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domingo, 25 de dezembro de 2016

Baunilha Vanilla bahiana Hoehne

   Planta conhecida popularmente como Baunilha, entretanto seu nome científico é Vanilla bahiana Hoehne. Ela pertence a família Orquidaceae.
    É considerada uma espécie hemiepífita secundária, pois germinam no solo, mas podem viver tanto neste como sobre o tronco de outra planta. 
    Vanilla bahiana é uma orquídea de origem nativa e endêmica do Brasil, ou seja só ocorre nesse país, tendo sido sua ocorrência registrada até o momento para as seguintes regiões e estados respectivamente: Nordeste (Alagoas, Bahia-onde foi descrita em 1950, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e Centro-oeste (Distrito Federal). Ela é encontrada nas formações vegetais das Restingas,Florestas Ombrófilas, Floresta Ciliar ou de Galeria nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, sendo frequentemente observada em bordas de mata ou interior das restingas e também nos tabuleiros aqui no Rio Grande do Norte.
   Durante as minhas excursões em solo potiguar tenho observado essa espécie principalmente em nossas restingas, tendo visto-a na RPPN Mata Estrela em Baía Formosa, no Parque Estadual das Dunas do Natal, no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, no Santuário Ecológico de Pipa, em fragmentos de Mata Atlântica de Nísia Floresta e de Goianinha.

Referências
Lopez, Estibaliz Hermoso. Padrão de distribuição espacial de Vanilla bahiana Hoehne (Orchidaceae) no Parque das Dunas, Salvador, Brasil. / Estibaliz Lopez Hermoso; – Salvador, BA, 2015.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
Vanilla in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12349 Acesso em: 24 Dez. 2016.
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domingo, 18 de dezembro de 2016

Choca-barrada-do-nordeste Thamnophilus capistratus Lesson, 1840

Indivíduo adulto macho, observado em área de restinga as margens da lagoa de alcaçuz, município de Nísia Floresta,RN.
    Ave conhecida popularmente como Choca-barrada-do-nordeste, entretanto seu nome científico é Thamnophilus capistratus. Ela pertence a família Thamnophilidae, da qual também fazem parte por exemplos, o papa-formiga-vermelho(Formicivora rufa), o chorozinho-da-caatinga(Herpsilochmus sellowi), a choca-do-nordeste(Sakesphorus cristatus) e o choró-boi(Taraba major). 
    Choca-barrada-do-nordeste(T. capistratus) pode ser identificada por exemplo pela presença da íris avermelhada, característica que não ocorre na espécie choca-barrada(Thamnophilus doliatus) da qual foi separada. Ela apresenta dimorfismo sexual, ou seja, o macho é diferente da fêmea, onde o macho tem o corpo todo barrado com preto e branco e tem coroa totalmente preta, enquanto a fêmea tem a plumagem predominantemente castanho-avermelhada, com listras na garganta clara, barriga e coroa castanho-avermelhada.
    Seu ninho tem formato de taça, no qual a fêmea põe geralmente dois ovos, estes são incubados pelos pais durante aproximadamente duas semanas. Após o nascimento dos filhotes, os pais se revezam para alimentar os filhotes, os quais abandonaram o ninho em cerca de duas semanas.
   Thamnophilus capistratus ocorre em diferentes formações vegetais das Caatingas e também nas restingas do litoral nordestino, sendo uma espécie endêmica do Brasil, com distribuição em toda região do Nordeste do país e norte de Minas Gerais.
    Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do estado(Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar), sendo as minhas últimas observações nos municípios de Monte Alegre e Nísia Floresta.

Referências
Avifauna endêmica do brasil. Disponível em: http://www.savebrasil.org.br/1454-2/ Acesso em 18 de dezembro de 2016.

Claydson P. Assis, Marcos A. Raposo, Renata Stopglia e Ricardo Parrini. Validation of Thamnophilus capistratus Lesson, 1840 (Passeriformes : Thamnophilidae). The Auk 124(2):665–676, The American Ornithologists’ Union, 2007.  

SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo: Editora Avis Brasilis, 2009.
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domingo, 11 de dezembro de 2016

Feijão-da-praia Canavalia rosea (Sw.) DC.

    Planta conhecida popularmente como Feijão-da-praia, entretanto seu nome científico é Canavalia rosea (Sw.) DC e ela pertence a família Fabaceae.
    Espécie nativa, terrestre de porte herbáceo, trepadeira com caule rastejante, sendo encontrada na vegetação de Restinga no Bioma Mata Atlântica, mas também ocorre na Amazônia, além de encontrada também nas ilhas de Fernando de Noronha e Trindade. 
    No Brasil, sua distribuição estende-se pelas seguintes regiões e respectivos estados: Norte (Pará), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe), Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo).
    Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Leste Potiguar, presente em dunas e praias do litoral, desempenhando importante papel na fixação das dunas da região costeira.

Referências

Canavalia in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB82745>. Acesso em: 11 Dez. 2016.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.





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domingo, 4 de dezembro de 2016

Borboleta Biblis hyperia Cramer, 1779

Registro no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte,Natal,RN. Mas já observei-a em outros locais do estado.
     A borboleta da espécie Biblis hyperia não apresenta dimorfismo sexual, ou seja, ambos os sexos são idênticos aparentemente. Ela é encontrada na região neotropical desde o México até o Paraguai, estando presente também  nas ilhas do Caribe. Pode ser facilmente encontrada vivendo em em ambientes alterados como clareiras nas florestas, pastagens, margens de estradas e rios, mas também ocorre em fragmentos de florestas. 
  Essa espécie geralmente é observada sozinha, seu voo é relativamente lento,permitindo que a faixa rosa brilhante na parte inferior das asas, fique quase sempre visível, alertando as aves(predadores) que ela não é "palatável". O sabor "desagradável" deve-se provavelmente a presença de toxinas em seu corpo, oriundas de plantas da família Euphorbiaceae que é a principal fonte de alimento das lagartas(fase larval) da espécie.

Referência
Biblis hyperia CRAMER, 1779. Disponível em http://www.learnaboutbutterflies.com/Andes%20-%20Biblis%20hyperia.htm Acesso em 03 de dezembro de 2016.




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