Mostrando postagens com marcador Lepidoptera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lepidoptera. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de agosto de 2026

A borboleta que repousa de asas abertas a 30°: conheça Panara jarbas

 

Borboleta Panara jarbas vista de cima com asas pretas abertas e faixas alaranjadas, repousando sobre uma folha verde.

Você já reparou que algumas borboletas pousam com as asas completamente abertas e o corpo levemente erguido, quase como se estivessem posando ao sol? Esse comportamento chama a atenção em Panara jarbas (Drury, 1782), uma borboleta exclusivamente brasileira(endêmica). Ela pertence à família Riodinidae, da qual também fazem parte, por exemplo, Aricoris campestris, Stalachtis phlegia e Nymphidium mantus.

Características principais

Panara jarbas é uma borboleta de porte médio, com envergadura de cerca de 44 mm. As asas apresentam coloração castanho-enegrecida. Na asa anterior, há uma larga faixa alaranjada que se estende da margem costal ao ângulo inferior. Na asa posterior, observa-se outra faixa alaranjada, mais estreita, posicionada próxima à extremidade do abdômen. As antenas, o tórax e o abdômen são predominantemente escuros, com pequenas estrias alaranjadas nas laterais do abdômen.

História natural

No litoral brasileiro, P. j. jarbas habita florestas subtropicais úmidas, tanto primárias quanto alteradas. Os machos costumam pousar, do final da manhã até o início da tarde, em clareiras iluminadas, pequenas áreas abertas e topos de morros. Nesses locais, permanecem sobre a face superior das folhas com as asas completamente abertas e o corpo elevado em aproximadamente 30° em relação à folha. As fêmeas são observadas com menor frequência e voam próximas ao solo, no interior da floresta.

Habitat, ocorrência e distribuição geográfica

A distribuição conhecida de Panara jarbas estende-se pelo leste do Brasil, desde o Rio de Janeiro até o Rio Grande do Norte, incluindo registros mais recentes para áreas do Semiárido da Bahia. A espécie também ocorre no interior até Goiás e, ao sul, no oeste de São Paulo e do Paraná, entre o nível do mar e cerca de 1.000 metros de altitude.

A subespécie nominal (P. j. jarbas) apresenta distribuição disjunta. Uma população ocorre na Serra da Carioca e na Serra do Mar, no oeste do estado do Rio de Janeiro, estendendo-se até o sudeste de Minas Gerais. Outra está presente na Zona da Mata, desde o litoral norte do Espírito Santo até o RN.

E você, já viu uma borboleta pousada assim, de asas bem abertas?

Conte nos comentários se você já encontrou essa espécie ou observou esse comportamento em outras borboletas da mata.

👉Se você gostou de conhecer essa borboleta, compartilhe este post para ajudar a divulgar espécies pouco conhecidas da nossa fauna. Aproveite também para seguir o Fauna e Flora do RN e descobrir outras curiosidades sobre a biodiversidade brasileira.

Referências

CALLAGHAN, C. J. A review of the genus Panara Doubleday, 1847 (Riodinidae) in southeast Brazil, with a description of two new subspecies. Journal of Research on the Lepidoptera, v. 34, p. 21–38, 1995-1997.

KERPEL, Solange Maria et al. Borboletas do Semiárido: conhecimento atual e contribuições do PPBio. In: BRAVO, Freddy; CALOR, Adolfo Ricardo (Org.). Conhecendo a fauna de invertebrados do Semiárido. Teresina: EDUFPI, 2014. cap. 19, p. 193–208.

LAMAS, G. (ed.). Atlas of Neotropical Lepidoptera. Checklist: Part 4A, Hesperioidea–Papilionoidea. Gainesville: Association for Tropical Lepidoptera/Scientific Publishers, 2004. 439 p.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Conheça a borboleta que tem "joias falsas" nas asas e adora frutas fermentadas

 

Borboleta Paryphthimoides terrestris vista de perfil sobre uma folha verde, destacando as listras marrons e os ocelos (manchas em formato de olho) nas asas.

A borboleta da foto recebeu o nome científico de Paryphthimoides terrestris (Butler, 1867), pertencente à família Nymphalidae e à subfamília Satyrinae. Sua principal característica distintiva são as marcações metálicas irregulares entre os dois maiores ocelos da asa posterior, além da presença de uma única linha submarginal na região do canto interno da margem da asa posterior.

Quando adulta, Paryphthimoides terrestris alimenta-se principalmente do caldo(suco) de frutos maduros ou fermentados (espécie frugívora), enquanto na fase larval (lagarta) suas larvas consomem folhas de gramíneas e ciperáceas. Entre as suas principais plantas hospedeiras estão: Ichnanthus pallens, Lasiacis sloanei, Panicum pilosum, Panicum polygonatum, Paspalum decumbens, Setaria paniculifera, Tripsacum sp., Cyperus sp. e Scleria sp.

Essa borboleta habita florestas tropicais, formações secundárias abertas e ambientes de borda florestal. Trata-se de uma espécie neotropical com distribuição desde a América Central até o Brasil, ocorrendo em países como Nicarágua, Panamá, Trinidad, Guiana Francesa e Brasil. No Brasil, Paryphthimoides terrestris apresenta ampla distribuição geográfica, com registros em todas as regiões do país. A espécie ocorre principalmente em áreas de floresta tropical, formações secundárias abertas e ambientes de borda florestal, sendo mais frequentemente associada aos biomas Amazônia e Mata Atlântica.  

Durante minhas expedições pelo Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie de borboleta apenas na Mesorregião Leste Potiguar, principalmente no extremo sul da Mata Atlântica potiguar. 

👉“E você, já encontrou essa borboleta por aí? Conta pra gente nos comentários! 
Se curte esse tipo de descoberta, segue o blog Fauna e Flora do RN pra não perder os próximos registros.”

Referências

BECCALONI, G. W. et al. Catálogo das plantas hospedeiras das borboletas neotropicais. Londres: S.E.A./Ribes/CYTED/Museu de História Natural/IVIC, 2008.

CASAGRANDE, M. M.; PIOVESAN, M.; ZACCA, T. Satyrini. In: Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil. [S. l.]: PNUD, 2026. Disponível em: http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/150503. Acesso em: 27 abr. 2026.

SANTOS, L. N. dos; BRITO, M. R. M. de; KERPEL, S. M. Borboletas da RPPN Mata Estrela: guia de espécies. Coordenação de Márcio Zikán Cardoso. 1. ed. Natal: Ed. das Autoras, 2022.

SAVELA, Markku. Paryphthimoides Forster, 1964. Lepidoptera and some other life forms. [S. l.], 2023. Disponível em: https://ftp.funet.fi/index/Tree_of_life/insecta/lepidoptera/ditrysia/papilionoidea/nymphalidae/satyrinae/paryphthimoides/. Acesso em: 27 abr. 2026.

ZACCA, T. Revisão taxonômica dos gêneros neotropicais Paryphthimoides Forster, 1964 e Cissia Doubleday, 1848, com descrições de seis novos gêneros e 10 novas espécies de Euptychiina (Lepidoptera: Nymphalidae: Satyrinae). 2017. Tese (Doutorado em Ciências Biológicas – Entomologia) – Setor de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2017.

#Borboletas #ParyphthimoidesTerrestris #Nymphalidae #Entomologia #FaunaBrasileira
#BiodiversidadePotiguar #AnimaisdoRN #FaunaeFloradoRN

domingo, 29 de dezembro de 2024

Descubra os segredos da borboleta asa de folha avermelhada "Fountainea halice moretta (Druce, 1877)"


    A borboleta asa de folha avermelhada(Fountainea halice morettapertencente a família Nymphalidae e possui dimorfismo sexual, tendo os machos o dorso das asas arroxeado sem manchinhas brancas, estas estão presentes no dorso das fêmeas. Quando pousada em meio a vegetação do bioma Caatinga camufla-se muito bem, pois se assemelha com uma folha(seca).

   Essa borboleta na fase adulta(alada) é frugívora, ou seja, alimenta-se principalmente de frutos fermentados, enquanto na sua fase larval(lagarta) ela consome folhas principalmente de plantas do gênero Croton spp., as quais são tidas como suas hospedeiras.

   Em nível de espécie ela tem ocorrência confirmada do México ao norte da América do Sul, sendo encontrada em florestas tropicais, podendo ser observada em borda de mata, no interior de mata fechada e até em área aberta.

  Apesar de Fountainea halice moretta ser considerada como uma subespécie endêmica da Caatinga(que só ocorre nesse bioma), ela já foi registrada em áreas de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica. Em algumas regiões do Semiárido brasileiro ela é relativamente comum. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie nas mesorregiões Central Potiguar e Oeste potiguar(foto).  


Referências

ASSIS, Pueblo Pêblo Batista de Araújo. Relação do tamanho e da coloração com a ocorrência de borboletas nordestinas em diferentes mirco-habitats. Orientador: Daniel Pessoa. 2024. 57f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ecologia), Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2024.

DANTAS, C., Zacca, T. and Bravo, F. 2021. Checklist of butterflies (Lepidoptera: Papilionoidea) of an urban area of Caatinga-Atlantic Forest ecotone in Bahia, Brazil. EntomoBrasilis. 14, (Oct. 2021), e959. DOI:https://doi.org/10.12741/ebrasilis.v14.e959.

KERPEL, Solange Maria Borboletas da ESEC Seridó : guia de espécies / Solange Maria Kerpel, Larissa Nascimento dos Santos, Adalberto Dantas de Medeiros ; coordenação Márcio Zikán Cardoso. -- 1. ed. -- Natal, RN : Ed. dos Autores, 2022. -- (Borboletas no nordeste ; 1).

KERPEL, S. et al. 2014. Borboletas do Semiárido: conhecimento atual e contribuições do PPBio In: Bravo, F. et al.(Orgs.). Artrópodes do Semiárido: Biodiversidade e conservação. Vol.: 1 Publisher: Printmidia P. 245-272.

sábado, 14 de setembro de 2024

A rara Borboleta asas-de-vidro Episcada hymenaea (Prittwitz, 1865) no Rio Grande do Norte

   Inseto conhecido popularmente como Borboleta asas-de-vidro ou Borboletinha-de-vidro, sendo seu nome científico Episcada hymenaea (Prittwitz, 1865). Ela pertence a família Nymphalidae, da qual também fazem parte por exemplo, a borboleta-estaladeira, a borboleta-esmeralda e a borboleta-zebra.
borboleta asas-de-vidro(Episcada hymenaea) documentada em floresta na serra de Luís Gomes, RN, Brasil. Ela foi observada no interior de mata densa nas proximidades de um riacho a cerca de 400 de altitude.

   A Borboleta asas-de-vidro(Episcada hymenaea) faz parte da subfamília Ithomiinae, na qual as suas lagartas(larvas) se alimentam de folhas principalmente de plantas da família Solanaceae, enquanto que na fase adulta(alada) consomem de maneira geral néctar de flores. Especificamente para espécie citada, as plantas-hospedeiras no qual as lagartas comem pertencem ao gênero Solanum(o mesmo da Jurubeba), tendo sido registrada seu desenvolvimento em Solanum diphyllum e Solanum compressum.
   A Borboletinha-de-vidro(Episcada hymenaea) geralmente é encontrada com maior frequência em mata primária, podendo ser considerada uma espécie bioindicadora. Ela habita principalmente ambientes florestais úmidos, mas pode ser encontrada também em florestas alteradas, tanto no interior de mata fechada como na borda. No Brasil tem sido documentada nos biomas Caatinga e Mata Atlântica, mas ocorre em outros países da América do Sul como Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie nas mesorregiões Central Potiguar e Oeste potiguar(foto). 

Referências

Calor, A. R. & Bravo, F. 2014. Artrópodes do semiárido: conhecimento atual e desafios para os próximos anos. In: Bravo, F. & Calor, A. R. eds. Artrópodes do semiárido: biodiversidade e conservação. Feira de Santana, Printmídia.

Costa FAPL (2002) Borboletas Ithomiinae (Lepidoptera, Nymphalidae) da Reserva Biológicas D’Anta (Juiz de Fora, MG). Revista Brasileira de Zoologia, 4:143-149.

Quinteros, R., & Bustos, E.O. (2018). Una enorme congregación de Episcada hymenaea (Lepidoptera: Nymphalidae: Danainae) en las yungas del norte de Salta, Argentina. Acta Zoológica Lilloana.

domingo, 10 de dezembro de 2023

Borboleta conhecida como Fogo-no-ar, labareda ou borboleta-flambeau, espécie de grande longevidade

  Borboleta conhecida popularmente como Fogo-no-ar, labareda, borboleta-flambeau ou Borboleta-júlia, entretanto seu nome científico é único, Dryas iulia(Fabricius, 1775). Pertence a família Nymphalidae.

   Essa espécie apresenta de maneira geral coloração dorsal vermelho-arruivado com asas marginadas de preto, pode atingir 80mm de envergadura, sendo os indivíduos machos maiores e mais claros do que as fêmeas.

   A borboleta-flambeau(Dryas iulia) habita matas secundárias, borda de florestas, clareiras, áreas de pastagens e jardins, onde pode ser vista visitando flores por exemplo das plantas Lantana sp. e Eupatorium, se alimentando de néctar e pólen(algo incomum para outras borboletas). Além disso, também inclui em sua dieta sais minerais que absorve do solo, de frutos, da urina e ou lágrimas de alguns animais como jacarés. Supõe-se que essa dieta rica em proteínas e sais minerais é o que proporciona a ela ter maior longevidade em média do que outras borboletas. 

   Após o acasalamento a fêmea oviposita em plantas do gênero Passiflora(maracujá), sendo os ovos de cor variando de amarelo a laranja. Destes surgem as lagartas(fase larval) que comem as folhas do maracujá, as quais passam por 5 estágios antes de empuparem(crisálida) e posteriormente do casulo sairá a fase alada...

 A borboleta-fogo-no-ar(Dryas iulia) é tipicamente neotropical(ocorrendo nas Américas) com distribuição confirmada desde o sul dos Estados Unidos até o norte do Uruguai e Argentina.  Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte só observei essa espécie até o momento apenas na Mesorregião Central Potiguar, na RPPN Refúgio Jamacaii em Equador.

Referências
FioCruz. Borboletas e Mariposas. Disponível em: https://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/borboletas2.htm Acesso em 10 de dezembro de 2023.

Geraldo Salgado-Neto. LEPIDÓPTEROS DO BRASIL (Agenda de Campo). Disponível em: https://guiasdecampo.wordpress.com/2010/12/24/lepidopteros-do-brasil-agenda-de-campo-geraldo-salgado-neto Acesso em 10 de dezembro de 2023.

KERPEL, S. et al. Borboletas do Semiárido: conhecimento atual e contribuições do PPBio. Artrópodes do Semiárido: Biodiversidade e Conservação, n. 1999, p. 245–272, 2014.

Labareda, borboleta-flambeau ou borboleta-fogo-no-ar (Dryas iulia alcionea). biodiversity4all. Disponível em: https://www.biodiversity4all.org/taxa/50073-Dryas-iulia Acesso em 10 de dezembro de 2023.

Labareda, borboleta-flambeau ou borboleta-fogo-no-ar (Dryas iulia alcionea). Fauna Digital do Rio Grande do Sul. Disponível em: https://www.ufrgs.br/faunadigitalrs/labareda-borboleta-flambeau-ou-borboleta-fogo-no-ar-dryas-iulia-alcionea/ Acesso em 10 de dezembro de 2023.

domingo, 15 de janeiro de 2023

Borboleta Chlorostrymon simaethis (Drury, 1773); fauna potiguar

 

borboleta Chlorostrymon simaethis (Drury, 1773) fotografada em borda de fragmento florestal no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN.

   A borboleta da espécie Chlorostrymon simaethis (Drury, 1773) pertence a família Lycaenidae. Suas asas apresentam de maneira geral cor roxa com iridescência na região dorsal nos machos, enquanto as fêmeas são cinzas em cima. Porém a região ventral de ambos os sexos é verde-oliva e possui uma faixa prateada pós-mediana contra uma área marrom-acinzentada. Além disso, é notável a presença de um par  de cauda nas asas posteriores.

   Chlorostrymon simaethis (Drury, 1773) pode ser encontrada por exemplo, em clareiras ou bordas de florestas subtropicais, apresentando a mesma distribuição pelas América do Norte e do Sul.

Referências

Butterflies and Moths of North America. Silver-banded Hairstreak Chlorostrymon simaethis (Drury, 1773). Disponível em: https://www.butterfliesandmoths.org/species/Chlorostrymon-simaethis Acesso em 15 de jan. 2023.

Gbif.org . Chlorostrymon simaethis (Drury, 1773). Disponível em: https://www.gbif.org/pt/species/1923679 Acesso em 15 de jan. 2023.

Steven J. Cary and Michael E. Toliver. Butterflies of New Mexico: The Gossamerwings II: The Hairstreaks (Lycaenidae: Theclinae). Chlorostrymon simaethis (Drury 1773) Silver-Banded Hairstreak. 2022.  Disponível em:  https://peecnature.org/butterflies-of-new-mexico/hairstreaks-lycaenidae-theclinae/ Acesso em 15 de jan. 2023.

domingo, 9 de outubro de 2022

A borboleta do maracujá Eueides isabella (Stoll, 1781)

borboleta do maracujá(Eueides isabella) pousada sobre folhas de urtiga, em Monte Alegre,RN.
borboleta do maracujá(Eueides isabella) pousada sobre folha de urtiga, em Monte Alegre, RN, Brasil.


   Borboleta conhecida como borboleta-do-maracujá, sendo seu nome científico Eueides isabella (Stoll, 1781). Ela pertence a família Nymphalidae e a subfamília Heliconiinae.

   Essa espécie tem ampla distribuída na Região Neotropical, sendo reconhecidas doze subspécies. 
No Brasil, ela é encontrada em borda de matas, ambientes abertos e alterados, incluindo plantações e jardins.

  Sabe-se que essa espécie deposita seus ovos em folhas de maracujás(Passiflora sp.) e que as lagartas(fase larval da espécie) se alimentam de suas folhas.

Referências
Antunes, Fabiano F. et al. Morfologia externa dos estágios imaturos de heliconíneos neotropicais: I. Eueides isabella dianasa (Hübner, 1806). Revista Brasileira de Entomologia [online]. 2002, v. 46, n. 4 [Acessado 9 Outubro 2022] , pp. 601-610. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0085-56262002000400016>. Epub 16 Set 2008. ISSN 1806-9665. https://doi.org/10.1590/S0085-56262002000400016.

Barros, Wagner Ricardo Santos e Lima, Iracilda Maria de MouraDesenvolvimento pré-imaginal de Eueides isabella dianasa (Hübner) (Lepidoptera, Nymphalidae, Heliconiinae) em folhas de Passiflora edulis L. (Passifloraceae). Revista Brasileira de Entomologia [online]. 2004, v. 48, n. 1 [Acessado 9 Outubro 2022] , pp. 69-75. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0085-56262004000100013>. Epub 07 Jun 2004. ISSN 1806-9665. https://doi.org/10.1590/S0085-56262004000100013.

Bento, A. J., Santos, J. M. dos, Goulart, H. F., & Santana, A. E. G. (2019). COMPORTAMENTO DE ACASALAMENTO E IDENTIFICAÇÃO DO FEROMÔNIO SEXUAL E ANTIAFRODISÍACO DE Eueides isabella (LEPIDOPTERA: NYMPHALIADE). Caderno Verde De Agroecologia E Desenvolvimento Sustentável, 9(5), b-99. Recuperado de https://www.gvaa.com.br/revista/index.php/CVADS/article/view/7277.

Funet. Eueides Hübner, 1816. Disponível em: https://ftp.funet.fi/index/Tree_of_life/insecta/lepidoptera/ditrysia/papilionoidea/nymphalidae/heliconiinae/eueides/ Acesso em 09/10/2022.

domingo, 13 de junho de 2021

Borboleta Anthanassa cf. hermas Hewitson, 1864

  Essa borboleta faz parte da família Nymphalidae, pertencendo a mesma ao gênero Anthanassa (Scudder, 1875), que incluem diversas espécies nativas no continente americano. O exemplar da foto é da espécie Anthanassa hermas Hewitson, 1864. Ela foi fotografada no interior de mata na comunidade/Sítio Timbaúba, município de Monte Alegre, RN.

Referências
Anthanassa hermas Hewitson, 1864 in GBIF Secretariat (2021). GBIF Backbone Taxonomy. Checklist dataset https://doi.org/10.15468/39omei accessed via GBIF.org on 2021-06-13.
Nymphalidae. Disponível em: https://www.butterfliesofamerica.com/L/Nymphalidae.htm Acesso em: 13 de jun. de 2021.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Borboleta Parides sp.

Borboleta da família Papilionidae
Borboleta(Parides sp.) fotografada no interior de Floresta Atlântica,Mata do Pilão, Espírito Santo,RN.
Borboleta pertencente a família Papilionidae e ao gênero Parides, sendo provavelmente da espécie Parides zacynthus(Fabricius, 1793). Conheça outros representantes da nossa fauna: https://faunaefloradorn.blogspot.com/search/label/fauna

domingo, 5 de janeiro de 2020

Borboleta 08 ou 80 Callicore sorana (Godart, 1824)

Callicore sorana na caatinga do RN
   Borboleta conhecida como 80 ou 08 dependendo da posição das asas em que é observada, entretanto seu nome científico é Callicore sorana (Godart, 1824). Ela pertence a família Nymphalidae, da qual também fazem parte por exemplo, a borboleta-esmeralda, a borboleta-zebra e a borboleta-estaladeira.
   Além do detalhe curioso numérico presente nas asas, outro detalhe que chama atenção nessa espécie é que nela a fêmea geralmente é considerada "mais bonita(mais colorida)" do que o macho, o que é algo incomum. Na fase larval(as lagartas) elas comem por exemplo, as folhas de Serjania sp., enquanto que adultos de C. sorana alimentam-se principalmente de frutos em decomposição(ex: goiaba e pinha). Quando ela pousa mantém as asas fechadas que as vezes ajuda a camufla-la. 
   No Brasil ela ocorre principalmente no domínio das Caatingas e também no Cerrado tanto no interior de matas como também nas bordas das mesmas. Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie nas mesorregiões Central Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
Rocha,Wesley Silveira. Investigações sobre o par mimético Siderone galanthis e Callicore sorana (Lepidoptera, Nymphalidae) em áreas de cerrado sensu stricto do Brasil central. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Zoologia da Universidade de Brasília.

Queiroga, Marina Rocha de. Borboletas frugívoras (Lepidoptera: Nymphalidae) de um remanescente de caatinga, horto florestal olho d’água da bica, Cuité, Paraíba. Monografia apresentada ao curso de licenciatura em ciências biológicas da universidade federal de Campina Grande.

sábado, 10 de agosto de 2019

Borboleta Nymphidium mantus (Cramer, 1775)

Essa borboleta é da espécie Nymphidium mantus (Cramer, 1775), na qual a mesma pertence a família Riodinidae.
Ela tem ocorrência confirmada na Costa Rica,Venezuela, Trinidad, Suriname, Guiana e Brasil.
O exemplar das fotos foi fotografado na borda de floresta da Escola Agrícola de Jundiaí, Macaíba,RN.

domingo, 9 de setembro de 2018

Borboleta estaladeira Hamadryas chloe (Stoll, 1787)

    Esta espécie de borboleta da família Nymphalidae é conhecida como Estaladeira, mas seu nome aceito pela ciência é Hamadryas chloe (Stoll, 1787).
   Ela geralmente é observada tanto no interior de florestas como na borda de matas e clareiras, principalmente pousada com asas abertas e de "cabeça para baixo" em troncos de árvores.
Sua distribuição geográfica está confirmada na América do Sul ocorrendo desde a Colômbia até a Bolívia.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte observei essa espécie apenas nos fragmentos de Mata Atlântica, especialmente nas matas do litoral sul do RN, como por exemplo no município de Baía Formosa.
Quer saber mais? Acesse:http://www.learnaboutbutterflies.com/Amazon%20-%20Hamadryas%20chloe.htm Acesso em 09 de setembro de 2018.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Borboleta-emilia Leptotes cassius (Cramer, 1775)

   Borboleta da família Lycaenidae, a espécie Leptotes cassius (Cramer, 1775) apresenta distribuição geográfica desde os Estados Unidos até a Argentina.
   Ocorre nas bordas de florestas, campos e área urbana com muitas plantas herbáceas. Nesses habitats ela põe os ovos sobre os botões florais das plantas que as larvas(lagartas) irão comer. Estas se relacionam com algumas formigas, onde as mesmas se alimentam de secreções açucaradas das lagartas e em compensação a presença das formigas ajuda a inibir a presença dos predadores das larvas.

Referências
Leptotes cassius Cassius. Disponível em http://museunacional.ufrj.br/hortobotanico/Lepidopteros/leptotescassius.html Acesso em 30 de junho de 2018.

Cassius Blue Leptotes cassius (Cramer, 1775). Disponível em https://www.butterfliesandmoths.org/species/Leptotes-cassius Acesso em 30 de junho de 2018.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Borboleta Adelpha cf. mythra (Godart, 1824)

   Essa borboleta pertence a família Nymphalidae e a espécie Adelpha cf. mythra (Godart, 1824). Ela foi observada em borda de remanescente de floresta típica do bioma Mata Atlântica, no litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, município de Baía Formosa. Por enquanto só observei essa espécie em florestas do litoral sul do RN. Durante a rápida observação do espécime acima, ela manteve um voo relativamente lento e a altura de no máximo 1,5m.

domingo, 5 de novembro de 2017

Borboleta Cogia calchas (Herrich-Schäffer, 1869)

   Borboleta da família Hesperiidae sendo esta da espécie Cogia calchas (Herrich-Schäffer, 1869).
   Ela geralmente é encontrada em habitats alterados de florestas, em campos, na vegetação que margeia áreas alagadas e jardins, onde os adultos são observados se alimentando de néctar das flores de plantas herbáceas, principalmente da família Fabaceae. 
Borboleta(Cogia calchas) observada se alimentando em área aberta e antropizada, município de Monte Alegre,RN,Brasil.


Referências
Adrian Hoskins. Butterflies of the Amazon and Andes Mimosa Skipper Cogia calchas HERRICH-SCHAFFER, 1869. Disponível em: http://www.learnaboutbutterflies.com/Amazon%20-%20Cogia%20calchas.htm Acesso em 05 de Novembro de 2017.
Juan Antonio Perea. Cogia calchas. Disponível em : http://www.biodiversidadvirtual.org/insectarium/Cogia-calchas-img585271.html Acesso em 05 de novembro de 2017.
Mimosa Skipper Cogia calchas (Herrich-Schäffer, 1869)Disponível em https://www.butterfliesandmoths.org/species/Cogia-calchas Acesso em 05 de Novembro de 2017.

domingo, 1 de outubro de 2017

Maria-boba Mechanitis lysimnia nesaea Hübner (1820)

Maria-boba (Mechanitis lysimnia nesaea) observada acasalando em fragmento de mata antropizada, no município de Monte Alegre,RN.
   Borboleta conhecida popularmente como Maria-boba ou Pequena-bandeira-espanhola, entretanto seu nome científico é único, Mechanitis lysimnia nesaea Hübner(1820).
   As larvas de Mechanitis lysimnia são gregárias e alimentam-se principalmente das folhas de plantas do gênero Solanum, como por exemplo Tomateiro-bravo( Solanum sinzibrifolium) que apresenta substâncias chamadas solaninas, estas ajudam a tornar os indivíduos adultos dessa espécie impalatáveis, tanto que algumas outras borboletas as imitam(BATES, 1862). Adultos de M. lysimnia são tão impalatáveis que aranhas do gênero Nephila ao detectar a presença de alomônios secretadas por essas borboletas na sua teia, corta a teia em volta da borboleta capturada, soltando-a da sua armadilha( teia de captura de alimento). 
  Os adultos alimentam-se do néctar da flores de algumas plantas, principalmente do gênero Eupatorium sp., sendo essa espécie encontrada no interior de florestas das América do Sul e Central.

Referências
BATES, H. W. Contributions to an insect fauna of the Amazon Valley
(Lepidoptera: Heliconidae). Transactions of the Entomological Society of London,
n. 23, v. 3, p. 495–556, 1862.

Geraldo Salgado-Neto. LEPIDÓPTEROS DO BRASIL (Agenda de Campo). Disponível em: https://guiasdecampo.wordpress.com/2010/12/24/lepidopteros-do-brasil-agenda-de-campo-geraldo-salgado-neto Acesso em 01 de outubro de 2017.

domingo, 10 de setembro de 2017

Borboleta Stalachtis phlegia (Cramer, 1779)

    Stalachtis phlegia (Cramer, 1779) é uma especie de borboleta da família Riodinidae que ocorre na região Neotropical, com registro de ocorrência na Venezuela, Suriname, Bolívia e Brasil. Nesse país ela foi documentada nos biomas da Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado, estando associada frequentemente a áreas abertas como clareiras, bordas de mata e campos, mas também ocorre em ambiente urbano. 
   Geralmente adultos da espécie são observados sozinhos visitando flores em busca de néctar. As lagartas comem partes de plantas das famílias Leguminosae e Simaroubaceae, estas especialmente amargas com fitoquímicos tóxicos, uma indicação de que provavelmente as borboletas desse gênero sejam impalatáveis, pois também apresentam mimetismo entre elas,sendo consideradas aposemáticas.

Referência
Magaldi, Luiza de Moraes.  Filogenia molecular e a delimitação taxonômica das espécies do gênero Stalachtis Hübner, 1818. Campinas-SP, 2015. Dissertação(Mestrado).

sábado, 12 de agosto de 2017

Borboleta-amarela Phoebis sennae ( Linnaeus , 1758 )

Phoebis sennae  ( Linnaeus , 1758 ) é o nome científico dessa espécie que é uma das borboletas mais comuns no Brasil, sendo observada geralmente em áreas abertas como bordas de matas, margens de estradas, jardins, matagais, parques e campos. Nesses ecossistemas, os indivíduos adultos de P. sennae se alimentam de néctar das flores de muitas espécies com túbulos longos, como por exemplo, Hibisco.  Ela tem ocorrência confirmada na América do Sul até o Sul do Canadá.




sexta-feira, 30 de junho de 2017

Borboleta Ascia monuste (Linnaeus, 1764)

     A Borboleta da espécie Ascia monuste (Linnaeus, 1764) é uma das mais comuns no Brasil, mas sua distribuição geográfica não está restrita a esse país, pois ela é típica das Américas. Ela é observada principalmente em áreas abertas, jardins e plantações, onde os indivíduos adultos alimentam-se de néctar de várias flores. No entanto as lagartas(fase larval) dessa espécie consomem as folhas de várias plantas da família Brassicaceae, como a couve (Brassica oleracea L.), brócolis (Brassica oleracea L.),agrião (Lepidium ruderale L.),mostarda (Sinapis arvensis L.) e nabiça (Raphanus raphanistrum L.), sendo em alguns casos essas lagartas consideradas pragas, devido ao grande impacto nas plantações causando prejuízo financeiro. Porém, é importante ressaltar que essa espécie na fase adulta(alada) é uma das principais polinizadoras dessas mesmas plantas que são consumidas pelas lagartas. 
   "A lagarta apresenta coloração amarelada nos três primeiros instares e cinza esverdeada nos últimos, com a cabeça de cor amarela em tom escuro. O adulto possui asas de coloração branca amarelada, com bordas em marrom escuro na parte dorsal e marrom claro na parte ventral. Os sexos diferenciam-se por a fêmea apresentar uma pequena mancha no primeiro par de asas, e ter coloração na borda das asas mais intensa que o macho(Costa et al, 2012)."

Referências
Ascia m. monuste (Linnaeus, 1764). Disponível em http://butterfliesofamerica.com/ascia_m_monuste.htm Acesso em 30 de junho de 2017.

Costa, Mariana Fonseca; Salvadé,Vanessa Santos & De Avila Jr,Rubem Samuel; Ciclo do desenvolvimento pós-embrionário de Ascia monuste (Linnaeus)(Lepidoptera, Pieridae) Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão. 2012. Disponível em : http://seer.unipampa.edu.br/index.php/siepe/article/view/1367 Acesso em 30 de junho de 2017.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Borboleta Hemiargus hanno (Stoll, 1790)

  Borboleta da família Lycaenidae, uma das maiores famílias de lepidoptera do mundo, estimando-se em torno de 6.500 espécies para ela, sendo uma destas a da foto, Hemiargus hanno (Stoll, 1790). Essa borboleta ocorre em ambientes abertos, áreas antropizadas, bordas de florestas e de estradas,geralmente é observada visitando as flores da vegetação herbácea, em busca do seu alimento, o néctar das flores.

Para saber mais:
Butterflies of Cuba Hanno Blue. Disponível em: http://www.learnaboutbutterflies.com/Cuba%20-%20Hemiargus%20hanno.htm
Acesso em 09 de março de 2017.
Marcelo Duarte. Morfologia externa do adulto de Hemiargus hanno (Lepidoptera, Lycaenidae, Polyommatinae, Polyommatini). II. Região cervical, tórax e abdome. Link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0073-47212007000200009