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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Imburana Commiphora leptophloeos (Mart.) J.B. Gillett; Flora do RN















      Planta conhecida popularmente como Imburana,Amburana,espinho,Amburana de cambao, entre outros nomes dados pelo povo. Mas cientificamente recebeceu o nome científico de Commiphora leptophloeos (Mart.) J.B. Gillett, pertencendo a família Burseraceae, a mesma família da Amescla de cheiro. A título de curiosidade, o nome Imburana significa imbu falso.











Árvore com espinhos;folhas opostas e pinadas. Suas flores em cachos florescem nos meses de novembro e dezembro. O fruto é do tipo drupa, acre doce, mas comestível, quando bem maduro. Os frutos da Imburana aparecem nos meses de janeiro,março,abril e dezembro geralmente. 



















O tronco quando sofre uma incisão,libera um bálsamo verde-alourado, sucedânio da terebentina, entre os sertanejos. Sua madeira é utilizada como lenha,carvão, na construção de caixotaria,esquadrias,forros e entalhados. Tem utilidade medicinal,atuando como cicatrizante, anti inflamatório e analgésico. também usada para tratar alguns distúrbios do sistema respiratório e no aparelho geniturinário. Mas atenção: não tome nenhum remédio caseiro sem consultar um especialista(médico).

Planta nativa do nordeste do Brasil que possui ampla distribuição geográfica nessa região, ocorrendo nos seguintes estados do país: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e no Mato Grosso.

REFERÊNCIAS:

Renato Braga.Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. Pgs:286-287. 
Disponível em:http://www.cnip.org.br/bdpn/ficha.php?cookieBD=cnip7&taxon=1182 Acesso em: 30/12/10.   
Disponível em:http://www.cnip.org.br/bdpn/fotosdb/1923084358.JPG  Acesso em: 30/12/10. 
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Peixe Boi Marinho Trichechus manatus (Linnaeus,1758); Fauna do RN
















Mamífero aquático conhecido popularmente como Peixe boi marinho e cientificamente como Trichechus manatus. mamífero da ordem Sirenia e da família Trichechidade. Trichechus manatus é uma espécie relativamente grande, e semelhante a espécie Trichechus inunguis,peixe boi da Amazônia, sendo maior que este, podendo atingir até 4,5m e podendo pesar 1590 kg. Trichechus manatus é um animal de movimentos lentos e letárgicos, são normalmente vistos sozinhos ou em grupos de até seis indivíduos. Corpos robustos e pesados e cauda achatada, larga e disposta de forma horizontal. Cabeça pequena, sem pescoço definido, o corpo exibe numerosas dobras e rugas. Focinho largo, lábios bastante flexíveis com pêlos na parte superior. Dois orifícios respiratórios na parte da frente do focinho. Possui pêlos finos distribuídos por toda a superfície do corpo. Cada nadadeira peitoral possui 3 a 4 unhas nas pontas. A pele é geralmente cinza ou marrom, com manchas esverdeadas devido à presença de algas. Dentadura reduzida e molares, que se regeneram constantemente.
 





Alimenta-se de plantas aquáticas, algas e partes da vegetação de mangues. Possui baixa taxa reprodutiva: a fêmea tem geralmente um filhote a cada três anos, sendo um ano de gestação e dois anos de amamentação. Nasce apenas um filhote após doze meses de gestação. Espécie de hábitos costeiros e estuarinos de regiões tropicais e subtropicais do sudeste dos Estados Unidos, Golfo do México, Mar do Caribe e costa do Atlântico (Nordeste do Brasil). No Brasil, considera-se o peixe boi marinho como desaparecido nos estados do Espírito Santo,Bahia(ALBUQUERQUE; MARCOVALDI, 1982; BOROBIA; LODI, 1992) e Sergipe (LIMA et al., 1992). As atuais áreas de ocorrência da espécie abrangem os estados de Alagoas até o Amapá,porém, com áreas de descontinuidade em Pernambuco, Ceará (LIMA,1997), Maranhão e Pará (LUNA, 2001). Áreas de importante ocorrência estâo sendo monitoradas a partir da Base de Pesquisa e Conservação do CMA/IBAMA em Itamaracá-PE, responsável pelo resgate, reabilitação e reintrodução monitorada de filhotes encalhados oa longo do litoral. existem bases implantadas atuando nos estados de Alagoas, Paraíba e Piauí. Outras áreas de ocorrência significativa são a praia do Sagi (RN), litoral leste do Ceará, Golfão Maranhense e baía de Tubarão (MA), região das reentrâncias (MA,PA) e entre a ilha de Maracá e foz do Oiapoque( AP) (LIMA;1997; PALUDO,1997; LUNA,2001).
 








A estimativa da população total é de aproximadamente 500 animais (LIMA,1997; LUNA, 2001). O peixe boi marinho é a espécie de mamífero aquático mais ameaçada no Brasil, por estar sujeito tanto à mortalidade intencional quanto à acidental(OLIVEIRA et al., 1990; LIMA,1997; LUNA,2001). No litoral do Nordeste, as principais ameaças são o encalhe de filhotes e a captura acidental em redes de emalhe,tapagem,arrasto camaroeiro e currais de pesca,seguidos de morte intencional(LIMA,1997). A degradação dos hábitats constitui outra ameaça e atinge o litoral nordestino, como implantação de projetos de carcinocultura, o assoreamento dos estuários e a grande concentração de barcos motorizados, impedem o acesso dos peixes bois a locais importantes de alimentação,reprodução e suprimento de água doce.

REFERÊNCIAS:
Edições IBAMA. Mamíferos aquáticos do Brasil: plano de ação,versão II. 2. Ed. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis,2001. Pgs:33-34.
Crédito das Fotos. 
Disponível em: http://nature.ca/notebooks/english/florman_p0.htm  Acesso em: 27/12/2010. 
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sábado, 25 de dezembro de 2010

Cumaru( Amburana cearensis A. Smith.); Flora do RN










Planta conhecida popularmente como Cumaru,Cumaru do Ceará,Cumaru de cheiro,Cerejeira,Emburana,Amburana,Cumbaru,Imburana entre outros nomes. Mas seu nome científico é Amburana cearensis e ela pertence a família Papilionoideae, a mesma família do Jiquiriti e do Angico do litoral. 
 
















Árvore que pode atingir 10m de altura, revestida por uma casca vermelho-pardacenta,suberosa, que se destaca em lâminas finas. 
 
















Folhas alternas, com 7-12 folíolos ovados. 
 









 As flores são brancas, pequenas e muito aromáticas, e formam lindos racemos axilares, que cobrem inteiramente os galhos despidos de folhas durante a floração. Seu fruto é uma vagem achatada e rugosa,preta, de cheiro ativo e agradável. Sua madeira é de cor cstanho-clara,leve,porosa,elástica,fácil de empenar,porém estimada para portas,obras internas e especialmente móveis, por ser refratária ao ataque de insetos. As sementes servem para aromatizar o rapé e as roupas, substituindo o camuru verdadeiro(Dipteryx odorata Willd.) e por largo tempo conservam o cheiro caracaterístico de cumarina. Cascas e sementes peitorais, antispasmódicas, emenagogas- ajudam e tratam muitas das desordens especiais do sistema reprodutivo feminino, como TPM, tumores uterinos ou infecções. o banho das casca usam nas dores reumáticas. A floração ocorre de abril a junho e a frutificação de agosto a outubro. A distribuição geográfica dessa espécie no Brasil se dá nos seguintes estados brasileiros:Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Para, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Ocorre nos Biomas de Caatinga e Mata Atlântica nas regiões de agreste e sertão.

REFERÊNCIAS:
Renato Braga. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. Pgs:219-220. 
Revista da FAPERN. Ciência Sempre. ANO 5- abril/ junho 2009. O Conhecimento da Caatinga potiguar e o desafio do desenvolvimento sustentável. por Ramiro Gustavo Valera Camacho. pg:51.
Disponível em:> http://www.cnip.org.br/bdpn/ficha.php?cookieBD=cnip7&taxon=2541 < Acesso em: 25/12/2010.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Alga parda Sargassum filipendula C. Agardh



Foto: Newman,Randy
As macroalgas marinhas constituem um fascinante e diverso grupo de organismos que podem ser encontados em todos os mares do planeta. O papel ecológico que desempenham no ambiente marinho é muito diverso. Elas atuam como uma cobertura natural contra a erosão costeira;fornecem abrigo e alimentação para inúmeros organismo;participam na formação dos atóis,recifes e barreiras de corais;contribuem como biofiltros na depuração de águas contaminadas e constituem depois de mortas,detrito orgânico que serve como alimento aos organismos detritívoros (ROUND,1983). 
A espécie das fotos é alga parda Sargassum filipendula. Ela apresenta talo ereto,ramos principais pouco numerosos,fixo ao substrato por um apressório forte. Filóides simples,lanceolados a lineares, com base afilada, margem serreada e nervura central evidente. Vesículas flutuadoras numerosas,distribuídas por toda a alga. Dentre os inumeros biossorventes capazes de reter metais, a alga marinha marrom Sargassum filipendula tem-se mostrado eficiente para tal proposito, por se tratar de uma biomassa de facil obtencão e presente em grande quantidade em toda a costa brasileira (DAVIS et al., 2000; SEOLATTO, 2009). 
Em comparação com outros materiais biologicos como fungos, bacterias e leveduras, a capacidade de remoção de metais pesados por algas marinhas demonstrou ser a mais eficiente (SCHIEWER; VOLESKY, 2000; TUZUN et al., 2005).

REFERÊNCIAS:

Soriano,Eliane Marinho&Carneiro,Marcella A. do A.&Soriano,Jean Paul. Manual de Identificação das Macroalgas Marinhas do Litoral do Rio Grande do Norte.-NATAL,RN:EDUFERN-Editora da UFRN,2008.Pgs:11,62-63.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Aroeira Myracrodruon urundeuva (Allemão); Flora do RN


Planta conhecida popularmente como: Aroeira,Aroeira preta,Aroeira da Serra,Aroeira do Campo,Aroeira do sertão,Aroeira Verdadeira,Aroeira do Campo,Aroeira do Ceará,Aroeira vermelha,Árvore da arara,entre outros. Mas cientificamente ela recebeu o nome de Myracrodruon urundeuva Allemão. Essa espécie pertence a família Anacardiaceae, que possui representantes bem conhecidos por nós, como Cajueiro, Mangueira,Cajá,Imbuzeiro, entre outros.
A distribuição geográfica dessa espécie no Brasil, se dá nos seguintes estados: Alagoas,Bahia,Ceará,Espírito Santo,Goiás,Maranhão,Mato Grosso,Mato Grosso do Sul,Minas Gerais,Paraíba,Paraná,Pernambuco,Piauí,Rio Grande do Norte,Rio Grande do Sul,Rio de Janeiro,Santa Catarina,São Paulo,Sergipe eTocantins. A Aroeira é uma árvore de tronco alto,linheiro,às vezes com mais de 1m de diâmetro, encimada por larga copa, formada de ramos flácidos. Apresenta folhas alternas,imparipinadas, com 5-7 pares de folíolos. Suas flores formam inflorescências do tipo panícula. Seus frutos são drupas pequenas.

 É uma planta perenifólia,ou seja, suas folhas são perenes, mantendo-se durante todo o ano,sendo considerada uma planta resistente a seca. Sua madeira de cerne roxo-escuro, difícil de ser trabalhada, para construção civil, esteios, dormentes, vigamentos, postes,estacas,caibros, também serve como lenha para fazer carvão. 
 Cascas balsâmicas e hemostáticas, usadas contra as doenças das vias respiratórias, do aparelho urinário, nas hemoptises e metrorragias. Pelo seu elevado teor em tanino, são aproveitáveis na indústria de curtume. A resina é medicamento muito utilizado pelos sertanejos, como tônico e nos casos em que se usam as cascas. As folhas maduras passam por forrageiras. A Aroeira é típica de vegetação de Caatinga,Caatinga árborea,Cerradão e Cerrado,sendo encontrada principalmente nas regiões agreste e sertão do nosso estado,Rio Grande do Norte.

REFERÊNCIAS:
Renato Braga.Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. Pg. 49.

Disponível em:>http://www.cnip.org.br/bdpn/ficha.php?cookieBD=cnip7&taxon=124 < Acesso em: 23/12/2010.

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