| besouro serra-pau(Psygmatocerus wagleri) fotografado na sede da Reserva Particular do Patrimônio Natural Refúgio Jamacaii, Equador, RN, Brasil. |
Bem-vindo! Aqui compartilho meus registros da fauna e flora do Rio Grande do Norte, resultado de trilhas e expedições pelos diferentes biomas do estado, transformando essa vivência em conhecimento aplicado à educação ambiental.
sábado, 30 de março de 2024
Besouro-de-chuquinha, conheça o besouro que ficou famoso na internet
terça-feira, 31 de março de 2026
Descubra o serra-pau gigante do RN: primo do maior besouro do mundo e uma raridade que poucos viram
Besouro conhecido popularmente como serra-pau ou besouro-serrador, a espécie Ctenoscelis coeus (Perty, 1832) pertence à família Cerambycidae e à subfamília Prioninae. Esse grupo inclui espécies impressionantes, como Enoplocerus armillatus (Linnaeus, 1767), Mallodon spinibarbis (Linnaeus, 1758) e o famoso Titanus giganteus (Linnaeus, 1771), considerado o maior besouro do mundo.
O Serra-pau(Ctenoscelis coeus) chama atenção pelo porte robusto e, principalmente, pelas longas antenas que podem ser tão compridas quanto o corpo ou até ultrapassá-lo, especialmente nos machos. Essa é uma característica bastante comum entre os representantes da família Cerambycidae. O exemplar da foto tinha 10cm de comprimento total.
Trata-se de uma espécie nativa, com registros nos biomas Mata Atlântica, Caatinga e Amazônia. Sua distribuição no Brasil abrange grande parte do território nacional, com ausência de registros na região Sul. Fora do país, também já foi registrada em áreas da América do Sul, como Guiana e Bolívia.
Durante minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, registrei essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar e Agreste Potiguar, tanto em áreas de Mata Atlântica quanto em zonas de transição (ecótono) entre Mata Atlântica e Caatinga. Curiosamente, nas duas ocasiões em que encontrei esse besouro, os indivíduos já estavam mortos, embora com o corpo intacto.
Apesar de seu tamanho e imponência, quase nada ainda se sabe sobre a biologia de Ctenoscelis coeus (Perty, 1832).
👉“E você, já encontrou um serra-pau por aí? Conta pra gente nos comentários!
Se curte esse tipo de descoberta, segue o blog Fauna e Flora do RN pra não perder os próximos registros.”
Referências
LIMA, A. da Costa. Insetos do Brasil: 9.º tomo, Coleópteros, 3.ª parte. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Agronomia, 1955. (Série Didática, n. 11). 1 arquivo PDF.
SOUTO, Glauber Henrique Borges de Oliveira; NETO, M. R.; SILVA, C. D. D. do. Check-list de Cerambycidae (Coleoptera, Insecta) para o Rio Grande do Norte, Brasil. Nature and Conservation, [S. l.], v. 18, n. 1, 2025. Disponível em:domingo, 18 de dezembro de 2011
Besouro Caçador de lagarta Calosoma granulatum Perty,1830; Fauna do RN.
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| Calosoma granulatum fotografado no município de São José do Campestre,Rio Grande do Norte. |
C. granulatum apresenta ampla distribuição geográfica em todo Brasil, com exceção apenas a área ao norte do Rio Amazonas (GIDASPOW, 1963, apud PASINI, 1995). Vive no solo, podendo também subir em árvores, arbustos ou culturas anuais em busca das presas. Os adultos, quando incomodados, respondem correndo rapidamente do local. É uma espécie de grande importância como agente de controle biológico, pois se alimenta de lagartas que caem ou que se lançam ao chão para pupar ou de pré-pupas e pupas.
É um predador voraz, e cada larva ou adulto desse carabídeo chega a consumir 90 lagartas pequenas por dia, em média. Essa espécie tem sido bem estudada devido às suas larvas e adultos serem predadoras de Rachiplusia nu (Guenée, 1852), Pseudoplusia includens (Walker, 1857) e de Anticarsia gemmatalis Hubner,1818 (Lepidoptera: Noctuidae) cujas larvas são pragas na lavoura de soja.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Besouro Coelosis bicornis Leske, 1779. Fauna do RN

REFERÊNCIAS:
Disponível em:> http://www.goliathus.cz/en/coelosis-bLocalidade:icornis-leske-70.html
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Besouro Homalinotus coriaceus (Gyllenhal); Fauna do RN

Inseto conhecido popularmente como Broca do pedúnculo floral do coqueiro ou broca do cacho de coqueiro, mas cientificamente como Homalinotus coriaceus. Ele pertence à ordem dos Coleópteros e a família dos Curculionídeos. Este besouro apresenta coloração preta e mede de 25 a 30 mm de comprimento(Ferreira et al. 2002), além de um rostro com 8 mm(Gallo et al. 2002), cujas fêmeas pouco diferem dos machos, sendo ligeiramente maiores e apresentando duas depressões pouco pronunciadas no pronoto. seus ovos são brancos e medem 3,5 mm de comprimento por 2,5 mm de largura, sendo a postura feita no pedúnculo floral.

Porém a postura pode ser feita ainda na bainha foliar(Gomes,1944). as larvas são de coloração branca e cabeça ferrugínea(Bondar,1940). Após o estágio larval, esta pupam construindo um casulo de fibras entre a superfície do tronco e a inserção da bainha foliar(Moura & Vilela,1998). A duração completa do ciclo varia de 6 a 8 meses(Gallo et a

sábado, 13 de junho de 2026
O menor beija-flor do RN cabe na palma da mão e você jura que é besouro
Andando na mata você já ouviu o “zumbido de uma abelha” passar rápido pelo seu ouvido e, ao olhar, percebeu que era na verdade uma ave? Pois esse truque da natureza é exatamente o que faz o beija-flor conhecido como besourinho-da-mata ou rabo-branco-rubro. Seu nome científico é Phaethornis ruber (Linnaeus, 1758), e ele pertence à família Trochilidae, da qual também fazem parte por exemplos, o beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura) e besourinho-de-bico-vermelho( Chlorostilbon lucidus ).
Descrição
morfológica (características principais)
Com apenas 7,5 a 9 cm de comprimento e peso máximo registrado de 2,4 g, o rabo-branco-rubro.(Phaethornis ruber ) ostenta o título de menor espécie do gênero Phaethornis . A cauda é relativamente curta, com as retrizes centrais pouco prolongadas (diferente do prolongamento mais típico de outras espécies do gênero). Possui pontas ferrugíneas claras nas retrizes (não brancas, como muitas espécies do gênero). O uropígio e as partes inferiores apresentam coloração ferrugínea viva, marcante e inconfundível.
P. ruber apresenta dimorfismo sexual perceptível na cauda. Os machos adultos diferenciam-se das fêmeas e dos indivíduos juvenis por possuírem a cauda mais curta e retrizes quase totalmente desprovidas de marginações latero-apicais ferrugíneas. Os machos também exibem uma faixa preta marcante ao longo do peito ao contrário da fêmea que possui de forma bem sutil ou é ausente.
História
natural
A dieta do besourinho-da-mata(P. ruber) é predominantemente nectarívora, mas ele não dispensa uma proteína como fonte extra incluindo pequenas aranhas e insetos em seu cardápio. Ele forrageia no estilo trapline, percorrendo rotas relativamente fixas entre flores conhecidas, geralmente a baixa altura, deslocando-se sempre sozinho. Quando voa, emite um zumbido agudo, semelhante ao de uma grande abelha mangangava(que vulgarmente muitos leigos chamam de besouro, daí a origem do nome popular besourinho-da-mata).
A
reprodução é um espetáculo à parte. Os machos se juntam em lek, onde vocalizam
incansavelmente e executam um comportamento rítmico de subir e descer a cauda.
O ritual de corte vai além: o macho realiza um voo do tipo pêndulo horizontal,
lento e silencioso, pouco acima e à frente da fêmea pousada. Em cada extremo do
pêndulo, vira o corpo para fora, mantendo a cauda levantada diante da visão da
fêmea.
O ninho, construído pela fêmea, tem a sua estrutura no formato de cone invertido, exibindo um revestimento interno de paina e uma camada externa de folhas secas, musgos e liquens, aderidos a uma folha pendente através de fios de teia de aranha. Já foi registrado um ninho suspenso sob uma folha de helicônia. Naquele são postos dois ovos, com incubação de 17 dias. Os filhotes permanecem no ninho por 18 a 22 dias após a eclosão. Os filhotes emplumados, curiosamente, têm coloração tão parecida com a do próprio ninho que praticamente desaparecem dentro dele. A reprodução pode ocorrer ao longo de quase todo o ano, variando conforme a região.
Apesar do tamanho diminuto, são aves destemidas: quando alguém se aproxima do ninho, o besourinho-da-mata chega bem perto, sem demonstrar muito receio. Geralmente mantem um poleiro fixo no interior da mata, de onde cantam com frequência, sendo seu canto descrito como um "si-sí-sí-sísisisisisi" repetido.
Habitat,
ocorrência e distribuição geográfica
O besourinho-da-mata(P. ruber) é uma espécie residente no Brasil, que demonstra uma
plasticidade ecológica considerável, habitando desde formações florestais
densas até áreas abertas e antropizadas. Seu nicho ecológico abrange
predominantemente o interior e as bordas de florestas úmidas e semidecíduas,
estendendo-se para ecótonos e formações do bioma Cerrado, tais como matas de
galeria, matas ciliares e savanas arborizadas.
Em
termos de distribuição geográfica, a espécie está presente desde as Guianas e
Venezuela até a Bolívia, ocorrendo em todo o Brasil com exceção da região Sul.
Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, registrei essa espécie apenas na mesorregião Leste Potiguar, no bioma Mata Atlântica.
Considerações
finais
Tão
pequeno que quase some entre as folhas, o besourinho-da-mata poliniza,
equilibra e anima os ambientes por onde passa e depende diretamente da
manutenção de fragmentos florestais para continuar fazendo isso.
Você já viu esse beija-flor durante suas trilhas ou
expedições? Conta nos comentários.
Se este post despertou sua curiosidade sobre a fauna do RN, compartilhe com alguém que ainda não conhece esse minúsculo prodígio das nossas florestas. Siga o blog “Fauna e Flora do RN” e nos ajude a mostrar que a biodiversidade potiguar é riquíssima.
Referências
FAVRETTO, M. A. Aves do
Brasil, vol I: Rheiformes a Psittaciformes. Florianópolis, 2021. 596 p. :
il.
LIMA, L. M. Aves da
Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação.
2013. 513 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo,
São Paulo, 2013.
LIMA, Pedro Cerqueira. Aves
do litoral norte da Bahia. 1. ed. Bahia: AO, 2006.
PERLO, Ber van. A Field
Guide to the Birds of Brazil. Princeton: Princeton University Press, 2009.
PIACENTINI, V. Q. et al.
Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological
Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro
de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, v. 23, n.
2, p. 91–298, 2015.
SAGOT-MARTIN, F. et al. An
updated checklist of the birds of Rio Grande do Norte, Brazil, with comments on
new, rare, and unconfirmed species. Bulletin of the British Ornithologists’
Club, v. 140, n. 3, p. 218-298, 2020.
SICK, H. Ornitologia brasileira.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. 862 p.
SIGRIST, T. Avifauna
Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil. 1. ed.
São Paulo: Editora Avisbrasilis, 2009.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
Serra-pau Dorcacerus barbatus (Olivier, 1790), o devorador da planta invasora Cambará(Lantana camara)
Essa espécie mede cerca de 3cm de comprimento(corpo), de coloração geral amarronzada ou escura na região dorsal, está apresenta uma "linha amarela" na parte central (quando as asas estão fechadas), isso é na verdade os bordos internos dos élitros(asas); os tarsos e peças bucais, assim como o tufo de pelos na inserção de cada antena também são amarelos.
Fernandes,G. W. & Santos, J. C. Feeding and mating
behavior of Dorcacerus barbatus (Olivier, 1790) (Coleoptera: Cerambycidae) on
Lantana camara L. (Verbenaceae). Lundiana 9(2):155-158, 2008.





