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terça-feira, 30 de julho de 2019

Cravo-de-urubu Chresta martii (DC.) H.Rob.


   Planta conhecida popularmente como Cravo-de-urubu, sendo seu nome científico Chresta martii (DC.) H.Rob.. Ela pertence a família Asteraceae, da qual também fazem parte parte por exemplo, o girassol e a Tilesia baccata (L.f.) Pruski.
  Cravo-de-urubu(C. martii) é uma planta de porte subarbustivo que vive sobre afloramentos rochosos, sendo por isso considerada uma espécie rupícola.  Segundo a literatura é usado na medicina popular para tratar algumas doenças associadas ao trato gastrointestinal.
   É uma espécie nativa e endêmica do bioma Caatinga, tendo ocorrência confirmada apenas para os estados do nordeste(Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe) do Brasil e também em Minas Gerais. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Central Potiguar, sendo os últimos registros na Serra das Queimadas em Equador e também nos municípios de Parelhas,Carnaúba dos Dantas e Acari.

Referências
Franco,Eryvelton de Souza. Estudo do efeito gastroprotetor de extratos e de frações semipurificadas de Chresta martii (DC.) H. Rob. e identificação do seu composto majoritário. Tese. Recife,2014.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Batuíra-de-coleira Charadrius collaris Vieillot, 1818

  Ave conhecida popularmente como Batuíra-de-coleira ou Batuíra-da-costa, entretanto seu nome científico é Charadrius collaris Vieillot, 1818. Ela pertence a família Charadriidae.
   Um individuo adulto dessa espécie apresenta comprimento total de aproximadamente 15cm e peso estimado em 28 gramas. Característica notável nela é a presença de uma "coleira negra" freqüentemente estreitada na parte mediana da plumagem; coloração geral de cor ferrugínea no dorso sem branco na nuca, enquanto que seu bico é preto, as pernas são altas e rósea-claras.
  A Batuíra-de-coleira(C. collaris) põe em média dois ovos em uma cavidade na areia. Ao nascerem os filhotes apresentam um plumagem com manchas que ajudam a camufla-los no ambiente. Ela não vive em bandos mas geralmente ocorre aos pares, habitando áreas úmidas da costa, praias, dunas, lamaçais de manguezais, margens arenosas de rios e áreas úmidas interiores. 
   A Batuíra-de-coleira(C. collaris) é residente no Brasil, ocorrendo em todas as regiões do país e também está distribuída do México ao Chile. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie em todo nosso litoral a beira mar, como também as margens de lagoas mais interiores, geralmente aos pares. Sendo as minhas últimas observações dessa espécie nos municípios de Nísia Floresta, Baía Formosa, Galinhos, Macau e Guamaré.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, L. M. Aves da Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação. 2013. 513f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2013.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

PIACENTINI, V. et al. Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, v. 23, n. 2, p. 91-298, 2015.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

sábado, 6 de julho de 2019

Homalolepis trichilioides (A.St.-Hil.) Devecchi & Pirani

    Planta da espécie Homalolepis trichilioides (A.St.-Hil.) Devecchi & Pirani, a qual pertence a família Simaroubaceae, a mesma da cajarana-de-macaco(Simaba ferruginea).
   Homalolepis trichilioides geralmente apresenta porte arbustivo com altura variando de 1 a 4m, bem ramificada com folhas discolores, ou seja, que possui faces de cores diferentes, sendo a  face adaxial verde-escura e abaxial verde mais claro, opaca; suas flores com pétalas esverdeadas possuem odor desagradável que atrai por exemplo vespas conhecidas como cavalo-do-cão; seu fruto quando maduro é de cor alaranjado.
   H. trichilioides é espécie nativa com ocorrência confirmada nos biomas Cerrado e Mata Atlântica, apresentando distribuição no Brasil nas seguintes regiões e respectivos estados do país: Norte (Pará, Tocantins), Nordeste (Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte), Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e Sudeste (Minas Gerais). Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie apenas na Mesorregião Leste Potiguar, sendo as últimas vezes registradas nos tabuleiros dos municípios de Espírito Santo,Goianinha,Canguaretama, Baía Formosa,Macaíba,São Gonçalo do Amarante,Natal e Parnamirim.

Agradeço a Marcelo Devecchi pela ajuda na identificação em nível de espécie.

Referência
Devecchi, M.F.; Pirani, J.R.; Thomas, W.W. Simaroubaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB604275>. Acesso em: 30 Jun. 2019