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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Turnera melochioides Cambess.

    A Turnera melochioides  é uma planta nativa de porte subarbustivo a arbustivo que no Brasil ocorre nos biomas da Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Amazônia, estando distribuída nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste(Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e Sudeste(Minas Gerais).

Referências
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Chorozinho-de-papo-preto Herpsilochmus pectoralis Sclater, 1857.

Fêmea de Chorozinho-de-papo-preto Herpsilochmus pectoralis Sclater, 1857.

    Ave conhecida popularmente como Chorozinho-de-papo-preto ou Chorozinho-sinistro, entretanto seu nome científico é único, Herpsilochmus pectoralis Sclater, 1857.
  Um Indivíduo adulto atinge cerca de 13cm de comprimento, apresenta dimorfismo sexual, tendo o macho uma nódoa preta no peito como característica típica, enquanto a fêmea não possui, sendo seu  ventre alaranjado. Alimenta-se de maneira geral de insetos.
  "Habita a caatinga arbórea, floresta semidecídua, florestas decíduas, florestas de galeria, florestas secundárias em estágio avançado de regeneração e restinga arbórea". Ave endêmica do Brasil, tendo sua distribuição restrita até o momento aos seguintes estados do Nordeste: Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Bahia. 
  Espécie ameaçada de extinção classificada na categoria "vulnerável", devido a destruição das florestas na área de ocorrência dessa espécie, o que contribuiu para redução das populações dela, e as que restaram estão separadas devido a grande fragmentação das florestas originais. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Leste Potiguar.

Referências
BirdLife International. 2017. Herpsilochmus pectoralis. (amended version published in 2016) The IUCN Red List of Threatened Species 2017: e.T22701577A110860821. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2017-1.RLTS.T22701577A110860821.en. Downloaded on 12 July 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Borboleta Ascia monuste (Linnaeus, 1764)

     A Borboleta da espécie Ascia monuste (Linnaeus, 1764) é uma das mais comuns no Brasil, mas sua distribuição geográfica não está restrita a esse país, pois ela é típica das Américas. Ela é observada principalmente em áreas abertas, jardins e plantações, onde os indivíduos adultos alimentam-se de néctar de várias flores. No entanto as lagartas(fase larval) dessa espécie consomem as folhas de várias plantas da família Brassicaceae, como a couve (Brassica oleracea L.), brócolis (Brassica oleracea L.),agrião (Lepidium ruderale L.),mostarda (Sinapis arvensis L.) e nabiça (Raphanus raphanistrum L.), sendo em alguns casos essas lagartas consideradas pragas, devido ao grande impacto nas plantações causando prejuízo financeiro. Porém, é importante ressaltar que essa espécie na fase adulta(alada) é uma das principais polinizadoras dessas mesmas plantas que são consumidas pelas lagartas. 
   "A lagarta apresenta coloração amarelada nos três primeiros instares e cinza esverdeada nos últimos, com a cabeça de cor amarela em tom escuro. O adulto possui asas de coloração branca amarelada, com bordas em marrom escuro na parte dorsal e marrom claro na parte ventral. Os sexos diferenciam-se por a fêmea apresentar uma pequena mancha no primeiro par de asas, e ter coloração na borda das asas mais intensa que o macho(Costa et al, 2012)."

Referências
Ascia m. monuste (Linnaeus, 1764). Disponível em http://butterfliesofamerica.com/ascia_m_monuste.htm Acesso em 30 de junho de 2017.

Costa, Mariana Fonseca; Salvadé,Vanessa Santos & De Avila Jr,Rubem Samuel; Ciclo do desenvolvimento pós-embrionário de Ascia monuste (Linnaeus)(Lepidoptera, Pieridae) Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão. 2012. Disponível em : http://seer.unipampa.edu.br/index.php/siepe/article/view/1367 Acesso em 30 de junho de 2017. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Piriqueta guianensis N. E. Br

A espécie 'Piriqueta guianensis' pertence a família Turneraceae.
Esta erva perene faz parte da vegetação dos biomas Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Amazônia, distribuindo-se nas seguintes regiões e estados brasileiros: Norte (Roraima, Tocantins) e Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe).

Referências
BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 66, n. 4, p. 1085–1113, 2015.

ROCHA, L.; MELO, J. I. M.; CAMACHO, R. G. V. Flora do Rio Grande do Norte, Brasil: Turneraceae Kunth ex DC. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 63, n. 4, p. 1085–1099, 2012.
 
ROCHA, L.; RAPINI, A. Flora da Bahia: Turneraceae. Sitientibus, Série Ciências Biológicas, Feira de Santana, v. 15, p. 15–72, 2015.
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domingo, 11 de junho de 2017

Andorinha-do-rio Tachycineta albiventer (Boddaert, 1783)

    Ave conhecida popularmente como Andorinha-do-rio ou Andorinha-ribeirinha, entretanto seu nome científico é único, Tachycineta albiventer (Boddaert, 1783).
   O individuo adulto mede cerca de 13cm de comprimento,sendo machos e fêmeas muito parecidos. De acordo com (Turner e Rose, 1989) a espécie pode ser identificada através da presença de mancha branca nas penas de voo interiores, enquanto as penas de voo exteriores são mais pretas, azul e verde de acordo a exposição a luz. Ainda de acordo com das condições de luminosidade a cabeça é azulada, a testa varia entre o verde e o azul brilhante, os loros são pretos, as auriculares de cor preta azulada e a parte ventral é praticamente toda branca. 
  A Andorinha-do-rio(Tachycineta albiventer) é observada frequentemente aos casais ou em pequenos grupos, geralmente associada a porções de água como rios(daí seu nome popular), açudes e lagos. As margens desses ecossistemas aquáticos constroem seus ninhos, em fendas de árvores ou em barrancos sendo nesse caso, o buraco escavado como uma tigela, onde adiciona capins e outros materiais macios. Alimenta-se de insetos que captura em voos rápidos, as vezes sobrevoando a lâmina d´água nesses locais.
    Essa espécie tem sua distribuição geográfica em praticamente toda a América do Sul, sendo que no Brasil ocorre em todas as regiões do país. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nas mesorregiões Central Potiguar, Agreste Potiguar e Leste Potiguar, mas ela é relativamente comum em todo território do RN.

Referências
BirdLife International. 2016. Tachycineta albiventer. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22712065A94317143. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22712065A94317143.en. Downloaded on 11 June 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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domingo, 4 de junho de 2017

Carrapicho-de-cavalo Krameria tomentosa A.St.-Hil.

  Planta conhecida popularmente como Carrapicho-de-cavalo, Carrapichinho, Ratanha de Nova Granada , Ratanha de salvanille, entretanto seu nome científico é único, Krameria tomentosa A.St.-Hil.
    Espécie nativa com ocorrência confirmada na Bolívia e Brasil, neste país sendo encontrada nos biomas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica com distribuição nos seguintes estados: Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
    Planta perene de porte subarbustivo a arbustivo que atinge cerca de 1 m de altura. Ela é utilizada na medicina popular no combate a disenterias,diarréias, hemorragias, hemorroidas e estomatites.

Referências

Costa-Lima, J.L. Krameriaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB8094>. Acesso em: 04 Jun. 2017
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

Renato Braga. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. P:175.
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domingo, 21 de maio de 2017

Ariramba-de-cauda-ruiva Galbula ruficauda Cuvier, 1816

   Ave conhecida popularmente como Ariramba-de-cauda-ruiva, Ariramba-de-cauda-castanha, Beija-flor-d'água, Beija-flor-da-mata-virgem, Beija-flor-do-mato-virgem, Beija-flor-grande, Bico-de-agulha, Bico-de-agulha-de-rabo-vermelho, Bico-de-sovela, Cuitelão, Fura-barreira, Fura-barriga, Guainumbi-guaçu, Sovelã e Barra-do-dia. Entretanto seu nome científico é único, Galbula ruficauda Cuvier, 1816.
   O indivíduo adulto atinge cerca de 23cm de comprimento total e peso médio de 23 gramas. Existe dimorfismo sexual na espécie, onde o macho pode ser identificado facilmente a partir da observação da garganta de cor branca, enquanto que na fêmea ela é de coloração ferrugínea e também seu abdômen é castanho mais pálido do que no macho. Alimenta-se exclusivamente de insetos voadores, principalmente do grupo Hymenoptera, mas também inclui outros como libélulas e mariposas.
   Normalmente essa espécie é observada aos casais, cava galerias em barrancos de rios ou estradas onde o terreno seja propício e também em cupinzeiros onde o casal choca até 4 ovos por ninhada e alimenta os filhotes após saírem do ninho por algumas semanas. Mantem-se ativa o dia todo, ficando as vezes imóvel em um poleiro por muito a espera de uma presa, os quais normalmente ela captura em voo.
   Ocorre em todo o território brasileiro, mas é rara na região Sul do país, sendo encontrada nas bordas ou clareiras de florestas, em áreas de matas secas, margens de rios e brejos. A sua distribuição geográfica estende-se além do Brasil, incluindo outros países da América, como: Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago e Venezuela.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie principalmente nas Mesorregiões Leste Potiguar e Agreste Potiguar, mas sabe-se também da ocorrência dela na Mesorregião Oeste Potiguar.

Referências

BirdLife International. 2016. Galbula ruficauda. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22682200A92934430. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22682200A92934430.en. Downloaded on 21 May 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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domingo, 7 de maio de 2017

Fridericia dispar (Bureau ex K.Schum.) L.G.Lohmann

  Planta da família  Bignoniaceae, sendo seu nome científico Fridericia dispar (Bureau ex K.Schum.) L.G.Lohmann.
   Essa espécie é nativa e endêmica(só ocorre nesse país) do Brasil, ocorrendo apenas na região Nordeste do país nos biomas da Caatinga e Cerrado, também sendo encontrada em florestas secas (LOHMANN, 2016). Geralmente floresce em junho, setembro e outubro, neste mesmo mês inicia a frutificação.

Referências
Fridericia in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB113366>. Acesso em: 07 Mai. 2017

Swami Leitão Costa; Isabella Johanes Nascimento Brito&José Iranildo Miranda de Melo. FRIDERICIA MART. (BIGNONIACEAE) NO SEMIÁRIDO DA PARAÍBA. Disponível em http://www.editorarealize.com.br/revistas/conidis/trabalhos/TRABALHO_EV064_MD4_SA2_ID584_06102016211900.pdf Acesso em 07 de maio de 2017. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 30 de abril de 2017

Sebinho-de-olho-de-ouro Hemitriccus margaritaceiventer (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837)

   Ave conhecida popularmente como Sebinho-de-olho-de-ouro ou Maria-olho-de-ouro, entretanto seu nome científico é único, Hemitriccus margaritaceiventer (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837).
  Indivíduo adulto atinge cerca de 10cm de comprimento e aproximadamente 7 gramas de peso. De maneira geral a coloração da plumagem dorsal é verde-acinzentada e a parte inferior é branca rajada com tons cinza, enquanto na cabeça varia para marrom acinzentado, há evidente anel periocular verde-amarelado e as asas são marrom esbranquiçadas com bordas amarelas, sendo as remiges barradas. A coloração do olho varia de amarelo a laranja, mas nos jovens são escuros. 
   Sua alimentação consiste principalmente de insetos, mas incluí também outros pequenos animais em sua dieta. Geralmente é observado sozinho ou aos pares na vegetação arbustiva da mata ciliar e bordas de matas das Caatingas e Cerrados. Espécie nativa que ocorre na maior parte da América do Sul, estando presente em quase todo o Brasil, especialmente em ambientes dos biomas Caatinga, Cerrado e Pantanal.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar,Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar ou seja em todo território norte-rio-grandense.

Referências

BirdLife International. 2016. Hemitriccus margaritaceiventer. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22698933A93708968. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22698933A93708968.en. Downloaded on 30 April 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

Sigrist,Tomas. Guia de Campo Avis Brasilis: Avifauna Brasileira. São Paulo: Avis Brasilis,2014.
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domingo, 23 de abril de 2017

Trapiá Crateva tapia L.

   Planta conhecida popularmente como Trapiá, Tapiá, Cabaceira, Catauré, Capança ou Fruto de macaco, entretanto seu nome científico é único, Crateva tapia L.
   Espécie de porte arbustivo a arbóreo podendo atingir de 4 a 12 metros de altura, de copa fechada e arredondada que mantém as folhas(trifoliadas) maior parte do ano, sendo por isso muito indicada para arborização urbana, pois fornece uma sombra maravilhosa, além de ser nativa e útil na recomposição de ambiente degradado.
   A sua madeira clara é usada em obras internas na construção, forros, caixotaria,cabos, coronhas, tamancos e confecção de canoas (LORENZI, 2002). A casca dela tem cheiro semelhante ao de alho, sendo usada como febrífugo, antidisentérico, estomáquico e tônico segundo a medicina popular  (CRUZ, 1982). Além disso, ainda de acordo a medicina do povo, o chá da entrecasca e folhas é usado contra asma, a seiva como analgésico dental, as folhas para combater inflamação e irritação na garganta e seu suco contra hemorróidas(CASTRO,2010).
   O fruto pendente é arredondado e liso, de polpa branca envolvendo as sementes, variando da cor verde para amarelo quando está maduro. Serve de alimento para a fauna nativa e geralmente é usado pela espécie humana para fazer suco e bebida vinosa, além de ser indicado segundo a medicina popular para combater infecções do trato respiratório e usado como isca por pescadores (CRUZ, 1982). Resultados de pesquisas com extratos de suas folhas mostraram grande atividade antioxidante, sugerindo que ela poderá ser usada como provável fonte de compostos antioxidantes pela indústria.
    Suas flores de pétalas brancas e grandes estames avermelhados, formam uma inflorescência composta que atraem muitos animais, como abelhas, borboletas, mariposas e morcegos que vem se alimentar de néctar, produzido em boa quantidade. Algumas espécies de abelhas nativas como as dos gêneros Plebeia (jati ou mosquito) e Trigona(arapuá) procuram essas flores para coletar não apenas o néctar, mas também o pólen, sendo essa planta importante para conservação dessas abelhas nativas.
  Trapiá(Crateva tapia) ocorre nos biomas da Mata Atlântica,Caatinga, Cerrado e Amazônia, sendo encontrada nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: Norte (PA, AM, AC),Nordeste (RN, PE, PB, MA, CE, BA, AL, SE), Centro-Oeste (MT, MS) e Sudeste (ES, SP, RJ).


Referências

Camila Maia-Silva...[et al.]. Guia de plantas: visitadas por abelhas na Caatinga. 1. ed. Fortaleza, CE : Editora Fundação Brasil Cidadão, 2012.

CASTRO, Antonio Sérgio e Arnóbio Cavalcante. Flores da caatinga. Campina Grande: Instituto Nacional do Semiárido, 2010.

CRUZ, G.L. Dicionário de plantas úteis do Brasil. 2.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982. 600p.

LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 2002. 368p.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

Raissa de Sá Azevedo, Karwhory Wallas Lins da Silva , Kelly Barbisa da Silva, Aldenir Feitosa dos Santos & João Gomes da Costa. Resumo: POTENCIAL ANTIOXIDANTE DE Crataeva tapia L. Disponível em: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1033026/1/joaogomes.pdf Acesso em 23 de abril de 2017.

Renato Braga. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. 
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