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sábado, 30 de março de 2024

Besouro-de-chuquinha, conheça o besouro que ficou famoso na internet


   Há alguns anos atrás uma foto de um besouro desses foi postado nas redes sociais(twitter e facebook), e na época viralizou as postagens nas quais as pessoas batizaram o animal com o nome de "besouro de chuquinha", "besouro Paquita da Xuxa" e até de barata de chuquinha(não é uma barata). Repito: Não é uma barata, não é venenoso e nem peçonhento.
besouro serra-pau(Psygmatocerus wagleri) fotografado na sede da Reserva Particular do Patrimônio Natural Refúgio Jamacaii, Equador, RN, Brasil.

   O animal da foto pertence ao grupo dos insetos(Classe Insecta-mais diversificado da Terra), sendo mais específico ele pertence ao grupo dos besouros(ordem Coleoptera), a família Cerambycidae e a espécie Psygmatocerus wagleri Perty, 1828. O adulto dessa espécie pode atingir 38mm de comprimento e como todos os besouros Cerambicídeos possui peças bucais bem desenvolvidas, apresentando fortes mandíbulas que contribuem para serrar galhos, nos quais as fêmeas depositam seus ovos nas incisões. Por isso, esses bichos são conhecidos vulgarmente como besouro serra-pau, serrador ou toca-viola. Segundo Costa Lima(1955) a larva desse besouro é "broca do óleo vermelho (Myrospermum erythroxylon) e da manga brava(Swartzia langsdorfii)".

   Mas o que chama mais a atenção nesse besouro são suas antenas do tipo "flabelada(antena em forma de leque)", as quais são formadas por vários "ramos", aumentando assim a área de superfície disponível. Isso proporciona por exemplo para ele, melhor percepção da variação de temperatura ou umidade e até no caso do macho detectar feromônios sexuais da fêmea. 

   O besouro serra-pau(Psygmatocerus wagleri) ocorre na América do Sul(Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina), tendo sido confirmado sua presença nos seguintes estados brasileiros: Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte só observei essa espécie até o momento apenas na Mesorregião Central Potiguar, na RPPN Refúgio Jamacaii em Equador.


Referências
COSTA LIMA, A. Insetos do Brasil. 9.º tomo, capítulo XXIX: coleópteros, 3.ª parte. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Agronomia, Série Didática n. 11, p. 98-99, 1955.

GULLAN, P.J. Insetos: fundamentos da entomologia / P.J. Gullan, P.S. Cranston; Com ilustrações de Karina H. McInnes; Tradução e Revisão Técnica Eduardo da Silva Alves dos Santos, Sonia Maria Marques Hoenen – 5. ed. – Rio de Janeiro: Roca, 2017.

NASCIMENTO, Francisco E. De L., Bravo, Freddy, Monnè, Miguel A. (2016): Cerambycidae (Insecta: Coleoptera) of Quixadá, Ceará State, Brazil: new records and new species. Zootaxa 4161 (3): 399-411, DOI: 10.11646/zootaxa.4161.3.7.

terça-feira, 31 de março de 2026

Descubra o serra-pau gigante do RN: primo do maior besouro do mundo e uma raridade que poucos viram

 

Detalhes do besouro Ctenoscelis coeus, família Cerambycidae, encontrado na Mata Atlântica do Rio Grande do Norte. Fauna potiguar.

Besouro conhecido popularmente como serra-pau ou besouro-serrador, a espécie Ctenoscelis coeus (Perty, 1832) pertence à família Cerambycidae e à subfamília Prioninae. Esse grupo inclui espécies impressionantes, como Enoplocerus armillatus (Linnaeus, 1767), Mallodon spinibarbis (Linnaeus, 1758) e o famoso Titanus giganteus (Linnaeus, 1771), considerado o maior besouro do mundo.

O Serra-pau(Ctenoscelis coeus) chama atenção pelo porte robusto e, principalmente, pelas longas antenas que podem ser tão compridas quanto o corpo ou até ultrapassá-lo, especialmente nos machos. Essa é uma característica bastante comum entre os representantes da família Cerambycidae. O exemplar da foto tinha 10cm de comprimento total.

Besouro serra-pau Ctenoscelis coeus ao lado de uma caneta para comparação de tamanho. Registro de besouro gigante no Rio Grande do Norte.

Trata-se de uma espécie nativa, com registros nos biomas Mata Atlântica, Caatinga e Amazônia. Sua distribuição no Brasil abrange grande parte do território nacional, com ausência de registros na região Sul. Fora do país, também já foi registrada em áreas da América do Sul, como Guiana e Bolívia.

Durante minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, registrei essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar e Agreste Potiguar, tanto em áreas de Mata Atlântica quanto em zonas de transição (ecótono) entre Mata Atlântica e Caatinga. Curiosamente, nas duas ocasiões em que encontrei esse besouro, os indivíduos já estavam mortos, embora com o corpo intacto.

Apesar de seu tamanho e imponência, quase nada ainda se sabe sobre a biologia de Ctenoscelis coeus (Perty, 1832).

👉“E você, já encontrou um serra-pau por aí? Conta pra gente nos comentários! 
Se curte esse tipo de descoberta, segue o blog Fauna e Flora do RN pra não perder os próximos registros.”

Referências

LIMA, A. da Costa. Insetos do Brasil: 9.º tomo, Coleópteros, 3.ª parte. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Agronomia, 1955. (Série Didática, n. 11). 1 arquivo PDF.

SOUTO, Glauber Henrique Borges de Oliveira; NETO, M. R.; SILVA, C. D. D. do. Check-list de Cerambycidae (Coleoptera, Insecta) para o Rio Grande do Norte, Brasil. Nature and Conservation, [S. l.], v. 18, n. 1, 2025. Disponível em: http://www.sustenere.inf.br. Acesso em: 31 mar. 2026.

MONNÉ, Marcela L.; MONNÉ, Miguel A. New species and new records of Cerambycidae (Insecta, Coleoptera) from RPPN Sanctuary of Caraça, Minas Gerais, Brazil. Zootaxa, [S. l.], v. 4319, n. 2, p. 201-262, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.11646/zootaxa.4319.2.1. Acesso em: 31 mar. 2026.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Besouro Caçador de lagarta Calosoma granulatum Perty,1830; Fauna do RN.

Calosoma granulatum fotografado no município de São José do Campestre,Rio Grande do Norte.
    Besouro conhecido popularmente como Caçador de lagarta ou Carocha, mas cientificamente recebeu o nome Calosoma granulatum Perty,1830.  Essa espécie possui dorso da cabeça e tórax verde metálico escuro, élitros escuros com pequenas marcas longitudinais douradas e margens laterais verdes metálicas; cabeça prognata, olhos compostos proeminentes localizados lateralmente; antenas longas com 11 segmentos (macho), filiforme; mandíbulas arqueadas, opostas, simétricas; pernas ambulatórias.  
    C. granulatum apresenta ampla distribuição geográfica em todo Brasil, com exceção apenas a área ao norte do Rio Amazonas (GIDASPOW, 1963, apud PASINI, 1995).  Vive no solo, podendo também subir em árvores, arbustos ou culturas anuais em busca das presas. Os adultos, quando incomodados, respondem correndo rapidamente do local. É uma espécie de grande importância como agente de controle biológico, pois se alimenta de lagartas que caem ou que se lançam ao chão para pupar ou de pré-pupas e pupas.  
     É um predador voraz, e cada larva ou adulto desse carabídeo chega a consumir 90 lagartas pequenas por dia, em média.  Essa espécie tem sido bem estudada devido às suas larvas e adultos serem predadoras de Rachiplusia nu (Guenée, 1852), Pseudoplusia includens (Walker, 1857) e de Anticarsia gemmatalis Hubner,1818 (Lepidoptera: Noctuidae) cujas larvas são pragas na lavoura de soja.

BIBLIOGRAFIA:
Colen,Keila Gomes Ferreira. Biologia e Caracterização Morfológica e Morfométrica dos Estágios Imaturos e Adultos de Calosoma granulatum Petry, 1830 (Coleoptera: Carabidae). Botucatu-SP. Dezembro, 2004.
Guimarães,Ronald Rodrigues & Rodrigues,Harlan  Ronald Storti  & Guimarães, Roney Rodrigues. Coincidência no Aparacimento de Adultos de  Insetos de duas Ordens diferentes em Armação de Búzios, Rio de Janeiro, Brasil.
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Inimigos naturais das pragas de milho Calosoma sp. Embrapa.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Besouro Coelosis bicornis Leske, 1779. Fauna do RN




      Coelosis bicornis é uma espécie de besouro que tem uma ampla distribuição na América do Sul, ocorrendo desde a Colômbia até o Sul da Argentina. Caracteres diagnósticos que identificam a espécie Coelosis bicornis são: a presença de dois cornos subparalelos, clípeo com dois dentes, mandíbulas tridentadas e processo prosternal com um espinho na região central. A cor dessa espécie é pardo avermelhado escuro opaco. A largura dos machos varia de 13,68 à 15,07 mm e o seu comprimento varia de 26,18 à 30,50 mm. enquanto que as fêmeas são um pouquinho menores, variando sua largura de 13,13 à 15,05 mm e o comprimento de de 23,63 à 25,05.
       Informações biológicas dessa espécie são quase inexistentes, a maioria das informações até o momento se referem a uma espécie do mesmo gênero, Coelosis biloba. Acredita-se que as larvas se alimentam de matéria orgânica se desenvolvendo em troncos apodrecidos(lannuzi & Marinoni, 1995). Na Amazônia C. bicornis esta associada a ambientes de floresta ombrófila, áreas de vegetação degradada que são áreas inundáveis estabelecidos desde o nível do mar até 200 m de altitude. Essa fotos foram tiradas no município de Monte Alegre-RN, numa estrada carrosável próximo a uma lagoa.
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA: Classe: INSECTA; Ordem: COLEOPTERA; Subordem: POLYPHAGA; Superfamília: SCARABAEOIDEA Latreille, 1802.; Família: SCARABEIDAE Latreille, 1802; Subfamília: DYNASTINAE Macleay, 1819; Tribo: ORYCTINI Mulsant 1842; Gênero: Coelosis ; Espécie: Coelosis bicornis Leske, 1779.

REFERÊNCIAS:
Gasca Alvarez, Héctor Jaime. Diversidade, taxonomia e distribuição da tribo Oryctini(Coleoptera:Scarabaeidae: Dynastinae) para a Amazônia brasileira.- Manaus,2008. Pgs:37-39. Dissertação(mestrado) - IMPA/UFAM.
Disponível em:> http://www.goliathus.cz/en/coelosis-bLocalidade:icornis-leske-70.html  
IDENTIFICADOR DA ESPÉCIE: Agradeço a Ricardo Andreazze, professor de Entomologia da UFRN que identificou a espécie citada.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Besouro Homalinotus coriaceus (Gyllenhal); Fauna do RN















     Inseto conhecido popularmente como Broca do pedúnculo floral do coqueiro ou broca do cacho de coqueiro, mas cientificamente como Homalinotus coriaceus. Ele pertence à ordem dos Coleópteros e a família dos Curculionídeos. Este besouro apresenta coloração preta e mede de 25 a 30 mm de comprimento(Ferreira et al. 2002), além de um rostro com 8 mm(Gallo et al. 2002), cujas fêmeas pouco diferem dos machos, sendo ligeiramente maiores e apresentando duas depressões pouco pronunciadas no pronoto. seus ovos são brancos e medem 3,5 mm de comprimento por 2,5 mm de largura, sendo a postura feita no pedúnculo floral.














     Porém a postura pode ser feita ainda na bainha foliar(Gomes,1944). as larvas são de coloração branca e cabeça ferrugínea(Bondar,1940). Após o estágio larval, esta pupam construindo um casulo de fibras entre a superfície do tronco e a inserção da bainha foliar(Moura & Vilela,1998). A duração completa do ciclo varia de 6 a 8 meses(Gallo et a
l. 2002).













     A Broca do pedúnculo floral é considerada uma das praga mais importantes da cultura de coco no Brasil, provocando redução da ordem de 50% na produção de coco(Gomes,1992). Os danos são causados pelas larvas, que cavam galerias no pedúnculo floral interrompendo o fluxo da seiva e promovendo a queda de flores e frutos(Ferreira et al. 2002). Os adultos também são nocivos ao coqueiro, porque ao se alimentarem, dilaceram o tecido de flores e frutos novos, secando-os(Ferreira et al. 1997).

REFERÊNCIAS:

Sarro,Fernanda B. & Crocomo,Wilson B. & Ferreira,Joana M. S. Aspectos da Biologia e Morfologia da Broca do Pedúnculo floral do Coqueiro,Homalinotus coriaceus (Gyllenhal) (Coleoptera:Curculionidae). Neotropical Entomology. January-February,2004. pgs:1-2.

Gomes,Raimundo Pimentel. O coqueiro da baía. São Paulo: Nobel. 1992. pg:103.

sábado, 13 de junho de 2026

O menor beija-flor do RN cabe na palma da mão e você jura que é besouro

Beija-flor besourinho-da-mata (Phaethornis ruber), o menor beija-flor do RN, pousado de perfil em um galho fino. É possível observar seu bico longo curvado, plumagem ferrugínea no peito e a característica faixa preta na região ocular

O Besourinho-da-Mata: Um dos menores beija-flores do Brasil cabe na palma da sua mão

Andando na mata você já ouviu o “zumbido de uma abelha” passar rápido pelo seu ouvido e, ao olhar, percebeu que era na verdade uma ave? Pois esse truque da natureza é exatamente o que faz o beija-flor conhecido como besourinho-da-mata ou rabo-branco-rubro. Seu nome científico é Phaethornis ruber (Linnaeus, 1758), e ele pertence à família Trochilidae, da qual também fazem parte por exemplos, o beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura) e  besourinho-de-bico-vermelho( Chlorostilbon lucidus )

Descrição morfológica (características principais)

Com apenas 7,5 a 9 cm de comprimento e peso máximo registrado de 2,4 g, o rabo-branco-rubro.(Phaethornis ruber ) ostenta o título de menor espécie do gênero Phaethornis A cauda é relativamente curta, com as retrizes centrais pouco prolongadas (diferente do prolongamento mais típico de outras espécies do gênero). Possui pontas ferrugíneas claras nas retrizes (não brancas, como muitas espécies do gênero). O uropígio e as partes inferiores apresentam coloração ferrugínea viva, marcante e inconfundível.

Fotografia detalhada das costas do beija-flor rabo-branco-rubro ou besourinho-da-mata posado de costas. Em destaque, a coloração marrom-ferrugínea viva do uropígio e o formato de sua cauda curta com retrizes escuras

 P. ruber apresenta dimorfismo sexual perceptível na cauda. Os machos adultos diferenciam-se das fêmeas e dos indivíduos juvenis por possuírem a cauda mais curta e retrizes quase totalmente desprovidas de marginações latero-apicais ferrugíneas. Os machos também exibem uma faixa preta marcante ao longo do peito ao contrário da fêmea que possui de forma bem sutil ou é ausente. 

História natural

A dieta do besourinho-da-mata(P. ruber) é predominantemente nectarívora, mas ele não dispensa uma proteína como fonte extra incluindo pequenas aranhas e insetos em seu cardápio. Ele forrageia no estilo trapline, percorrendo rotas relativamente fixas entre flores conhecidas, geralmente a baixa altura, deslocando-se sempre sozinho. Quando voa, emite um zumbido agudo, semelhante ao de uma grande abelha mangangava(que vulgarmente muitos leigos chamam de besouro, daí a origem do nome popular besourinho-da-mata).

A reprodução é um espetáculo à parte. Os machos se juntam em lek, onde vocalizam incansavelmente e executam um comportamento rítmico de subir e descer a cauda. O ritual de corte vai além: o macho realiza um voo do tipo pêndulo horizontal, lento e silencioso, pouco acima e à frente da fêmea pousada. Em cada extremo do pêndulo, vira o corpo para fora, mantendo a cauda levantada diante da visão da fêmea.

O ninho, construído pela fêmea, tem a sua estrutura no formato de cone invertido, exibindo um revestimento interno de paina e uma camada externa de folhas secas, musgos e liquens, aderidos a uma folha pendente através de fios de teia de aranha. Já foi registrado um ninho suspenso sob uma folha de helicônia. Naquele são postos dois ovos, com incubação de 17 dias. Os filhotes permanecem no ninho por 18 a 22 dias após a eclosão. Os filhotes emplumados, curiosamente, têm coloração tão parecida com a do próprio ninho que praticamente desaparecem dentro dele. A reprodução pode ocorrer ao longo de quase todo o ano, variando conforme a região.

Apesar do tamanho diminuto, são aves destemidas: quando alguém se aproxima do ninho, o besourinho-da-mata chega bem perto, sem demonstrar muito receio. Geralmente mantem um poleiro fixo no interior da mata, de onde cantam com frequência, sendo seu canto descrito como um "si-sí-sí-sísisisisisi" repetido.

Close-up do besourinho-da-mata (Phaethornis ruber) em um poleiro fixo no sub-bosque da Mata Atlântica potiguar. A ave aparece com a plumagem levemente eriçada e o bico apontado para cima em postura de canto.

Habitat, ocorrência e distribuição geográfica

besourinho-da-mata(P. ruber) é uma espécie residente no Brasil, que demonstra uma plasticidade ecológica considerável, habitando desde formações florestais densas até áreas abertas e antropizadas. Seu nicho ecológico abrange predominantemente o interior e as bordas de florestas úmidas e semidecíduas, estendendo-se para ecótonos e formações do bioma Cerrado, tais como matas de galeria, matas ciliares e savanas arborizadas. 

Em termos de distribuição geográfica, a espécie está presente desde as Guianas e Venezuela até a Bolívia, ocorrendo em todo o Brasil com exceção da região Sul.

Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, registrei essa espécie apenas na mesorregião Leste Potiguar, no bioma Mata Atlântica. 

Considerações finais

Tão pequeno que quase some entre as folhas, o besourinho-da-mata poliniza, equilibra e anima os ambientes por onde passa e depende diretamente da manutenção de fragmentos florestais para continuar fazendo isso.

Você já viu esse beija-flor durante suas trilhas ou expedições? Conta nos comentários.

Se este post despertou sua curiosidade sobre a fauna do RN, compartilhe com alguém que ainda não conhece esse minúsculo prodígio das nossas florestas. Siga o blog “Fauna e Flora do RN” e nos ajude a mostrar que a biodiversidade potiguar é riquíssima.

Referências

FAVRETTO, M. A. Aves do Brasil, vol I: Rheiformes a Psittaciformes. Florianópolis, 2021. 596 p. : il.

LIMA, L. M. Aves da Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação. 2013. 513 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. 1. ed. Bahia: AO, 2006.

PERLO, Ber van. A Field Guide to the Birds of Brazil. Princeton: Princeton University Press, 2009.

PIACENTINI, V. Q. et al. Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, v. 23, n. 2, p. 91–298, 2015.

SAGOT-MARTIN, F. et al. An updated checklist of the birds of Rio Grande do Norte, Brazil, with comments on new, rare, and unconfirmed species. Bulletin of the British Ornithologists’ Club, v. 140, n. 3, p. 218-298, 2020.

SICK, H. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. 862 p.

SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil. 1. ed. São Paulo: Editora Avisbrasilis, 2009.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Serra-pau Dorcacerus barbatus (Olivier, 1790), o devorador da planta invasora Cambará(Lantana camara)


   Besouro(Coleoptera) da família Cerambycidae, conhecido popularmente como Serra-pau, Serra-pau-de-gravata ou Serrador, sendo seu nome científico Dorcacerus barbatus (Olivier, 1790).

   Essa espécie mede cerca de 3cm de comprimento(corpo), de coloração geral amarronzada ou escura na região dorsal, está apresenta uma "linha amarela" na parte central (quando as asas estão fechadas), isso é na verdade os bordos internos dos élitros(asas); os tarsos e peças bucais, assim como o tufo de pelos na inserção de cada antena também são amarelos.

   O ciclo biológico(ovo, larva, pupa e adulto) do Serra-pau(Dorcacerus barbatus) é de aproximadamente 1 ano e essa espécie alimenta-se de partes vegetais de algumas plantas como das espécies Prosopis flexuosa e Lantana camara, mas também inclui espécies de valor econômico, como goiabeira, cajueiro e jabuticabeira. Em princípio D. barbatus é considerado como um potencial agente para o controle biológico de L. camara, uma espécie invasora.

   O Serra-pau(D. barbatus) tem ampla distribuição geográfica no continente americano com ocorrência confirmada no México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, Bolívia, Guiana Francesa e Brasil. Em território brasileiro já foi encontrado nos estados do Amazonas, Pará, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Durante as minhas expedições pelo Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie nas Mesorregiões Agreste Potiguar e Central Potiguar.

Referências
Antonio Lindemberg Martins Mesquita; Gabriel Teles Portela Policarpo; José Emilson Cardoso; Maria do Socorro Cavalcante de Souza Mota (2017). Novas Ocorrências de Cerambycidae (Insecta: Coleoptera) em Cajueiro no Brasil e Recomendações de Manejo(PDF). Embrapa, Comunicado Técnico 231, Fortaleza,CE.

BARRETO, M.R., MACHINER, R. & SMIDERLE, E.C. Cerambycinae (Coleoptera, Cerambycidae) in Mato Grosso, Brazil. Biota Neotrop. 13(1): http://www.biotaneotropica.org.br/v13n1/en/abstract?inventory+ bn04213012013.

Fernandes,G. W. & Santos, J. C. Feeding and mating behavior of Dorcacerus barbatus (Olivier, 1790) (Coleoptera: Cerambycidae) on Lantana camara L. (Verbenaceae). Lundiana 9(2):155-158, 2008.

Machado ,V. S.; Botero ,J. P.; Carelli, A.; Cupello, M.; Quintino ,H. Y.; Simões, M.V. P.. Host plants of Cerambycidae and Vesperidae (Coleoptera, Chrysomeloidea) from South America. Rev. Bras. entomol. vol.56 no.2 São Paulo Apr./June 2012 Epub June 19, 2012.

sábado, 11 de setembro de 2010

Cássia-do-nordeste(Senna spectabilis (DC.) H.S.Irwin & Barneby), Flora do RN

















 Estar querendo arborizar a rua onde você mora, com uma árvore pequena e de belas flores? A espécie das fotos é uma boa dica. Ela é conhecida popularmente como Cássia-do-nordeste,Canafístula-de-besouro,São-joão,Pau-de-ovelha e cientificamente como Senna spectabilis. Pertence a família Leguminoseae-Caesalpinoideae,a mesma do Pau-brasil. Essa árvore atinge de 6 a 9m de altura,suas folhas são compostas pinadas e suas flores amarelas,dispostas em inflorescências terminais. Floresce durante os meses de dezembro a abril. Já o seu fruto é do tipo legume cilíndrico indeiscente e amadurecem nos meses de agosto até setembro. A Cássia-do-nordeste como o próprio nome diz, ocorre na região nordeste do Brasil,no bioma Caatinga. Essa planta ocorre na caatinga do Rio Grande do Norte. Como sua madeira é mole e relativamente pequena,ela é aproveitada apenas para confeccionar objetos leves, como por exemplo caixotes e como lenha e carvão.

REFERÊNCIAS:
Lorenzi,Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil.vol. 1. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum,2002.
 Renato Braga. Plantas do nordeste, especialmente do Ceará. Fortaleza: coleção mossoroense-volume XLII, 1996.
Crédito da Foto: http://www.plantasonya.com.br/wp-content/img/cassia_spectabilis.jpg