flores. Há registros dela comendo partes de plantas do gênero Asterocarpus e da Mangifera indica L., a popular mangueira (Costa Lima, 1936). As lagartas tem o corpo inteiro de cor verde esmeralda camuflando-a com a planta hospedeira, enquanto na fase de pupa são de cor "palha" fixando-se em em folhas velhas. 
Apresenta distribuição geográfica desde a Colômbia até o Paraguai, sendo encontrada também em várias ilhas do Caribe.

BIBLIOGRAFIA
Pseudolycaena marsyas (Linnaeus, 1758). Disponível em http://www.learnaboutbutterflies.com/Amazon%20-%20Pseudolycaena%20marsyas.htm Acesso em 28 de agosto de 2015.
Pseudolycaena marsyas (Linnaeus, 1758). Disponível em http://lepidopterofilo.blogspot.com.br/2012/03/pseudolycaena-marsyas-linnaeus-1758.html Acesso em 28 de agosto de 2015. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Bacurauzinho-da-caatinga Hydropsalis hirundinacea (Spix, 1825)

  Ave conhecida popularmente como Bacurauzinho-da-caatinga ou Bacurau, entretanto seu nome científico é Hydropsalis hirundinacea(Spix, 1825). 
Pertence a família Caprimulgidae, da qual também fazem parte por exemplo o Bacurau-tesoura(Hydropsalis torquata), o Bacurauzinho(Chordeiles pusillus) e João-corta-pau(Antrostomus rufus). 
   Cada indivíduo adulto dessa espécie atingem cerca de 16cm de comprimento. São insetívoros, ou seja alimentam-se de insetos, principalmente aqueles noturnos, tendo em vista que são ativos a noite, capturando-os com a boca aberta durante o voo dos insetos. Põe geralmente 2 ovos da cor do ambiente, que pode ser diretamente no solo, em formações rochosas(lajedo) ou nas imediações de plantas de porte arbustivo ou arbóreo. Habita as matas secas e nas formações vegetais das Caatingas em toda a região semi-árida do Nordeste,sendo considerada uma ave endêmica do Bioma Caatinga, apesar de  ocorrer também no estado do Espírito Santo.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte já observei essa espécie nas mesorregiões Agreste Potiguar e Central Potiguar, sempre associado a afloramentos rochosos em meio a formações vegetais típicas do Bioma Caatinga, sendo os meus últimos registros nos municípios de Campo Redondo e Jardim do Seridó.

BIBLIOGRAFIA

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo: Editora Avis Brasilis, 2009.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Mariposa Castnia invaria Walker, 1854.; Fauna do RN

Classificação científica:
Reino: Animalia.
Filo: Arthropoda
Subfilo: Hexapoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Superfamília: Castnioidea
Família: Castniidae
Subfamília: Castniinae
Tribo: Castniini
Gênero: Castnia
Espécie: Castnia invaria Walker, 1854.

sábado, 26 de setembro de 2015

Beija-flor-de-barriga-branca Amazilia leucogaster (Gmelin, 1788)


Ave conhecida popularmente como Beija-flor-de-barriga-branca, entretanto seu nome científico é Amazilia leucogaster (Gmelin, 1788). 
Um indivíduo adulto apresenta cerca de 10cm de comprimento, possui pequena mancha branca atrás do olho(pós-ocular),bico reto com base da mandíbula rosada, região ventral de cor branca e dorsal predominantemente verde, com asas e cauda predominantemente escuras.
Está espécie habita em diferentes formações vegetais típicas da região litorânea do Brasil, como os ecossistemas de manguezais, restingas, tabuleiros litorâneos, jardins e áreas de cultivo, ocorrendo no país desde o estado do Espírito Santo até Roraima. Também ocorre na Venezuela e nas Guianas.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.