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sábado, 27 de dezembro de 2014

Libélula verde Erythemis cf. vesiculosa (Fabricius, 1775); Fauna do RN

   Inseto conhecido popularmente como libélula, lava-bunda, lavadeira,cavalo-de-judeu, zig-zag e jacinta,donzelinha,cambito entre outros nomes regionais, entretanto seu nome científico é único, Erythemis cf. vesiculosa (Fabricius, 1775). Essa espécie pertence a família Libellulidae,sendo esta a maior família de Anisoptera com mais de mil espécies,tendo seus indivíduos comprimento total médio entre os 30 e os 48 mm e os machos adultos apresentam comportamento vigilante persistente.
   O gênero Erythemis Hagen, de 1861, é composto por dez espécies distribuídas nas regiões Neotropical e Neártica, sendo estas encontradas a partir do nível do mar até 2300 m de altitude. Algumas espécies dentro desse gênero apresentam comportamento territorialista  e suportam temperaturas elevadas (McVey, 1981), Durante o acasalamento e caça, indivíduos  machos exibem sinais contínuos de agressão interespecífica (Baird & May, 2003).
   Erythemis vesiculosa (Fabricius, 1775) é uma espécie comum em todo continente Americano, sendo considerada abundante, com população estável. Ocorre em muitos locais em toda a América do Sul, na Grande e Pequenas Antilhas, América Central e Estados Unidos da América. No Brasil é relatada para o Mato Grosso,Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, e São Paulo e recentemente para a Bahia(HECKMAN,2006b). As larvas, em geral são de hábitos lênticos(água parada). Ela habita áreas com lagoas pantanosas, incluindo porções de água temporária; também sobrevoa piscinas e córregos, embora possa não reproduzir lá.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte visualizei essa "espécie" pelo menos duas vezes, no município de Monte Alegre em área rural nas proximidades de poças de água temporária e em Natal no interior de uma pequena mata no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

INFORMAÇÕES TAXONÔMICAS:
Reino:Animalia
Filo:Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Odonata
Família:Libellulidae
Gênero:Erythemis
Espécie:Erythemis vesiculosa (Fabricius, 1775)
Observação: A tentativa de identificação a nível de espécie foi baseada unicamente através da análise das minhas fotografias em comparação com outras disponíveis em banco de dados na internet.

Referências

Dalzochio, Marina Schmidt. Diversidade de Odonata (Insecta) em sistemas lóticos da Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul, Brasil. – Dourados, MS : UFGD, 2009. 70f.

Paulson, DR 2009. Erythemis vesiculosa. A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. Versão 2.014,3. < www.iucnredlist.org >. Transferido em 23 de Dezembro de 2014.
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Mitracarpus baturitensis Sucre; Flora do RN

Folhas e flores da espécie Mitracarpus baturitensis Sucre. 
   Planta ramificada com cerca de 40 cm de altura, com folhas opostas, sésseis (sem pecíolo), suas flores alvas são andróginas, ou seja, cada flor apresenta os dois sexos (as estruturas reprodutoras masculinas e femininas) e o seu fruto é simples, do tipo cápsula globoso (0,8–1 mm comprimento).
   Esse registro fotográfico foi feito durante uma trilha na Serra do Cuó, em Campo Grande no estado do Rio Grande do Norte, em 29 de junho de 2013. Nessa área a vegetação típica é a Caatinga, o espécime da foto foi registrada em afloramento rochoso no alto da Serra.

Taxonomia: Descrição científica da espécie Mitracarpus baturitensis Sucre.

"Mitracarpus baturitensis Sucre, Rodriguésia 26(38): 255. 1971.

   Erva ereta, 8–40 cm alt., ramificada; caule tetrangular a subtetrangular, verde ou verde-amarelado, glabrescente ou pubérulo. Bainha estipular 0,5–5 mm compr., fimbriada, glabra ou pilosa, lacínios 5–8, ca. 1 mm compr., não glandulosos. Folhas opostas, sésseis; lâmina 1–6,5 × 0,1–0,7 cm, estreito-elípticas a elípticas, ápice agudo, base atenuada, margem revoluta, membranácea ou cartácea, face superior escabra ou pubescente apenas nas nervuras, face inferior glabra, pubescente ao longo das nervuras; nervura principal proeminente, nervuras secundárias 2–3 pares. Glomérulos axilares e terminais, sésseis, multifloros; 2–4 brácteas foliáceas. Flores andróginas, 4-meras, sésseis a subsésseis; botões florais com ápice obtuso. Cálice subulado, 4-laciniado, lacínios desiguais dois a dois, os maiores 1,6–2 mm compr., maculados na porção central, os menores 1,3–1,5 mm compr., glabro, hialinos, paleáceos, margem ciliada; hipanto 0,6–2 mm compr., obovado, glabro. Corola hipocrateriforme, prefloração valvar, alva, externamente pubérulo-papilosa, internamente glabrescente com um anel de tricomas no terço inferior; tubo 1–2 mm compr., lobos 0,7–1,3 mm compr., ovados. Estames sub-inclusos a exsertos, inseridos junto à fauce, sésseis a subsésseis; filetes 0,2–0,3 mm compr., anteras 0,8–1 mm compr. Ovário bilocular, lóculo uniovulado; estilete 1–3 mm compr., inteiro, incluso ou exserto, glabro; estigma bífido; disco inteiro, glabro. Cápsula circuncisa, 0,8–1 mm compr., globosa, glabra a pubescente na porção opercular, glabra na porção basal; lobos do cálice persistentes. Sementes 0,5–0,8 mm compr., oblongas ou globosas, plano-convexas, exotesta fovéolo-reticulada, face dorsal com depressão cruciforme impressa, face ventral com depressão em forma de "X", prolongando-se lateralmente, coberta por estrofíolo.

Material selecionado: PARAÍBA: Cabaceiras, 22.IX.2007, fl., M.C. Pessoa et al. 209 (JPB). Caturité, 16.V.2008, fl., M.C. Pessoa & J.R. Lima 344 (JPB).Monteiro, 12.VI.2008, fl., M.C. Pessoa et al. 438 (JPB).Serra Branca, 29.VII.2007, fl., M.C. Pessoa et al. 180 (JPB). São João do Cariri, 12.VII.2008, fl. e fr., M.C. Pessoa & J.R. Lima 515 (JPB). São João do Tigre, 17.V.2008, fl., M.C. Pessoa & J. R. Lima 354 (JPB). São José dos Cordeiros, 16.VIII.2007, fl. e fr., M.C. Pessoa et al. 185 (JPB)."

Referências

Det.: J. Jardim, set.2013

Maria do Céo Rodrigues PessoaI& Maria Regina de V. BarbosaII. A família Rubiaceae Juss. no Cariri Paraibano. The family Rubiaceae Juss. in the Cariri region of Paraíba. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S217578602012000400017&script=sci_arttext Acesso em 19 de dezembro de 2014.
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Sabiá-da-praia Mimus gilvus (Vieillot, 1807); Fauna do RN

   
     Ave conhecida popularmente como Sabiá-da-praia,Sabiá-branco ou Tejo-da-praia. Entretanto seu nome científico é único Mimus gilvus (Vieillot, 1807). O que significa esse nome? O primeiro nome que se refere ao gênero Mimus é de origem latina e significa mimica ou imitar, e o segundo nome, o termo específico gilvus também de origem latina significa amarelo pálido, sendo assim, seu nome significa "Imitador amarelo pálido". Ela pertence a família Mimidae, da qual também fazem parte a Sabiá-do-campo(Mimus saturninus) e Calhandra-de-três-rabos(Mimus triurus). 
   Um indivíduo adulto alcança em média 26 centímetros de comprimento e pode pesar 75 gramas. Diferentemente da Sabiá-do-campo,a Sabiá-da-praia apresenta o lado superior cinza-claro, fronte, sobrancelhas e lado inferior claro, esbranquiçadas, flancos rajados de negro; em plumagem velha o dorso torna-se pardacento e as pontas brancas das retrizes estão raspadas. Os olhos dos indivíduos adultos são alaranjados, enquanto que nos imaturos são cinzentas. Externamente machos e fêmeas são idênticos, ou seja não há dimorfismo sexual.
    A sua vocalização é bastante diversa, como por exemplo a voz de chamada comum é  "príü", mas na fêmea é "chick","ga", "quã-quâ" bufando (advertência,zanga); o seu canto é manifesto em estrofes curtas ou mais prolongadas,melodiosas e suaves, absolutamente límpidas e bem variadas,como por exemplo "drídro-drídro dridü-dridü-dridü", "drü-dídüdü-dí drü-dídüdü-dí", sendo típicas as repetições. Alguns espécimes são execelentes imitadores, imitanto cantos de outras aves e até mesmo conseguem "cantar' músicas.
   Alimenta-se de insetos e de pequenos frutos e costuma regurgitar as sementes, atuando assim como dispersora de determinadas plantas da restinga.
   Com um ano de vida estão prontos para se reproduzirem. O ninho é em forma de tigela, confeccionado de gravetos, forrado com gramíneas e fixado debaixo das folhagens dos arbustos. A postura pode ser de 2 a 3 ovos geralmente azulados, com pintas na cor castanha concentradas no pólo rombo. O filhote nasce coberto por uma plumagem negra. O período de incubação é de 15 dias e os filhotes abandonam o ninho com cerca de 18 dias. Tem de 3 a 4 ninhadas por temporada.
   Ocorre exclusivamente no litoral arenoso, salino, sendo uma ave extremamente comum na restinga do Brasil Oriental. Sua distribuição geográfica estende-se do México às Guianas e ao litoral brasileiro até o Rio de Janeiro; também ocorre nos campos do alto Rio Branco.
   Segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN 3.1) seu estado de conservação é pouco preocupante. 
   Como sua sua área de ocorrência está restrita ao litoral tenho observado ela com muita frequência no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e na Via Costeira em Natal.
   Lembre-se: As aves e todos os outros animais devem viver livremente em seu habitat. Não compre aves silvestres sem autorização do IBAMA, pois quando você compra um animal silvestre sem autorização de um órgão responsável, você estar incentivando ao tráfico de animais silvestres.

Referências:

Federação Ornitológica de Minas Gerais, Sabiá-da-praia - Disponível em: http://www.feomg.com.br/sab_prai.htm Acesso em 10 de dezembro de 2014.

Freire, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p. 

F. Sagot-Martin, GOP. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Aranha vibradora Physocyclus globosus (Taczanowski, 1874); Fauna do RN

   Aranha conhecida popularmente como Vibradora ou Treme-treme, entretanto seu nome científico é único, Physocyclus globosus (Taczanowski, 1874). É considerada "inofensiva" para a espécie humana. 
   Pertence a família Pholcidae,que incluem aranhas de pequeno e médio porte(de 1 a 15mm), com pernas de tamanho variável, geralmente com comprimento muitas vezes maior do que o corpo(podendo ser até 25 vezes maior),tecem pequenas teias de cordões emaranhados e possuem quelíceras pequenas(nessa espécie são fundidas na base). Esta família integra, juntamente com Dysderidae, Filistatidae, Scytodidae, Segestridae e Sicariidae, um grupo denominado Haplogina, no qual estão agrupadas fêmeas que não apresentam placa epiginal na genitália.
   Physocyclus globosus se distingue de outras espécies do gênero Physocyclus pela forma do seu abdômen, que é quase globular(por isso o epíteto específico- globosus), mas com uma ampla protuberância saliente na parte de trás e com as suas fieiras localizadas no meio da região ventral que apontam ligeiramente para a frente. O macho adulto da espécie Physocyclus globosus apresenta como característica distintiva a forma do fémur PalPal(estrutura genital) que é cilíndrico. As fêmeas adultas são maiores do que os machos, elas alcançam de 5 a 6mm de comprimento de corpo, enquanto que os machos atingem cerca de 4 a 5mm. Sua alimentação é constituída basicamente de pequenos insetos.
   Physocyclus globosus possui distribuição restrita aos trópicos e geralmente é observada em locais mais quentes, tais como no interior das cavernas,grutas,fendas de rochas,sob pontes e das construções urbanas.
   As fotos aqui presentes foram registradas no município de Parnamirim,Rio Grande do Norte, no interior da minha residência, mais especificamente no teto e no canto superior da parede da dispensa, onde é possível as vezes observar várias dessa aranha com suas teias bem emaranhadas. Durante minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte observei aranhas do mesmo gênero(Physocyclus) em outros municípios, como por exemplo no interior de cavernas em Felipe Guerra.
Referências

Brescovit&Sakamoto&Zacaro. Análise ultra-estrutural de núcleos paquitênicos de Physocyclus globosus (Taczanowsky, 1874) (Araneae, Haplogynae, Pholcidae). Disponível em:> http://web2.sbg.org.br/congress/sbg2008/pdfs2008/24691.pdf <:acesso div="" em:16="">

Disponível em:> http://rockbugdesign./invert_ref/es/species/show/5/ <:acesso div="" em:16="">

Disponível em:>http://www.findaspider.org.au/find/spiders/520.htm <:acesso div="" em:16="">

Preston-Mafham, Ken (1998).Spiders: Compact Study Guide and Identifier. Angus Books. ISBN 978-1-904594-93-2.

Platnick, Norman I. (2008): The world spider catalog, version 8.5.American Museum of Natural History.
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