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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Irerê Dendrocygna viduata (Linnaeus, 1766)

Indivíduos observados as margens de pântano em Nísia Floresta,RN,Brasil.
  Ave conhecida popularmente como Irerê,Marreca-viúva, Viuvinha,Paturi",Marreca-Piadeira" ou Marrecão, entretanto seu nome científico é único, Dendrocygna viduata(Linnaeus, 1766).
   Um indivíduo adulto dessa espécie atinge 44cm de comprimento total e peso aproximado de 750 gramas. Apresenta como características distinguíveis uma máscara branca na face,pescoço negro, flancos listrados e asas negras, bico e pés plúmbeos(SICK,1997). Alimenta-se principalmente de plantas aquáticas mas também inclui pequenos animais aquáticos em seu cardápio. Geralmente seu período reprodutivo estende-se de abril a julho, sendo o ninho construído no chão, onde a fêmea põe de 8 a 14 ovos e o macho pode revezar com a fêmea na incubação e posteriormente no cuidado dos filhotes.
   Habita as margens dos corpos de água(pantanos, lagos, rios, etc) onde formam bandos de números variáveis, desde um casal até dezenas de exemplares. Geralmente alça voo mais no final da tarde(crepúsculo), sendo vista e ouvida as vezes até sobrevoando cidades a noite. É uma espécie relativamente arisca, devido principalmente ao fato de ser muito caçada em algumas comunidades do país, lembrando que a caça a animais silvestres no Brasil é crime ambiental.
   Apresenta ampla distribuição geográfica na América do Sul, incluindo todo território brasileiro e também na África. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do estado: Leste Potiguar, Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.
GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.
LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.
SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Sombreiro Clitoria fairchildiana R.A.Howard

   Planta conhecida popularmente como Sombreiro, Palheiro, Palheteira e Faveira, entretanto seu nome científico é único, Clitoria fairchildiana R.A.Howard. Ela pertence a família Fabaceae.
   Planta de porte arbóreo podendo atingir até 15m de altura e formar grande copa. Apresenta folhas compostas trifolioladas,suas flores violáceas formam inflorescências pêndulas e o fruto é um legume deiscente. Suas flores são muito visitadas por abelhas nativas, principalmente Xylocopa frontalis, Bombus morio, Epicharis flava, Centris sp. e Eulaema nigrita que demonstram atuarem como polinizadores. Por ela apresentar folhas grandes e formar uma copa frondosa, proporciona excelente sombra, sendo muito indicada para arborização em cidades e também na recuperação de áreas degradadas, pois apresenta ótima capacidade de nodular e fixar nitrogênio além de crescer relativamente rápido. A madeira pode ser usada na construção civil como divisórias internas, forros, para confecção de brinquedos e caixotaria. Segundo estudos apresenta atividades antinociceptivas, anti-inflamátorias e antioxidantes (LEITE et al., 2012; ANNEGOWDA et al., 2013). 
   Planta nativa que no Brasil tem registro confirmado nos biomas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, ocorrendo nas seguintes regiões e estados brasileiros respectivamente: Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina) do país.


Referências
ANNEGOWDA, H. V. et al. The free radical scavenging and antioxidant activities of pod and seed extract of Clitoria fairchildiana (Howard) - an underutilized legume. Journal of Food Science and Technolog y. v. 50, I. 3, p. 535-541, 2013. Disponível em: http://link.springer.com/article/10.1007/s13197-011-0370-8 Acesso em 27 de jan. 2018.
Breno Marques da Silva e Silva, Ivanize Maria Barros dos Santos, Paulo Adller Alves de Araújo, Rubiene Neto Soares e Camila de Oliveira e Silva. EMERGÊNCIA DE PLÂNTULAS DE FAVEIRA (Clitoria fairchildiana R.A. Howard) EM DIFERENTES SUBSTRATOS. Revista em Agronegócio e Meio Ambiente, Maringá (PR) DOI: http://dx.doi.org/10.17765/2176-9168.2017v10n2p555-566
Leila Bonfanti e Kayna Agostini. POLINIZAÇÃO DE Clitoria fairchildiana Howard (Leguminosae, Papilionoideae) EM ÁREA URBANA. Disponível em: http://www.sbpcnet.org.br/livro/palhoca/resumos/1187.pdf Acesso em 27 de jan. 2018
Lais Gonçalves da Costa,Aderbal Gomes da Silva,Daniele Rodrigues Gomes. Morfologia de frutos, sementes e plântulas, e anatomia das sementes de sombreiro (Clitoria fairchildiana. Rev. Cienc. Agrar., v. 57, n. 4, p. 414-421, out./dez. 2014.
LEITE, J. F. M. et al. Antinociceptive and anti-inflammatory effects of a lectin-Like substance from Clitoria fairchildiana R. Howard seeds. Molecules. v. 17, n. 3, p. 3277-3290, 2012. Acesso em 27 de jan. 2018
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Caburé Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788)

    Ave conhecida popularmente como Caburé, Caburé-do-sol, Caburé-ferrugem, Caburezinho e Cauré,entretanto seu nome científico é único, Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788). Pertence a família Strigidae, da qual também fazem parte a coruja-buraqueira(Athene cunicularia).
    É uma coruja muito pequena, um individuo adulto da espécie G. brasilianum alcança cerca de 16,5cm de comprimento,31cm de envergadura e peso estimado de aproximadamente 63 gramas. Ela apresenta a plumagem em duas colorações,tem uma que é cinza, na qual o peito claro apresenta bordas cinzas e a cauda com listras brancas e a outra é predominantemente marrom-avermelhado com a cauda da mesma cor e as faixas brancas são menos perceptíveis. Ambas apresentam sobrancelha branca notável e também duas manchas pretas na nuca semelhante a olhos, confundindo predadores e, enganando também suas presas que, as vezes ao livra-se dos "falsos olhos" caem exatamente no bico do predador, na parte frontal onde estão os verdadeiros olhos.
  Alimenta-se de outras aves, lagartos, anfíbios, serpentes e até insetos. Ela reutiliza ninhos abandonados de outras aves ou ocos de árvores, onde põe de 3 a 5 ovos que são incubados por até 30 dias. Ao contrário das nossas outras corujas ela é ativa tanto durante o dia quanto a noite, podendo ser ouvida o ano inteiro, principalmente na época reprodutiva. Habita no interior e bordas de florestas, campos, cerrados e várzeas, podendo ser observada em área urbana com muitas árvores.
   Apresenta ampla distribuição geográfica, ocorrendo desde os Estados Unidos até a Argentina e norte do Chile e também em todo o território brasileiro.  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie apenas nas Mesorregiões Central Potiguar(principalmente na região do Seridó) e Oeste Potiguar. 

Referências
Antas, P. T. Z. (2005) Aves do Pantanal. RPPN: Sesc.

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Feijão-bravo Capparis flexuosa L.

Feijão-bravo(Capparis flexuosa) em área antropizada no município de Equador,Região do Seridó,RN, Brasil.
   Planta conhecida popularmente como feijão-bravo, feijão-brabo ou feijão-de-boi, entretanto seu nome científico é único, Capparis flexuosa L., pertence à família Capparaceae.
  Feijão-bravo(Capparis flexuosa) apresenta porte arbustivo a árboreo, podendo atingir 6m de altura. Ela possui folhas perenes, mantendo-se verde o ano inteiro, sendo uma opção de forragem para os animais(bovinos,caprinos,equinos e ovinos) na época da seca. Suas flores produzem grande quantidade de néctar que atrai abelhas nativas e outros insetos além de morcegos. Além disso, é usada na medicina popular no combate a doenças venéreas, vermes, dor de dente e tem ação anestésica segundo o conhecimento popular.
   Feijão-bravo(C. flexuosa) é endêmica e nativa do Brasil, ocorrendo nos biomas da Caatinga, Mata Atlântica e Amazônia, desenvolvendo-se bem em áreas semi-áridas de solo franco-argiloso.

Referências
ARAÚJO, M.M. Estudos etnobotânico das plantas utilizadas como medicinais no assentamento Santo Antônio, Cajazeiras. 2009. 130f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais e Ambientais) - Universidade Federal de Campina Grande, 2009.

Banco de Dados de Plantas do Nordeste. Capparis flexuosa L. Disponível em: http://www.cnip.org.br/bdpn/ficha.php?cookieBD=cnip7&taxon=1597 Acesso em 20 de janeiro de 2018. 

Camila Maia-Silva...[et al.]. Guia de plantas: visitadas por abelhas na Caatinga. 1. ed. Fortaleza, CE : Editora Fundação Brasil Cidadão, 2012.

Jorge Xavier de A. Neto, Albericio P. de Andrade, Alecksandra V. de Lacerda , Leonardo P. Félix, Riselane de L. A. Bruno. COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA, ESTRUTURA E ANÁLISE POPULACIONAL DO FEIJÃO-BRAVO (Capparis flexuosa L.) NO SEMIÁRIDO PARAIBANO, BRASIL. Revista Caatinga, Mossoró, v.22, n.4, p.187-194, out.-dez. 2009.
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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Cobra-cipó Bicuda Oxybelis aeneus (Wagler in Spix, 1824)

Bicuda(Oxybelis aeneus) observada sobre arbusto, em área de campo antropizado no município de Monte Alegre,RN,Brasil.
   Serpente conhecida popularmente como Cobra-cipó,Bicuda ou Cipó-bicuda, entretanto seu nome científico é único,Oxybelis aeneus (Wagler in Spix, 1824). Ela pertence a família Colubridae, da qual também fazem parte por exemplo a Cobra-de-cipó(Leptophis ahaetulla) e a Tantilla melanocephala (Linnaeus, 1758). "Um Individuo adulto macho apresenta comprimento de até 1,4 m, enquanto que nas fêmeas atinge 2m. O dorso varia de castanho a acinzentado, com escamas manchadas de preto ou marrom-escuro nas extremidades, confundindo-se com a cor dos galhos de plantas, o que proporciona boa camuflagem. A cabeça é marrom na parte de cima e nas laterais, com uma linha preta fina acima das escamas labiais. As escamas labiais e a região inferior do pescoço são brancas. O ventre é castanho, com pontos pretos irregulares no primeiro terço do corpo, no restante é marrom-escuro. Os olhos são brancos, com manchas esverdeadas nas bordas laterais e um anel amarelado ao redor das pupilas redondas(Rafael de Fraga,2013)".
Cobra-cipó(Oxybelis aeneus) observada sobre arbusto, em área de campo antropizado no município de Monte Alegre,RN,Brasil.
    A Bicuda(Oxybelis aeneus) é uma espécie diurna(ativa durante o dia) e arborícola(vive principalmente em arbustos ou árvores) que se alimenta de pequenos vertebrados, principalmente lagartos e aves. Quando sente-se ameaçada torna-se bastante agressiva, desferindo botes e as vezes liberando substâncias com mau odor, na tentativa de livrar-se da presença do intruso. De maneira geral não oferece grande riscos ao homem, sendo considerada não peçonhenta(não é espécie de interesse médico), pois sua dentição opistóglifa(dentes sulcados inoculadores de veneno na parte posterior do maxilar) esta associada a um mecanismo pouco eficiente de inoculação, servindo principalmente para captura de suas pequenas presas.
    A Cobra-cipó(Oxybelis aeneus)  é encontrada nas matas, bordas de matas e em áreas abertas antropizadas de quase todo Brasil, exceto na região Sul do país. Sua distribuição geográfica estende-se do México passando pela América Central,Andes e norte da América do Sul.

Referências
Ednilza Maranhão dos Santos, Jozelia Maria de Sousa Correia, Vanessa do Nascimento Barbosa (orgs.). Guia de répteis do Parque Estadual de Dois Irmãos . – 1. ed. - Recife: EDUFRPE, 2017.

José Santiago Lima-Verde. Fisioecologia e Etologia de algumas serpentes da chapada do Apodi, estados do Ceara e Rio Grande do Norte (Brasil). São Paulo, 1971.

Paulo C.M.D. Mesquita; Daniel C. Passos; Diva M. Borges-Nojosa; Sonia Z. Cechin. Ecologia e história natural das serpentes de uma área de Caatinga no nordeste brasileiro. Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.53 no.8 São Paulo  2013.

Rafael de Fraga,Albertina Pimentel Lima, Ana Lúcia da Costa Prudente e William E. Magnusson. Guia de cobras da região de Manaus - Amazônia Central = Guide to the snakes of the Manaus region - Central Amazonia / Manaus : Editora Inpa, 2013.
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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Ararrapé Schwartzia brasiliensis (Choisy) Bedell ex Gir.-Cañas

    Planta conhecida popularmente como Ararrapé, Agarrapé ou Flor-de-papagaio, entretanto seu nome científico é único, Schwartzia brasiliensis (Choisy). Ela pertence a família Marcgraviaceae.
   Espécie trepadeira que apresenta "folhas com 3 a 6 pares de glândulas próximas da margem e 1 par de glândulas na base da lâmina; inflorescência com 21 a 32 cm de comprimento composta por 40 a 83 flores e nectários cocleariformes. Geralmente floresce de outubro a janeiro e frutifica de janeiro a março(M. D. R. Teixeira et al.)". Suas flores são visitadas principalmente por beija-flores e insetos.
   Ararrapé(Schwartzia brasiliensis) é nativa e endêmica do Brasil, ocorrendo em formações vegetais inseridas nos biomas Mata Atlântica e Cerrado, principalmente nas restingas, mas também ocorre em Floresta Ombrófila, Floresta Ciliar, campo rupestre e caatinga árborea. Sua distribuição geográfica atual estende-se pelas seguintes regiões e respectivos estados: Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe),Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo),Sul (Paraná, Santa Catarina) e Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás).
  Na literatura essa espécie é citada com usos na medicina popular no tratamento de doenças cardíacas,enquanto que pesquisas preliminares com extratos da referida planta demonstraram atividades anti-inflamatória, analgésica, tripanocida e antitumoral.
  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado Ararrapé(Schwartzia brasiliensis) apenas nas restingas, sendo as últimas vezes na RPPN Mata Estrela em Baía Formosa e nos tabuleiros ao redor da lagoa de alcaçuz em Nísia Floresta.

Referências
Graziela da Silva Mello,Ana Claudia de Paula Rosa Ignácio
Norma Albarello. Avaliação do potencial antibacteriano de Schwartzia brasiliensis: Avaliação do potencial antibacteriano de Schwartzia brasiliensis (Choisy) Bedell ex Giraldo-Cañas cultivada in vivo e in vitro. Disponível em:https://www.nea-edicoes.com/catalog/details//store/pt/book/978-3-639-69892-3/avalia%C3%A7%C3%A3o-do-potencial-antibacteriano-de-schwartzia-brasiliensis Acesso em 03 de janeiro de 2018.
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
Michella Del Rei Teixeira,Pedro Fiaschi & André Márcio Amorim.  Flora da Bahia: Marcgraviaceae. Disponível em http://periodicos.uefs.br/index.php/sitientibusBiologia/article/viewFile/219/292 Acesso em 3 de janeiro de 2018. Sitientibus série Ciências Biológicas 13: 10.13102/scb219.
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Borboleta Adelpha cf. mythra (Godart, 1824)

   Essa borboleta pertence a família Nymphalidae e a espécie Adelpha cf. mythra (Godart, 1824). Ela foi observada em borda de remanescente de floresta típica do bioma Mata Atlântica, no litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, município de Baía Formosa. Por enquanto só observei essa espécie em florestas do litoral sul do RN. Durante a rápida observação do espécime acima, ela manteve um voo relativamente lento e a altura de no máximo 1,5m.
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Oiticica Licania rigida Benth.

Oiticica(Licania rigida) centenária as margens de riacho no município de Monte Alegre,RN,Brasil.
    Planta conhecida por Oiticica,Oiti e Uiti-Icica, entretanto seu nome científico é único,Licania rigida Benth. Ela pertence a família Crysobalanaceae.
   Essa espécie alcança cerca de 15m de altura e sua copa pode variar de 15 a 20m de circunferência. Ela apresenta folhas alternas e ásperas com cerca de 12cm de comprimento e 6cm de largura,flores amarelas com 3mm de diâmetro que formam uma inflorescência paniculada e os frutos são do tipo drupa oblonga com uma semente rica em óleo. Esse óleo de alto valor secativo é indicado para uso na indústria de vernizes e tintas,como matéria-prima para fabricação de sabão e trabalhos de artes plásticas. A exploração industrial do referido óleo foi atividade intensa principalmente entre 1930 e 1950 na região Nordeste, na época com forte valor econômico. 
folha de Oiticica(Licania rigida) observada as margens de riacho no município de Luís Gomes,RN,Brasil.
    A madeira da Oiticica(Licania rigida) é considerada muito resistente ao esmagamento, sendo indicada na confecção de rodas de carros de boi e pilões. As suas folhas durante longas estiagens servem de alimento para o gado além de servir para polir artefatos de chifre. Na medicina popular o cozimento das cascas dela é indicada como loção nas afecções da pele, enquanto suas folhas para o tratamento da diabetes e inflamações(Almeida,1993; Lorenzo & Matos, 2002).
Oiticica(Licania rigida) observada as margens de rio seco no município de Cerro Corá,RN,Brasil.
    A Oiticica(Licania rigida) é uma espécie nativa e endêmica do Brasil que ocorre principalmente nas matas ciliares do Sertão e Agreste Nordestino, sendo frequente a sua presença nas margens de rios e riachos do Nordeste brasileiro(Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia) inseridos no bioma Caatinga. Porém ela também tem ocorrência confirmada nos estados de Minas Gerais e São Paulo em formação do Cerrado.

Referências
Almeida, Edvaldo Rodrigue de. Plantas Medicinais Brasileiras: conhecimentos populares e científicos. Hemus,1993.
Lorenzo, H.; Matos, F. J. A. Plantas medicinais do Brasil: Nativas e exóticas cultivadas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002. 544p.
Maia, G. N. Caatinga: Árvores e arbustos e suas utilidades. São Paulo: D & Z., 2004. 413p.
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
Renato Braga. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1976. 
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Gavião-caboclo Heterospizias meridionalis (Latham, 1790)

Gavião-caboclo(Heterospizias meridionalis) observado em área aberta da zona rural, município de Alto do Rodrigues,RN, Brasil.
     Ave conhecida popularmente como Gavião-caboclo,Gavião-casaca-de-couro, Gavião-telha, Gavião-fumaça e Gavião-tinga, porém seu nome científico é único, Heterospizias meridionalis (Latham, 1790). 
   Essa espécie pertence a família Accipitridae da qual fazem parte as aves conhecidas vulgarmente como gaviões e águias, como por exemplo, o gavião-caramujeiro(Rostrhamus sociabilis), o gavião-de-cauda-curta(Buteo brachyurus) e a a águia-serrana(Geranoaetus melanoleucus).
  O Gavião-caboclo(Heterospizias meridionalis) é relativamente grande atingindo na fase adulta 60cm de comprimento, a sua plumagem é quase completamente marrom-ferrugem com estrias pretas, as exceções são a cauda que é negra com faixa branca estreita e as pontas das asas também são negras.
  Seu ninho é construído com gravetos, no alto de árvores ou palmeiras, onde botam geralmente um ovo grande esbranquiçado. O período reprodutivo da espécie é de julho a novembro. Ela vive em áreas abertas como campos, cerrados,bordas de matas, bordas de brejos e manguezais.
   Alimenta-se de animais vertebrados como pequenos mamíferos, aves, serpentes, lagartos, anfíbios anuros(sapos,rãs e pererecas) e também de animais invertebrados como insetos e caranguejos. 
   Ocorre do Panamá à Argentina e, praticamente em todo o Brasil. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar,Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar ou seja em todo território norte-rio-grandense.

Referências

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

Sigrist,Tomas. Guia de Campo Avis Brasilis: Avifauna Brasileira. São Paulo: Avis Brasilis,2014.
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domingo, 10 de dezembro de 2017

Turco Parkinsonia aculeata L.


Turco(Parkinsonia aculeata) observada no leito do curso do rio Traíri, em Monte Alegre,RN,Brasil.
   Planta conhecida popularmente como Turco, Espinho-de-turco, Supresta, Espinho-de-jerusalém, Cina-cina ou Rosa da Turquia, entretanto seu nome científico é único,Parkinsonia aculeata L..
   Ela pertence a família Fabaceae, apresenta porte arbustivo a árboreo atingindo até 5m de altura, suas folhas pinadas apresentam dois espinhos agudos na base. Suas flores amarelo-pálidas, com o estandarte avermelhado em racemos, pequenos e axilares, são melíferas(BRAGA,1976). 
   Turco(Parkinsonia aculeata) possui várias utilidades, pois é considerada uma planta ornamental, utilizada na arborização urbana, serve como cerca viva, sua madeira é usada para lenha, produção de carvão e fabricação de papel. Ainda é útil para sombreamento em pastagens, servindo de abrigo para rebanhos, além de suas folhas e sementes servirem de alimento para estes. Também é usada na medicina popular no combate a febre e problemas digestivos.
   Espécie de origem americana, considerada naturalizada no Brasil, ocorrendo em margens dos cursos d´água e várzeas, principalmente em áreas degradadas dos biomas da Caatinga,Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Pampa. Apresenta ampla distribuição geográfica no país, com ocorrência confirmada nas regiões Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), Centro-Oeste(Goiás, Mato Grosso do Sul ), Norte (Roraima) e Sul (Rio Grande do Sul).

Referências
Almeida, Edvaldo Rodrigue de. Plantas Medicinais Brasileiras: conhecimentos populares e científicos. Hemus,1993.
Gomes, Maria Luiza de Oliveira. Germinação in vitro de  Parkinsonia aculeata L.: uma espécie de uso múltiplo ocorrente nas matas ciliares da Caatinga. 2007. Dissertação(Mestrado em Botânica. Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
Renato Braga. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1976. 
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