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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Galo de Campina Paroaria dominicana (Linnaeus, 1758); Fauna do RN

     Ave conhecida popularmente como Galo de campina,Galo da campina,Cardeal,Cardeal pequeno,Cardeal do Nordeste,Galo de Campina do Nordeste, Cardeal dominicano, Cardeal de capuz vermelho,Cabeça vermelha,Cabeça de fita, campina, Acapitã, Galo do mato, Guiratirica, Paroara, Tié guaçu paroara, mas cientificamente recebeu a denominação de Paroaria dominicana, nome único em qualquer parte do mundo. Pertence a ordem Passeriforme(os verdadeiros pássaros) e a família Thraupidae, a mesma a que pertencem as Saíras,Sanhaçus, tiês entre outras.
Esse belíssimo pássaro apresenta a cabeça com plumagem vermelha, principalmente na nuca do macho. Partes superiores cinzentas exceto o dorso anterior que é composto de penas negras no ápice e brancas na base, o que dá ao conjunto um aspecto escamoso de negro e branco. Dorso posterior e coberteiras superiores das asas manchadas de negro; maxila anegrada, mandíbula cinzento-clara. machos e fêmeas são "idênticos",ou seja, não há dimorfismo sexual.
   Agora os galos de campina jovens apresentam as parte superiores pardo anegradas e garganta ferrugínea. Alimenta-se predominantemente de grãos, tendo preferência por sementes de gramíneas. Raramente se alimenta de insetos.

Durante a reprodução vivem estritamente aos casais sendo extremamente fiéis a um território, defendido pelo macho. Atinge a maturidade sexual aos 10 meses. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
  Costuma cantar logo ao alvorecer, fazendo verdadeiras alvoradas matinais, embora este comportamento só seja observando durante o período reprodutivo. Vive em matas baixas,ralas e ensoladas do bioma Caatinga e beira de rios,no cerrado. É comum ver bandos desses pássaros banhando-se em cacimbas e outras porções naturais de água na caatinga. Ocorre na região Nordeste do Brasil, mas foi introduzido na região Sudeste do país. Lembre-se:Não capture,mate, compre,venda ou aprisione aves silvestres sem autorização de um órgão responsável. É crime!!!

REFERÊNCIAS:
Freire,Adauberto Antônio Valera. Fauna Potiguar.Natal:EDUFRN,1997. Pg:120.
Freire,Adauberto Antônio Valera et al. Lista atualizada de aves do estado do Rio Grande do Norte. IDEMA. Pg:17.
SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Besouro Homalinotus coriaceus (Gyllenhal); Fauna do RN















     Inseto conhecido popularmente como Broca do pedúnculo floral do coqueiro ou broca do cacho de coqueiro, mas cientificamente como Homalinotus coriaceus. Ele pertence à ordem dos Coleópteros e a família dos Curculionídeos. Este besouro apresenta coloração preta e mede de 25 a 30 mm de comprimento(Ferreira et al. 2002), além de um rostro com 8 mm(Gallo et al. 2002), cujas fêmeas pouco diferem dos machos, sendo ligeiramente maiores e apresentando duas depressões pouco pronunciadas no pronoto. seus ovos são brancos e medem 3,5 mm de comprimento por 2,5 mm de largura, sendo a postura feita no pedúnculo floral.














     Porém a postura pode ser feita ainda na bainha foliar(Gomes,1944). as larvas são de coloração branca e cabeça ferrugínea(Bondar,1940). Após o estágio larval, esta pupam construindo um casulo de fibras entre a superfície do tronco e a inserção da bainha foliar(Moura & Vilela,1998). A duração completa do ciclo varia de 6 a 8 meses(Gallo et a
l. 2002).













     A Broca do pedúnculo floral é considerada uma das praga mais importantes da cultura de coco no Brasil, provocando redução da ordem de 50% na produção de coco(Gomes,1992). Os danos são causados pelas larvas, que cavam galerias no pedúnculo floral interrompendo o fluxo da seiva e promovendo a queda de flores e frutos(Ferreira et al. 2002). Os adultos também são nocivos ao coqueiro, porque ao se alimentarem, dilaceram o tecido de flores e frutos novos, secando-os(Ferreira et al. 1997).

REFERÊNCIAS:

Sarro,Fernanda B. & Crocomo,Wilson B. & Ferreira,Joana M. S. Aspectos da Biologia e Morfologia da Broca do Pedúnculo floral do Coqueiro,Homalinotus coriaceus (Gyllenhal) (Coleoptera:Curculionidae). Neotropical Entomology. January-February,2004. pgs:1-2.

Gomes,Raimundo Pimentel. O coqueiro da baía. São Paulo: Nobel. 1992. pg:103.

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sábado, 9 de abril de 2011

PeriquitoTuim Forpus xanthopterygius (Spix, 1824); Fauna do RN

Foto: Hermann Redies
 
   Ave conhecida popularmente como Tuim,Periquito,Tapacu,Pacu,Cuiúba,Periquitinho,Tuí,Tiu,Tuiuetê,Tuitirica,Tuiuti,Cujuba,Coió-coió,Cu-cosido,Cu-tapado,Quilim,Periquito Vassoura,Bate cu,Tuitriti,Meudo,Miúdo,Coió,Periquitinho miúdo, mas cientificamente seu nome é único em qualquer parte do mundo: Forpus xanthopterygius. O Tuim pertence a família Psittacidae, família dos periquitos,papagaios e araras. essa espécie é o menor representante dessa família, medindo 12 centímetros e podendo pesar 26 gramas. seu corpo é todo verde, um pouco mais escuro nas costas. mas os machos aprsentam a superfície inferior das asas e no baixo dorso uma plumagem de cor azul, enquanto que a fêmea é totalmente verde, sendo amarelada na cabeça e nos flancos, ou seja, ocorre dimorfismo sexual. Procuram seu alimento tanto nas copas das árvores mais altas,como em certos arbustos frutíferos.
Foto: Flávio Brandão
      Subindo na ramaria utilizam o bico como um terceiro pé; usam as patas para segurar a comida, levando à boca. Gostam mais das sementes do que da polpa da frutas. São atraídos por árvores frutíferas como mangueiras, jaboticabeira, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Os côcos de muitas palmeira
s constituem sua alimentação predileta, procuram também as frutas da imbaúba dos capinzais. Gostam também de mastigar erva como complemento vegetal. Nidifica em ocos do árvores, ninhos artificiais e cupins.
     As posturas podem ir de 3 a 8 ovos e são incubados pela fêmea, apesar de o macho também ficar longos períodos dentro do ninho. na natureza o período de incubação dura cerca de 17Com 20 dias estão cobertos de penas e deixam o ninho pela quarta ou quinta semana de vida já com a plumagem do sexo correspondente. Vivem em bandos de até 20 tuins e sempre que pousam, se agrupam em casais.
        Habitam as bordas das mata ribeirinha, mata seca e cerradões. Muito ativos, deslocam-se por grandes áreas, sempre com gritos de contato. esta espécie apresenta um comportamento social, denominado de Allopreening,onde indivíduos de determinada espécie executam a limpeza em outro indivíduo pertencente ao seu grupo social. Os motivos mais aceitos para este comportamento são : remoção de ectoparasitos, posicionamento hierárquico e reestabelecimento do bom convívio. Ocorre no nordeste, leste e sul do Brasil até o Paraguai e Bolívia, também no alto amazonas até o Peru e a Colômbia.
Segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais das espécies ameaçadas(IUCN), o estado atual dessa espécie na natureza é pouco preocupante.

REFERÊNCIAS:
Freire,Adauberto Antônio Valera. Fauna Potiguar.Natal:EDUFRN,1997. Pg:115.
Freire,Adauberto Antônio Valera et al. Lista atualizada de aves do estado do Rio Grande do Norte. IDEMA. Pg:11

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sábado, 2 de abril de 2011

Gameleira Ficus catappifolia Kunth & C.D.Bouche .; Flora do RN


Baobá? que nada!!! A planta que você estar vendo é uma gameleira conhecida mundialmente pelo nome científico de Ficus catappifolia. Essa espécie pertence a família Moraceae, que apresenta outros representantes mais conhecidos, como a Jaqueira e Fruta pão.




































O espécime das fotos é uma gameleira milenar(supõe-se) com cerca de 32m de altura, a circunferência do seu caule é 18 metros. Na última foto é possível observar suas enormes raízes tabulares. Sua copa é enorme, medindo cerca de 35 metros de diâmetro. essa gameleira é considerada a árvore mais antiga da região Nordeste do Brasil, sendo encontrada na RPPN Mata Estrela, a cerca de 500 metros da pista, município de Baía Formosa,Rio Grande do Norte.

REFERÊNCIAS:

World Conservation Monitoring Centre 1998. Catappifolia Ficus. In: IUCN 2010. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Versão 2.010,4. www.iucnredlist.org Transferido em 22 de março de 2011.
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