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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Veado Catingueiro Mazama gouazoubira (Fischer 1814); Fauna do RN












    Mamífero conhecido popularmente como Veado Catingueiro,Veado da Caatinga,Virote ou Veado Virá, e cientificamente como Mazama gouazoubira. Essa espécie pertence a família Cervidae, a mesma família a que pertencem os cervos. O veado-catingueiro é relativamente pequeno, possuindo de 97 a 140 cm de comprimento e pesa entre 11 e 23 kg. A cabeça e o dorso são marrom-acinzentados e as orelhas são grandes com alguns pêlos brancos no interior, enquanto a garganta, o ventre e a parte inferior da cauda são esbranquiçados. A pelagem dessa espécie é bastante variável, podendo ser encontrados individuo acinzentados, marrons, avermelhados ou pardos numa mesma população. Apresenta uma mancha branca na região supra-orbital que pode constituir um anel perioftálmico e é característica dessa espécie, estando presente mesmo nos filhotes recém-nascidos. Apenas o macho possui chifre simples, medindo nos adultos de 7 a 15 cm (Dellafiore & Maceira, 2001). Geralmente é de hábito diurno e solitário, embora indivíduos possam ser vistos se alimentando muito próximos em épocas de baixa disponibilidade de alimento. Machos e fêmeas mostram um comportamento fortemente territorialista, com marcação de território feita principalmente pelos machos através do uso de sinais odoríferos e visuais. Essas marcações incluem a retirada de cascas de árvores com os incisivos inferiores, a deposição de fezes e urina, ou a sinalização através de glândulas odoríferas orbitais, frontais e interdigitais (Dellafiore & Maceira, 2001).
 Ao final de sete meses de gestação nasce apenas um filhote (Nowak, 1991), podendo a mesma fêmea parir duas vezes em um mesmo ano. Os filhotes nascem pintados e as manchas começam a desaparecer do quarto até o sexto mês (Dellafiore & Maceira, 2001). Ficam escondidos na vegetação densa nas primeiras semanas de vida e permanecem com a mãe durante oito meses ou até o nascimento da próxima cria.
   Alimenta-se de frutas, flores,fungos,gramíneas,leguminosas e outros tipos de arbustos e ervas.  Sua capacidade adaptativa é provavelmente alta, pois a espécie parece ocupar com bastante sucesso áreas desmatadas e agrícolas, mesmo quando próximas ao homem. Apresenta ampla distribuição no Brasil, ocorrendo em todas as regiões do país. Vive tanto em áreas florestais quanto em formações abertas de campos, cerrados, caatingas, além de áreas degradadas e capoeira. Essa espécie ainda é encontrado em algumas regiões do estado do Rio Grande do Norte, como por exemplo na área do Complexo Espeleológico Furna Feia no território do município de Mossoró. Apesar da caça a esses animais e da destruição de seus habitats naturais, parece que ainda ocorre em outros municípios como Carnaúba dos Dantas, pois quando estive lá em junho 2009, conversando com alguns moradores da área rural, eles disseram que depois de muito tempo sem ver essa espécie, voltaram a vê-la pouco semanas antes de nossa estada em excursão a esse município. Eles afirmaram que isso deve-se principalmente ao medo de alguns caçadores de serem denunciados ao IBAMA e ou Polícia Ambiental.

REFERÊNCIAS:
Jocy Brandão CRUZ,Diego de Medeiros BENTO,Darcy José dos SANTOS,José Iatagan Mendes de FREITAS,Uilson Paulo CAMPOS. COMPLEXO ESPELEOLÓGICO DA FURNA FEIA (RN): UMA PROPOSTA DE UNIDADE DE CONSERVAÇÃO. ANAIS do XXX Congresso Brasileiro de Espeleologia . Montes Claros MG, 09-12 de julho de 2009 - Sociedade Brasileira de Espeleologia. Pg:5.
 
REIS, dos R. R.; PERACCHI, A. L.; PEDRO, W. A.; LIMA, de I. P. Mamíferos do Brasil – Londrina, 2006. Pgs:288,293-294.
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