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domingo, 15 de abril de 2018

Pau-ferro Chamaecrista ensiformis (Vell.) H.S.Irwin & Barneby

  Planta conhecida popularmente como Pau-ferro ou Jaúna, entretanto seu nome científico é Chamaecrista ensiformis (Vell.) H.S.Irwin & Barneby. Pertence a família Fabaceae.  Espécie de porte arbustivo a arbóreo, podendo atingir até 6m de altura; suas folhas são compostas, paripenada e alternas; as flores dela são amarelas(corola) e seus frutos são do tipo legume que ao amadurecerem ficam amarronzados.
   O Pau-ferro(Chamaecrista ensiformis) é uma espécie nativa encontrada no Brasil principalmente nas restingas, mas também ocorre em outras formações vegetais como Cerrado, Floresta de Terra firme e Mata Ciliar. Sendo assim, ha registros dela nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado,Caatinga e Amazônia, com ocorrência confirmada nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: 
Norte (Amazonas, Pará, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso) e Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo).
   "O nome popular pau-ferro acredita-se que tenha origem pelo fato de que a sua madeira é muito dura, resistente como "ferro" ao corte, sendo assim procurada por madeireiros do interior do estado para confecção de estacas,sendo usada em cercas. É importante lembrar que o corte de árvores como esta é crime ambiental se não for feita com autorização do IBAMA".

Referência
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

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domingo, 8 de abril de 2018

Biguá Nannopterum brasilianus (Gmelin, 1789)


    Ave conhecida popularmente como Biguá,Biguá-una,Pata-d'água, Mergulhão, Imbiuá, , Cormorão E Miuá,entretanto seu nome científico é único, Nannopterum brasilianus (Gmelin, 1789). Um indivíduo adulto desse espécie atinge 73cm de comprimento e peso médio de 1,3Kg, sendo sua coloração geral preta, exceto a presença de saco gular que é amarelo. Enquanto que indivíduos imaturos apresentam plumagem de cor parda.
  Alimenta-se de animais aquáticos principalmente peixes e crustáceos, os quais capturam mergulhando na água, mas também incluem em sua dieta anfíbios anuros como sapos e rãs. Tanto o macho como a fêmea se revesam na construção do ninho sobre árvores em matas ciliares ou matas alagadas, podendo também o casal monogâmico ser visto em colônias mistas com garças. Após a construção do ninho a fêmea põe cerca de 4 ovos que são incubados por aproximadamente 24 dias.   Após o nascimento dos filhotes, os pais os alimentam durante onze semanas.
    Vive associada a grandes rios,estuários, rios, manguezais, açudes e na orla marítima podendo até visitar ilhas perto da costa e pescar na região de arrebentação de praias. A ave Biguá(Nannopterum brasilianus) vive em bandos, as vezes podendo ser vista aos milhares de indivíduos.
   Ocorre do México à  toda a América do Sul,inclusive em todo território brasileiro. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie principalmente nas mesorregiões Central Potiguar e Agreste Potiguar.


Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.
GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.
LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo: Editora Avis Brasilis, 2009.
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sexta-feira, 23 de março de 2018

Velame(Croton heliotropiifolius),planta medicinal e das abelhas

   Planta conhecida popularmente como Velame, Velame-de-cheiro, Velaminho ou Velame-preto, entretanto seu nome científico é Croton heliotropiifolius Kunth. Essa espécie faz parte da família Euphorbiaceae, da qual também fazem parte por exemplo, a Maniçoba(Manihot carthaginensisglaziovii) e a Favela(Cnidoscolus quercifolius  Pohl.).
   A Velame(Croton heliotropiifolius) apresenta porte arbustivo com até 2,5m de altura,ramos verde-acinzentados,folhas pilosas de cor verde,alternas a subopostas no ápice dos ramos e inflorescência terminal com flores brancas, fruto verde(imaturo) ou preto(maduro) do tipo cápsula contendo 3 sementes. O período de floração estende-se principalmente de maio a novembro,enquanto que os frutos geralmente desenvolvem-se de maio a junho(Silva, Sales & Carneiro-Torres,2009; BRAGA,1976).
   Suas flores são muito visitadas por abelhas, sendo considerada uma espécie melífera, onde o mel produzido pelas abelhas a partir da floração da Velame é de cor clara.  Ela também é uma grande produtora de óleos essenciais de onde derivam o aroma agradável das folhas dessa planta,onde predomina o constituinte químico eucaliptol que junto com outras dezenas de constituintes químicos presentes nessa espécie poderão torna-se em fonte de substâncias bioativas(Angélico et al.,2012).
    De acordo com a literatura na medicina popular a velame é usada pra combater a gripe, tosse, vômitos, diarréia, dor de estômago, para aliviar a febre, úlceras, sífilis e afecções da pele. E quando o homem não tem esponja de aço, o adaptável sertanejo usa ela para arear panelas(CASTRO,2010; RANDAU et al., 2001).
   A Velame(Croton heliotropiifolius) distribui-se no continente americano desde o Panamá até o Brasil, neste ocorre nos biomas da Caatinga,Cerrado,Mata Atlântica e Amazônia nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás) e Sudeste (Minas Gerais). Ela desenvolve-se em formações vegetais de Caatinga, Floresta Ombrófila, Floresta de Terra Firme, Cerrado e até em terrenos baldios.
   Durante as minhas excursões pelo  território potiguar, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do Rio Grande do Norte, sendo os últimos registros pessoais nos municípios de Parelhas, Monte das Gameleiras e Monte Alegre.

Referências
Angélico, E. Couras , José Galberto M. da Costa , Fabíola F. R. Galvão , Francianne O. Santos , Onaldo G. Rodrigues. COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO ÓLEO ESSENCIAL DAS FOLHAS DE Croton Heliotropiifolius KANT (SINÔNIMO C. Rhamnifolius): RESULTADOS PRELIMINARES. ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012.

BRAGA,Renato. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996.

CASTRO, Antonio Sérgio e Arnóbio Cavalcante. Flores da caatinga. Campina Grande: Instituto Nacional do Semiárido, 2010.

Govaerts, R.; Frodin, D. G. & Radcliffe-Smith, A. 2000. Croton. Pp. 417- 536. In: World Checklist and bibliography of Euphorbiaceae (and Pandaceae). Kew, Royal Botanic Gradens Kew.

Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.

RANDAU, K. P. Estudo farmacognóstico (farmacobotânico e farmacoquímico) e atividade biológica do Croton rhamnifolius H.B.K. e Croton rhamnifolioides Pax e Haffm. (Euphorbiaceae). 2001. 143p. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas). Universidade Federal de Pernambuco. Recife- PE.

SILVA, J. S.; SALES, F.; CARNEIRO-TORRES, D. S. O gênero croton (euphorbiaceae) na Microrregião do Vale do Ipanema, Pernambuco, Brasil. Rodriguésia, v. 4:: 879-901. 2009.
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quarta-feira, 14 de março de 2018

Cobra-preta Boiruna sertaneja Zaher, 1996, a devoradora de serpentes peçonhentas

Fonte: Autor Igor Joventino Roberto,
http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus=Boiruna&species=sertaneja

  Serpente conhecida popularmente como Cobra-preta, Muçurana,Cobra-de-leite,Limpa-pasto,Limpa-campo e Papa-rato,entretanto seu nome científico é único, Boiruna sertaneja Zaher, 1996.
   A Cobra-preta(Boiruna sertaneja) pode atingir 2m30cm de comprimento, sua dentição é opistóglifa(dentes inoculadores de veneno na região posterior dos maxilares superiores) sendo assim considerada "semi-peçonhenta" e enquadrada a partir de 1999 como serpente de interesse médico pelo Ministério da Saúde. Isso ocorreu devido ao registro de um acidente com envenenamento de uma criança, causada por mordida de uma Boiruna maculata, espécie do mesmo gênero da que estamos apresentando((Santos-Costa et al., 2000). O indivíduo adulto da Boiruna sertaneja apresenta coloração geral preta no dorso e ventre,sendo que neste a cor negra é mais suave próximo ao pescoço. 
   Espécie terrestre, ativa principalmente a noite, generalista de habitat com ampla distribuição no bioma da Caatinga podendo ser encontrada do estado da Bahia ao Ceará e Minas Gerais. Alimenta-se de lagartos,aves, pequenos mamíferos como por exemplo ratos e também serpentes, incluindo as peçonhentas. Sendo assim, essa espécie colabora no controle de várias populações animais, incluindo animais com grande taxa de reprodução como roedores e também serpentes peçonhentas como jararacas e cascavéis. Ela é ovípara, em cada postura são postos de 7 a 22 ovos que são incubados durante cerca de 120 dias.
    Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie apenas na mesorregião Central do estado, especificamente na "região do Seridó", em Cerro Corá e também em Sítio Novo. Mas ela ocorre em toda região do domínio da Caatinga em nosso estado.

Referências
COSTA, Thaís Barreto Guedes da.Estrutura da comunidade de Serpentes de uma área de Caatinga do
Nordeste brasileiro. Natal, RN, 2006.

FREITAS, Marco Antonio de . Serpentes Brasileiras. Malha de sapo Publicações e Consultoria Ambiental / Proquigel/CIA/BA, 2003. v. 1. 160p .

Guedes, Thaís Barreto . Serpentes da Caatinga: diversidade, história natural, biogeografia e conservação. - São José do Rio Preto : [s.n.],2012.

Lira-da-Silva, R.M.; Mise, Y.F.; Casais-e-Silva, L.L.; Ulloa, J.; Hamdan, B. & Brazil, T.K. 2009. Serpentes de Importância Médica do Nordeste do Brasil. Gazeta Médica da Bahia, 79:7-20.

Santos-Costa, M.C.; Outeiral, A.B.; D’Agostini, F.M. & Cappellari, L.H. 2000. Envenomation by the Neotropical Colubrid Boiruna maculata (Boulenger, 1896): a case report. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo, 42 (5): 283-286.
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segunda-feira, 5 de março de 2018

Maniçoba Manihot cf. carthaginensis subsp. glaziovii (Müll.Arg.) Allem

   Planta conhecida popularmente como Maniçoba ou Maniçoba-do-ceará, entretanto seu nome científico é Manihot carthaginensis subsp. glaziovii (Müll.Arg.) Allem. Ela pertence a família 
Euphorbiaceae, da qual também fazem parte por exemplo o Pinhão-bravo(Jatropha mollissima) e a Urtiga(Cnidoscolusurens).
  Ela apresenta porte arbóreo, podendo atingir 20m de altura; suas folhas palmadas são verde-claras e glabras; Os frutos são cápsulas globosas contendo sementes duras amarelas pintadas de castanho. Do seu tronco é extraído um látex conhecido no comércio como borracha do Ceará; Sua madeira é leve e porosa,usada tradicionalmente na produção de caixotes e tamancos(BRAGA,1976). 
  A Maniçoba(Manihot carthaginensis glaziovii) é cianogênica(tem como princípio ativo o ácido cianídrico (HCN),uma das substâncias mais tóxicas que existem segundo Tokarnia et al. 2000), sendo assim considerada uma planta tóxica e de acordo com BARG,2004 as partes tóxicas dela são as folhas e brotos, podendo a ingestão destas partes da planta causar a falta de oxigênio no cérebro e conseqüentemente levar a morte do organismo que a comeu.
   É uma espécie nativa e endêmica da região Nordeste do Brasil, ocorrendo nas Caatingas e áreas de Cerrado.

Referências
BARG,Débora Gikovate. Plantas Tóxicas. Trabalho apresentado para créditos em Metodologia Científica no Curso de Fitoterapia no IBEHE / FACIS. São Paulo, 2004.
BRAGA,Renato. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1976.
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
Tokarnia C.H., Döbereiner J. & Peixoto P. V. 2000. Plantas Tóxicas do Brasil. Editora Helianthus, Rio de Janeiro. 310p. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Lagartixa Gymnodactylus geckoides Spix, 1825

    Animal conhecido popularmente como Lagartixa ou Lagarto que faz parte da família Phyllodactylidae, sendo seu nome científico Gymnodactylus geckoides Spix, 1825. Tem ocorrência confirmada nos biomas da Caatinga, Cerrado e em áreas abertas da Mata Atlântica (nas restingas e tabuleiros). 
   Habita troncos de madeira em decomposição,sob rochas, no folhiço e na vegetação de porte herbáceo ou arbustivo, sendo ativa principalmente à noite(Freire, 1996; Queiroga,2016). Alimenta-se de insetos como cupins, formigas, orthopetera(grilos,etc) e besouros (A. F. SOUZA-OLIVEIRA et al, 2017).

Referências(Para saber mais)
Alan Filipe de Souza-Oliveira, Felipe de Medeiros Magalhães & Adrian Antonio Garda (2017): Reproduction, diet and sexual dimorphism of Gymnodactylus geckoides Spix, 1825 (Sauria: Squamata) from a Restinga area in northeastern Brazil, Journal of Natural History, DOI: https://doi.org/10.1080/00222933.2017.1366572 
FREIRE, E. M. X. 1996. Estudo ecológico e zoogeográfico sobre a fauna de lagartos (Sauria) das dunas de Natal, Rio Grande do Norte e da restinga de Ponta de Campina, Cabedelo, Paraíba, Brasil. Revista Brasileira de Zoologia 13(4): 903- 921. 
QUEIROGA, Emanuel Luan Barros de. Diversidade, composição e aspectos ecológicos de taxocenose de lagartos (Squamata) em área impactada de parque urbano, Natal, Rio Grande do Norte. 2016. 70f. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) - Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Irerê Dendrocygna viduata (Linnaeus, 1766)

Indivíduos observados as margens de pântano em Nísia Floresta,RN,Brasil.
  Ave conhecida popularmente como Irerê,Marreca-viúva, Viuvinha,Paturi",Marreca-Piadeira" ou Marrecão, entretanto seu nome científico é único, Dendrocygna viduata(Linnaeus, 1766).
   Um indivíduo adulto dessa espécie atinge 44cm de comprimento total e peso aproximado de 750 gramas. Apresenta como características distinguíveis uma máscara branca na face,pescoço negro, flancos listrados e asas negras, bico e pés plúmbeos(SICK,1997). Alimenta-se principalmente de plantas aquáticas mas também inclui pequenos animais aquáticos em seu cardápio. Geralmente seu período reprodutivo estende-se de abril a julho, sendo o ninho construído no chão, onde a fêmea põe de 8 a 14 ovos e o macho pode revezar com a fêmea na incubação e posteriormente no cuidado dos filhotes.
   Habita as margens dos corpos de água(pantanos, lagos, rios, etc) onde formam bandos de números variáveis, desde um casal até dezenas de exemplares. Geralmente alça voo mais no final da tarde(crepúsculo), sendo vista e ouvida as vezes até sobrevoando cidades a noite. É uma espécie relativamente arisca, devido principalmente ao fato de ser muito caçada em algumas comunidades do país, lembrando que a caça a animais silvestres no Brasil é crime ambiental.
   Apresenta ampla distribuição geográfica na América do Sul, incluindo todo território brasileiro e também na África. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do estado: Leste Potiguar, Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.
GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.
LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.
SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Sombreiro Clitoria fairchildiana R.A.Howard

   Planta conhecida popularmente como Sombreiro, Palheiro, Palheteira e Faveira, entretanto seu nome científico é único, Clitoria fairchildiana R.A.Howard. Ela pertence a família Fabaceae.
   Planta de porte arbóreo podendo atingir até 15m de altura e formar grande copa. Apresenta folhas compostas trifolioladas,suas flores violáceas formam inflorescências pêndulas e o fruto é um legume deiscente. Suas flores são muito visitadas por abelhas nativas, principalmente Xylocopa frontalis, Bombus morio, Epicharis flava, Centris sp. e Eulaema nigrita que demonstram atuarem como polinizadores. Por ela apresentar folhas grandes e formar uma copa frondosa, proporciona excelente sombra, sendo muito indicada para arborização em cidades e também na recuperação de áreas degradadas, pois apresenta ótima capacidade de nodular e fixar nitrogênio além de crescer relativamente rápido. A madeira pode ser usada na construção civil como divisórias internas, forros, para confecção de brinquedos e caixotaria. Segundo estudos apresenta atividades antinociceptivas, anti-inflamátorias e antioxidantes (LEITE et al., 2012; ANNEGOWDA et al., 2013). 
   Planta nativa que no Brasil tem registro confirmado nos biomas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, ocorrendo nas seguintes regiões e estados brasileiros respectivamente: Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina) do país.


Referências
ANNEGOWDA, H. V. et al. The free radical scavenging and antioxidant activities of pod and seed extract of Clitoria fairchildiana (Howard) - an underutilized legume. Journal of Food Science and Technolog y. v. 50, I. 3, p. 535-541, 2013. Disponível em: http://link.springer.com/article/10.1007/s13197-011-0370-8 Acesso em 27 de jan. 2018.
Breno Marques da Silva e Silva, Ivanize Maria Barros dos Santos, Paulo Adller Alves de Araújo, Rubiene Neto Soares e Camila de Oliveira e Silva. EMERGÊNCIA DE PLÂNTULAS DE FAVEIRA (Clitoria fairchildiana R.A. Howard) EM DIFERENTES SUBSTRATOS. Revista em Agronegócio e Meio Ambiente, Maringá (PR) DOI: http://dx.doi.org/10.17765/2176-9168.2017v10n2p555-566
Leila Bonfanti e Kayna Agostini. POLINIZAÇÃO DE Clitoria fairchildiana Howard (Leguminosae, Papilionoideae) EM ÁREA URBANA. Disponível em: http://www.sbpcnet.org.br/livro/palhoca/resumos/1187.pdf Acesso em 27 de jan. 2018
Lais Gonçalves da Costa,Aderbal Gomes da Silva,Daniele Rodrigues Gomes. Morfologia de frutos, sementes e plântulas, e anatomia das sementes de sombreiro (Clitoria fairchildiana. Rev. Cienc. Agrar., v. 57, n. 4, p. 414-421, out./dez. 2014.
LEITE, J. F. M. et al. Antinociceptive and anti-inflammatory effects of a lectin-Like substance from Clitoria fairchildiana R. Howard seeds. Molecules. v. 17, n. 3, p. 3277-3290, 2012. Acesso em 27 de jan. 2018
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Caburé Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788)

    Ave conhecida popularmente como Caburé, Caburé-do-sol, Caburé-ferrugem, Caburezinho e Cauré,entretanto seu nome científico é único, Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788). Pertence a família Strigidae, da qual também fazem parte a coruja-buraqueira(Athene cunicularia).
    É uma coruja muito pequena, um individuo adulto da espécie G. brasilianum alcança cerca de 16,5cm de comprimento,31cm de envergadura e peso estimado de aproximadamente 63 gramas. Ela apresenta a plumagem em duas colorações,tem uma que é cinza, na qual o peito claro apresenta bordas cinzas e a cauda com listras brancas e a outra é predominantemente marrom-avermelhado com a cauda da mesma cor e as faixas brancas são menos perceptíveis. Ambas apresentam sobrancelha branca notável e também duas manchas pretas na nuca semelhante a olhos, confundindo predadores e, enganando também suas presas que, as vezes ao livra-se dos "falsos olhos" caem exatamente no bico do predador, na parte frontal onde estão os verdadeiros olhos.
  Alimenta-se de outras aves, lagartos, anfíbios, serpentes e até insetos. Ela reutiliza ninhos abandonados de outras aves ou ocos de árvores, onde põe de 3 a 5 ovos que são incubados por até 30 dias. Ao contrário das nossas outras corujas ela é ativa tanto durante o dia quanto a noite, podendo ser ouvida o ano inteiro, principalmente na época reprodutiva. Habita no interior e bordas de florestas, campos, cerrados e várzeas, podendo ser observada em área urbana com muitas árvores.
   Apresenta ampla distribuição geográfica, ocorrendo desde os Estados Unidos até a Argentina e norte do Chile e também em todo o território brasileiro.  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas nas Mesorregiões Central Potiguar(principalmente na região do Seridó) e Oeste Potiguar. 

Referências
Antas, P. T. Z. (2005) Aves do Pantanal. RPPN: Sesc.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Feijão-bravo Capparis flexuosa L.

Feijão-bravo(Capparis flexuosa) em área antropizada no município de Equador,Região do Seridó,RN, Brasil.
   Planta conhecida popularmente como feijão-bravo, feijão-brabo ou feijão-de-boi, entretanto seu nome científico é único, Capparis flexuosa L., pertence à família Capparaceae.
  Feijão-bravo(Capparis flexuosa) apresenta porte arbustivo a árboreo, podendo atingir 6m de altura. Ela possui folhas perenes, mantendo-se verde o ano inteiro, sendo uma opção de forragem para os animais(bovinos,caprinos,equinos e ovinos) na época da seca. Suas flores produzem grande quantidade de néctar que atrai abelhas nativas e outros insetos além de morcegos. Além disso, é usada na medicina popular no combate a doenças venéreas, vermes, dor de dente e tem ação anestésica segundo o conhecimento popular.
   Feijão-bravo(C. flexuosa) é endêmica e nativa do Brasil, ocorrendo nos biomas da Caatinga, Mata Atlântica e Amazônia, desenvolvendo-se bem em áreas semi-áridas de solo franco-argiloso.

Referências
ARAÚJO, M.M. Estudos etnobotânico das plantas utilizadas como medicinais no assentamento Santo Antônio, Cajazeiras. 2009. 130f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais e Ambientais) - Universidade Federal de Campina Grande, 2009.

Banco de Dados de Plantas do Nordeste. Capparis flexuosa L. Disponível em: http://www.cnip.org.br/bdpn/ficha.php?cookieBD=cnip7&taxon=1597 Acesso em 20 de janeiro de 2018. 

Camila Maia-Silva...[et al.]. Guia de plantas: visitadas por abelhas na Caatinga. 1. ed. Fortaleza, CE : Editora Fundação Brasil Cidadão, 2012.

Jorge Xavier de A. Neto, Albericio P. de Andrade, Alecksandra V. de Lacerda , Leonardo P. Félix, Riselane de L. A. Bruno. COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA, ESTRUTURA E ANÁLISE POPULACIONAL DO FEIJÃO-BRAVO (Capparis flexuosa L.) NO SEMIÁRIDO PARAIBANO, BRASIL. Revista Caatinga, Mossoró, v.22, n.4, p.187-194, out.-dez. 2009.
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