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terça-feira, 28 de julho de 2015

Garça-branca-grande Ardea alba Linnaeus, 1758; Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente conhecida como Garça-branca-grande e Garça-branca,entretanto seu nome científico é Ardea alba Linnaeus, 1758. O que significa esse nome? O primeiro nome Ardea origina-se da palavra de origem latina ardea que significa "garça", enquanto que a segunda palavra alba  origina-se das palavras latinas alba ou albus e quer dizer "sem brilho,branco". Sendo assim, seu nome científico significa literalmente garça branca. Pertence a família Ardeidae, da qual também fazem parte por exemplo o Socó-boi(Tigrisoma lineatum), a garça-branca-pequena(Egretta thula) e o Savacu(Nycticorax nycticorax). 

   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte observei essa espécie em todas as mesorregiões potiguares(Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar), sempre associada a borda de corpos de água, como: rios, lagoas, açudes e banhados. As minhas últimas observações foram nos municípios de Nísia Floresta, as margens da lagoa de Alcaçuz(em dezembro de 2014) e no município de Monte Alegre(em junho de 2015), as margens do rio trairi. 


BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Andorinha-serradora Stelgidopteryx ruficollis (Vieillot, 1817); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Andorinha-serradora, Andorinha-serradora-do-sul e Andorinha-serrador, entretanto seu nome científico é Stelgidopteryx ruficollis (Vieillot, 1817). O que significa esse nome? O gênero Stelgidopteryx advém das palavras de origem grega  stelgis, strigil que significa "que raspa", e pterux que quer dizer "asa", enquanto que ruficollis se origina das palavras latinas rufus que significa "castanho,vermelho", e collum,collis que quer dizer "garganta,pescoço". Sendo assim, seu nome científico significa literalmente "Andorinha que raspa a asa e tem a garganta castanha". Pertence a família Hirundinidae, da qual também fazem parte outras andorinhas, por exemplo andorinha-do-rio(Tachycineta albiventer), andorinha-pequena-de-casa(Pygochelidon cyanoleuca) e andorinha-de-bando(Hirundo rustica).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte observei essa espécie apenas duas vezes, uma na mesorregião Agreste e a outra na mesorregião Leste do estado, ambas na zona rural pousada sobre a fiação.

BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Batuíra-de-coleira Charadrius collaris Vieillot, 1818; Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Batuíra-de-coleira,  Batuíra-da-costa ou Maçarico-de-coleira, entretanto seu nome científico é Charadrius collaris Vieillot, 1818. Qual o significado desse nome? O gênero Charadrius é uma palavra de origem latina que significa "pássaro amarelo", enquanto que collaris quer dizer "colar do pescoço", ou seja seu nome literalmente significa "Pássaro amarelo com colar." Pertence a família Charadriidae, da qual também fazem parte por exemplo o Quero-quero(Vanellus chilensis) e a batuíra-de-bando(Charadrius semipalmatus).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie em nosso litoral a beira mar, como também as margens de lagoas, geralmente aos pares. Sempre que visito a lagoa de alcaçuz em Nísia Floresta, geralmente vejo-a caminhando nas bordas da lagoa em busca de alimento.

BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Favela(Cnidoscolus quercifolius Pohl.) ; Flora do RN

   Planta conhecida popularmente como Favela ou Faveleira, mas cientificamente recebeu a denominação de Cnidoscolus quercifolius. Ela pertence a família Euphorbiaceae, a mesma a qual faz parte o Pinhão bravo e a erva conhecida como Quebra pedra. C. quercifolius é uma espécie de porte árboreo,podendo atingir de 3 a 8m de altura, irregularmente esgalhada ,lactescente , xerófita , com tronco de casca lisa a levemente rugosa, e espinhenta.
   Suas folhas são longas, grossas, lanceoladas,profundamente recortadas, com pequenos acúleos no limbo e espinhos nas nervuras. Inflorescências em cimeiras axilares, formadas por flores masculinas e ou femininas. Seu fruto é do tipo cápsula deiscente, que ao amadurecer abrem-se espontaneamente produzindo um estalo e lançando as sementes à distância. As "picadas" dos espinhos da favela provocam inflamações dolorosas, demoradas e, se atingirem uma articulação, podem até aleijar a parte afetada.
    Essa extrema virulência talvez se deva ao látex encontrado em toda a planta. Seco, o latex torna-se quebradiço e o aproveitam na iluminação e como mezinha balsâmica. As folhas maduras e a casca servem de forragem as cabras,carneiros,jumentos e até aos bovinos. As sementes servem de alimento para galinhas, porcos e ovídeos. Porém a grande importância da Favela está em suas sementes, sendo esta uma grande produtora de óleo alimentício e de farinha, esta rica em sais minerais e principalmente em proteínas.
    Fornece madeira moderadamente pesada (densidade 0,55 g/cm3), macia ao corte, porém de baixa resistência mecânica e ao apodrecimento. Contudo é aproveitada localmente para confecção de fôrros, tamancos, embalagens e brinquedos. Muito freqüentemente uma ave das caatingas, a "casaca-de-couro" ou "joão-graveto" constrói seu ninho apoiado em bifurcações ou ponto de encontro de alguns ramos da faveleira. Essa árvore é típica do bioma Caatinga, mas também ocorre em mata de altitude, ocorrendo na região nordeste do Brasil desde o Piauí até a Bahia.

REFERÊNCIAS:

Renato Braga.Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. Pg. 247-248.
Favela(Cnidoscolus quercifolius). Disponível em: http://www.cnip.org.br/bdpn/ficha.php?cookieBD=cnip7&taxon=7707 Acesso em: 19/11/2010. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Tiziu Volatinia jacarina (Linnaeus, 1766); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Tiziu, Saltador, Salta-toco, Bate-estaca, Veludinho, Tizirro, Serrador, Serra-serra e Alfaiate, entretanto seu nome científico é Volatinia jacarina (Linnaeus, 1766). Qual o significado desse nome? O gênero Volatinia é uma palavra de origem latina derivada de "volatus" que significa voo, pequeno voo, enquanto que jacarina deriva da palavra tupi "jacarini", que quer dizer, aquele que voa para cima e para baixo. Sendo assim, seu nome significa literalmente "Pássaro de voo pequeno que voa para cima e para baixo", sendo curiosamente esse hábito observado com frequência para essa espécie. Pertence a família Thraupidae, da qual também fazem parte por exemplo o Sibite(Coereba flaveola), Galo de campina(Paroaria dominicana) e o Sanhaço-cinzento(Tangara sayaca).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do estado(Leste Potiguar,Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar), sendo as minhas últimas observações nos municípios de Luís Gomes(maio de 2014), Sítio Novo(abril de 2015), Santa Cruz(abril de 2015) e em Monte Alegre(julho de 2015). 

BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Cobra verde Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823); Fauna do RN

Philodryas olfersii(Linchtestein, 1823) (Photo - Washington Vieira). 
   Serpente conhecida popularmente como Cobra verde ou Cobra-de-cipó, entretanto seu nome científico é Philodryas olfersii. Ela pertence à família Dipsadidae. É uma serpente diurna que se alimenta de anfíbios, répteis, aves e pequenos mamíferos. Põe de 4 a 10 ovos (Vanzoline et al, 1980), com época preferencial de reprodução de setembro a novembro. Apresenta hábitos subarborícola,preferindo habitats vegetacionais, onde se torna críptica devido a sua coloração esverdeada. Nas árvores ela alcança as partes mais altas com facilidade, mas quando estão no solo se move com rapidez e também é excelente nadadora. Ela também é vista próxima de habitações humanas, escalando nas frestas. Ocorre em todo o Brasil (Vanzolini, 1980). Sua distribuição geográfica se dá em praticamente toda a América do Sul, ocorrendo no Brasil,Peru,Bolívia,Paraguai,Uruguai,Argentina,Colômbia,Guiana Francesa e Venezuela. Espécimes adultas atingem o comprimento de 1,40 m. 
   Quando se sente ameaçada e ou manipulada se torna bastante agressiva,podendo atacar o intruso várias vezes,como sua dentição é do tipo opistóglifa(dentes inoculadores de veneno na região posterior dos maxilares superiores), dificilmente ela consegue inocular veneno numa "mordida rápida". É importante destacar que serpentes da família Dipsadidae(antes Colubridae) não eram consideradas uma ameaça real aos seres humanos,sendo até então classificadas como "serpentes não peçonhentas". Porém, a partir de 1999, o Ministério da Saúde passou a considerar Philodryas olfersii, P. patagoniensis, P. viridissimus e Clelia plumbea (=Boiruna sertaneja) como serpentes de importância médica. Na literatura existe um registro da morte de uma criança no Rio Grande do Sul em 1992, causada por envenenamento através da mordida dessa serpente. Portanto deve-se evitar a aproximação e ou a manipulação dessas serpentes sem autorização ou na ausência de profissionais preparados e autorizados, para manipular esses animais para fins científicos ou qualquer que seja. 
   Atenção!!! Não é porque a Cobra verde através da inoculação de seu "veneno''(bem difícil) pode levar a óbito o ser humano,que você vai formar uma equipe e sair por aí matando as serpentes indiscriminadamente. Deve-se também lembrar da importância desses animais para o ecossistema e para os demais seres vivos, só destacando aqui por exemplo a importância delas como controladoras das populações de roedores.

REFERÊNCIAS:

Crédito da foto: Washington Vieira. Disponível em: http://www.ethnobiomed.com/content/8/1/27/figure/F35?highres=y Acesso em: 06 de julho de 2015.

Freire,Adauberto Antônio Valera. Fauna Potiguar.Natal:EDUFRN,1997.

Neto,Miguel Rocha. Guia ilustrado:fauna da escola das dunas de pitangui-ecossistemas terrestre. Natal: moura ramos,2001.

Rejâne M. Lira-da-Silva, Yukari F. Mise, Luciana L. Casais-e-Silva, Jiancarlo Ulloa, Breno Hamdan e Tania K. Brazil.SERPENTES DE IMPORTÂNCIA MÉDICA DO NORDESTE DO BRASIL SNAKES OF MEDICAL IMPORTANCE IN NORTHEAST OF BRAZIL. Gaz. méd. Bahia 2009;79 (Supl.1):7-20 www.gmbahia.ufba.br.

Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823). Disponível em:file:///D:/Downloads/Philodryas%20olfersii%20%28Lichtenstein,%201823%29.htm Acesso em: 31/10/2010.

Vários autores. Envenenamento por Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823) atendido no Hospital da Restauração do Recife, Estado de Pernambuco, Brasil: relato de caso. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0037-86822010000300025&script=sci_arttext Acesso em: 31/10/2010.
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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Periquito-da-caatinga Eupsittula cactorum (Kuhl, 1820); Fauna do RN

 
Ave conhecida popularmente como Periquito-da-caatinga, Periquitinha, Jandaia, Gangarra, Griguilim, Guinguirra e Grengueu,entretanto seu nome científico é Eupsittula cactorum (Kuhl, 1820). O que significa seu nome científico? O gênero Eupsittula é uma palavra que se origina de duas palavras, eu(origem grega) que significa "bom" e psitta(origem latina) que quer dizer "periquito, papagaio", enquanto a segunda palavra cactorum é de origem latina e quer dizer "planta espinhosa das regiões áridas". Sendo assim, seu nome científico significa: Periquito bom que gosta de plantas espinhosas das regiões áridas, ficando subentendido principalmente aqui as plantas da família Cactaceae. Pertence a família  Psittacidae, da qual também fazem parte por exemplo, a jandaia-verdadeira(Aratinga jandaya), o tuim(Forpus xanthopterygius) e o periquito-rei(Eupsittula aurea).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie principalmente associada a áreas semi-áridas no Bioma da Caatinga, sendo os meus últimos registros nos municípios de Felipe Guerra(em abril de 2012) e Jardim do Seridó( novembro de 2014). Entretanto o Periquito-da-caatinga tem sido registrado em praticamente todo estado, sendo já confirmado sua presença até o momento nas mesorregiões Oeste Potiguar, Central Potiguar e Leste Potiguar.

BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...