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sábado, 26 de março de 2011

Maçaranduba Manilkara triflora (Allemão) Monach; Flora do RN
















Planta conhecida popularmente como Maçaranduba ou Maçaranduba do Tabuleiro mas recebeu o nome científico de Manilkara triflora. Ela pertence a família Sapotaceae a mesma do Sapoti.


 













Arbusto que geralmente não ultrapassa 3m de altura.
Possui folhas glabras,verdes, de 15 a 60 mm de comprimento. Seus frutos são do tipo baga, pequenos,alongados, vermelhos, e pretos quando bem maduros.

 

















Ocorre na região litorânea do Pará,Maranhão,Piauí,Ceará,Bahia e Rio Grande do Norte.
Essas fotos foram tiradas na RPPN Mata Estrela, as margens da lagoa de Coca cola.

REFERÊNCIAS:

Renato Braga.Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. Pg:329.
http://www.parquedasdunas.rn.gov.br/flora.asp
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sábado, 19 de março de 2011

Jabuticabeira(Myrciaria cauliflora Berg.); Flora do RN


















 
      Planta conhecida popularmente como Jabuticabeira ou Jaboticaba, mas recebeu o nome científico de Myrciaria cauliflora. A Jabuticabeira pertence a família Myrtaceae, a mesma família da Goiabeira,Jambo,Araça,Pitanga,Cambuim entre outras espécies. A jabuticaba é uma árvore de altura média atingindo cerca de 15 metros de altura e apresenta copa em formato piramidal. Seu tronco é bastante ramificado e sua casca é lisa,que se renova após a frutificação.
      Suas folhas são opostas,lanceoladas e de base aguda, pequenas, vermelhas quando novas, depois verdes,mais ou menos lustrosas. Suas flores são brancas,pequenas, sésseis e surgem na primavera. Após a polinização,as flores gradativamente vão sendo substituídas por pequenos frutos verdes,esféricos e quando totalmente amadurecidos ficam vermelhos escuros e por fim negros, com 1 a 4 sementes e polpa esbranquiçada, de sabor doce agradável. é do tipo baga, coroado pelo cálice, quase séssil. árvore de crescimento lento,demora cerca de 10 anos para ocorrer a primeira frutificação, mas quando começa "não para mais" e sua produtividade aumenta a cada ano.















      Ela se cobre de frutos desde o tronco,galhos e não raro até as raízes descobertas. Esses frutos são ricos em polifenóis,os quais podem ser aproveitados pela indústria farmacêutica e alimentícia, devido ao seu alto conteúdo de antioxidantes, podendo ser apreciado para o consumo in natura com ou sem casca ou na forma de sucos,bebidas fermentadas,vinagre,licores,sorvetes e geléias(FORTES et al.,2008). Os compostos fenólicos são os principais responsáveis pela capacidade antioxidante, agindo como quelantes de oxigênio singlete e triplete, sequestrante de radicais livres e inibidor enzimático,além de atuarem como sinergistas de outros compostos fenólicos,dessa forma contribuem positivamente na prevenção de de doenças cardiovasculares e cancerígenas.(DIMITRIOS,2006).
 
















      Deve ser cultivada sob sol pleno, em solos férteis, profundos e ricos em matéria orgânica. As mudas devem ser plantadas em covas bem preparadas, caladas e adicionadas de esterco curtido, torta de mamona, farinha de ossos e húmus de minhoca. É muito exigente em água, devendo ser irrigada regularmente, com especial atenção durante a floração e frutificação. É pouco tolerante às secas ou geadas. A Jabuticabeira multiplica-se por sementes,enxertia,estaquia e mergulhia.
      Árvore brasileira nativa da Mata Atlântica,que ocorre em grande parte do Brasil, sendo mais comum em Minas Gerais,Espírito Santo,Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, mas também já foi registrada nos estados da Bahia,Pernambuco,Paraíba,Rio Grande do Norte,Ceará,Santa Catarina,Rio Grande do Sul,Goiás e Mato Grosso.

REFERÊNCIAS:
Renato Braga.Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. Pg:293.
Gomes,Raimundo Pimentel. Fruticultura brasileira. São Paulo: Nobel.1972. Pg:263-267.
ALVES-COSTA, Cecília P.; LÔBO, Diele; LEÃO, Tarcísio; BRANCALION, Pedro H.S.; NAVE, André Gustavo; GANDOLFI, Sergius; RODRIGUES, Ricardo Ribeiro; TABARELLI, Marcelo. Implementando Reflorestamentos com Alta Diversidade na Zona da Mata Nordestina: Guia Prático. Recife-PE: J. Luiz Vasconcelos, 2008. 220p. il., fig., tab.
Rosa,Cleonice Gonçalves&JACQUES,Andressa Caroline& BUENO,Francine Manhago&PESTANA-BAUER,Vanessa Ribeiro. COMPOSTOS FENÓLICOS INDIVIDUAIS DE JABUTICA(Myrciaria jabuticaba) POR CLAE. XII ENPOS II AMOSTRA CIENTÍFICA 2010.
Créditos de algumas fotos:
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quarta-feira, 9 de março de 2011

Lagarto Bico doce Ameiva ameiva(LINNAEUS, 1758); Fauna do RN


Foto: Marques R. S.
     Lagarto conhecido popularmente como Bico doce ou Lagarto verde,mas cientificamente como Ameiva ameiva. O Bico doce pertence a família Teiidae, a mesma família do Teiú(Tupinambis teguixin). Ameiva ameiva é um lagarto de hábitos diurno,terrícola, e que se abriga em buracos feitos por ele mesmo. Movimenta-se bastante ciscando na vegetação de solo, entre o folhiço e debaixo de pedras e troncos de árvores.
      É o lagarto mais encontrado em clareiras e à beira da estrada e é um dos poucos que ocorre tanto em áreas de mata como de vegetação aberta. Por ser uma espécie heliotérmica,ou seja,um animal pecilotermo que se aquece ao sol, é encontrado em ambientes ensolarados da floresta, como em situações de borda, ao longo de cursos d’água e em clareiras naturais relativamente grandes; raramente é visto nas áreas mais sombrias. Ocorre também em áreas desmatadas e cidades. Em dias nublados quase não é visto. 
     Tamanho da desova variável (1-11). O comprimento rostro cloacal ou comprimento rostro anal dessa espécie, alcança nos machos adultos 190 mm e nas fêmeas 160 mm. Corpo cilíndrico, cauda circular em seção transversal, patas traseiras compridas e musculares. Dorsais granulares e ventrais grandes, retangulares, lisas, em 10 fileiras longitudinais. O padrão de colorido varia com a idade, mas quase sempre existe alguma coloração verde na superfície dorsal e lateral. Ameiva ameiva ocorre em grande parte das áreras tropicais e subtropicais da América do Sul, a leste dos Andes, estendendo-se ao norte até o Panamá. Alimenta-se de artrópodes, pequenos vertebrados,alguma carniça e material vegetal.

REFERÊNCIAS:
Freire,Adauberto Antônio Valera. Fauna Potiguar.Natal:EDUFRN,1997
Neto,Miguel Rocha. Guia ilustrado:fauna da escola das dunas de pitangui-ecossistemas terrestre. Natal: moura ramos,2001. pg:81.
www.natal.rn.gov.br/semurb/paginas/File/Livro_Parque.pdf
Guia de Lagartos da Reserva Adolpho Ducke, Amazônia Central =Guide to the Lizards of Reserva Adolpho Ducke, Central Amazonia /Vitt et al. – Manaus : Áttema Design Editorial, 2008. Pgs:131-133.
Crédito das foto:
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