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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Borboleta Euptoieta hegesia (Cramer, 1779); Fauna do RN

Borboleta da espécie Euptoieta hegesia (Cramer, 1779) que pertence a subfamília Heliconiinae. Sua distribuição geográfica da-se do México até a Argentina, como também nas Ilhas do Caribe, ocorrendo em ambientes abertos desde o nível do mar até 1200 m de altitude. Turnera ulmifolia é a principal espécie de planta utilizada por essa borboleta na fase larval(lagarta) como fonte de alimento.

Referência

TOURINHO, Julia Losada.; FREITAS, Andre Victor Lucci. Population biology of Euptoieta hegesia (Nymphalidae: Heliconiinae: Argynnini) in an urban area in Southeastern Brazil. Journal of Research on the Lepidoptera. 41: 40-44,2002 (2009). Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Libélula Orthemis sp.; Fauna do RN

Inseto conhecido popularmente como libélula, zig-zag, lava-bunda, lavadeira, cavalo-de-judeu e jacinta. Pertencente ao grupo Odonata, sendo seus representantes adultos tipicamente diurnos, terrestre-aéreos e as larvas aquáticas. São grandes predadores, alimentando-se os adultos de outros insetos e as larvas de artrópodes, larvas de peixes e de anfíbios. Esse exemplar pertence à família Libellulidae que apresenta distribuição cosmopolita e ao gênero Orthemis (Hagen) que possui 23 espécies na região Neotropical, das quais 15 ocorrem no Brasil.
 Este gênero inclui espécies de grande porte, geralmente com cores notáveis, caracterizadas por permanecer muito tempo  de sua atividade voando durante o dia. Estão associadas a ambientes lênticos(água parada),como lagos, poças, ou mesmo riachos com movimento lento. Também são encontradas em represamentos e tanques de piscicultura no Brasil.  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado a presença de libélulas do gênero Orthemis  em praticamente todas as regiões as regiões do estado.

Referência       
N.S. Pinto, 2011. Ocorrência de Orthemis cultriformis (Calvert) (Odonata: Libellulidae) para o Estado de Goiás (Brasil). EntomoBrasilis, 4(1): 36-37. www.periodico.ebras.bio.br/ojs
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terça-feira, 14 de abril de 2015

Mariposa Utetheisa ornatrix (Linnaeus, 1758); Fauna do RN

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Hexapoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Superfamília: Noctuoidea
Família: Erebidae
Subfamília: Arctiinae
Tribo: Arctiini
Subtribo: Callimorphina
Gênero: Utetheisa
Espécie: Utetheisa ornatrix (Linnaeus, 1758)

Referências
Utetheisa ornatrix. Disponível em: > http://bugguide.net/node/view/4402  <: 27="" acesso="" em:="" o:p="">
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terça-feira, 7 de abril de 2015

Galinha-d' água Gallinula galeata (Lichtenstei, 1818); Fauna do RN

    Ave conhecida popularmente como Galinha-d' água,frango-d'água-comum,galinhola, jaçanã-galo e peituda, entretanto seu nome científico é Gallinula galeata (Lichtenstei, 1818). Qual o significado do seu nome científico? O gênero Gallinula é diminutivo de gallina que quer dizer "pequena galinha", enquanto o segundo nome(o termo específico) galeata vem da palavra latina galea ou galeatus que quer dizer "elmo,capacete romano", ou seja, seu nome científico significa literalmente "pequena galinha com capacete". Ela pertence a família Rallidae, da qual também fazem parte,aves conhecidas popularmente como saracuras,pintos-d'água, frangos-d'água e carquejas.
   O individuo adulto apresenta coloração geral cinza escuro, ao longe parecendo negro, com uma série de linhas brancas, largas, abaixo da asa fechada. Sob a cauda, área branca. Na cabeça, um grande escudo frontal vermelho une-se à pele nua e vermelha da base do bico, o qual é amarelo e só a ponta é visível. Pernas e pés amarelados. Junto do corpo, a perna é avermelhada.  Sua vocalização é um agudo “kürrrk”, estridulante “ki-ki”. Caminha sobre a vegetação mais densa, caçando invertebrados, ocasionais pequenos vertebrados, embora sua alimentação principal seja de origem vegetal (SESC - Guia de Aves do Pantanal,2015).
   Os ninho são construídos na vegetação do interior do brejo, nas suas margens ou em grandes plataformas flutuantes, feitas de vegetação aquática. O sistema reprodutivo varia de casais, 2 machos para uma fêmea ou o inverso. Algumas vezes, coloca seus ovos nos ninhos de outras galinholas, deixando para os pais adotivos os trabalho de criar os filhotes. É territorial no período reprodutivo, aceitando outras galinholas próximas fora dessa época (SESC - Guia de Aves do Pantanal,2015).
   É comum em lagos com vegetação aquática e margens pantanosas. Normalmente é visto nadando próximo às margens, quando balança a cabeça para frente e para trás. Esconde-se na vegetação pantanosa, se assustado (Eletronorte, Brasil 500 Pássaros,2015). Nada muito bem, afastando-se do perigo dessa forma. Assustada, pode tentar voar de uma forma desengonçada, correndo na superfície da água com ajuda das asas. Apesar dessa performance pouco convincente, é uma voadora excelente, dispersando-se à noite e aparecendo em açudes ou lagoas onde não existia(SESC - Guia de Aves do Pantanal,2015).
   Presente em todo o Brasil e em quase todo o planeta, com exceção da Austrália e Nova Zelândia. No continente americano reproduz-se localmente desde o norte do Canadá até o norte do Chile e Argentina, e nas ilhas do Caribe. Os bandos que habitam as regiões mais frias do norte do continente americano migram para o sul durante o inverno daquela região (Eletronorte, Brasil 500 Pássaros,2015).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa ave em vários açudes e lagoas do interior do RN, sendo as últimas vezes nos municípios de Parnamirim e Monte Alegre, nesse geralmente tenho registrado aos casais, sendo assim, considerada uma ave relativamente comum em reservatórios de água no território potiguar. Entretanto, existe uma ameaça ainda constante a essa espécie e a outras aves, a caça, que ainda se faz presente fortemente enraizada na cultura interiorana não apenas do RN, mas de grande parte do interior Brasil, principalmente pelas populações mais idosas, que não tiveram ou não tem acesso a educação e cresceram caçando para se alimentar, e mesmo hoje, com acesso a programas sociais do governo, alguns tendo fartura na mesa, não se contentam em aposentar suas espingardas, tendo muitos usado a desculpa de que é uma questão cultural que deve ser mantida e há ainda aqueles que dizem que caçam por esporte. É muita ignorância! Espero que as novas gerações com muito mais acesso a informação, a educação ambiental, se sensibilize em defesa da vida, e que possamos viver cada dia mais de maneira sustentável.

Referências

Eletronorte. Brasil 500 Pássaros - disponível em:> http://webserver.eln.gov.br/Pass500/BIRDS/1eye.htm <: 02="" 2015.="" abr.="" cesso="" em="" nbsp="" p="">

SESC - Guia de Aves do Pantanal – disponível:> em http://www.avespantanal.com.br/paginas/65.htm <: 02="" 2015.="" abr.="" cesso="" de="" em="" nbsp="" p="">

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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