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sábado, 18 de junho de 2016

Bico-de-lacre Estrilda astrild (Linnaeus, 1758)


   Ave conhecida popularmente como Bico-de-lacre, Bico-de-lata, Beijo-de-moça e Bombeirinho, entretanto seu nome científico é único, Estrilda astrild. 
 Espécie exótica introduzida, originária da África que alcança comprimento total de 105 mm e peso de 8 gramas. Os indivíduos adultos machos são semelhantes as fêmeas, entretanto naqueles o crisso(parte terminal do abdômen das aves) e as coberteiras inferiores(tetrizes-"penas de cobertura" que recobrem as penas da cauda) da cauda são negras, enquanto que são pardo-escuros nos indivíduos do sexo feminino. Além disso ambos possuem bico e máscara encarnada(daí o nome lacre), porém os imaturos apresentam o bico negro como principal característica distintiva dos adultos.
   Ave gregária da família Estrildidae que podem ser visto formando bandos em áreas campestres com variedades da espécie de gramínea Panicum maximum, que também é originária da África, sendo as sementes desses capins a alimentação exclusiva dos indivíduos adultos de Estrilda astrild. Não brigam por alimentos com aves brasileiras quando estão comendo juntos em capinzais.Durante o período reprodutivo o macho realiza cerimônias pré-nupciais, inclusive o canto do macho faz parte destas. O ninho é construído pelo casal com hastes de capins e algumas penas de galinha ou algodão e apresenta forma esférica ou oval, onde a fêmea põe em média 3 pequenos ovos branco-uniformes, que são incubados pelo casal durante cerca de 11 dias (SICK,H.,1997). Após o nascimento os filhotes ficam cerca de 18 dias ainda no ninho. 
   No Brasil apresenta ampla distribuição, não tendo sido registrado sua ocorrência ainda apenas nos estados de Rondônia, Tocantins e Mato Grosso.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie em terrenos baldios na área urbana e em campos mais afastados de residências de todas as mesorregiões do estado(Mesorregião Leste Potiguar(maior ocorrência), Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar), sendo minhas últimas observações nos municípios de São José de Mipibu, Monte Alegre, Parnamirim,Natal e Baía Formosa. Na região Metropolitana de Natal hoje é sem dúvida uma das aves mais facilmente observada, podendo ser vista ás vezes formando bandos de pelo menos 4 a 20 indivíduos.

Referências

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

ROMA, Júlio César. Classificação Científica dos Pássaros. In: Brasil 500 Pássaros. Centrais Elétricas
do Norte do Brasil S. A. (org) – Eletronorte. Eletrobrás. Ministério de Minas e Energia. Brasília:
Assessoria de Comunicação Empresarial da Eletronorte, 2000. 250 p.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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