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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Açucena Hippeastrum stylosum Herb.; Flora do RN.

        Planta conhecida popularmente como Açucena, Tulipa, Cebola-do-mato, cebola-berrante e Amarílis, entretanto seu nome científico é Hippeastrum stylosum(Herb.). O Nome do gênero Hippeastrum vem do latim e significa “estrelas de cavaleiro”.
      A Açucena (Hippeastrum stylosum) é uma espécie de valor ornamental que pertence à família Amaryllidaceae e esta abrangem cerca de 70 espécies excluindo-se a quantidade de híbridos que surgem a cada ano, quase todas originárias da América do Sul, muitas delas nativas do Brasil. Muitos dos seus híbridos e variedades comerciais apresentam grande importância econômica no mercado mundial de plantas ornamentais (DUTILH, 2005). Essa Planta cultivável alcança cerca de 60 cm de altura. 
      Hippeastrum stylosum  tem ampla distribuição na região nordeste do Brasil, ocupando desde paredões rochosos costeiros, restinga, Mata Atlântica até afloramentos rochosos na caatinga. Ocorre em áreas abertas, sob arbustos, ilhas de solo em “inselbergs” e gretas de rochas. Em diferentes populações acompanhadas, foi observada uma grande variação morfológica com relação à coloração das tépalas, presença ou não de faixa verde longitudinal nas mesmas, tamanho das flores, número de flores por escapo e coloração das folhas. Floresce em condições naturais entre novembro a janeiro, com botões em diferentes estádios de desenvolvimento simultaneamente. É facilmente reconhecida pelos estames e estilete exsertos. Para diferenciar facilmente as espécies Hippeastrum puniceum e Hippeastrum stylosum é só observar se a planta em análise não possui anel alvo a creme na região mediana das tépalas, tampouco as tépalas superiores são fortemente reflexas, sendo assim é da espécie Hippeastrum stylosum.  
      Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, visualizei a Açucena (Hippeastrum stylosum) nos seguintes municípios: Baía Formosa, na restinga da Praia da Cotia em 2009, próxima a Mata Estrela e no interior da RPPN Mata Estrela, em Tibau do Sul no Santuário Ecológico de Pipa no ano de 2006. 
      Informações técnicas de Identificação da espécie Hippeastrum stylosum:
“Bulbo subterrâneo a parcialmente exposto, ovado a orbicular; colo 9–50 mm compr. Folhas (36,1–)52(–64,4) × (2,1–)3,6 (–5,9) cm, decíduas, dísticas, eretas a levemente prostradas, ensiformes, fortemente canaliculadas, nervura central não conspícua, verde-claras a escuras em ambas as faces, base vinácea, ápice agudo, margens inteiras, retas. Inflorescência 2–7-flora, umbeliforme; escapo 43,5–97 cm compr., verde-escuro a vináceo, base vinácea; brácteas 4–7,2 cm compr., espatáceas, verdes, róseas a vináceas. Flores declinadas, infundibuliformes, hipanto 1–2 cm compr., paraperigônio fimbriado, pedicelo 2,3– 5,8 cm compr.; tépalas-6, magenta a vermelhovivo, por vezes com raio longitudinal verde ao longo da tépala, verdes, magentas ou vermelhas na base, ausência de anel mediano, tépala externa superior (6,1–) 8,1(–9) × (1,5–)2,7(–3,3) cm, tépalas externas laterais (6–)7,9(–9)  × (1,4–)2,8(–3,6) cm, tépala interna inferior (6–) 7,8(–8,9) × (1–)1,7 (–2,4) cm, tépalas internas laterais (6,2–)7,8 (–9) × (1,2–)1,7(2,5) cm; estames isodínamos, eretos, 7–10,2 cm compr.,dialistêmone, filetes magenta a vermelhos, máculas vináceas, anteras creme com faixas vináceas, pólen amarelo-intenso; ovário 9–10 mm compr., verde-claro, 56–60 óvulos por lóculo; estilete 8–13,5 cm compr., magenta a vermelho, base branca, estigma trilobado, vermelho a vináceo. Frutos depresso-globosos, verdes, 3-sulcados.  Sementes aladas,arredondadas a deltóides, negras.”

Referências:


Anderson Alves-Araújo, Julie Henriette Antoinette Dutilh & Marccus Alves. AMARYLLIDACEAE S.S.E ALLIACEAE S.S. NO NORDESTE BRASILEIRO. Disponível em  http://rodriguesia.jbrj.gov.br/FASCICULOS/rodrig60_2/06-010-08.pdf  Acesso em: 02/01/2013.
  
Hippeastrum stylosum Herb. Disponível em  http://www.brazilplants.com/amaryllidaceae/hippeastrum-stylosum.html Acesso em: 02/01/2013.

Pellegrini, Monalisa Benevides Queiroz. CARACTERIZAÇÃO E SELEÇÃO DE AMARILIS  MELHORADOS PELO INSTITUTO AGRONÔMICO - IAC PARA FLOR DE CORTE. Dissertação submetida como requisito parcial  para obtenção do grau de  Mestre  em Agricultura Tropical e Subtropical Área de Concentração em Tecnologia da Produção Agrícola.

Renato Braga. Plantas do nordeste, especialmente do Ceará. Fortaleza: coleção mossoroense-volume XLII, 1996. Pg: 9-10.

Rodrigues, Bruno Rafael Monteiro&Meiado,Marcos Vinicius& Simabukuro, Eliana Akie.  Influência da luz e do tegumento na germinação deHippeastrum stylosum Herb. (Amaryllidaceae).
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