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domingo, 17 de julho de 2016

Sabiá-laranjeira Turdus rufiventris Vieillot, 1818

    Ave conhecida popularmente como Sabiá-laranjeira, Sabiá-laranja, Sabiá-amarelo, Sabiá vermelho, Sabiá-de-barriga-vermelha,Sabiá-de-peito-roxo,Sabiá-cavalo,Sabiá-ponga,Sabiá-coca,Sabiá-piranga,Sabiá-gongá,Sabiá-poca. Entretanto seu nome científico é Turdus rufiventris Vieillot, 1818. Qual o significado desse nome? A primeira palavra, o gênero Turdus é de origem latina, quer dizer "tordo" e o segundo nome rufiventris vem de rufi ou rufa em latim que quer dizer "castanho, vermelho" e ventris que quer dizer ventre. Sendo assim, seu nome científico significa literalmente "Tordo com ventre castanho".
    Pertence a família Turdidae, da qual também fazem parte por exemplo, Sabiá-barranco(Turdus leucomelas ), Sabiá-una(Turdus flavipes) e Sabiá-poca(Turdus amaurochalinus).
Indivíduos adultos atingem cerca de 25 cm cada, pesando a fêmea aproximadamente 78 gramas e o macho 68 gramas. Sua plumagem é parda, sendo a região ventral de cor ferrugínea-laranja, enquanto seu bico é amarelo-escuro, sendo esse padrão comum tanto a machos como fêmeas,pois não apresentam dimorfismo sexual. Alimenta-se de de pequenos animais como insetos, minhocas e frutos maduros. Constroem seus ninhos geralmente em árvores e arbustos ou até mesmo na parte protegida dos telhados, onde a fêmea põe cerca de 3 ovos por postura, sendo incubados por aproximadamente 13 dias.
   Nessa espécie é comum observar apenas um indivíduo ou aos pares, mas as vezes pode ser vista em bandos familiares. Vive em áreas abertas como bordas de matas, capoeiras, bordas de estradas, pomares,parques e também em outras áreas urbanas bem arborizadas e que tenha disponibilidade de água. Ave de canto belíssimo, sendo considerada ave símbolo nacional.
    Ocorre em grande parte do território brasileiro oriental e central, desde o estado do Maranhão até o Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Também é encontrada em outros países da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte observei essa ave pouquíssimas vezes. Entretanto sabe-se que há alguns poucos registros dessa espécie em todas as mesorregiões do estado(Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar).

Referências

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

ROMA, Júlio César. Classificação Científica dos Pássaros. In: Brasil 500 Pássaros. Centrais Elétricas
do Norte do Brasil S. A. (org) – Eletronorte. Eletrobrás. Ministério de Minas e Energia. Brasília:
Assessoria de Comunicação Empresarial da Eletronorte, 2000. 250 p.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

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