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domingo, 10 de dezembro de 2023

Borboleta conhecida como Fogo-no-ar, labareda ou borboleta-flambeau, espécie de grande longevidade

  Borboleta conhecida popularmente como Fogo-no-ar, labareda, borboleta-flambeau ou Borboleta-júlia, entretanto seu nome científico é único, Dryas iulia(Fabricius, 1775). Pertence a família Nymphalidae.

   Essa espécie apresenta de maneira geral coloração dorsal vermelho-arruivado com asas marginadas de preto, pode atingir 80mm de envergadura, sendo os indivíduos machos maiores e mais claros do que as fêmeas.

   A borboleta-flambeau(Dryas iulia) habita matas secundárias, borda de florestas, clareiras, áreas de pastagens e jardins, onde pode ser vista visitando flores por exemplo das plantas Lantana sp. e Eupatorium, se alimentando de néctar e pólen(algo incomum para outras borboletas). Além disso, também inclui em sua dieta sais minerais que absorve do solo, de frutos, da urina e ou lágrimas de alguns animais como jacarés. Supõe-se que essa dieta rica em proteínas e sais minerais é o que proporciona a ela ter maior longevidade em média do que outras borboletas. 

   Após o acasalamento a fêmea oviposita em plantas do gênero Passiflora(maracujá), sendo os ovos de cor variando de amarelo a laranja. Destes surgem as lagartas(fase larval) que comem as folhas do maracujá, as quais passam por 5 estágios antes de empuparem(crisálida) e posteriormente do casulo sairá a fase alada...

 A borboleta-fogo-no-ar(Dryas iulia) é tipicamente neotropical(ocorrendo nas Américas) com distribuição confirmada desde o sul dos Estados Unidos até o norte do Uruguai e Argentina.  Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte só observei essa espécie até o momento apenas na Mesorregião Central Potiguar, na RPPN Refúgio Jamacaii em Equador.

Referências
FioCruz. Borboletas e Mariposas. Disponível em: https://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/borboletas2.htm Acesso em 10 de dezembro de 2023.

Geraldo Salgado-Neto. LEPIDÓPTEROS DO BRASIL (Agenda de Campo). Disponível em: https://guiasdecampo.wordpress.com/2010/12/24/lepidopteros-do-brasil-agenda-de-campo-geraldo-salgado-neto Acesso em 10 de dezembro de 2023.

KERPEL, S. et al. Borboletas do Semiárido: conhecimento atual e contribuições do PPBio. Artrópodes do Semiárido: Biodiversidade e Conservação, n. 1999, p. 245–272, 2014.

Labareda, borboleta-flambeau ou borboleta-fogo-no-ar (Dryas iulia alcionea). biodiversity4all. Disponível em: https://www.biodiversity4all.org/taxa/50073-Dryas-iulia Acesso em 10 de dezembro de 2023.

Labareda, borboleta-flambeau ou borboleta-fogo-no-ar (Dryas iulia alcionea). Fauna Digital do Rio Grande do Sul. Disponível em: https://www.ufrgs.br/faunadigitalrs/labareda-borboleta-flambeau-ou-borboleta-fogo-no-ar-dryas-iulia-alcionea/ Acesso em 10 de dezembro de 2023.

sábado, 2 de novembro de 2019

Surucuá-de-barriga-vermelha Trogon curucui Linnaeus, 1766

    Ave conhecida popularmente como Surucuá-de-barriga-vermelha, Surucuá-de-coroa-azul, perua-choca, dorminhoco, maria-teresa, Barra-do-dia, peito-de-moça e cancão-de-fogo, entretanto seu nome científico é único, Trogon curucui Linnaeus, 1766. Essa espécie pode atingir 25cm de comprimento e peso aproximado de até 60 gramas. Apresenta dimorfismo sexual, onde o macho tem pálpebras amarelas, topo da cabeça azulada,dorso esverdeado e peito vermelho, enquanto a fêmea tem partes superiores e barriga de cor cinza.
    Alimenta-se de pequenos artrópodes, especialmente de insetos que as vezes são capturados em pleno voo. Incluem em sua dieta também vários frutos. O ninho é construído pelo casal em ocos de árvore, onde a fêmea poe de 2 a 4 ovos e tanto o macho quanto a fêmea cuidam da prole. Mas também usam cupinzeiros arborícolas para fazer o ninho.
   O Surucuá-de-barriga-vermelha(Trogon curucui) é uma espécie tipicamente florestal, ocorrendo na copa das árvores da restinga, da caatinga, brejos de altitude, nas matas ciliares e de cerrado. É espécie nativa e residente, apresentando ampla distribuição na América do Sul, ocorrendo na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Brasil, onde tem ocorrência confirmada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar, Agreste Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
BirdLife International 2018. Trogon curucui. The IUCN Red List of Threatened Species 2018: e.T22682816A130083709. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2018-2.RLTS.T22682816A130083709.en. Downloaded on 20 October 2019.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, L. M. Aves da Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação. 2013. 513f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2013.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

PIACENTINI, V. et al. Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, v. 23, n. 2, p. 91-298, 2015.

SESC - Guia de Aves do Pantanal. Trogon curucui. disponível em http://www.avespantanal.com.br/paginas/148.htm Acesso em 20 Out. 2019

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

Silva, M.; B.R.A. França; J.B. Irusta; G.H.B.O. Souto; T.M. Oliveira Jr.; M.C. Rodrigues & M. Pichorim. 2012. Aves de treze áreas de caatinga no Rio Grande do Norte, Brasil. Revista Brasileira de Ornitologia 20(3):312-328.

Vários autores/Associação Caatinga. Guia Reserva Natural Serra das Almas. Fortaleza. Gráfica LCR,2012.

domingo, 20 de outubro de 2019

Beldroega-da-praia Sesuvium portulacastrum (L.) L.

  Planta conhecida popularmente como Beldroega-da-praia, Beldroega-miúda, Beldro-da-praia, Capim-salgado ou Vídrio, entretanto seu nome científico é único,Sesuvium portulacastrum (L.) L..  Ela pertence a família Aizoaceae.
   Espécie perene de porte herbáceo, podendo atingir em média 5cm de altura, apresentando folhas oposta lineares ou oblanceoladas, gineceu com 2 a 5 estiletes, flores de cor variando de vermelho a rosa, incluindo lilás, seu fruto é do tipo pixídio. Sua floração e frutificação geralmente ocorre de janeiro a outubro.
   Beldroega-da-praia(S. portulacastrum) é nativa, porém não é endêmica do Brasil, apresentando ampla distribuição geográfica em quase todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo. No Brasil ocorre em diversas formações vegetais desde a Restinga até a Caatinga, sendo mais comum em solos arenosos e bem salinos e ou solos úmidos ou frequentemente inundados, mas também pode ser encontrada em solos mais secos. Sendo assim, já foi confirmada sua presença nos biomas da Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica, ocorrendo nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: Norte (Amazonas, Pará), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina).
Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar e Central Potiguar.

Referências
Couto, R.S.; Cardoso, L.J.T. Aizoaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB4256>. Acesso em: 05 Out. 2019.

Dores Melo, Maria das & Berta Lange de Morretes. ANATOMIA ECOLÓGICA DE Sesuvium portulacastrum L. (AIZOACEAE) OCORRENTE NA RESERVA BIOLÓGICA DO ATOL DAS ROCAS, ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. Disponível em: https://periodicos.unifacex.com.br/Revista/article/view/27/8 Acesso em 05 de out. 2019.

Lima ,Laura Cristina Pires; Reyjane Patrícia de Oliveira & Ana Maria Giulietti. Flora da Bahia: Aizoaceae. Sitientibus série Ciências Biológicas 12(2): 189–192. 2012.

Couto,Ricardo Sousa; Aluisio José Fernandes Junior & Rosana Conrado Lopes. Flora do Rio de Janeiro: Aizoaceae. Rodriguésia 68(1): 013-015. 2017.

sábado, 5 de outubro de 2019

Casaca-de-couro-amarelo Furnarius leucopus Swainson, 1838

  Ave conhecida popularmente como Casaca-de-couro-amarelo,Amassa-barro,Oleiro,Maria-de-barro,João-de-barro e Maria-de-barro-de-pés-brancos, entretanto seu nome científico é único, Furnarius leucopus Swainson, 1838. 
  Essa espécie quando na fase adulta atinge comprimento total médio de 17cm e peso de aproximadamente 35 gramas. Apresenta uma faixa branca do loro até a nuca, plumagem da cabeça marrom escura, enquanto que no dorso geral é marrom-avermelhada, a garganta esbranquiçada, pernas e bico geralmente rosados, diferença de Casaca-de-couro-da-lama(Furnarius figulus) que tem pernas e bico geralmente acinzentados. Casaca-de-couro-amarelo(F. leucopus) alimenta-se principalmente de insetos e ocasionalmente de anfíbios anuros(sapos).
   Constrói um ninho parecido com um forno, mas também ocasionalmente ocupa ninho de Furnarius rufus e de Pseudoseisura cristata, neste põe em média dois ovos. Ela ocorre principalmente em capões, áreas semiabertas, florestas de galeria, interior de matas próximo à água, como riachos, bordas de rios e lagos, onde geralmente é visto apenas um individuo ou dois andando no chão a procura de alimento.
   Sua distribuição geográfica estende-se pela Bolívia, Equador, Guiana, Peru e Brasil, neste ocorre em áreas abertas da Amazônia(mais ao oeste), parte da região Central do país, Minas Gerais e em todos os estados da região Nordeste. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie nas mesorregiões Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste potiguar.

Hoje,05 de Outubro é comemorado no Brasil o dia das AVES! Vamos ajudar a preservar a nossa avifauna?

Referências
BirdLife International 2016. Furnarius leucopus. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T103670881A95026700. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T103670881A95026700.en. Downloaded on 18 August 2019.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

PIACENTINI, V. et al. Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, v. 23, n. 2, p. 91-298, 2015.

PICHORIM, Mauro et al. Guia de Aves da Estação Ecológica do Seridó. Natal: Caule de Papiro, 2016.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

domingo, 29 de setembro de 2019

Alamanda-roxa Allamanda blanchetii A.DC.

   Planta conhecida popularmente como Alamanda-roxa, Alamanda-rosa ou Sete-patacas-roxa, entretanto seu nome científico é único, Allamanda blanchetii A.DC.. Pertence a família Apocynaceae, da qual também fazem parte por exemplo, a Mangabeira(Hancornia speciosa), o Pereiro( Aspidospermapyrifolium) e a Mandevila(Mandevilla moricandiana).
   Essa espécie apresenta porte arbustivo podendo atingir 2m de altura, tem folhas verticiladas,variando de 3 a 5 folhas por nó, suas flores são de cor rosa a arroxeada, elas  apresentam néctar em um tubo delgado proporcionando o acesso ao mesmo apenas de animais com língua longa, como por exemplo, abelhas da tribo Euglossini que são as principais polinizadoras da A. blanchetii. Espécimes com flores foram encontradas geralmente na estação chuvosa. Pode ser considerada uma espécie ornamental devido a beleza das suas flores, sendo indicada em projetos de jardinagem, além de ser importante para a conservação das espécies de abelhas nativas da tribo Euglossini.
  Alamanda-roxa(A. blanchetii) é nativa e endêmica(ocorre exclusivamente) do Brasil, sendo encontrada principalmente nos biomas Caatinga e Cerrado, estando distribuída pelas seguintes regiões e respectivos estados do país: Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Goiás) e Sudeste(Minas Gerais).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie nas mesorregiões Central Potiguar e Agreste Potiguar, sendo os últimos registros nos municípios de Acari,Equador e Monte Alegre.

Referências
Allamanda in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB15539>. Acesso em: 22 Set. 2019.

Camila Maia-Silva...[et al.]. Guia de plantas: visitadas por abelhas na Caatinga. 1. ed. Fortaleza, CE : Editora Fundação Brasil Cidadão, 2012.

Souza Júnior, Jaerton Carvalho de. Apocynaceae Juss. na Mata Atlântica do Rio Grande do Norte, Brasil. 2016. Dissertação (Mestrado em Sistemática e Evolução) – UFRN. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/22150/1/JaertonCarvalhoDeSousaJunior_DISSERT.pdf Acesso em: 22 Set. 2019.

domingo, 15 de setembro de 2019

Cobra-rainha Taeniophallus occipitalis (Jan, 1863 )

   Serpente conhecida popularmente como Cobra-rainha, Cobra-capim, Corredeira-pintada e Corre-campo, entretanto seu nome científico é único, Taeniophallus occipitalis (Jan, 1863). Ela pertence a família Dipsadidae, da qual também fazem parte por exemplo, a Falsa Coral(Oxyrhopus trigeminus), a Cobra verde(Philodryas olfersii) e a Cobra-preta(Boiruna sertaneja).
   T. occipitalis apresenta coloração geral pardo-clara, geralmente tem manchas escuras(dorso próximo a cabeça) e uma linha lateral desde o focinho até a cauda. Quando adulta atinge em média 55cm de comprimento total e possui dentição do tipo áglifa, sendo não peçonhenta, inofensiva ao ser humano.
   T. occipitalis é uma espécie ovípara, terrestre e diurna encontrada geralmente na serapilheira de floresta primária ou secundária, onde busca por exemplo se alimentar principalmente de anuros(sapos e afins) e lagartos.
  Sua distribuição geográfica estende-se pela Colômbia, Peru e Argentina a leste dos Andes, Guiana Francesa e Brasil. Em território brasileiro ela ocorre na região Nordeste principalmente no bioma Mata Atlântica desde a Bahia até o Ceará, também no sudeste do Piauí, na Amazônia e áreas abertas ao sul do país.

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Referências
BÉRNILS, R. S.; COSTA. H. C. (ORG.). Répteis do Brasil e suas Unidades Federativas: Lista de espécies. Herpetologia Brasileira - Volume 8 - Número 1 - Fevereiro de 2018. Disponível em : http://sbherpetologia.org.br/wp-content/uploads/2018/04/hb-2018-01-p.pdf acesso em 31 ago. 2019.
Diva Maria Borges-Nojosa Cristina Arzabe. Diversidade de anfíbios e répteis em áreas prioritárias para a conservação da Caatinga. Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/12_Biodiv_12_caps6e7_000gda8vxm602wx5ok0rofsmqek1btke.pdf
LAGOS, Adriano Rodrigues. Guia dos anfíbios e répteis: da área de influência da Usina Hidrelétrica de Batalha. – Rio de Janeiro: FURNAS, 2017.
Maschio,Gleomar Fabiano. História natural e ecologia das serpentes da floresta nacional de Caxiuanã e áreas adjacentes, Pará, Brasil. Tese. Belém, Pará,2008.
Santos-Jr,Alfredo P. Revisão taxonômica do grupo de Taeniophallus occipitalis e o relacionamento filogenético da tribo Echinantherini (serpentes, dipsadidae, xenodontinae). Tese de doutorado Porto Alegre – RS – Brasil, 2009.

domingo, 1 de setembro de 2019

Louro-preto Cordia glabrata (Mart.) A.DC.

   Planta conhecida popularmente como Louro-preto, Frei-Jorge,Freijó e Claraíba, entretanto seu nome científico é único, Cordia glabrata (Mart.) A.DC.. Pertence a família Boraginaceae.
    Louro-preto(C. glabrata) é uma espécie de porte arbustivo a arbóreo, atingindo altura de 4 a 10m, caule e ramos externamente acinzentados com casca sulcada, suas folhas são elípticas, ovais a orbiculares com tricomas simples, enquanto a inflorescência(com flores alvas que posteriormente ficam amarronzadas) é do tipo panícula terminal e o fruto é uma drupa com uma semente globosa. Pode florescer de junho a setembro, sendo suas flores visitadas por várias espécies de animais em busca néctar ou pólen, como por exemplo, abelhas, vespas, mariposas e também beija-flores. As suas sementes são dispersas pelo vento.
   Sua madeira é considerada moderadamente pesada e bem decorativa, sendo usada para diversos fins, como confecção de tábuas, janelas, portas, móveis, cabos de ferramenta entre outros. Além disso, devido beleza das suas flores é indicada para arborização.
  No Brasil ela é encontrada nos biomas Caatinga e Cerrado, apresentando distribuição nas seguintes regiões e respectivos estados: Norte (Pará, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo). Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Central Potiguar, sendo os últimos registros na Serra das Queimadas em Equador e também nos municípios de Cerro Corá e Parelhas.

Agradecimento ao amigo Leonardo Jales Leitão que ajudou na identificação em nível de espécie.


Referências

LORENZI, H. 2008. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 5a ed. Nova Odessa (SP): Instituto Plantarum de Estudos da Flora, v.1. 

MOULIN, J.C.; Rodrigues,B. P.; Oliveira, J. T. da S.; Rosa, R. A. & Oliveira,José G. L. de, 2016. Propriedades tecnológicas do lenho de louro-preto. Pesquisa Florestal Brasileira, v.36, n.88, p.415-421.

VIEIRA, D.D; Conceição,A. S.; Melo, José I. M.; Stapf,María N. S. de. A família Boraginaceae sensu lato na APA Serra Branca/Raso da Catarina, Bahia, Brasil. Rodriguésia vol.64 no.1 Rio de Janeiro Jan./Mar. 2013.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Batuíra-de-coleira Charadrius collaris Vieillot, 1818

  Ave conhecida popularmente como Batuíra-de-coleira ou Batuíra-da-costa, entretanto seu nome científico é Charadrius collaris Vieillot, 1818. Ela pertence a família Charadriidae.
   Um individuo adulto dessa espécie apresenta comprimento total de aproximadamente 15cm e peso estimado em 28 gramas. Característica notável nela é a presença de uma "coleira negra" freqüentemente estreitada na parte mediana da plumagem; coloração geral de cor ferrugínea no dorso sem branco na nuca, enquanto que seu bico é preto, as pernas são altas e rósea-claras.
  A Batuíra-de-coleira(C. collaris) põe em média dois ovos em uma cavidade na areia. Ao nascerem os filhotes apresentam um plumagem com manchas que ajudam a camufla-los no ambiente. Ela não vive em bandos mas geralmente ocorre aos pares, habitando áreas úmidas da costa, praias, dunas, lamaçais de manguezais, margens arenosas de rios e áreas úmidas interiores. 
   A Batuíra-de-coleira(C. collaris) é residente no Brasil, ocorrendo em todas as regiões do país e também está distribuída do México ao Chile. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie em todo nosso litoral a beira mar, como também as margens de lagoas mais interiores, geralmente aos pares. Sendo as minhas últimas observações dessa espécie nos municípios de Nísia Floresta, Baía Formosa, Galinhos, Macau e Guamaré.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, L. M. Aves da Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação. 2013. 513f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2013.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

PIACENTINI, V. et al. Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, v. 23, n. 2, p. 91-298, 2015.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

sábado, 6 de julho de 2019

Homalolepis trichilioides (A.St.-Hil.) Devecchi & Pirani

    Planta da espécie Homalolepis trichilioides (A.St.-Hil.) Devecchi & Pirani, a qual pertence a família Simaroubaceae, a mesma da cajarana-de-macaco(Simaba ferruginea).
   Homalolepis trichilioides geralmente apresenta porte arbustivo com altura variando de 1 a 4m, bem ramificada com folhas discolores, ou seja, que possui faces de cores diferentes, sendo a  face adaxial verde-escura e abaxial verde mais claro, opaca; suas flores com pétalas esverdeadas possuem odor desagradável que atrai por exemplo vespas conhecidas como cavalo-do-cão; seu fruto quando maduro é de cor alaranjado.
   H. trichilioides é espécie nativa com ocorrência confirmada nos biomas Cerrado e Mata Atlântica, apresentando distribuição no Brasil nas seguintes regiões e respectivos estados do país: Norte (Pará, Tocantins), Nordeste (Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte), Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e Sudeste (Minas Gerais). Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie apenas na Mesorregião Leste Potiguar, sendo as últimas vezes registradas nos tabuleiros dos municípios de Espírito Santo,Goianinha,Canguaretama, Baía Formosa,Macaíba,São Gonçalo do Amarante,Natal e Parnamirim.

Agradeço a Marcelo Devecchi pela ajuda na identificação em nível de espécie.

Referência
Devecchi, M.F.; Pirani, J.R.; Thomas, W.W. Simaroubaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB604275>. Acesso em: 30 Jun. 2019

domingo, 9 de junho de 2019

Garrinchão-de-bico-grande Cantorchilus longirostris (Vieillot, 1819) a ave que encanta com sua variedade de sons

Cantorchilus longirostris (Vieillot, 1819) em perfil
  Ave conhecida popularmente como Garrinchão-de-bico-grande,garrincha-açu, rouxinol, cambaxirra-grande, corruíra-açu, corruiraçu, corruiruçu e papa-taoca, entretanto seu nome científico é único,  Cantorchilus longirostris (Vieillot, 1819). Pertence a família Troglodytidae, da qual também fazem parte por exemplo, o rouxinol(Troglodytes musculus) e o uirapuru-verdadeiro.
   O Garrinchão-de-bico-grande(C. longirostris) como o nome indica apresenta bico bem longo com cerca de 2,5cm, enquanto que o comprimento total da ave é de aproximadamente 19 cm e seu peso pode variar de 18 a 22 gramas. Sua coloração é "ferrugem", sendo o dorso mais escuro que o ventre, porém as suas asas e cauda tem  barras escuras. 
  De hábito alimentar insetívoro, o Garrinchão-de-bico-grande(C. longirostris) alimenta-se principalmente de insetos, mas também inclui outros pequenos artrópodes em sua dieta, encontrando-os na folhagem, galhos e na serrapilheira. Geralmente é observado se movimentando bastante na vegetação de porte pequeno a médio na borda e sub-bosque de mata secundária, em florestas como a Mata Atlântica(restinga e manguezal) e Caatinga. Essa espécie é  famosa pela diversidade de manifestações sonoras que emite, apresentando variações tanto do canto como do chamado.
   Seu ninho é construído com fibras vegetais, sendo simples com formato de bola. geralmente são feitos em locais de acesso difícil como em espécies de urtiga ou cactos, além disso próximo a ninhos de marimbondos. Põe geralmente de 2 a 3 ovos(LIMA et al., 2010). 
  Espécie residente e endêmica do Brasil, tendo ocorrência confirmada do Piauí a Santa Catarina.  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do território potiguar( Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, L. M. Aves da Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação. 2013. 513f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2013.

LIMA,Pedro C.; Rolf Grantsau; Rocha Lima ,Rita de C. F. da; Neto, Thyers N. de C. Lima & Silva, Luiz E. Souza. Ninhos de espécies ameaçadas, endêmicas e outras de comportamento reprodutivo pouco conhecido, na pátria da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) (Psittaciformes: Psittacidae), destacando-se novos dados sobre o comportamento reprodutivo do besourinho-de-cauda-larga (Phaethornis gounellei) (Apodiformes: Trochilidae) a descrição do ninho da choca-do-nordeste (Sakesphorus cristatus) (Passeriformes: Thamnophilidae) e do jacucaca (Penelope jacucaca) (Galliformes: Cracidae). Atualidades Ornitológicas On-line Nº 153 - Janeiro/Fevereiro 2010.

PIACENTINI, V. et al. Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, v. 23, n. 2, p. 91-298, 2015.

PICHORIM, Mauro et al. Guia de Aves da Estação Ecológica do Seridó. Natal: Caule de Papiro, 2016.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

domingo, 26 de maio de 2019

Bromélia Aechmea patentissima (Mart. ex Schult. & Schult.f.) Baker

  A espécie Aechmea patentissima pertence a família Bromeliaceae("bromélias"), da qual também faz parte por exemplo, a Macambira-de-flecha.
  A. patentissima apresenta porte herbáceo e se desenvolve tanto no substrato terrestre como também pode viver sobre outras plantas, ou seja pode ser epífita. 
  Essa bromélia é nativa e no Brasil ocorre apenas no bioma da Mata Atlântica, estando distribuída nas regiões Nordeste(Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe) e Sudeste(Espírito Santo, Rio de Janeiro) do país.
  Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte já observei essa espécie no Parque das dunas(Natal), na Mata do Pilão(Espírito Santo) e em um fragmento de mata atlântica de Baía Formosa.

Referência
Maciel, Jefferson Rodrigues. Estudos taxonômicos, filogenéticos e biogeográficos em Aechmea (Bromeliaceae). Tese (doutorado) – Universidade Federal de Pernambuco. Centro de Biociências. Biologia Vegetal, Recife, 2017.

domingo, 19 de maio de 2019

Proceratophrys cristiceps (Müller, 1884), o popular sapo-boi ou sapo-bezerra

   Anfíbio anuro conhecido popularmente como Sapo-boi ou Sapo-bezerra, entretanto seu nome científico é Proceratophrys cristiceps (Müller, 1884). Essa espécie pertence a família Odontophynidae.
   O Sapo-boi(P. cristiceps) apresenta pequeno porte podendo atingir 5cm de comprimento total. A coloração dessa espécie é bem diversificada, apresentando-se sua região dorsal em castanho claro, castanho escuro, negro, ou até alaranjado, podendo ainda alguns indivíduos apresentarem uma faixa triangular claro no dorso. Seus olhos são relativamente grandes, seu tímpano não é visível, o saco vocal é simples, seus dedos não tem membranas interdigitais e não há discos nos artelhos nem crista craniana (MAGALHÃES Jr., 2009).
   Durante a estação seca indivíduos de P. cristiceps foram encontrados enterrados na areia no entorno de cursos de água, ou seja, estivando. Com as primeiras chuvas se desenterram, tornando-se ativos a noite vocalizando as margens de porções de água como riachos, onde formam casais em amplexo, se reproduzem de forma "explosiva", sendo os ovos depostos em ninhos de espuma nas águas lênticas, a partir dos quais surgem os girinos(Diva Borges-Najosa , 2004; MAGALHÃES Jr., 2009). Quando importunada pode inflar o corpo e estender os membros na tentativa de parecer maior do que realmente é, além de abrir a boca e vocalizar a fim de impressionar o intruso invasor ou até possivelmente alguns predadores. Alimenta-se de pequenos animais artrópodes.
   P. cristiceps é endêmica da região Nordeste do Brasil e apresenta ampla distribuição no bioma Caatinga. Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte, observei essa espécie apenas na mesorregião Central do estado, sendo as últimas vezes nos municípios de Florânia,Equador e Cerro corá.

Referências
Ana Carolina Carnaval, Diva Borges-Najosa 2004. Proceratophrys cristiceps. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T57299A11605470. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T57299A11605470.en. Downloaded on 18 May 2019.
Caldas, Francis L. Santos; Costa, Taís Borges; Laranjeiras ,Daniel Orsi; Mesquita ,Daniel Oliveira and Garda, Adrian Antonio. Herpetofauna of protected areas in the Caatinga V:Seridó Ecological Station (Rio Grande do Norte, Brazil). Check List 12(4): 1929, 17 July 2016 doi:
http://dx.doi.org/10.15560/12.4.1929
Diva Maria Borges-Nojosa Ednilza Maranhão dos Santos. Herpetofauna da área de Betânia e Floresta, Pernambuco. Disponível em : https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/19100/1/Caatinga.pdf Acesso em 18 de maio de 2019.
MAGALHÃES-JÚNIOR, A. J. C. Anurofauna de áreas da Caatinga de Pernambuco. Dissertação de Mestrado- Universidade Federal de Pernambuco-UFPE. Departamento de Zoologia, 2009. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/625 . Acesso em 18 de maio de 2019.

domingo, 28 de abril de 2019

Icó Neocalyptrocalyx longifolium (Mart.) Cornejo & Iltis.

   Planta conhecida popularmente como Icó, Yco,Incó, Icó-liso, Umbuzeiro, entretanto seu nome científico é único, Neocalyptrocalyx longifolium (Mart.) Cornejo & Iltis. Ela pertence a família Capparaceae, da qual faz parte por exemplo, o feijão-bravo(Capparis flexuosa) e o Trapiá(Crateva tapia).
  Icó(Neocalyptrocalyx longifolium) apresenta porte geralmente arbustivo com até 2,5m de altura, folhas simples com lâmina foliar estreita (0,7−1,5 cm de largura), são alternas, lineares ou lanceoladas e  o botão floral forma uma caliptra e  fruto anfisarca. 
    Essa espécie é nativa e endêmica do Brasil, sendo espécie típica do bioma  Caatinga, ocorrendo apenas na região Nordeste do país, nos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe. Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie principalmente na mesorregião Central Potiguar, em áreas de Caatinga de maior elevação, como por exemplo nos municípios de Equador, Cerro Corá e Campo Redondo.

Referências
Neto, R.L.S & Jardim, J.G. . Capparaceae no Rio Grande do Norte, Brasil. Rodriguésia 66(3): 847-857. 2015. DOI: 10.1590/2175-7860201566312

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

domingo, 14 de abril de 2019

Bico-chato-amarelo Tolmomyias flaviventris (Wied, 1831)

  Ave conhecida popularmente como Bico-chato-amarelo, Mosqueteiro-de-peito-amarelo,Tesoura-de-peito-amarelo e Papa-mosca-de-peito-amarelo, entretanto seu nome científico é único, Tolmomyias flaviventris (Wied, 1831). Pertence atualmente a família Rhynchocyclidae, da qual também fazem parte por exemplo, o Ferreirinho-relógio(Todirostrum cinereum ), o Sebinho-de-olho-de-ouro(Hemitriccus margaritaceiventer) e Ferreirinho-de-testa-parda(Poecilotriccus fumifrons).
   Um indivíduo adulto dessa espécie apresenta cerca de 12cm de comprimento e peso médio de 11 gramas, sendo assim considerada uma ave de pequeno porte. De maneira geral a plumagem da região dorsal é de cor oliva-amarelada, enquanto na região ventral(anterior) é amarela bem intensa, seu bico achatado é preto e possui olho escuro com anel periocular amarelado em volta, isso tanto em macho como na fêmea, pois a espécie não apresenta dimorfismo sexual. Ave insetívora, ou seja, alimenta-se de insetos.
   Seu ninho na forma de bolsa é suspenso e apresenta entrada na parte inferior, sendo construído com fibra vegetal de cor preta, marrom e as vezes mais clara. Nesse, a fêmea põe de 1 a 3 ovos brancos com manchinhas castanhas avermelhadas, estes são incubados por ela durante cerca de 17 dias. Frequentemente os ninhos dessa espécie são encontrados próximo a ninhos de vespas, sendo estas uma proteção adicional contra alguns predadores.
   Vive no estrato médio e alto de vários tipos de matas, tanto úmidas como secas, como nas restingas,  florestas de várzea, cerrados, florestas de galeria, caatingas e buritizais.
   Apresenta ampla distribuição geográfica na América do Sul, do norte da Colômbia e Venezuela, assim como em Trinidad e Tobago, no Brasil só não ocorre na região Sul do país. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do território potiguar( Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
CAZAL,S.R.A.L., Severino M. de A. Júnior , Wallace Telino-Júnior, Rachel M. de L. Neves, Cláudio C. de A. L. Filho, Maria E. Larrazábal & Joaquim O. Branco. Biologia de Tolmomyias flaviventris (Wied, 1831) (Passeriformes, Tyrannidae) em Mata Atlântica, Pernambuco, Brasil. Ornithologia 3 (2):67-72, dezembro 2009.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, L. M. Aves da Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação. 2013. 513f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2013.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

domingo, 31 de março de 2019

Helicônia Heliconia psittacorum L.f. uma planta ornamental

Helicônia(Heliconia psittacorum) observada na Mata do Pilão,Espírito Santo,RN,Brasil.
   Planta conhecida popularmente como Helicônia, Helicônia-papagaio, Caetezinho, Planta-papagaio e Tracoá, entretanto seu nome científico é único, Heliconia psittacorum L.f..
  "Espécie de hábito musoide, delgada com 0,5 a 2,0 metros de altura. Apresenta inflorescência ereta, de 7,0 a 18,0 cm de comprimento, com raque reta e glabra. As brácteas, em número de 2 a 7 por inflorescência, uniformemente curvadas e com leve camada de cerosidade, distribuem-se em um mesmo plano. Estão inseridas em um ângulo de 10 a 65° em relação ao eixo da inflorescência, têm coloração rósea ou alaranjada e avermelhada na face externa, às vezes esverdeadas e avermelhadas ou púrpura na face interna em direção ao ápice. As flores são retas ou levemente curvadas, de 5 a 8 por bráctea, de coloração amarelada, alaranjada ou avermelhada, excepcionalmente branca, com manchas verde escura em forma de olho no ápice"(ANDERSSON,1981).
Helicônia(Heliconia psittacorum) observada em fragmento de Mata Atlântica,Baía Formosa,RN,Brasil.
   A Helicônia (Heliconia psittacorum) apresenta mais de cem variedades no Brasil, a maioria cultivada a pleno sol e em área sombreada de até 50%, sendo cultivada como planta ornamental de uso doméstico ou com fins comerciais como flor de corte. Essa espécie se cultivada em condições ideais pode começar a produzir a partir de um ano e com cerca de um ano e meio essa produção pode ser comercialmente viável. Ela floresce durante o ano inteiro, porém entre dezembro e maio geralmente a floração é mais acentuada. Tanto essa quanto seu crescimento são influenciados pela adubação e muito pela exposição a alta luminosidade.
    A Helicônia (H. psittacorum) é nativa e ocorre naturalmente em altitudes do nível do mar a 800 metros em locais úmidos e secos, em florestas, bordas de mata e restingas sendo encontrada nos biomas da Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Ela apresenta ampla distribuição geográfica no Brasil, ocorrendo atualmente nas seguintes regiões e respectivos estados: Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte), Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso) e Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais).

Referências
ANDERSSON, L. Revision of Heliconia sect. Heliconia (Musaceae). Nordic Journal of Botany, v. 1 (6), p. 759-786. 1981.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

Sabrina Aparecida Pinto. Heliconia psittacorum L. Propagação e adubação na fase inicial do cultivo. Dissertação. Universidade Federal de Viçosa,Minas Gerais,Brasil, 2007.

domingo, 24 de março de 2019

Mergulhão-pequeno Tachybaptus dominicus (Linnaeus, 1766)

   Ave conhecida popularmente como Mergulhão-pequeno ou Mergulhão-pompom, entretanto seu nome científico é Tachybaptus dominicus (Linnaeus, 1766). Pertence a família Podicipedidae.
  Um individuo adulto atinge tamanho de até 25 cm e peso variando de 150 a 190 gramas, sendo portanto o menor "Mergulhão" das Américas. A coloração geral de sua plumagem é parda-acinzentada, ficando a garganta mais escura durante o período reprodutivo e uma característica marcante são seus olhos amarelos.
   Como é uma espécie associada a água, alimenta-se principalmente de peixes, alevinos, girinos e invertebrados aquáticos. Essa espécie constrói seu ninho usando capim e este flutua livremente. Seus ovos(até 3) esbranquiçados postos ali são incubados durante cerca de 21 dias e em seguida os filhotes nascem e saem do ninho ficando um período sob a proteção das asas dos pais. Vive sozinha, aos pares ou em família nas áreas alagadas(águas interiores) como por exemplos, açudes, lagos e até poços artificiais como estações de tratamento de esgoto.
  Nativa das Américas com sua distribuição geográfica desde o sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina e Uruguai, ocorrendo em todas as regiões do Brasil. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do território potiguar( Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
BirdLife International 2016. Tachybaptus dominicus . A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2016: e.T22696571A93571402. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22696571A93571402.en . Transferido a 18 de março de 2019 .

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, L. M. Aves da Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação. 2013. 513f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2013.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

domingo, 10 de março de 2019

Boipeva Xenodon merremii (Wagler in Spix, 1824) uma serpente confundida com as jararacas

   Serpente conhecida popularmente como Boipeva, Goipeba, Cobra boca de caçapa, Cobra-chata, Jararaca malha de cascavel, Jaracuçu,Jaracuçu-de-tapiti,Malha-de-sapo e Jararaca, entretanto seu nome científico é único, Xenodon merremii (Wagler in Spix, 1824). Pertence a família Dipsadidae, da qual também fazem parte por exemplo, a cobra Falsa-coral e  a corre-campo.
  A Boipeva(Xenodon merremii) é uma espécie relativamente pequena atingindo em média 80cm de comprimento total, podendo atingir 1,35 m; é uma espécie polimórfica, ou seja, apresenta diversos padrões de coloração, inclusive críptica provavelmente mimética à viperídeos principalmente às vezes com as verdadeiras jararacas(Bothrops); sua dentição é áglifa, sendo portanto uma espécie não peçonhenta.
  Serpente de hábito terrícola, diurna e crepuscular, ovípara, põe de 6 a 40 ovos; forrageadora ativa capturando suas presas por meio de "agarramento seguido de engolimento", sendo elas quase que exclusivamente composta de anfíbios principalmente do gênero Rhinella (=Bufo), mas incluem outras espécies de anuros e há relato de peixe também em sua dieta. Apresenta dois dentes maiores na parte posterior da maxila que são importantes na ingestão dos anuros(sapos, rãs e pererecas) seu principal alimento, pois esses dentes perfuram rapidamente o pulmão do sapo(seu alimento principal), proporcionando uma rápida ingestão. 
   É muito temida por leigos especialmente nas regiões rurais, onde de maneira geral as pessoas acreditam que ela é peçonhenta, o que deve-se originar do fato que as vezes parece muito com as verdadeiras jararacas e também por apresenta comportamento que assustam as pessoas que as encontram, como por exemplo elas podem na presença de intrusos dar "botes", apresentar achatamento dorso-ventral além da mudança rápida e repetida da postura do corpo.
  Apresenta ampla distribuição na América do Sul, ocorrendo principalmente em áreas abertas. No Brasil, ocorre em todos os biomas, sendo considerada a espécie mais abundante na Caatinga, podendo ser encontrada desde o nível do mar até 1200m de altitude em diferentes fitofisionomias desse bioma. Durante as minhas excursões pelo estado do  Rio Grande do Norte, observei essa espécie tanto na Caatinga como também na Mata Atlântica em área de restinga arbustiva, onde estava predando um sapo do gênero Rhinella(foto).

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Referências
BRITO,Jayene Aysla Mendonça. Influência da morfologia na utilização de recursos em uma taxocenose de serpentes em área de caatinga arbórea no nordeste do brasil.
Areia/ pb,2017. Trabalho de Conclusão de Curso.

RÊGO, Bruno de Paiva. Diversidade, composição e aspectos da ecologia de taxocenose de serpentes em área serrana de caatinga no nordeste do brasil. NATAL/RN 2016, UFRN. Trabalho de Conclusão de Curso.

FREITAS, M. A. de. 2003. Serpentes Brasileiras. Lauro de Freitas: Marco Antônio de Freitas. 160 p.

GUEDES, Thaís Barreto. Serpentes da Caatinga: diversidade, história natural, biogeografia e conservação / Thaís Barreto Guedes. - São José do Rio Preto : [s.n.], 2012. Tese.

PORTILLO ,José Thales da Motta. Composição, etnoecologia e etnotaxonomia de serpentes no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo. Ouro Preto,2012. Dissertação.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Tangará-príncipe Chiroxiphia pareola (Linnaeus, 1766) o cantor que alegra a Mata Atlântica

Tangará-príncipe(Chiroxiphia pareola) observada na RPPN Mata Estrela,Baía Formosa,RN,Brasil. 

  Ave conhecida popularmente como Tangará-príncipe, Tangará-falso, Tangará-de-costa-azul, Tangará, Cabeça-encarnada, Dançarino ou Uirapuru. Entretanto seu nome científico é único, Chiroxiphia pareola (Linnaeus, 1766). Pertence a família Pipridae, da qual também faz parte por exemplo, o Fruxu-do-cerradão(Neopelma pallescens) e a Rendeira(Manacus manacus).
  Um indivíduo adulto atinge cerca de 12cm de comprimento e peso médio de 21 gramas.  Essa espécie apresenta dimorfismo sexual, onde o macho possui plumagem negra com o dorso azul-celeste, topete vermelho( na subespécie que ocorre na Amazônia oriental é amarelo),tarsos e pés alaranjados, enquanto que a fêmea apresenta plumagem geral de cor esverdeada e tarsos e pés amarelados. Alimenta-se principalmente de frutos, mas complementa sua dieta com pequenos animais artrópodes como por exemplo insetos e aranhas.
  Nessa espécie, durante o período reprodutivo(geralmente de dezembro a março) a cooperação entre machos no display sexual é obrigatória para ocorrer acasalamento, o que vem a colaborar com aumento de chances na atração das fêmeas. O ritual de pré-acasalamento, a popular "dança" que ocorre geralmente entre 2 machos é precedida por diferentes manifestações sonoras destes, em seguida "em plena harmonia, no galho-palco, um agacha-se, o outro pula verticalmente ao ar, adeja um instante sobre o companheiro que o olha, depois volta ao galho, enquanto o outro alça voo para executar a mesma cerimônia, dando ao conjunto a impressão de uma roda girando lentamente; finalmente, durante o voo de um dos participantes, que termina a demonstração, ressoa um estridente "tic-tic". Porém na presença de uma fêmea a cerimônia é diferente: o macho voa silenciosamente ao redor da fêmea, num voo flutuante, pousando a curtos intervalos, seguindo-se finalmente a cópula no galho-palco(Snow 1963, Trinidad (SICK,1997)".

   Espécie residente no Brasil e dependente de ambientes florestais, sendo encontrada no interior de matas, principalmente no extrato médio das florestas, mas também pode ser observada no extrato inferior. A espécie não encontra-se oficialmente ameaçado de extinção, porém infelizmente ela já foi encontrada no comércio ilegal(feira livre) do estado de Pernambuco.
  Ocorre na América do Sul(Bolívia; Brasil; Colômbia; Equador; Guiana Francesa; Guiana; Peru; Suriname; Venezuela) e no Trinidad e Tobago(América Central), sendo que no Brasil apresenta distribuição disjunta na Amazônia e Mata Atlântica. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Leste do estado, de Parnamirim a Baía Formosa e mais ao interior em Macaíba.

Referências
AGUILAR, Juan Manuel Ruiz-Esparza. Sustentabilidade das comunidades de aves em duas áreas protegidas do estado de Sergipe. Tese(Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente). Universidade Federal de Sergipe, 2014.

BirdLife International 2017. Chiroxiphia pareola (amended version of 2016 assessment). The IUCN Red List of Threatened Species 2017: e.T22701077A110783239. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2017-1.RLTS.T22701077A110783239.en. Downloaded on 22 February 2019.

BRODT, Michele Santa Catarina . ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO DAS INTERAÇÕES SOCIAIS DO TANGARÁ Chiroxiphia caudata (AVES, PIPRIDAE). Dissertação de Mestrado,2011.
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, L. M. Aves da Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação. 2013. 513f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2013.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

PEREIRA, G.A. & Brito, M.T. 2005. Diversidade de aves silvestres brasileiras comercializadas nas feiras livres da Região Metropolitana do Recife, Pernambuco. Atualidades Ornitológicas, 126: 14.

PIACENTINI, V. et al. Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, v. 23, n. 2, p. 91-298, 2015.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Canafístula-brava Senna martiana (Benth.) H.S.Irwin & Barneby

  Planta conhecida popularmente como Canafístula-brava, Canafístula-de-lajedo e Caixão-de-canafístula, entretanto seu nome científico é único, Senna martiana (Benth.) H.S.Irwin & Barneby. Pertence a família Fabaceae.
  Canafístula-brava(Senna martiana) é uma espécie de porte arbustivo com altura variando de 1,5m a 4m, apresentando folhas com 9 a 22 pares de folíolos, estípulas alaranjadas com base secretora(nectários). Espécie de crescimento relativamente rápido com inflorescência de grande beleza sendo indicada como planta ornamental.
  Canafístula-de-lajedo(Senna martiana) é nativa e endêmica do bioma Caatinga, ocorrendo naturalmente apenas na região Nordeste do Brasil do Piauí a Bahia,  sendo comum em solo arenoso e em afloramentos rochosos(lajedos) em elevações inferiores a 500 m, podendo ser uma colonizadora de áreas degradadas (Queiroz 2009).

Referências
Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana/Royal Botanic Gardens, Kew/Associação Plantas do Nordeste, Feira de Santana.

MACEDO, E. M. S. Estudo Químico de Plantas do Nordeste com atividade antioxidante: Senna martiana Benth (I. e B). 2006. 149 f. Dissertação (Mestrado em Química Orgânica) - Centro de Ciências, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2006.

Maria Góis Miranda, Jéssica; Carvalho de Alencar Barbosa, Dilosa. Biometria, germinação e efeito do déficit hídrico no crescimento e trocas gasosas de Senna martiana (Benth.) Irwin & Barneby (Leg Caesalpinioideae). 2005. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2005.

Paulo Sérgio Monteiro Ferreira, Dilma Maria de Brito Melo Trovão e José Iranildo Miranda de Melo. Leguminosae na APA do Cariri, Estado da Paraíba, Brasil. Hoehnea 42(3): 531-547, 1 tab., 4 fig., 2015.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Quiriquiri Falco sparverius Linnaeus, 1758

   Ave conhecida popularmente como Quiriquiri, Gavião-quiriquiri, Falcão-quiriquiri,falcão-americano, Gavião-mirim e gavião-rapina, entretanto seu nome científico é único, Falco sparverius Linnaeus, 1758. Pertence a família Falconidae, da qual também faz parte por exemplo, o Carcará(Caracara plancus).
    Um indivíduo adulto apresenta comprimento total médio de 26cm e cerca de 100 gramas de peso. "Possui dimorfismo sexual, onde o macho tem uma coroa de cor cinza no alto da cabeça, o espelho das asas é na cor cinza e a cauda tem uma barra negra na parte terminal com cerca de 10 mm de largura. A plumagem da fêmea tem uma tonalidade ferruginosa e a cauda é riscada por diversas listas negras." É um grande predador de lagartos de maneira geral, mas também inclui em sua dieta grandes insetos como gafanhotos, e ocasionalmente pode predar pequenos mamíferos e aves.
   Utiliza diversos locais de reprodução como cavidades em árvores, cupinzeiros, buracos em barrancos, ninhos abandonados e até fendas em ambientes urbanos, onde põe  geralmente até 5 ovos que são incubados por cerca de 30 dias. Essa espécie mantem-se ativa durante todo o dia em regiões campestres e cerrados, ou seja preferindo ambiente abertos,como pastagens e margens de estradas, mas é incomum em áreas urbanas. 
   Ela apresenta ampla distribuição geográfica ocorrendo desde o Alasca e Norte do Canadá até à ponta Sul da América do Sul (Terra do Fogo), sendo encontrada em todas as regiões do Brasil. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie principalmente nas  mesorregiões Leste Potiguar, Agreste Potiguar e Central Potiguar, entretanto já existe registros dela em todo território potiguar.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, L. M. Aves da Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação. 2013. 513f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2013.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.