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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Marreca-toicinho Anas bahamensis Linnaeus, 1758

    Ave conhecida popularmente como Marreca-toicinho, Paturi-do-mato ou Queixo-branco, entretanto seu nome científico é único, Anas bahamensis Linnaeus, 1758.
   Um indivíduo adulto dessa espécie apresenta comprimento total estimado em 40cm e peso médio de 400 gramas. O macho é maior que a fêmea, ele tem a mancha vermelha da base do bico(azulada) mais extensa e mais vívida, mas ambos tem os lados(inferiores) da cabeça  e garganta de cor branca e dorso marrom com manchinhas pretas. Alimenta-se principalmente de larvas de cracas(Balanus sp.), folhas e sementes, mas inclui também em sua dieta, vermes e larvas de insetos.
   Vive associada a áreas úmidas como lagos ou lagoas, rios, brejos e manguezais. Espécie de ampla distribuição geográfica,  ocorrendo no Caribe e grande parte América do Sul, sendo que no Brasil ela ocorre principalmente nas regiões  Nordeste, Sudeste e Sul. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie principalmente nas mesorregiões Leste Potiguar, Agreste Potiguar e Central Potiguar.


Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.
LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.
LIMA, L. M. Aves da Mata Atlântica: riqueza, composição, status, endemismos e conservação. 2013. 513f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2013.
SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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domingo, 13 de maio de 2018

Cabeça-de-frade Melocactus ernestii Vaupel

    Planta que pertence a família Cactaceae(dos cactos), sendo conhecida popularmente como Cabeça-de-frade, enquanto que seu nome científico é Melocactus ernestii Vaupel.
   Essa espécie apresenta caule globoso ou subgloboso, cada aréola composta por 14 a 20 espinhos, onde o central é maior e flores róseas na parte central(cefálio) e fruto do tipo baga. Floresce quase o ano inteiro, sendo suas flores muito visitadas por borboletas e beija-flores.
  A Cabeça-de-frade(Melocactus ernestii) é nativa e endêmica do Brasil, ocorrendo na Caatinga e Brejos de Altitude principalmente sobre afloramentos rochosos com altitude de até 1.100m. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie até o momento apenas em Monte das Gameleiras e Serra de São Bento.

Referências
Emerson Antonio Rocha e Maria de Fátima Agra. FLORA DO PICO DO JABRE, PARAÕBA, BRASIL: CACTACEAE JUSS. Acta bot. bras. 16(1): 15-21, 2002.
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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domingo, 6 de maio de 2018

João-chique-chique Synallaxis hellmayri Reiser, 1905

   Ave conhecida popularmente como João-chique-chique, Tatac, Maria-macambira ou Sis-tré, entretanto seu nome científico é único, Synallaxis hellmayri Reiser, 1905. O individuo adulto dessa espécie atinge cerca de 19cm de comprimento, apresenta plumagem de cor predominantemente acinzentada, coberteiras da asa castanha, garganta com mancha negra e uma cauda longa.
    "O período reprodutivo inicia-se no mês de fevereiro e os ovos eclodem em meados de março e maio. Durante a corte, o macho oferece alimento à fêmea, e em seguida eles se acasalam.Os ovos são de cor esverdeada, suave e lustrosa. A postura consta de dois a três ovos que medem, em média, 23 mm x 17 mm e pesam 3.4g, sendo que a casca do ovo pesa 0,2538g o que equivale a 7,5 % do peso do ovo. Tanto o macho quanto a fêmea se alternava na incubação dos ovos e no aquecimento dos filhotes nos primeiros dias de vida. O ninho mede em média 700 mm, incluindo o tubo de entrada que mede 110 mm e a boca que mede 60 mm. O ninho é forrado interiormente com lã de cacto “chique-chique” onde os ovos são postos. Encontramos também ninhos que não eram forrados e os ovos eram postos diretamente sobre os gravetos(Lima et al,2008,p.34)."
   Alimenta-se de pequenos artrópodes como por exemplo, aranhas. Vive associada a vegetação herbácea e arbustiva fechada da Caatinga, não sendo fácil a sua observação. Ocorre apenas no Brasil, especificamente na região Nordeste do país e em Minas Gerais, sendo considerada uma espécie endêmica da Caatinga.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Central Potiguar, quase sempre em meio a vegetação arbustiva bem emaranhada.

Referências
Lima ,Pedro Cerqueira;Neto, Thyers Novaes de C. L. & Silva,Luiz Eduardo S. Primeiro registro documentado (Gyalophylax hellmayri Reiser, 1905) na pátria da da reprodução do João-chique-chique Anodorhynchus leari. Atualidades Ornitológicas Nº 144 - Julho/Agosto 2008.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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domingo, 29 de abril de 2018

Pacotê Cochlospermum vitifolium (Willd.) Spreng

   Planta conhecida popularmente como Pacotê, algodão-do-mato, árvore-algodão, árvore-de-botão-de-ouro,Botão-de-ouro e Ranúnculo, entretanto seu nome científico é único, Cochlospermum vitifolium (Willd.) Spreng.
   Espécie nativa de porte arbustivo ou arbóreo que apresenta folhas com limbo contendo 5 lobos, elípticos ou obovados, margem inteira a serreada, estípulas e inflorescências em panículas. Sua flores amarelas são muito chamativas, atraindo polinizadores que se fartam com a grande quantidade de pólen, sendo as mesmas procuradas especialmente por abelhas nativas dos gêneros Xylocopa e Centris. A beleza de suas flores qualifica ela como ornamental e como espécie pioneira de crescimento rápido é indicada para projetos de reflorestamentos. Floresce geralmente de julho a janeiro e frutifica de novembro a março.
   Sua distribuição estende-se pelas América Central e do América do Sul, ocorrendo no Brasil nas seguintes regiões e respectivos estados: Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima) e Sudeste (Minas Gerais). Sendo assim, tem ocorrência confirmada nos biomas da Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia. 

Referências
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

Camila Maia-Silva...[et al.]. Guia de plantas : visitadas por abelhas na Caatinga. 1. ed. Fortaleza, CE : Editora Fundação Brasil Cidadão, 2012.

Rayane de Tasso Moreira Ribeiro e Maria Iracema Bezerra Loiola. Flora do Ceará, Brasil: Bixaceae.
Rodriguésia vol.68 no.4 Rio de Janeiro July/Sept. 2017. Disponível em
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-78602017000601313
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domingo, 22 de abril de 2018

Choca-do-Nordeste Sakesphorus cristatus (Wied, 1831).

   
    Ave conhecida popularmente como Choca-do-Nordeste, porém seu nome científico é Sakesphorus cristatus (Wied, 1831).
   Um individuo adulto pode atingir 15cm de comprimento total e peso de aproximadamente 18g. Essa espécie apresenta dimorfismo sexual no qual o macho apresenta a plumagem dorsal parda,garganta,pescoço(anterior) e topete negros,este que na fêmea é ferrugínea, em ambos a parte ventral apresenta coloração esbranquiçada predominante.
   "O ninho dessa espécie tem a forma de um cesto fixado em uma forquilha, na vegetação arbustiva, tendo a entrada um diâmetro  de 60 mm x 50 mm, altura 50 mm e profundidade de 45 mm, forrado com líquen por fora.  A postura consta de dois ovos pesando em média 3,3 g, que são incubados pelos pais(Lima et al,2010)".
  A Choca-do-Nordeste(Sakesphorus cristatus) ocorre exclusivamente no Brasil, especificamente na região Nordeste e Minas Gerais, sendo considerada espécie endêmica da Caatinga. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Central Potiguar,sempre em meio a vegetação típica do bioma Caatinga.

Referências
Lima,Pedro Cerqueira; Rolf Grantsau; Rita de Cássia F. da Rocha Lima; Thyers N. de Cerqueira Lima Neto & Luiz E. Souza Silva. Ninhos de espécies ameaçadas, endêmicas e outras de comportamento reprodutivo pouco conhecido, na pátria da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) (Psittaciformes: Psittacidae), destacando-se novos dados sobre o comportamento reprodutivo do besourinho-de-cauda-larga (Phaethornis gounellei) (Apodiformes: Trochilidae) a descrição do ninho da choca-do-nordeste (Sakesphorus cristatus) (Passeriformes: Thamnophilidae) e do jacucaca (Penelope jacucaca) (Galliformes: Cracidae). Atualidades Ornitológicas On-line Nº 153 - Janeiro/Fevereiro 2010 - www.ao.com.br

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves da pátria da Leari. 1.ed. - Salvador: AO, 2004

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 15 de abril de 2018

Pau-ferro Chamaecrista ensiformis (Vell.) H.S.Irwin & Barneby

  Planta conhecida popularmente como Pau-ferro ou Jaúna, entretanto seu nome científico é Chamaecrista ensiformis (Vell.) H.S.Irwin & Barneby. Pertence a família Fabaceae.  Espécie de porte arbustivo a arbóreo, podendo atingir até 6m de altura; suas folhas são compostas, paripenada e alternas; as flores dela são amarelas(corola) e seus frutos são do tipo legume que ao amadurecerem ficam amarronzados.
   O Pau-ferro(Chamaecrista ensiformis) é uma espécie nativa encontrada no Brasil principalmente nas restingas, mas também ocorre em outras formações vegetais como Cerrado, Floresta de Terra firme e Mata Ciliar. Sendo assim, ha registros dela nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado,Caatinga e Amazônia, com ocorrência confirmada nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: 
Norte (Amazonas, Pará, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso) e Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo).
   "O nome popular pau-ferro acredita-se que tenha origem pelo fato de que a sua madeira é muito dura, resistente como "ferro" ao corte, sendo assim procurada por madeireiros do interior do estado para confecção de estacas,sendo usada em cercas. É importante lembrar que o corte de árvores como esta é crime ambiental se não for feita com autorização do IBAMA".

Referência
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

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domingo, 8 de abril de 2018

Biguá Nannopterum brasilianus (Gmelin, 1789)


    Ave conhecida popularmente como Biguá,Biguá-una,Pata-d'água, Mergulhão, Imbiuá, , Cormorão E Miuá,entretanto seu nome científico é único, Nannopterum brasilianus (Gmelin, 1789). Um indivíduo adulto desse espécie atinge 73cm de comprimento e peso médio de 1,3Kg, sendo sua coloração geral preta, exceto a presença de saco gular que é amarelo. Enquanto que indivíduos imaturos apresentam plumagem de cor parda.
  Alimenta-se de animais aquáticos principalmente peixes e crustáceos, os quais capturam mergulhando na água, mas também incluem em sua dieta anfíbios anuros como sapos e rãs. Tanto o macho como a fêmea se revesam na construção do ninho sobre árvores em matas ciliares ou matas alagadas, podendo também o casal monogâmico ser visto em colônias mistas com garças. Após a construção do ninho a fêmea põe cerca de 4 ovos que são incubados por aproximadamente 24 dias.   Após o nascimento dos filhotes, os pais os alimentam durante onze semanas.
    Vive associada a grandes rios,estuários, rios, manguezais, açudes e na orla marítima podendo até visitar ilhas perto da costa e pescar na região de arrebentação de praias. A ave Biguá(Nannopterum brasilianus) vive em bandos, as vezes podendo ser vista aos milhares de indivíduos.
   Ocorre do México à  toda a América do Sul,inclusive em todo território brasileiro. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie principalmente nas mesorregiões Central Potiguar e Agreste Potiguar.


Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.
GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.
LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo: Editora Avis Brasilis, 2009.
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sexta-feira, 23 de março de 2018

Velame(Croton heliotropiifolius),planta medicinal e das abelhas

   Planta conhecida popularmente como Velame, Velame-de-cheiro, Velaminho ou Velame-preto, entretanto seu nome científico é Croton heliotropiifolius Kunth. Essa espécie faz parte da família Euphorbiaceae, da qual também fazem parte por exemplo, a Maniçoba(Manihot carthaginensisglaziovii) e a Favela(Cnidoscolus quercifolius  Pohl.).
   A Velame(Croton heliotropiifolius) apresenta porte arbustivo com até 2,5m de altura,ramos verde-acinzentados,folhas pilosas de cor verde,alternas a subopostas no ápice dos ramos e inflorescência terminal com flores brancas, fruto verde(imaturo) ou preto(maduro) do tipo cápsula contendo 3 sementes. O período de floração estende-se principalmente de maio a novembro,enquanto que os frutos geralmente desenvolvem-se de maio a junho(Silva, Sales & Carneiro-Torres,2009; BRAGA,1976).
   Suas flores são muito visitadas por abelhas, sendo considerada uma espécie melífera, onde o mel produzido pelas abelhas a partir da floração da Velame é de cor clara.  Ela também é uma grande produtora de óleos essenciais de onde derivam o aroma agradável das folhas dessa planta,onde predomina o constituinte químico eucaliptol que junto com outras dezenas de constituintes químicos presentes nessa espécie poderão torna-se em fonte de substâncias bioativas(Angélico et al.,2012).
    De acordo com a literatura na medicina popular a velame é usada pra combater a gripe, tosse, vômitos, diarréia, dor de estômago, para aliviar a febre, úlceras, sífilis e afecções da pele. E quando o homem não tem esponja de aço, o adaptável sertanejo usa ela para arear panelas(CASTRO,2010; RANDAU et al., 2001).
   A Velame(Croton heliotropiifolius) distribui-se no continente americano desde o Panamá até o Brasil, neste ocorre nos biomas da Caatinga,Cerrado,Mata Atlântica e Amazônia nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás) e Sudeste (Minas Gerais). Ela desenvolve-se em formações vegetais de Caatinga, Floresta Ombrófila, Floresta de Terra Firme, Cerrado e até em terrenos baldios.
   Durante as minhas excursões pelo  território potiguar, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do Rio Grande do Norte, sendo os últimos registros pessoais nos municípios de Parelhas, Monte das Gameleiras e Monte Alegre.

Referências
Angélico, E. Couras , José Galberto M. da Costa , Fabíola F. R. Galvão , Francianne O. Santos , Onaldo G. Rodrigues. COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO ÓLEO ESSENCIAL DAS FOLHAS DE Croton Heliotropiifolius KANT (SINÔNIMO C. Rhamnifolius): RESULTADOS PRELIMINARES. ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012.

BRAGA,Renato. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996.

CASTRO, Antonio Sérgio e Arnóbio Cavalcante. Flores da caatinga. Campina Grande: Instituto Nacional do Semiárido, 2010.

Govaerts, R.; Frodin, D. G. & Radcliffe-Smith, A. 2000. Croton. Pp. 417- 536. In: World Checklist and bibliography of Euphorbiaceae (and Pandaceae). Kew, Royal Botanic Gradens Kew.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

RANDAU, K. P. Estudo farmacognóstico (farmacobotânico e farmacoquímico) e atividade biológica do Croton rhamnifolius H.B.K. e Croton rhamnifolioides Pax e Haffm. (Euphorbiaceae). 2001. 143p. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas). Universidade Federal de Pernambuco. Recife- PE.

SILVA, J. S.; SALES, F.; CARNEIRO-TORRES, D. S. O gênero croton (euphorbiaceae) na Microrregião do Vale do Ipanema, Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, v. 4:: 879-901. 2009.
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quarta-feira, 14 de março de 2018

Cobra-preta Boiruna sertaneja Zaher, 1996, a devoradora de serpentes peçonhentas

Fonte: Autor Igor Joventino Roberto,
http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus=Boiruna&species=sertaneja

  Serpente conhecida popularmente como Cobra-preta, Muçurana,Cobra-de-leite,Limpa-pasto,Limpa-campo e Papa-rato,entretanto seu nome científico é único, Boiruna sertaneja Zaher, 1996.
   A Cobra-preta(Boiruna sertaneja) pode atingir 2m30cm de comprimento, sua dentição é opistóglifa(dentes inoculadores de veneno na região posterior dos maxilares superiores) sendo assim considerada "semi-peçonhenta" e enquadrada a partir de 1999 como serpente de interesse médico pelo Ministério da Saúde. Isso ocorreu devido ao registro de um acidente com envenenamento de uma criança, causada por mordida de uma Boiruna maculata, espécie do mesmo gênero da que estamos apresentando((Santos-Costa et al., 2000). O indivíduo adulto da Boiruna sertaneja apresenta coloração geral preta no dorso e ventre,sendo que neste a cor negra é mais suave próximo ao pescoço. 
   Espécie terrestre, ativa principalmente a noite, generalista de habitat com ampla distribuição no bioma da Caatinga podendo ser encontrada do estado da Bahia ao Ceará e Minas Gerais. Alimenta-se de lagartos,aves, pequenos mamíferos como por exemplo ratos e também serpentes, incluindo as peçonhentas. Sendo assim, essa espécie colabora no controle de várias populações animais, incluindo animais com grande taxa de reprodução como roedores e também serpentes peçonhentas como jararacas e cascavéis. Ela é ovípara, em cada postura são postos de 7 a 22 ovos que são incubados durante cerca de 120 dias.
    Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie apenas na mesorregião Central do estado, especificamente na "região do Seridó", em Cerro Corá e também em Sítio Novo. Mas ela ocorre em toda região do domínio da Caatinga em nosso estado.

Referências
COSTA, Thaís Barreto Guedes da.Estrutura da comunidade de Serpentes de uma área de Caatinga do
Nordeste brasileiro. Natal, RN, 2006.

FREITAS, Marco Antonio de . Serpentes Brasileiras. Malha de sapo Publicações e Consultoria Ambiental / Proquigel/CIA/BA, 2003. v. 1. 160p .

Guedes, Thaís Barreto . Serpentes da Caatinga: diversidade, história natural, biogeografia e conservação. - São José do Rio Preto : [s.n.],2012.

Lira-da-Silva, R.M.; Mise, Y.F.; Casais-e-Silva, L.L.; Ulloa, J.; Hamdan, B. & Brazil, T.K. 2009. Serpentes de Importância Médica do Nordeste do Brasil. Gazeta Médica da Bahia, 79:7-20.

Santos-Costa, M.C.; Outeiral, A.B.; D’Agostini, F.M. & Cappellari, L.H. 2000. Envenomation by the Neotropical Colubrid Boiruna maculata (Boulenger, 1896): a case report. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo, 42 (5): 283-286.
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segunda-feira, 5 de março de 2018

Maniçoba Manihot cf. carthaginensis subsp. glaziovii (Müll.Arg.) Allem

   Planta conhecida popularmente como Maniçoba ou Maniçoba-do-ceará, entretanto seu nome científico é Manihot carthaginensis subsp. glaziovii (Müll.Arg.) Allem. Ela pertence a família 
Euphorbiaceae, da qual também fazem parte por exemplo o Pinhão-bravo(Jatropha mollissima) e a Urtiga(Cnidoscolusurens).
  Ela apresenta porte arbóreo, podendo atingir 20m de altura; suas folhas palmadas são verde-claras e glabras; Os frutos são cápsulas globosas contendo sementes duras amarelas pintadas de castanho. Do seu tronco é extraído um látex conhecido no comércio como borracha do Ceará; Sua madeira é leve e porosa,usada tradicionalmente na produção de caixotes e tamancos(BRAGA,1976). 
  A Maniçoba(Manihot carthaginensis glaziovii) é cianogênica(tem como princípio ativo o ácido cianídrico (HCN),uma das substâncias mais tóxicas que existem segundo Tokarnia et al. 2000), sendo assim considerada uma planta tóxica e de acordo com BARG,2004 as partes tóxicas dela são as folhas e brotos, podendo a ingestão destas partes da planta causar a falta de oxigênio no cérebro e conseqüentemente levar a morte do organismo que a comeu.
   É uma espécie nativa e endêmica da região Nordeste do Brasil, ocorrendo nas Caatingas e áreas de Cerrado.

Referências
BARG,Débora Gikovate. Plantas Tóxicas. Trabalho apresentado para créditos em Metodologia Científica no Curso de Fitoterapia no IBEHE / FACIS. São Paulo, 2004.
BRAGA,Renato. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1976.
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
Tokarnia C.H., Döbereiner J. & Peixoto P. V. 2000. Plantas Tóxicas do Brasil. Editora Helianthus, Rio de Janeiro. 310p. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...