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domingo, 27 de novembro de 2016

Macambira-de-flecha Encholirium spectabile Mart. ex Schult. & Schult.f.

  Encholirium spectabile é uma espécie de bromélia(família Bromeliaceae) de porte herbáceo(erva), que se desenvolve em afloramentos rochosos nos biomas da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
    É uma espécie nativa e endêmica do Brasil, ou seja, só ocorre nesse país, sendo registrada apenas em território dos estados da região Nordeste(exceto no Maranhão).
    Ela serve de abrigo para alguns animais como lagartos, aves e até a abelha Xylocopa (Monoxylocopa) abbreviata , que constroem seu ninho nas hastes das inflorescências dessa bromélia, que também serve de alimento para outras espécies típicas da região semi-árida.
    Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie nas mesorregiões Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar, sempre se desenvolvendo sobre ou entre afloramentos rochosos.


Referências
Forzza, R.C.; Costa, A.; Siqueira Filho, J.A.; Martinelli, G.; Monteiro, R.F.; Santos-Silva, F.; Saraiva, D. P.; Paixão-Souza, B.; Louzada, R.B.; Versieux, L. 2015 Bromeliaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB16601.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

Ramalho, Mauro; Milson A. Batista; Maise Silva. Xylocopa (Monoxylocopa) abbreviata Hurd & Moure (Hymenoptera: Apidae) e Encholirium spectabile (Bromeliaceae): uma associação estreita no semi-árido do Brasil tropical.  Neotrop. Entomol. vol.33 no.4 Londrina July/Aug. 2004
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domingo, 20 de novembro de 2016

Chorozinho-da-caatinga Herpsilochmus sellowi Whitney & Pacheco, 2000

   Ave conhecida popularmente como Chorozinho-da-caatinga, entretanto seu nome científico é Herpsilochmus sellowi, sendo descrita no ano 2000 pelos cientistas Bret M. Whitney e José Fernando Pacheco. 
    Ela atinge cerca de 12cm de comprimento, sendo a aparência do macho diferente da fêmea, ou seja a espécie apresenta dimorfismo sexual. Enquanto que o macho tem o dorso acinzentado e o ventre esbranquiçado, a fêmea tem o dorso oliváceo e o ventre é amarelado. Mas ambos apresentam uma pequena faixa atrás do globo ocular. Alimenta-se de insetos.
    Espécie endêmica do Brasil(só ocorre nesse país) que ocorre em toda região Nordeste do país, sendo registrada também para os estados de Tocantins e Minas Gerais. Vive na floresta da Caatinga,na Floresta Estacional Semidecídua e Decídua, na Restinga e em áreas de transição entre Caatinga e Cerrado. Suspeita-se de que as populações dessa espécie estejam em declínio devido principalmente a perda de habitat.
    Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie apenas na Mesorregião Leste Potiguar(maior ocorrência),sendo minhas últimas observações nos municípios de Natal,Tibau do Sul e Nísia Floresta, porém sabe-se que ela também ocorre no interior do estado.

Referências


BirdLife International. 2012. Herpsilochmus sellowi. The IUCN Red List of Threatened Species 2012: e.T22701558A39145936. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2012-1.RLTS.T22701558A39145936.en. Downloaded on 20 November 2016.

Silva, Marcelo da. Aspectos ecológicos de Herpsilochmus (Passeriformes, Thamnophilidae) no domínio da mata atlântica no Rio Grande do Norte. – Natal [RN], 2007. 62 f.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Craibeira Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook.f. ex S.Moore

     Planta conhecida popularmente como Craibeira, Craiba, Caraúba, Caraíba, Pau d´arco, Ipê-amarelo, Ipê, Caraíba, Paratudo, Paratudo-do-campo e Cinco-folhas-do-campo, entretanto seu nome científico é Tabebuia aureaPertence a família Bignoniaceae, da qual também fazem parte por exemplo, o Ipê-roxo e o Ipê-branco.
   Árvore com "folhas opostas, longas-pecioladas, 5 a 7 digitadas de folíolos oblongos ou lanceolado-oblongos, coriáceos. Flores com estrias vermelho-escuras no lábio inferior,amarelas, grandes, aromáticas e dispostas em inflorescências do tipo panícula terminal. Seu fruto é uma cápsula lanceolada, de cor cinzento-ferrugínea, com sementes aladas(p. 157; BRAGA,R.; 1996)".
   Sua madeira apresenta alta durabilidade, usada na construção civil, como vigas e traves, na construção naval através de tábuas para embarcação, cabos de ferramenta. Essa espécie também é usada com valor medicinal, ornamental, apícola(visitada por abelhas) e em reflorestamento.
   No Brasil, se desenvolve em diferentes formações vegetais, tais como: Floresta Estacional Decidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial),Carrasco, Cerrado (lato sensu) e Área Antrópica, nos biomas da Caatinga, Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal. Sua distribuição nesse país estende-se pelas seguintes regiões e respectivos estados:Norte (AP, PA, AM, TO), Nordeste (MA, PI, CE, RN, PB, PE, BA, AL, SE),Centro-Oeste (MT, GO, DF, MS), Sudeste (MG, SP) e Sul (PR).

Referências

Lohmann, L.G. Bignoniaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB114257 Acesso em: 18 Out. 2016.

Renato Braga. Plantas do nordeste, especialmente do Ceará. Fortaleza: coleção mossoroense-volume XLII, 1996. Pg:157.
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