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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Lagartixa Gymnodactylus geckoides Spix, 1825

    Animal conhecido popularmente como Lagartixa ou Lagarto que faz parte da família Phyllodactylidae, sendo seu nome científico Gymnodactylus geckoides Spix, 1825. Tem ocorrência confirmada nos biomas da Caatinga, Cerrado e em áreas abertas da Mata Atlântica (nas restingas e tabuleiros). 
   Habita troncos de madeira em decomposição,sob rochas, no folhiço e na vegetação de porte herbáceo ou arbustivo, sendo ativa principalmente à noite(Freire, 1996; Queiroga,2016). Alimenta-se de insetos como cupins, formigas, orthopetera(grilos,etc) e besouros (A. F. SOUZA-OLIVEIRA et al, 2017).

Referências(Para saber mais)
Alan Filipe de Souza-Oliveira, Felipe de Medeiros Magalhães & Adrian Antonio Garda (2017): Reproduction, diet and sexual dimorphism of Gymnodactylus geckoides Spix, 1825 (Sauria: Squamata) from a Restinga area in northeastern Brazil, Journal of Natural History, DOI: https://doi.org/10.1080/00222933.2017.1366572 
FREIRE, E. M. X. 1996. Estudo ecológico e zoogeográfico sobre a fauna de lagartos (Sauria) das dunas de Natal, Rio Grande do Norte e da restinga de Ponta de Campina, Cabedelo, Paraíba, Brasil. Revista Brasileira de Zoologia 13(4): 903- 921. 
QUEIROGA, Emanuel Luan Barros de. Diversidade, composição e aspectos ecológicos de taxocenose de lagartos (Squamata) em área impactada de parque urbano, Natal, Rio Grande do Norte. 2016. 70f. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) - Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Irerê Dendrocygna viduata (Linnaeus, 1766)

Indivíduos observados as margens de pântano em Nísia Floresta,RN,Brasil.
  Ave conhecida popularmente como Irerê,Marreca-viúva, Viuvinha,Paturi",Marreca-Piadeira" ou Marrecão, entretanto seu nome científico é único, Dendrocygna viduata(Linnaeus, 1766).
   Um indivíduo adulto dessa espécie atinge 44cm de comprimento total e peso aproximado de 750 gramas. Apresenta como características distinguíveis uma máscara branca na face,pescoço negro, flancos listrados e asas negras, bico e pés plúmbeos(SICK,1997). Alimenta-se principalmente de plantas aquáticas mas também inclui pequenos animais aquáticos em seu cardápio. Geralmente seu período reprodutivo estende-se de abril a julho, sendo o ninho construído no chão, onde a fêmea põe de 8 a 14 ovos e o macho pode revezar com a fêmea na incubação e posteriormente no cuidado dos filhotes.
   Habita as margens dos corpos de água(pantanos, lagos, rios, etc) onde formam bandos de números variáveis, desde um casal até dezenas de exemplares. Geralmente alça voo mais no final da tarde(crepúsculo), sendo vista e ouvida as vezes até sobrevoando cidades a noite. É uma espécie relativamente arisca, devido principalmente ao fato de ser muito caçada em algumas comunidades do país, lembrando que a caça a animais silvestres no Brasil é crime ambiental.
   Apresenta ampla distribuição geográfica na América do Sul, incluindo todo território brasileiro e também na África. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do estado: Leste Potiguar, Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.
GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.
LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.
SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Sombreiro Clitoria fairchildiana R.A.Howard

   Planta conhecida popularmente como Sombreiro, Palheiro, Palheteira e Faveira, entretanto seu nome científico é único, Clitoria fairchildiana R.A.Howard. Ela pertence a família Fabaceae.
   Planta de porte arbóreo podendo atingir até 15m de altura e formar grande copa. Apresenta folhas compostas trifolioladas,suas flores violáceas formam inflorescências pêndulas e o fruto é um legume deiscente. Suas flores são muito visitadas por abelhas nativas, principalmente Xylocopa frontalis, Bombus morio, Epicharis flava, Centris sp. e Eulaema nigrita que demonstram atuarem como polinizadores. Por ela apresentar folhas grandes e formar uma copa frondosa, proporciona excelente sombra, sendo muito indicada para arborização em cidades e também na recuperação de áreas degradadas, pois apresenta ótima capacidade de nodular e fixar nitrogênio além de crescer relativamente rápido. A madeira pode ser usada na construção civil como divisórias internas, forros, para confecção de brinquedos e caixotaria. Segundo estudos apresenta atividades antinociceptivas, anti-inflamátorias e antioxidantes (LEITE et al., 2012; ANNEGOWDA et al., 2013). 
   Planta nativa que no Brasil tem registro confirmado nos biomas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, ocorrendo nas seguintes regiões e estados brasileiros respectivamente: Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina) do país.


Referências
ANNEGOWDA, H. V. et al. The free radical scavenging and antioxidant activities of pod and seed extract of Clitoria fairchildiana (Howard) - an underutilized legume. Journal of Food Science and Technolog y. v. 50, I. 3, p. 535-541, 2013. Disponível em: http://link.springer.com/article/10.1007/s13197-011-0370-8 Acesso em 27 de jan. 2018.
Breno Marques da Silva e Silva, Ivanize Maria Barros dos Santos, Paulo Adller Alves de Araújo, Rubiene Neto Soares e Camila de Oliveira e Silva. EMERGÊNCIA DE PLÂNTULAS DE FAVEIRA (Clitoria fairchildiana R.A. Howard) EM DIFERENTES SUBSTRATOS. Revista em Agronegócio e Meio Ambiente, Maringá (PR) DOI: http://dx.doi.org/10.17765/2176-9168.2017v10n2p555-566
Leila Bonfanti e Kayna Agostini. POLINIZAÇÃO DE Clitoria fairchildiana Howard (Leguminosae, Papilionoideae) EM ÁREA URBANA. Disponível em: http://www.sbpcnet.org.br/livro/palhoca/resumos/1187.pdf Acesso em 27 de jan. 2018
Lais Gonçalves da Costa,Aderbal Gomes da Silva,Daniele Rodrigues Gomes. Morfologia de frutos, sementes e plântulas, e anatomia das sementes de sombreiro (Clitoria fairchildiana. Rev. Cienc. Agrar., v. 57, n. 4, p. 414-421, out./dez. 2014.
LEITE, J. F. M. et al. Antinociceptive and anti-inflammatory effects of a lectin-Like substance from Clitoria fairchildiana R. Howard seeds. Molecules. v. 17, n. 3, p. 3277-3290, 2012. Acesso em 27 de jan. 2018
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Caburé Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788)

    Ave conhecida popularmente como Caburé, Caburé-do-sol, Caburé-ferrugem, Caburezinho e Cauré,entretanto seu nome científico é único, Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788). Pertence a família Strigidae, da qual também fazem parte a coruja-buraqueira(Athene cunicularia).
    É uma coruja muito pequena, um individuo adulto da espécie G. brasilianum alcança cerca de 16,5cm de comprimento,31cm de envergadura e peso estimado de aproximadamente 63 gramas. Ela apresenta a plumagem em duas colorações,tem uma que é cinza, na qual o peito claro apresenta bordas cinzas e a cauda com listras brancas e a outra é predominantemente marrom-avermelhado com a cauda da mesma cor e as faixas brancas são menos perceptíveis. Ambas apresentam sobrancelha branca notável e também duas manchas pretas na nuca semelhante a olhos, confundindo predadores e, enganando também suas presas que, as vezes ao livra-se dos "falsos olhos" caem exatamente no bico do predador, na parte frontal onde estão os verdadeiros olhos.
  Alimenta-se de outras aves, lagartos, anfíbios, serpentes e até insetos. Ela reutiliza ninhos abandonados de outras aves ou ocos de árvores, onde põe de 3 a 5 ovos que são incubados por até 30 dias. Ao contrário das nossas outras corujas ela é ativa tanto durante o dia quanto a noite, podendo ser ouvida o ano inteiro, principalmente na época reprodutiva. Habita no interior e bordas de florestas, campos, cerrados e várzeas, podendo ser observada em área urbana com muitas árvores.
   Apresenta ampla distribuição geográfica, ocorrendo desde os Estados Unidos até a Argentina e norte do Chile e também em todo o território brasileiro.  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas nas Mesorregiões Central Potiguar(principalmente na região do Seridó) e Oeste Potiguar. 

Referências
Antas, P. T. Z. (2005) Aves do Pantanal. RPPN: Sesc.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.