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domingo, 17 de setembro de 2017

Jacu Penelope superciliaris Temminck, 1815

 Ave conhecida popularmente como Jacupemba, Jacucaca,Jacupeba,Jacu,Jacu-velho,Pava-chica ou Yacupoí, entretanto seu nome científico é único, Penelope superciliaris Temminck, 1815.
  Um indivíduo adulto atinge aproximadamente 55cm de comprimento e peso de 850 gramas. Tanto o macho quanto a fêmea apresenta a sobrancelha acinzentada ou esbranquiçada, íris vermelha, asas com bordas ferrugíneas,porém o macho apresenta barbela vermelha mais saliente. 
   Habita no estrato médio da vegetação das Caatingas, matas ciliares e copa das árvores na borda de florestas, vivendo em famílias compostas de 3 a 5 indivíduos. Seu ninho é construído geralmente no topo das árvores ou em galhos da vegetação sobre água. Neste é posto ovos lisos de cor branca que são incubados por cerca de 28 dias até o nascimento dos filhotes. Há registro de ninho feito sobre rocha no interior de floresta (Sick,1997). Alimenta-se principalmente de frutos, flores, folhas e brotos.
   Espécie nativa com distribuição geográfica no continente americano nos países da Argentina, Bolívia, Paraguai e Brasil, neste ocorre em todas as regiões. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Leste, nos municípios de Natal e Tibau do Sul.
    As maiores ameaças a esta espécie deve a destruição do seu habitat e principalmente a caça intensa, o que proporcionou o seu aparecimento na "Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção". Nesta lista(MMA,2014), "Penelope superciliaris alagoensis Nardelli, 1993" é classificada como espécie criticamente em perigo(CR), o que acarreta proteção integral a mesma, sendo proibida a sua captura, transporte, armazenamento,guarda, manejo, beneficiamento e comercialização, exceto para fins de pesquisa ou para a conservação da espécie,mediante autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes.

Referências
BirdLife International. 2016. Penelope superciliaris. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22678370A92770303. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22678370A92770303.en. Downloaded on 17 September 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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domingo, 10 de setembro de 2017

Borboleta Stalachtis phlegia (Cramer, 1779)

    Stalachtis phlegia (Cramer, 1779) é uma especie de borboleta da família Riodinidae que ocorre na região Neotropical, com registro de ocorrência na Venezuela, Suriname, Bolívia e Brasil. Nesse país ela foi documentada nos biomas da Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado, estando associada frequentemente a áreas abertas como clareiras, bordas de mata e campos, mas também ocorre em ambiente urbano. 
   Geralmente adultos da espécie são observados sozinhos visitando flores em busca de néctar. As lagartas comem partes de plantas das famílias Leguminosae e Simaroubaceae, estas especialmente amargas com fitoquímicos tóxicos, uma indicação de que provavelmente as borboletas desse gênero sejam impalatáveis, pois também apresentam mimetismo entre elas,sendo consideradas aposemáticas.

Referência
Magaldi, Luiza de Moraes.  Filogenia molecular e a delimitação taxonômica das espécies do gênero Stalachtis Hübner, 1818. Campinas-SP, 2015. Dissertação(Mestrado).

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domingo, 27 de agosto de 2017

Cabeça-de-velho Spilanthes urens Jacq.

Espécimes fotografados no campus central da UFRN em Natal,RN,Brasil.
  Planta conhecida popularmente como "Cabeça-de-velho", entretanto seu nome científico é Spilanthes urens Jacq. 
   Espécie terrestre de porte herbáceo que apesar de ter origem nativa, não é endêmica do Brasil, ocorrendo também na Colômbia, Costa Rica, México, Cuba, Jamaica e Venezuela.  Sua distribuição geográfica em território brasileiro, por enquanto foi confirmada apenas para os biomas da Amazônia e Cerrado, estando presente nas seguintes regiões e respectivos estados: Norte (Amazonas e Pará), Nordeste (Rio Grande do Norte), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul), Sudeste( Minas Gerais) e Sul (Paraná).

Referências
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Phoebis sennae ( Linnaeus , 1758 )

Phoebis sennae  ( Linnaeus , 1758 ) é o nome científico dessa espécie que é uma das borboletas mais comuns no Brasil, sendo observada geralmente em áreas abertas como bordas de matas, margens de estradas, jardins, matagais, parques e campos. Nesses ecossistemas, os indivíduos adultos de P. sennae se alimentam de néctar das flores de muitas espécies com túbulos longos, como por exemplo, Hibisco.  Ela tem ocorrência confirmada na América do Sul até o Sul do Canadá.




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sábado, 5 de agosto de 2017

Mandevilla scabra (Hoffmanns. ex Roem. & Schult.) K.Schum.

Mandevilla scabra é uma espécie de planta nativa, não endêmica do Brasil que ocorre nos biomas da Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Amazônia. Ela tem ocorrência confirmada em todas as regiões do país. 
Essa Liana latescente tem flores tubulosas, de coloração amarela com a fauce variando de laranja a vermelho, apresentando potencial ornamental, florescendo e frutificando de janeiro a maio.
Tenho observado-a geralmente em bordas de florestas ou de trilhas.

Referências
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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sábado, 29 de julho de 2017

Urubu-de-cabeça-vermelha Cathartes aura (Linnaeus, 1758)

  Ave conhecida popularmente como Urubu-de-cabeça-vermelha,Urubu-caçador, Jereba(Pará), Urubu-campeiro(Rio de Janeiro) ou Xem-xem(Pará), entretanto seu nome científico é único, Cathartes aura (Linnaeus, 1758). 
    Os adultos tem como característica distinta a coloração vermelha ou rósea da pele na cabeça e pescoço, escudo nucal branco ou amarelo, enquanto que nos jovens aquela coloração é negra. Atinge cerca de 49cm de comprimento total, envergadura de 137 a 180cm e o peso varia de 1,2 kg a 2 kg. As vezes voa próxima ao solo a procura de carniça, já que é uma espécie saprófaga e devido ao fato de ser uma das poucas aves com olfato bem desenvolvido, geralmente é a primeira espécie de urubu a chegar na carniça. Ocasionalmente pode alimentar-se de pequenos vertebrados.
    Vive em florestas, bordas de matas e campos, onde pode ser visto formando pequenos grupos ou isolados. Constroem seu ninho principalmente no solo, mas também as vezes usa ocos de árvores, onde põe dois ovos que são incubados por até 41 dias. Os filhotes são alimentos pelos pais com alimento regurgitado por eles.
    Nativa, tendo sua distribuição na América do Sul até o sul do Canadá, ocorrendo em todo o Brasil. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do estado: Leste Potiguar, Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Turnera melochioides Cambess.

    A Turnera melochioides  é uma planta nativa de porte subarbustivo a arbustivo que no Brasil ocorre nos biomas da Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Amazônia, estando distribuída nas seguintes regiões e respectivos estados brasileiros: Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste(Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e Sudeste(Minas Gerais).

Referências
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Chorozinho-de-papo-preto Herpsilochmus pectoralis Sclater, 1857.

Fêmea de Chorozinho-de-papo-preto Herpsilochmus pectoralis Sclater, 1857.

    Ave conhecida popularmente como Chorozinho-de-papo-preto ou Chorozinho-sinistro, entretanto seu nome científico é único, Herpsilochmus pectoralis Sclater, 1857.
  Um Indivíduo adulto atinge cerca de 13cm de comprimento, apresenta dimorfismo sexual, tendo o macho uma nódoa preta no peito como característica típica, enquanto a fêmea não possui, sendo seu  ventre alaranjado. Alimenta-se de maneira geral de insetos.
  "Habita a caatinga arbórea, floresta semidecídua, florestas decíduas, florestas de galeria, florestas secundárias em estágio avançado de regeneração e restinga arbórea". Ave endêmica do Brasil, tendo sua distribuição restrita até o momento aos seguintes estados do Nordeste: Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Bahia. 
  Espécie ameaçada de extinção classificada na categoria "vulnerável", devido a destruição das florestas na área de ocorrência dessa espécie, o que contribuiu para redução das populações dela, e as que restaram estão separadas devido a grande fragmentação das florestas originais. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas na mesorregião Leste Potiguar.

Referências
BirdLife International. 2017. Herpsilochmus pectoralis. (amended version published in 2016) The IUCN Red List of Threatened Species 2017: e.T22701577A110860821. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2017-1.RLTS.T22701577A110860821.en. Downloaded on 12 July 2017.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Borboleta Ascia monuste (Linnaeus, 1764)

     A Borboleta da espécie Ascia monuste (Linnaeus, 1764) é uma das mais comuns no Brasil, mas sua distribuição geográfica não está restrita a esse país, pois ela é típica das Américas. Ela é observada principalmente em áreas abertas, jardins e plantações, onde os indivíduos adultos alimentam-se de néctar de várias flores. No entanto as lagartas(fase larval) dessa espécie consomem as folhas de várias plantas da família Brassicaceae, como a couve (Brassica oleracea L.), brócolis (Brassica oleracea L.),agrião (Lepidium ruderale L.),mostarda (Sinapis arvensis L.) e nabiça (Raphanus raphanistrum L.), sendo em alguns casos essas lagartas consideradas pragas, devido ao grande impacto nas plantações causando prejuízo financeiro. Porém, é importante ressaltar que essa espécie na fase adulta(alada) é uma das principais polinizadoras dessas mesmas plantas que são consumidas pelas lagartas. 
   "A lagarta apresenta coloração amarelada nos três primeiros instares e cinza esverdeada nos últimos, com a cabeça de cor amarela em tom escuro. O adulto possui asas de coloração branca amarelada, com bordas em marrom escuro na parte dorsal e marrom claro na parte ventral. Os sexos diferenciam-se por a fêmea apresentar uma pequena mancha no primeiro par de asas, e ter coloração na borda das asas mais intensa que o macho(Costa et al, 2012)."

Referências
Ascia m. monuste (Linnaeus, 1764). Disponível em http://butterfliesofamerica.com/ascia_m_monuste.htm Acesso em 30 de junho de 2017.

Costa, Mariana Fonseca; Salvadé,Vanessa Santos & De Avila Jr,Rubem Samuel; Ciclo do desenvolvimento pós-embrionário de Ascia monuste (Linnaeus)(Lepidoptera, Pieridae) Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão. 2012. Disponível em : http://seer.unipampa.edu.br/index.php/siepe/article/view/1367 Acesso em 30 de junho de 2017. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Piriqueta guianensis N. E. Br

A espécie 'Piriqueta guianensis' pertence a família Turneraceae.
Esta erva perene faz parte da vegetação dos biomas Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Amazônia, distribuindo-se nas seguintes regiões e estados brasileiros: Norte (Roraima, Tocantins) e Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe).

Referências
BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 66, n. 4, p. 1085–1113, 2015.

ROCHA, L.; MELO, J. I. M.; CAMACHO, R. G. V. Flora do Rio Grande do Norte, Brasil: Turneraceae Kunth ex DC. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 63, n. 4, p. 1085–1099, 2012.
 
ROCHA, L.; RAPINI, A. Flora da Bahia: Turneraceae. Sitientibus, Série Ciências Biológicas, Feira de Santana, v. 15, p. 15–72, 2015.
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