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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Conheça a borboleta que tem "joias falsas" nas asas e adora frutas fermentadas

 

Borboleta Paryphthimoides terrestris vista de perfil sobre uma folha verde, destacando as listras marrons e os ocelos (manchas em formato de olho) nas asas.

A borboleta da foto recebeu o nome científico de Paryphthimoides terrestris (Butler, 1867), pertencente à família Nymphalidae e à subfamília Satyrinae. Sua principal característica distintiva são as marcações metálicas irregulares entre os dois maiores ocelos da asa posterior, além da presença de uma única linha submarginal na região do canto interno da margem da asa posterior.

Quando adulta, Paryphthimoides terrestris alimenta-se principalmente do caldo(suco) de frutos maduros ou fermentados (espécie frugívora), enquanto na fase larval (lagarta) suas larvas consomem folhas de gramíneas e ciperáceas. Entre as suas principais plantas hospedeiras estão: Ichnanthus pallens, Lasiacis sloanei, Panicum pilosum, Panicum polygonatum, Paspalum decumbens, Setaria paniculifera, Tripsacum sp., Cyperus sp. e Scleria sp.

Essa borboleta habita florestas tropicais, formações secundárias abertas e ambientes de borda florestal. Trata-se de uma espécie neotropical com distribuição desde a América Central até o Brasil, ocorrendo em países como Nicarágua, Panamá, Trinidad, Guiana Francesa e Brasil. No Brasil, Paryphthimoides terrestris apresenta ampla distribuição geográfica, com registros em todas as regiões do país. A espécie ocorre principalmente em áreas de floresta tropical, formações secundárias abertas e ambientes de borda florestal, sendo mais frequentemente associada aos biomas Amazônia e Mata Atlântica.  

Durante minhas expedições pelo Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie de borboleta apenas na Mesorregião Leste Potiguar, principalmente no extremo sul da Mata Atlântica potiguar. 

👉“E você, já encontrou essa borboleta por aí? Conta pra gente nos comentários! 
Se curte esse tipo de descoberta, segue o blog Fauna e Flora do RN pra não perder os próximos registros.”

Referências

BECCALONI, G. W. et al. Catálogo das plantas hospedeiras das borboletas neotropicais. Londres: S.E.A./Ribes/CYTED/Museu de História Natural/IVIC, 2008.

CASAGRANDE, M. M.; PIOVESAN, M.; ZACCA, T. Satyrini. In: Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil. [S. l.]: PNUD, 2026. Disponível em: http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/150503. Acesso em: 27 abr. 2026.

SANTOS, L. N. dos; BRITO, M. R. M. de; KERPEL, S. M. Borboletas da RPPN Mata Estrela: guia de espécies. Coordenação de Márcio Zikán Cardoso. 1. ed. Natal: Ed. das Autoras, 2022.

SAVELA, Markku. Paryphthimoides Forster, 1964. Lepidoptera and some other life forms. [S. l.], 2023. Disponível em: https://ftp.funet.fi/index/Tree_of_life/insecta/lepidoptera/ditrysia/papilionoidea/nymphalidae/satyrinae/paryphthimoides/. Acesso em: 27 abr. 2026.

ZACCA, T. Revisão taxonômica dos gêneros neotropicais Paryphthimoides Forster, 1964 e Cissia Doubleday, 1848, com descrições de seis novos gêneros e 10 novas espécies de Euptychiina (Lepidoptera: Nymphalidae: Satyrinae). 2017. Tese (Doutorado em Ciências Biológicas – Entomologia) – Setor de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2017.

#Borboletas #ParyphthimoidesTerrestris #Nymphalidae #Entomologia #FaunaBrasileira
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domingo, 9 de outubro de 2022

A borboleta do maracujá Eueides isabella (Stoll, 1781)

borboleta do maracujá(Eueides isabella) pousada sobre folhas de urtiga, em Monte Alegre,RN.
borboleta do maracujá(Eueides isabella) pousada sobre folha de urtiga, em Monte Alegre, RN, Brasil.


   Borboleta conhecida como borboleta-do-maracujá, sendo seu nome científico Eueides isabella (Stoll, 1781). Ela pertence a família Nymphalidae e a subfamília Heliconiinae.

   Essa espécie tem ampla distribuída na Região Neotropical, sendo reconhecidas doze subspécies. 
No Brasil, ela é encontrada em borda de matas, ambientes abertos e alterados, incluindo plantações e jardins.

  Sabe-se que essa espécie deposita seus ovos em folhas de maracujás(Passiflora sp.) e que as lagartas(fase larval da espécie) se alimentam de suas folhas.

Referências
Antunes, Fabiano F. et al. Morfologia externa dos estágios imaturos de heliconíneos neotropicais: I. Eueides isabella dianasa (Hübner, 1806). Revista Brasileira de Entomologia [online]. 2002, v. 46, n. 4 [Acessado 9 Outubro 2022] , pp. 601-610. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0085-56262002000400016>. Epub 16 Set 2008. ISSN 1806-9665. https://doi.org/10.1590/S0085-56262002000400016.

Barros, Wagner Ricardo Santos e Lima, Iracilda Maria de MouraDesenvolvimento pré-imaginal de Eueides isabella dianasa (Hübner) (Lepidoptera, Nymphalidae, Heliconiinae) em folhas de Passiflora edulis L. (Passifloraceae). Revista Brasileira de Entomologia [online]. 2004, v. 48, n. 1 [Acessado 9 Outubro 2022] , pp. 69-75. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0085-56262004000100013>. Epub 07 Jun 2004. ISSN 1806-9665. https://doi.org/10.1590/S0085-56262004000100013.

Bento, A. J., Santos, J. M. dos, Goulart, H. F., & Santana, A. E. G. (2019). COMPORTAMENTO DE ACASALAMENTO E IDENTIFICAÇÃO DO FEROMÔNIO SEXUAL E ANTIAFRODISÍACO DE Eueides isabella (LEPIDOPTERA: NYMPHALIADE). Caderno Verde De Agroecologia E Desenvolvimento Sustentável, 9(5), b-99. Recuperado de https://www.gvaa.com.br/revista/index.php/CVADS/article/view/7277.

Funet. Eueides Hübner, 1816. Disponível em: https://ftp.funet.fi/index/Tree_of_life/insecta/lepidoptera/ditrysia/papilionoidea/nymphalidae/heliconiinae/eueides/ Acesso em 09/10/2022.

domingo, 13 de junho de 2021

Borboleta Anthanassa cf. hermas Hewitson, 1864

  Essa borboleta faz parte da família Nymphalidae, pertencendo a mesma ao gênero Anthanassa (Scudder, 1875), que incluem diversas espécies nativas no continente americano. O exemplar da foto é da espécie Anthanassa hermas Hewitson, 1864. Ela foi fotografada no interior de mata na comunidade/Sítio Timbaúba, município de Monte Alegre, RN.

Referências
Anthanassa hermas Hewitson, 1864 in GBIF Secretariat (2021). GBIF Backbone Taxonomy. Checklist dataset https://doi.org/10.15468/39omei accessed via GBIF.org on 2021-06-13.
Nymphalidae. Disponível em: https://www.butterfliesofamerica.com/L/Nymphalidae.htm Acesso em: 13 de jun. de 2021.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Borboleta 08 ou 80 Callicore sorana (Godart, 1824)

Callicore sorana na caatinga do RN
   Borboleta conhecida como 80 ou 08 dependendo da posição das asas em que é observada, entretanto seu nome científico é Callicore sorana (Godart, 1824). Ela pertence a família Nymphalidae, da qual também fazem parte por exemplo, a borboleta-esmeralda, a borboleta-zebra e a borboleta-estaladeira.
   Além do detalhe curioso numérico presente nas asas, outro detalhe que chama atenção nessa espécie é que nela a fêmea geralmente é considerada "mais bonita(mais colorida)" do que o macho, o que é algo incomum. Na fase larval(as lagartas) elas comem por exemplo, as folhas de Serjania sp., enquanto que adultos de C. sorana alimentam-se principalmente de frutos em decomposição(ex: goiaba e pinha). Quando ela pousa mantém as asas fechadas que as vezes ajuda a camufla-la. 
   No Brasil ela ocorre principalmente no domínio das Caatingas e também no Cerrado tanto no interior de matas como também nas bordas das mesmas. Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie nas mesorregiões Central Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
Rocha,Wesley Silveira. Investigações sobre o par mimético Siderone galanthis e Callicore sorana (Lepidoptera, Nymphalidae) em áreas de cerrado sensu stricto do Brasil central. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Zoologia da Universidade de Brasília.

Queiroga, Marina Rocha de. Borboletas frugívoras (Lepidoptera: Nymphalidae) de um remanescente de caatinga, horto florestal olho d’água da bica, Cuité, Paraíba. Monografia apresentada ao curso de licenciatura em ciências biológicas da universidade federal de Campina Grande.

sábado, 14 de setembro de 2024

A rara Borboleta asas-de-vidro Episcada hymenaea (Prittwitz, 1865) no Rio Grande do Norte

   Inseto conhecido popularmente como Borboleta asas-de-vidro ou Borboletinha-de-vidro, sendo seu nome científico Episcada hymenaea (Prittwitz, 1865). Ela pertence a família Nymphalidae, da qual também fazem parte por exemplo, a borboleta-estaladeira, a borboleta-esmeralda e a borboleta-zebra.
borboleta asas-de-vidro(Episcada hymenaea) documentada em floresta na serra de Luís Gomes, RN, Brasil. Ela foi observada no interior de mata densa nas proximidades de um riacho a cerca de 400 de altitude.

   A Borboleta asas-de-vidro(Episcada hymenaea) faz parte da subfamília Ithomiinae, na qual as suas lagartas(larvas) se alimentam de folhas principalmente de plantas da família Solanaceae, enquanto que na fase adulta(alada) consomem de maneira geral néctar de flores. Especificamente para espécie citada, as plantas-hospedeiras no qual as lagartas comem pertencem ao gênero Solanum(o mesmo da Jurubeba), tendo sido registrada seu desenvolvimento em Solanum diphyllum e Solanum compressum.
   A Borboletinha-de-vidro(Episcada hymenaea) geralmente é encontrada com maior frequência em mata primária, podendo ser considerada uma espécie bioindicadora. Ela habita principalmente ambientes florestais úmidos, mas pode ser encontrada também em florestas alteradas, tanto no interior de mata fechada como na borda. No Brasil tem sido documentada nos biomas Caatinga e Mata Atlântica, mas ocorre em outros países da América do Sul como Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie nas mesorregiões Central Potiguar e Oeste potiguar(foto). 

Referências

Calor, A. R. & Bravo, F. 2014. Artrópodes do semiárido: conhecimento atual e desafios para os próximos anos. In: Bravo, F. & Calor, A. R. eds. Artrópodes do semiárido: biodiversidade e conservação. Feira de Santana, Printmídia.

Costa FAPL (2002) Borboletas Ithomiinae (Lepidoptera, Nymphalidae) da Reserva Biológicas D’Anta (Juiz de Fora, MG). Revista Brasileira de Zoologia, 4:143-149.

Quinteros, R., & Bustos, E.O. (2018). Una enorme congregación de Episcada hymenaea (Lepidoptera: Nymphalidae: Danainae) en las yungas del norte de Salta, Argentina. Acta Zoológica Lilloana.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Borboleta Malaquita Siproeta stelenes; Fauna do RN

  Borboleta conhecida popularmente como Malaquita e cientificamente como Siproeta stelenes. Essa espécie foi descrita pela primeira vez em 1758 por Linnaeus e atualmente pertence a família Nymphalidae. Não existe dimorfismo sexual, ou seja, machos e fêmeas apresentam o mesmo padrão de coloração de suas asas.  A Borboleta Malaquita(Siproeta stelenes) apresenta asas anteriores  pretas com grandes manchas verdes e margem estriadas,sendo sua parte inferior  de cor castanho claro e esbranquiçada. Enquanto que as asas traseiras são apenas pretas com pequenas caudas e também possuem  margem estriadas. Na parte superior do corpo,nas asas existem duas faixas com manchas verdes. O corpo é preto, mas a parte inferior é branca. A envergadura de suas asas tem comprimento de 8,3 a 10,1 cm.
    Costuma voar sobre arbustos na floresta ou pomares, clareiras nas matas e às vezes os machos são observados em patrulhas a procura de fêmeas, efetuando  vôos de uma forma  flutuante.  Seu voo é lento e geralmente é observada descansando sob as folhas de arbustos baixos.
   Após acasalamento, os ovos são depositados isoladamente nas folhas das plantas principalmente da espécie Ruéllia brevifolia (Poht) , que as  lagartas comem,além de outras plantas como Cafetin (Blechum brownei) e Ruellia (Ruellia coccinea) e outras da família Acanthaceae. As lagartas geralmente descansam embaixo das folhas até tomarem um certo tamanho,depois disso passa os dias escondidas na base da planta que serve de alimento, subindo para se alimentar no final do dia. Enquanto que a dieta dos indivíduos adultos é diferente das lagartas(fase larva),os indivíduos alados alimentam-se de frutos fermentados ou apodrecendo e ocasionalmente de excrementos de pássaros e néctar das flores de cipós, árvores e plantas herbáceas.
   Vive em  Florestas subtropicais ou florestas semidecíduas e também tem registros dessa espécie em pomares de abacate,manga e Citrus na Flórida. Sua distribuição estende-se nas Américas, ocorrendo no Brasil, estendendo-se do México ao Suriname,Argentina,Chile e as Índias Ocidentais para o sul da Flórida e sul do Texas.
Durante minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, visualizei essa espécie nos municípios de Monte Alegre e Baía Formosa, no interior de florestas.
Existem apenas três subespécies.
Siproeta stelenes biplagiata (Fruhstorfer de 1907)
Siproeta stelenes meridionalis (Fruhstorfer de 1909)
Siproeta stelenes sophene (Fruhstorfer de 1907)
Classificação Científica
Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: LEPIDOPTERA; Subordem: DITRYSIA
Superfamília: Papilionoidea; Família: NYMPHALIDAE; Subfamília: Nymphalinae; Tribo: VICTORINI; Subtribo: ---; Gênero: Siproeta; Nome específico: stelenes

Referencias
Siproeta stelenes. Disponível em: http://www.butterfliesandmoths.org/species/Siproeta-stelenes Acesso em 19 de março de 2014.

Siproeta stelenes. Disponível em: http://en.butterflycorner.net/Siproeta-stelenes-Malachit-Bambuspage.445.0.html Acesso em 19 de março de 2014


Siproeta stelenes. Disponível em: http://www.gbif.org/species/4299213 Acesso em 19 de março de 2014

terça-feira, 31 de março de 2015

Borboleta Zebra Colobura dirce (Linnaeus, 1758); Fauna do RN

   Borboleta conhecida popularmente como Zebra, devido ao desenho da face inferior das asas, entretanto seu nome científico é Colobura dirce (Linnaeus, 1758). Essa espécie atinge de 5 a 7,5 cm de envergadura,ela assemelha-se a Colobura annulata Willmott Constantino & Hall, 2001, entretanto adultos de C. dirce  diferencia-se principalmente devido a presença da terceira linha submarginal no lado inferior da asa anterior, sempre que se afunila em direção ao canto superior da asa dela, enquanto que isso não ocorre em C. annulata. 
   A fêmea põe pequenos ovos em grupos de 2 a 10 ovos na face ventral de folhas de algumas espécies vegetais do gênero Cecropia, de onde com o tempo sairão as larvas(lagartas negras com espinhos brancos e amarelos) que formam grupos de 5 a 20 indivíduos e se alimentam daquelas folhas, cortando as nervuras delas de baixo para cima, formando um abrigo. A crisálida é alongada e cilíndrica, semelhante a um galho seco e o empupamento ocorre na planta hospedeira.
   Vive em florestas, sendo encontrada até 1.400 metros de altitude, mais geralmente é observada em altitudes inferiores a 800 metros, em florestas decíduas,perenes e em pomares. É vista pousada com frequência de cabeça para baixo sobre troncos de arbustos ou árvores, enquanto absorve a umidade de musgos. É vista com frequência em pequenos grupos de dois a três indivíduos, mas pode ser encontrada sozinha, alimenta-se de substâncias exsudadas do troncos de árvores, de frutos maduros e de excrementos.
   Apresenta distribuição neotropical, ocorrendo no Brasil, Bolívia, Argentina, Equador, Venezuela, Colômbia, Paraguai,Guianas, Trinidad e México.
O registro fotográfico presente nesse post foi feito no interior de uma mata secundária, no município de Parnamirim, no Rio Grande do Norte.

Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Hexapoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Superfamília: Papilionoidea
Família: Nymphalidae
Subfamília: Nymphalinae
Tribo: Nymphalini
Gênero: Colobura
Espécie: Colobura dirce (Linnaeus, 1758)

Referências:

Colobura Dirce  mosaico da zebra. Disponível em: >http://bugguide.net/node/view/913014 <: 27="" acesso="" class="MsoNormal" em:="" p="">

Colobura Dirce. Disponível em:> http://pt.wikipedia.org/wiki/Colobura_dirce<: 07="" 2015.="" acesso="" de="" em:="" mar.="" p="">

Willmott, K. R., L. M. Constantino, and J. P. W. Hall. 2001. A review of Colobura (Lepidoptera: Nymphalidae) with comments on larval and adult ecology and description of a sibling species. Annals of the Entomological Society of America 94:185-196.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Borboleta-estaladeira Hamadryas amphinome (Linnaeus 1767); Fauna do RN

  Borboleta conhecida popularmente como Borboleta-estaladeira, visto que quando voam as asas dos machos produzem estalidos secos, Estaladeira-vermelha (a parte interna inferior de suas asas é de coloração vermelha),Borboleta-assenta-pau, mas seu nome científico é Hamadryas amphinome. O som é produzido durante o voo da borboleta a partir da vibração de um par de hastes espinhosas na ponta do abdômen contra cerdas no clasper anal. Apesar de só os indivíduos machos produzirem o som, ambos os sexos detectam o mesmo, através de suas asas cobertas de membranas que vibram em resposta ao som, estimulando as terminações nervosas. A finalidade do som ainda não é conhecida. Supõe-se, que eventualmente impeça os machos concorrentes de ocupar o mesmo território, ou poderia atuar como um gatilho para iniciar a primeira resposta de uma fêmea durante o namoro.
  Suas as asas são de cor preta aveludada com um brilho azul e um padrão de manchas azuis brilhantes. A cor azul produzida por difração de luz a partir de saliências prismáticas microscópicas na superfície das escalas da asa. A cor varia um pouco de acordo com a qualidade, intensidade e ângulo da luz, de modo que pode aparecer como o céu azul, turquesa ou mesmo esverdeada em matiz.

  Hamadryas amphinome é comumente vista em troncos de árvores ou arbustos a cerca de 2m de altura, adotando uma postura de cabeça para baixo, com as asas achatadas contra a casca. As borboletas vão se aquecer nesta posição por longos períodos para esperar companheiros em potencial. Tanto indivíduos machos como fêmeas passam a maior parte de seu tempo se aquecendo no alto de troncos de árvores, muitas vezes de 10 metros ou mais acima do solo. Curiosamente sentam-se lá por horas com as asas abertas, sempre viradas para baixo mantendo um olhar atento para potenciais companheiros e ou intrusos. Às vezes eles descem e se aquecem mais em baixo, a uma altura de apenas um par de metros, mas a presença da menor perturbação imediatamente voa de volta para o alto da árvore. Eles permanecem lá até que a ameaça desapareça, e, em seguida, descem o tronco da árvore saltando através de uma série de vôos curtos, deslocando-se a pequena distância de cada vez, até depois de meia hora ou assim eles terem retomado a sua posição original.
  Machos de H. amphinome defendem territórios de acasalamento. Os residentes são maiores e possuem asas mais desgastadas do que os intrusos. Os estalos figuram notavelmente durante as interações, porém sem um papel definido (Lourenço, Victor T.,2011).
  Após o acasalamento dos indivíduos adultos, a fêmea deposita seus ovos de cor branca, em cadeias de 5-10 em cima uns dos outros, com 30-100 ovos, pendurados em baixo de uma folha. As larvas(lagartas) que saem dos ovos, quando no ápice do seu crescimento são de cor negras, com marmoreio amarelo ao longo das costas, e têm espinhos pretos multi-ramificados, exceto para aqueles localizados no meio que são de cor laranja. Elas em grupos se alimentam de folhas da espécie vegetal  Dalechampia scandens (Euphorbiaceae).  A crisálida se parece muito com uma pequena folha murcha. Ela varia da cor verde a marrom escuro, e tem um par de chifres na cabeça e fica suspensa em uma folha ou caule, sofrendo transformações, a partir da qual se originará um indivíduo adulto alado.
  A borboleta-estaladeira(Hamadryas amphinome)  se mantém ativa desde o nascer ao pôr do sol, e raramente é vista longe de troncos de árvores ou arbustos. Ela se alimenta principalmente de frutas em decomposição.
  Hamadryas amphinome é encontrada em habitats de floresta tropical secundária ou perturbados, em altitudes entre cerca de 0-1500 metros. Também ocorre em florestas caducifólias secas ou úmidas, onde muitas vezes pode ser abundante.  Essa espécie encontra-se distribuída desde o México até o Peru.
  Durante minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie em vários municípios,como Parnamirim,Monte Alegre,São José de Mipibu,Nísia Floresta, na maioria das vezes em área de pomares, principalmente em troncos de mangueiras, às vezes juntamente com Hamadryas februa e Hamadryas feronia.

Classificação científica:  
Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Lepidoptera; Família: Nymphalidae; Gênero: Hamadryas Hübner 1806 ; Espécie: Hamadryas amphinome (Linnaeus 1767)

Referências
Victor Toni Lourenço. DEFESA DE TERRITORIOS DE ACASALAMENTO EM HAMADRYAS AMPHINOME LINNAEUS (LEPIDOPTERA; NYMPHALIDAE). X Congresso de Ecologia do Brasil, 16 a 22 de Setembro de 2011, São Lourenço – MG.

Hamadryas amphinome. Disponível em: http://www.learnaboutbutterflies.com/Amazon - Hamadryas amphinome.htm Acesso em 10 de maio de 2014.      
               

Hamadryas amphinome. Disponível em: http://eol.org/pages/166283/hierarchy_entries/55717355/overview Acesso em 10 de maio de 2014.  

domingo, 10 de dezembro de 2023

Borboleta conhecida como Fogo-no-ar, labareda ou borboleta-flambeau, espécie de grande longevidade

  Borboleta conhecida popularmente como Fogo-no-ar, labareda, borboleta-flambeau ou Borboleta-júlia, entretanto seu nome científico é único, Dryas iulia(Fabricius, 1775). Pertence a família Nymphalidae.

   Essa espécie apresenta de maneira geral coloração dorsal vermelho-arruivado com asas marginadas de preto, pode atingir 80mm de envergadura, sendo os indivíduos machos maiores e mais claros do que as fêmeas.

   A borboleta-flambeau(Dryas iulia) habita matas secundárias, borda de florestas, clareiras, áreas de pastagens e jardins, onde pode ser vista visitando flores por exemplo das plantas Lantana sp. e Eupatorium, se alimentando de néctar e pólen(algo incomum para outras borboletas). Além disso, também inclui em sua dieta sais minerais que absorve do solo, de frutos, da urina e ou lágrimas de alguns animais como jacarés. Supõe-se que essa dieta rica em proteínas e sais minerais é o que proporciona a ela ter maior longevidade em média do que outras borboletas. 

   Após o acasalamento a fêmea oviposita em plantas do gênero Passiflora(maracujá), sendo os ovos de cor variando de amarelo a laranja. Destes surgem as lagartas(fase larval) que comem as folhas do maracujá, as quais passam por 5 estágios antes de empuparem(crisálida) e posteriormente do casulo sairá a fase alada...

 A borboleta-fogo-no-ar(Dryas iulia) é tipicamente neotropical(ocorrendo nas Américas) com distribuição confirmada desde o sul dos Estados Unidos até o norte do Uruguai e Argentina.  Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte só observei essa espécie até o momento apenas na Mesorregião Central Potiguar, na RPPN Refúgio Jamacaii em Equador.

Referências
FioCruz. Borboletas e Mariposas. Disponível em: https://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/borboletas2.htm Acesso em 10 de dezembro de 2023.

Geraldo Salgado-Neto. LEPIDÓPTEROS DO BRASIL (Agenda de Campo). Disponível em: https://guiasdecampo.wordpress.com/2010/12/24/lepidopteros-do-brasil-agenda-de-campo-geraldo-salgado-neto Acesso em 10 de dezembro de 2023.

KERPEL, S. et al. Borboletas do Semiárido: conhecimento atual e contribuições do PPBio. Artrópodes do Semiárido: Biodiversidade e Conservação, n. 1999, p. 245–272, 2014.

Labareda, borboleta-flambeau ou borboleta-fogo-no-ar (Dryas iulia alcionea). biodiversity4all. Disponível em: https://www.biodiversity4all.org/taxa/50073-Dryas-iulia Acesso em 10 de dezembro de 2023.

Labareda, borboleta-flambeau ou borboleta-fogo-no-ar (Dryas iulia alcionea). Fauna Digital do Rio Grande do Sul. Disponível em: https://www.ufrgs.br/faunadigitalrs/labareda-borboleta-flambeau-ou-borboleta-fogo-no-ar-dryas-iulia-alcionea/ Acesso em 10 de dezembro de 2023.

domingo, 29 de dezembro de 2024

Descubra os segredos da borboleta asa de folha avermelhada "Fountainea halice moretta (Druce, 1877)"


    A borboleta asa de folha avermelhada(Fountainea halice morettapertencente a família Nymphalidae e possui dimorfismo sexual, tendo os machos o dorso das asas arroxeado sem manchinhas brancas, estas estão presentes no dorso das fêmeas. Quando pousada em meio a vegetação do bioma Caatinga camufla-se muito bem, pois se assemelha com uma folha(seca).

   Essa borboleta na fase adulta(alada) é frugívora, ou seja, alimenta-se principalmente de frutos fermentados, enquanto na sua fase larval(lagarta) ela consome folhas principalmente de plantas do gênero Croton spp., as quais são tidas como suas hospedeiras.

   Em nível de espécie ela tem ocorrência confirmada do México ao norte da América do Sul, sendo encontrada em florestas tropicais, podendo ser observada em borda de mata, no interior de mata fechada e até em área aberta.

  Apesar de Fountainea halice moretta ser considerada como uma subespécie endêmica da Caatinga(que só ocorre nesse bioma), ela já foi registrada em áreas de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica. Em algumas regiões do Semiárido brasileiro ela é relativamente comum. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie nas mesorregiões Central Potiguar e Oeste potiguar(foto).  


Referências

ASSIS, Pueblo Pêblo Batista de Araújo. Relação do tamanho e da coloração com a ocorrência de borboletas nordestinas em diferentes mirco-habitats. Orientador: Daniel Pessoa. 2024. 57f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ecologia), Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2024.

DANTAS, C., Zacca, T. and Bravo, F. 2021. Checklist of butterflies (Lepidoptera: Papilionoidea) of an urban area of Caatinga-Atlantic Forest ecotone in Bahia, Brazil. EntomoBrasilis. 14, (Oct. 2021), e959. DOI:https://doi.org/10.12741/ebrasilis.v14.e959.

KERPEL, Solange Maria Borboletas da ESEC Seridó : guia de espécies / Solange Maria Kerpel, Larissa Nascimento dos Santos, Adalberto Dantas de Medeiros ; coordenação Márcio Zikán Cardoso. -- 1. ed. -- Natal, RN : Ed. dos Autores, 2022. -- (Borboletas no nordeste ; 1).

KERPEL, S. et al. 2014. Borboletas do Semiárido: conhecimento atual e contribuições do PPBio In: Bravo, F. et al.(Orgs.). Artrópodes do Semiárido: Biodiversidade e conservação. Vol.: 1 Publisher: Printmidia P. 245-272.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Borboleta Hamadryas februa (Hübner, 1823); Fauna do RN

   Borboleta conhecida popularmente como Borboleta-estaladeira, Assenta-pau-de-barriga-cinzenta ou Pardinha, entretanto seu nome científico é único, cientificamente ela é mundialmente conhecida como Hamadryas februa.
   De maneira geral seu corpo é cinza,apresentando asas anteriores salpicadas com coloração acinzentada, com cadeia de pequenas manchas escuras, enquanto que a parte inferior é branca salpicada de manchas marrons com branco. Não há dimorfismo sexual evidente, ou seja, externamente o macho é idêntico a fêmea. A envergadura de suas asas apresenta em média de 7 a 8,6cm de comprimento.
   Geralmente indivíduos adultos descansam em troncos de árvores de cabeça para baixo com suas asas abertas. Os ovos são colocados isoladamente em folhas ou sépalas da planta hospedeira; as lagartas são solitárias. Antes de escurecer adultos se reúnem em uma única árvore, em seguida, se dispersam para o poleiro em árvores próximas ou arbustos. Indivíduos adultos alimentam-se da resina que exsuda do tronco das árvores e nos frutos fermentados. Enquanto que na fase larval(a lagarta), essa espécie se alimenta das folhas de algumas espécies da família Euphorbiaceae, são as seguintes plantas que ela costuma utilizar como planta hospedeira: Dalechampia heteromorpha,Dalechampia scandens,Dalechampia tiliifolia,Dalechampia triphylla,Tragia volubilis  .
   Darwin, em 1859 observou estas borboletas no Rio de Janeiro, e as chamou de borboleta carijó, o estalido emitido ocorre somente durante o cortejo, através de um saco membranoso característico na base das asas anteriores (DOUBLEDAY, 1845), sendo esse o motivo pelo qual ela também é conhecida vulgarmente como Borboleta-estaladeira.
   Vive no interior de Florestas Subtropicais e nas bordas dessas, como também em áreas cultivadas com árvores ou arbustos. Hamadryas Februa é uma espécie de borboleta típica da América do Sul. Sua distribuição estende-se desde o México até a Colômbia e o Brasil. Ela também ocorre nas ilhas do Caribe. 
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa borboleta poucas vezes no interior de Florestas, mas principalmente em áreas mais abertas dessas e em áreas de sítios por exemplo com plantações de mangueiras e cajueiros.

Classificação Científica: 
Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: LEPIDOPTERA; Subordem: DITRYSIA; Superfamília: Papilionoidea; Família: NYMPHALIDAE; Subfamília: Biblidinae; Tribo: AGERONIINI; Gênero: HAMADRYAS; Nome específico: februa


Referências
Hamadryas Februa Disponível em http://www.butterfliesandmoths.org/species/Hamadryas-februa Acessoe em 17 de agosto de 2014.

Hamadryas Februa Disponível em http://en.butterflycorner.net/Hamadryas-februa.462.0.html Acessoe em 17 de agosto de 2014.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Borboleta-esmeralda Philaethria wernickei (Röber, 1906); Fauna do RN

    Borboleta conhecida popularmente como Borboleta-esmeralda, entretanto seu nome científico é Philaethria wernickei (Röber, 1906). Essa espécie é muito parecida com Philaethria dido (Linnaeus, 1763) e pode ser diferenciada dessa pela coloração interior de cor castanha escura com branco e com padrão de manchas esverdeadas. É solitária, voa consideravelmente alto em áreas de fragmentos de floresta, descendo para visitar flores de arbustos nas quais se alimentam de néctar e dorme individualmente em baixo das folhas mais altas da vegetação. Em geral, a fêmea põe ovos amarelos individualmente em gavinhas e estípulas. Pesquisas no Brasil e no Uruguai mostram que as suas larvas(as lagartas) são hospedeiras de plantas do gênero Passiflora, conhecidas popularmente como “maracujás”. Ocorre nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil na Mata Atlântica e também no Uruguai e norte da Argentina. 
    Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado a presença dessa espécie em fragmentos de vegetação do Bioma Mata Atlântica, sendo os últimos registros nos municípios de Parnamirim, Nísia Floresta e Baía Formosa.

Referências

Kim R. Barão; Gilson R. P. Moreira. Morfologia externa dos estágios imaturos de heliconíneos neotropicais: VIII. Philaethria wernickei(Röber) (Lepidoptera, Nymphalidae, Heliconiinae). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0085-56262010000300008&script=sci_arttext Acesso em: 16 de maio de 2015

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Borboleta Adelpha cf. mythra (Godart, 1824)

   Essa borboleta pertence a família Nymphalidae e a espécie Adelpha cf. mythra (Godart, 1824). Ela foi observada em borda de remanescente de floresta típica do bioma Mata Atlântica, no litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, município de Baía Formosa. Por enquanto só observei essa espécie em florestas do litoral sul do RN. Durante a rápida observação do espécime acima, ela manteve um voo relativamente lento e a altura de no máximo 1,5m.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Borboleta Euptoieta hegesia (Cramer, 1779); Fauna do RN

Borboleta da espécie Euptoieta hegesia (Cramer, 1779) que pertence a subfamília Heliconiinae. Sua distribuição geográfica da-se do México até a Argentina, como também nas Ilhas do Caribe, ocorrendo em ambientes abertos desde o nível do mar até 1200 m de altitude. Turnera ulmifolia é a principal espécie de planta utilizada por essa borboleta na fase larval(lagarta) como fonte de alimento.

Referência

TOURINHO, Julia Losada.; FREITAS, Andre Victor Lucci. Population biology of Euptoieta hegesia (Nymphalidae: Heliconiinae: Argynnini) in an urban area in Southeastern Brazil. Journal of Research on the Lepidoptera. 41: 40-44,2002 (2009).

terça-feira, 9 de março de 2010

Borboleta Anartia jatrophae (Linnaeus, 1763); Fauna do RN

   Essa belíssima borboleta é conhecida popularmente em algumas regiões, como Pavão branco, mas a ciência a nomeou como Anartia jatrophae (Linnaeus, 1763) . Ela ocorre nas Américas, sendo encontrada com facilidade em ambientes quentes e abertos, como campos ou parques, onde a água é abundante(Floridata,2001;Struttmann,2004). 
   Os machos dessa espécie patrulham áreas com abundância de plantas hospedeiras a procura de uma fêmea para acasalar. Eles são muito territorialistas e defendem essas áreas de outras espécies. Quando um macho encontra uma fêmea "disposta" a acasalar, ele deposita um espermatófaro para a fêmea durante a cópula. Depois do "namoro", a fêmea com os ovos fertilizados, procura uma planta da espécie Bacopa monnieri, para depositar esses ovos próximo ou na parte inferior das folhas dessa espécie. Esses ovos são pequenos e de cor verde. Depois de um tempo(entre 10-30 dias) surgirão deles, as larvas, que são lagartas, de cor preta com prata ou pontos brancos e apresentam espinhos ramificados. Elas vão se alimentar da planta hospedeira, até chegar o momento de se enclausurar, chegando a fase de crisálida. A crisálida é verde claro com pequenos pontos pretos. No interior desta, a "lagarta se transforma em borboleta adulta", e quando ela está inteiramente formada, as cores das asas já transparecem através da casca. Então, a crisálida começa a se abrir lentamente, e emerge a borboleta adulta.














   A parte superior da borboleta adulta é branca e contém uma mancha redonda preta com uma "luz marrom escuro" em forma de crescente acabamento na asa anterior. As asas anteriores possuem duas manchas semelhantes às da asa anterior. O primeiro par de pernas não são funcionais, dando a aparência de pernas 4 pernas(vê foto1) que é uma característica dos membros da família Nymphalidae, a qual ela faz parte. Não devemos esquecer que ao se alimentar de néctar, não apenas essa, mais muitos outros Lepidópteros fazem o trabalho de polinização, que é importantíssimo para a reprodução das plantas angiospermas.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado com frequência a presença dessa espécie em todas as regiões do Estado, sendo assim, acredito que ela esteja entre as espécies de borboleta mais comuns do território potiguar e provavelmente entre as mais populares do Brasil, baseado na frequência com que as pessoas postam imagens dela nas redes sociais em diversos estados do país. As fotos que ilustram esse texto, são de espécimes registradas nos municípios de Monte Alegre, Natal e Nísia Floresta, respectivamente. Preserve a natureza!

REFERÊNCIA: 
Anartia jatrophae. Disponível em > animaldiversity.ummz.umich.edu/.../Anartia_jatrophae.html < Acesso em: 09/03/2010.

domingo, 9 de setembro de 2018

Borboleta estaladeira Hamadryas chloe (Stoll, 1787)

    Esta espécie de borboleta da família Nymphalidae é conhecida como Estaladeira, mas seu nome aceito pela ciência é Hamadryas chloe (Stoll, 1787).
   Ela geralmente é observada tanto no interior de florestas como na borda de matas e clareiras, principalmente pousada com asas abertas e de "cabeça para baixo" em troncos de árvores.
Sua distribuição geográfica está confirmada na América do Sul ocorrendo desde a Colômbia até a Bolívia.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte observei essa espécie apenas nos fragmentos de Mata Atlântica, especialmente nas matas do litoral sul do RN, como por exemplo no município de Baía Formosa.
Quer saber mais? Acesse:http://www.learnaboutbutterflies.com/Amazon%20-%20Hamadryas%20chloe.htm Acesso em 09 de setembro de 2018.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Borboleta Junonia evarete (Cramer, 1779); Fauna do RN


   Borboleta conhecida popularmente como Olho-de-pavão-diurno e cientificamente recebeu o nome de Junonia evarete (Cramer, 1779). Pertence a família Nymphalidae.
Essa espécie é encontrada geralmente em áreas abertas voando rapidamente e baixo, pousando com as asas abertas sobre ervas,rocha ou diretamente no solo. 

   A fêmea fecundada geralmente procura as plantas do gênero Lantana, Stachytarpheta(exemplo: Stachytarpheta cayennensis)e Laguncularia(exemplo: Laguncularia racemosa), encontrando-as ela põe os ovos na parte inferior das folhas dessas plantas, de onde tempo depois sairão as larvas(lagartas) que se alimentarão por um certo período, em seguira "enclausuram-se" passando pelas fases de pupa(crisálida) de onde sairão posteriormente na fase final-adulta(alada) ou imago. A fêmea adulta tem cores mais fortes e também é mais agitada, enquanto que a característica distintiva do macho adulto é a presença de asa posterior azulada.

BIBLIOGRAFIA
Geraldo Salgado-Neto. LEPIDÓPTEROS DO BRASIL(Agenda de Campo).