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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Sabiá-da-praia Mimus gilvus (Vieillot, 1807); Fauna do RN

   
     Ave conhecida popularmente como Sabiá-da-praia,Sabiá-branco ou Tejo-da-praia. Entretanto seu nome científico é único Mimus gilvus (Vieillot, 1807). O que significa esse nome? O primeiro nome que se refere ao gênero Mimus é de origem latina e significa mimica ou imitar, e o segundo nome, o termo específico gilvus também de origem latina significa amarelo pálido, sendo assim, seu nome significa "Imitador amarelo pálido". Ela pertence a família Mimidae, da qual também fazem parte a Sabiá-do-campo(Mimus saturninus) e Calhandra-de-três-rabos(Mimus triurus). 
   Um indivíduo adulto alcança em média 26 centímetros de comprimento e pode pesar 75 gramas. Diferentemente da Sabiá-do-campo,a Sabiá-da-praia apresenta o lado superior cinza-claro, fronte, sobrancelhas e lado inferior claro, esbranquiçadas, flancos rajados de negro; em plumagem velha o dorso torna-se pardacento e as pontas brancas das retrizes estão raspadas. Os olhos dos indivíduos adultos são alaranjados, enquanto que nos imaturos são cinzentas. Externamente machos e fêmeas são idênticos, ou seja não há dimorfismo sexual.
    A sua vocalização é bastante diversa, como por exemplo a voz de chamada comum é  "príü", mas na fêmea é "chick","ga", "quã-quâ" bufando (advertência,zanga); o seu canto é manifesto em estrofes curtas ou mais prolongadas,melodiosas e suaves, absolutamente límpidas e bem variadas,como por exemplo "drídro-drídro dridü-dridü-dridü", "drü-dídüdü-dí drü-dídüdü-dí", sendo típicas as repetições. Alguns espécimes são execelentes imitadores, imitanto cantos de outras aves e até mesmo conseguem "cantar' músicas.
   Alimenta-se de insetos e de pequenos frutos e costuma regurgitar as sementes, atuando assim como dispersora de determinadas plantas da restinga.
   Com um ano de vida estão prontos para se reproduzirem. O ninho é em forma de tigela, confeccionado de gravetos, forrado com gramíneas e fixado debaixo das folhagens dos arbustos. A postura pode ser de 2 a 3 ovos geralmente azulados, com pintas na cor castanha concentradas no pólo rombo. O filhote nasce coberto por uma plumagem negra. O período de incubação é de 15 dias e os filhotes abandonam o ninho com cerca de 18 dias. Tem de 3 a 4 ninhadas por temporada.
   Ocorre exclusivamente no litoral arenoso, salino, sendo uma ave extremamente comum na restinga do Brasil Oriental. Sua distribuição geográfica estende-se do México às Guianas e ao litoral brasileiro até o Rio de Janeiro; também ocorre nos campos do alto Rio Branco.
   Segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN 3.1) seu estado de conservação é pouco preocupante. 
   Como sua sua área de ocorrência está restrita ao litoral tenho observado ela com muita frequência no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e na Via Costeira em Natal.
   Lembre-se: As aves e todos os outros animais devem viver livremente em seu habitat. Não compre aves silvestres sem autorização do IBAMA, pois quando você compra um animal silvestre sem autorização de um órgão responsável, você estar incentivando ao tráfico de animais silvestres.

Referências:

Federação Ornitológica de Minas Gerais, Sabiá-da-praia - Disponível em: http://www.feomg.com.br/sab_prai.htm Acesso em 10 de dezembro de 2014.

Freire, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p. 

F. Sagot-Martin, GOP. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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