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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Cobra-cipó Bicuda Oxybelis aeneus (Wagler in Spix, 1824)

Bicuda(Oxybelis aeneus) observada sobre arbusto, em área de campo antropizado no município de Monte Alegre,RN,Brasil.
   Serpente conhecida popularmente como Cobra-cipó,Bicuda ou Cipó-bicuda, entretanto seu nome científico é único,Oxybelis aeneus (Wagler in Spix, 1824). Ela pertence a família Colubridae, da qual também fazem parte por exemplo a Cobra-de-cipó(Leptophis ahaetulla) e a Tantilla melanocephala (Linnaeus, 1758). "Um Individuo adulto macho apresenta comprimento de até 1,4 m, enquanto que nas fêmeas atinge 2m. O dorso varia de castanho a acinzentado, com escamas manchadas de preto ou marrom-escuro nas extremidades, confundindo-se com a cor dos galhos de plantas, o que proporciona boa camuflagem. A cabeça é marrom na parte de cima e nas laterais, com uma linha preta fina acima das escamas labiais. As escamas labiais e a região inferior do pescoço são brancas. O ventre é castanho, com pontos pretos irregulares no primeiro terço do corpo, no restante é marrom-escuro. Os olhos são brancos, com manchas esverdeadas nas bordas laterais e um anel amarelado ao redor das pupilas redondas(Rafael de Fraga,2013)".
Cobra-cipó(Oxybelis aeneus) observada sobre arbusto, em área de campo antropizado no município de Monte Alegre,RN,Brasil.
    A Bicuda(Oxybelis aeneus) é uma espécie diurna(ativa durante o dia) e arborícola(vive principalmente em arbustos ou árvores) que se alimenta de pequenos vertebrados, principalmente lagartos e aves. Quando sente-se ameaçada torna-se bastante agressiva, desferindo botes e as vezes liberando substâncias com mau odor, na tentativa de livrar-se da presença do intruso. De maneira geral não oferece grande riscos ao homem, sendo considerada não peçonhenta(não é espécie de interesse médico), pois sua dentição opistóglifa(dentes sulcados inoculadores de veneno na parte posterior do maxilar) esta associada a um mecanismo pouco eficiente de inoculação, servindo principalmente para captura de suas pequenas presas.
    A Cobra-cipó(Oxybelis aeneus)  é encontrada nas matas, bordas de matas e em áreas abertas antropizadas de quase todo Brasil, exceto na região Sul do país. Sua distribuição geográfica estende-se do México passando pela América Central,Andes e norte da América do Sul.

Referências
Ednilza Maranhão dos Santos, Jozelia Maria de Sousa Correia, Vanessa do Nascimento Barbosa (orgs.). Guia de répteis do Parque Estadual de Dois Irmãos . – 1. ed. - Recife: EDUFRPE, 2017.

José Santiago Lima-Verde. Fisioecologia e Etologia de algumas serpentes da chapada do Apodi, estados do Ceara e Rio Grande do Norte (Brasil). São Paulo, 1971.

Paulo C.M.D. Mesquita; Daniel C. Passos; Diva M. Borges-Nojosa; Sonia Z. Cechin. Ecologia e história natural das serpentes de uma área de Caatinga no nordeste brasileiro. Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.53 no.8 São Paulo  2013.

Rafael de Fraga,Albertina Pimentel Lima, Ana Lúcia da Costa Prudente e William E. Magnusson. Guia de cobras da região de Manaus - Amazônia Central = Guide to the snakes of the Manaus region - Central Amazonia / Manaus : Editora Inpa, 2013.
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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Ararrapé Schwartzia brasiliensis (Choisy) Bedell ex Gir.-Cañas

    Planta conhecida popularmente como Ararrapé, Agarrapé ou Flor-de-papagaio, entretanto seu nome científico é único, Schwartzia brasiliensis (Choisy). Ela pertence a família Marcgraviaceae.
   Espécie trepadeira que apresenta "folhas com 3 a 6 pares de glândulas próximas da margem e 1 par de glândulas na base da lâmina; inflorescência com 21 a 32 cm de comprimento composta por 40 a 83 flores e nectários cocleariformes. Geralmente floresce de outubro a janeiro e frutifica de janeiro a março(M. D. R. Teixeira et al.)". Suas flores são visitadas principalmente por beija-flores e insetos.
   Ararrapé(Schwartzia brasiliensis) é nativa e endêmica do Brasil, ocorrendo em formações vegetais inseridas nos biomas Mata Atlântica e Cerrado, principalmente nas restingas, mas também ocorre em Floresta Ombrófila, Floresta Ciliar, campo rupestre e caatinga árborea. Sua distribuição geográfica atual estende-se pelas seguintes regiões e respectivos estados: Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe),Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo),Sul (Paraná, Santa Catarina) e Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás).
  Na literatura essa espécie é citada com usos na medicina popular no tratamento de doenças cardíacas,enquanto que pesquisas preliminares com extratos da referida planta demonstraram atividades anti-inflamatória, analgésica, tripanocida e antitumoral.
  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado Ararrapé(Schwartzia brasiliensis) apenas nas restingas, sendo as últimas vezes na RPPN Mata Estrela em Baía Formosa e nos tabuleiros ao redor da lagoa de alcaçuz em Nísia Floresta.

Referências
Graziela da Silva Mello,Ana Claudia de Paula Rosa Ignácio
Norma Albarello. Avaliação do potencial antibacteriano de Schwartzia brasiliensis: Avaliação do potencial antibacteriano de Schwartzia brasiliensis (Choisy) Bedell ex Giraldo-Cañas cultivada in vivo e in vitro. Disponível em:https://www.nea-edicoes.com/catalog/details//store/pt/book/978-3-639-69892-3/avalia%C3%A7%C3%A3o-do-potencial-antibacteriano-de-schwartzia-brasiliensis Acesso em 03 de janeiro de 2018.
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
Michella Del Rei Teixeira,Pedro Fiaschi & André Márcio Amorim.  Flora da Bahia: Marcgraviaceae. Disponível em http://periodicos.uefs.br/index.php/sitientibusBiologia/article/viewFile/219/292 Acesso em 3 de janeiro de 2018. Sitientibus série Ciências Biológicas 13: 10.13102/scb219.
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Borboleta Adelpha cf. mythra (Godart, 1824)

   Essa borboleta pertence a família Nymphalidae e a espécie Adelpha cf. mythra (Godart, 1824). Ela foi observada em borda de remanescente de floresta típica do bioma Mata Atlântica, no litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, município de Baía Formosa. Por enquanto só observei essa espécie em florestas do litoral sul do RN. Durante a rápida observação do espécime acima, ela manteve um voo relativamente lento e a altura de no máximo 1,5m.
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Oiticica Licania rigida Benth.

Oiticica(Licania rigida) centenária as margens de riacho no município de Monte Alegre,RN,Brasil.
    Planta conhecida por Oiticica,Oiti e Uiti-Icica, entretanto seu nome científico é único,Licania rigida Benth. Ela pertence a família Crysobalanaceae.
   Essa espécie alcança cerca de 15m de altura e sua copa pode variar de 15 a 20m de circunferência. Ela apresenta folhas alternas e ásperas com cerca de 12cm de comprimento e 6cm de largura,flores amarelas com 3mm de diâmetro que formam uma inflorescência paniculada e os frutos são do tipo drupa oblonga com uma semente rica em óleo. Esse óleo de alto valor secativo é indicado para uso na indústria de vernizes e tintas,como matéria-prima para fabricação de sabão e trabalhos de artes plásticas. A exploração industrial do referido óleo foi atividade intensa principalmente entre 1930 e 1950 na região Nordeste, na época com forte valor econômico. 
folha de Oiticica(Licania rigida) observada as margens de riacho no município de Luís Gomes,RN,Brasil.
    A madeira da Oiticica(Licania rigida) é considerada muito resistente ao esmagamento, sendo indicada na confecção de rodas de carros de boi e pilões. As suas folhas durante longas estiagens servem de alimento para o gado além de servir para polir artefatos de chifre. Na medicina popular o cozimento das cascas dela é indicada como loção nas afecções da pele, enquanto suas folhas para o tratamento da diabetes e inflamações(Almeida,1993; Lorenzo & Matos, 2002).
Oiticica(Licania rigida) observada as margens de rio seco no município de Cerro Corá,RN,Brasil.
    A Oiticica(Licania rigida) é uma espécie nativa e endêmica do Brasil que ocorre principalmente nas matas ciliares do Sertão e Agreste Nordestino, sendo frequente a sua presença nas margens de rios e riachos do Nordeste brasileiro(Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia) inseridos no bioma Caatinga. Porém ela também tem ocorrência confirmada nos estados de Minas Gerais e São Paulo em formação do Cerrado.

Referências
Almeida, Edvaldo Rodrigue de. Plantas Medicinais Brasileiras: conhecimentos populares e científicos. Hemus,1993.
Lorenzo, H.; Matos, F. J. A. Plantas medicinais do Brasil: Nativas e exóticas cultivadas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002. 544p.
Maia, G. N. Caatinga: Árvores e arbustos e suas utilidades. São Paulo: D & Z., 2004. 413p.
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 1. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
Renato Braga. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1976. 
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Gavião-caboclo Heterospizias meridionalis (Latham, 1790)

Gavião-caboclo(Heterospizias meridionalis) observado em área aberta da zona rural, município de Alto do Rodrigues,RN, Brasil.
     Ave conhecida popularmente como Gavião-caboclo,Gavião-casaca-de-couro, Gavião-telha, Gavião-fumaça e Gavião-tinga, porém seu nome científico é único, Heterospizias meridionalis (Latham, 1790). 
   Essa espécie pertence a família Accipitridae da qual fazem parte as aves conhecidas vulgarmente como gaviões e águias, como por exemplo, o gavião-caramujeiro(Rostrhamus sociabilis), o gavião-de-cauda-curta(Buteo brachyurus) e a a águia-serrana(Geranoaetus melanoleucus).
  O Gavião-caboclo(Heterospizias meridionalis) é relativamente grande atingindo na fase adulta 60cm de comprimento, a sua plumagem é quase completamente marrom-ferrugem com estrias pretas, as exceções são a cauda que é negra com faixa branca estreita e as pontas das asas também são negras.
  Seu ninho é construído com gravetos, no alto de árvores ou palmeiras, onde botam geralmente um ovo grande esbranquiçado. O período reprodutivo da espécie é de julho a novembro. Ela vive em áreas abertas como campos, cerrados,bordas de matas, bordas de brejos e manguezais.
   Alimenta-se de animais vertebrados como pequenos mamíferos, aves, serpentes, lagartos, anfíbios anuros(sapos,rãs e pererecas) e também de animais invertebrados como insetos e caranguejos. 
   Ocorre do Panamá à Argentina e, praticamente em todo o Brasil. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar,Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar ou seja em todo território norte-rio-grandense.

Referências

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

Sigrist,Tomas. Guia de Campo Avis Brasilis: Avifauna Brasileira. São Paulo: Avis Brasilis,2014.
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domingo, 10 de dezembro de 2017

Turco Parkinsonia aculeata L.


Turco(Parkinsonia aculeata) observada no leito do curso do rio Traíri, em Monte Alegre,RN,Brasil.
   Planta conhecida popularmente como Turco, Espinho-de-turco, Supresta, Espinho-de-jerusalém, Cina-cina ou Rosa da Turquia, entretanto seu nome científico é único,Parkinsonia aculeata L..
   Ela pertence a família Fabaceae, apresenta porte arbustivo a árboreo atingindo até 5m de altura, suas folhas pinadas apresentam dois espinhos agudos na base. Suas flores amarelo-pálidas, com o estandarte avermelhado em racemos, pequenos e axilares, são melíferas(BRAGA,1976). 
   Turco(Parkinsonia aculeata) possui várias utilidades, pois é considerada uma planta ornamental, utilizada na arborização urbana, serve como cerca viva, sua madeira é usada para lenha, produção de carvão e fabricação de papel. Ainda é útil para sombreamento em pastagens, servindo de abrigo para rebanhos, além de suas folhas e sementes servirem de alimento para estes. Também é usada na medicina popular no combate a febre e problemas digestivos.
   Espécie de origem americana, considerada naturalizada no Brasil, ocorrendo em margens dos cursos d´água e várzeas, principalmente em áreas degradadas dos biomas da Caatinga,Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Pampa. Apresenta ampla distribuição geográfica no país, com ocorrência confirmada nas regiões Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), Centro-Oeste(Goiás, Mato Grosso do Sul ), Norte (Roraima) e Sul (Rio Grande do Sul).

Referências
Almeida, Edvaldo Rodrigue de. Plantas Medicinais Brasileiras: conhecimentos populares e científicos. Hemus,1993.
Gomes, Maria Luiza de Oliveira. Germinação in vitro de  Parkinsonia aculeata L.: uma espécie de uso múltiplo ocorrente nas matas ciliares da Caatinga. 2007. Dissertação(Mestrado em Botânica. Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Organizador Rafaela Campostrini Forzza... et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, volume 2. Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010.
Renato Braga. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1976. 
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domingo, 3 de dezembro de 2017

Borboleta Eurema cf. elathea

Borboletas da espécie 'Eurema cf. elathea' se alimentando de néctar nas flores da coroa-de-frade(Melocactus sp.), município de Cerro Corá,RN,Brasil.
   Essa borboleta da espécie Eurema elathea(Cramer,1777) ocorre geralmente em bordas de matas,florestas secundárias, ambientes abertos, campos e áreas de monoculturas. Os indivíduos adultos alimentam-se de néctar presente em várias plantas, por exemplo das famílias Asteraceae, Fabaceae e Malvaceae. 

Quer saber mais? acesse:
Lenita J. Oliveira. Comportamento da borboleta Eurema elathea (Cramer) (Pieridae:Coliadinae). 1996. Disponível em: https://www.embrapa.br/soja/busca-de-publicacoes/-/publicacao/897792/comportamento-da-borboleta-eurema-elathea-cramer-pieridae-coliadinae Acesso em 03 de dezembro de 2017.

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domingo, 12 de novembro de 2017

Pica-pau-anão-canela Picumnus fulvescens Stager, 1961

Pica-pau-anão-canela fotografado em borda de mata, município de Espírito Santo,RN.
    Ave conhecida popularmente como Pica-pau-anão-canela ou Pica-pau-anão-de-Pernambuco, entretanto seu nome científico é  Picumnus fulvescens Stager, 1961. 
    Mede cerca de 10cm de comprimento. A plumagem do dorso é parda e a do ventre é ferrugínea suavemente riscada de branco, enquanto a cabeça é preta com pontinhos brancos nas fêmeas e, nos machos mantém esse padrão acrescido de um topete vermelho.
     Ocorre na vegetação de porte arbóreo da Mata Atlântica, brejos de altitude e também em área de transição entre caatinga e matas úmidas. Espécie endêmica da região Nordeste do Brasil, tendo sido sua presença confirmada nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco,Alagoas e Sergipe. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie principalmente na mesorregião Leste do estado.

Referências
FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

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domingo, 5 de novembro de 2017

Borboleta Cogia calchas (Herrich-Schäffer, 1869)

   Borboleta da família Hesperiidae sendo esta da espécie Cogia calchas (Herrich-Schäffer, 1869).
   Ela geralmente é encontrada em habitats alterados de florestas, em campos, na vegetação que margeia áreas alagadas e jardins, onde os adultos são observados se alimentando de néctar das flores de plantas herbáceas, principalmente da família Fabaceae. 
Borboleta(Cogia calchas) observada se alimentando em área aberta e antropizada, município de Monte Alegre,RN,Brasil.


Referências
Adrian Hoskins. Butterflies of the Amazon and Andes Mimosa Skipper Cogia calchas HERRICH-SCHAFFER, 1869. Disponível em: http://www.learnaboutbutterflies.com/Amazon%20-%20Cogia%20calchas.htm Acesso em 05 de Novembro de 2017.
Juan Antonio Perea. Cogia calchas. Disponível em : http://www.biodiversidadvirtual.org/insectarium/Cogia-calchas-img585271.html Acesso em 05 de novembro de 2017.
Mimosa Skipper Cogia calchas (Herrich-Schäffer, 1869)Disponível em https://www.butterfliesandmoths.org/species/Cogia-calchas Acesso em 05 de Novembro de 2017.
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domingo, 22 de outubro de 2017

Burra-leiteira Pradosia restingae Terra-Araujo

   Pradosia restingae Terra-Araujo é uma espécie de planta terrestre da família Sapotaceae, recentemente descrita, de porte arbustivo a arbóreo podendo atingir 9m de altura. Suas flores de cor variando do verde ao creme surgem diretamente dos galhos e apresentam muito néctar e seus frutos quando maduros são amarelos, polpa relativamente doce com muito látex,cada um contendo de uma a duas sementes.
   P. restingae como o próprio nome sugere ocorre nas restingas, na vegetação de dunas costeira, sendo portanto uma espécie nativa e endêmica da Mata Atlântica. Até o presente essa espécie só foi registrada na região nordeste do Brasil(Rio Grande do Norte, Sergipe e Bahia), devido a essa restrição geográfica e ao baixo número de populações da mesma ela pode ser a princípio considerada ameaçada de extinção.
   Durante as minhas excursões por terras potiguares já observei a espécie em Natal no Parque das Dunas, no Parque Dom Nivaldo Monte(Parque da cidade), em Tibau do Sul no Santuário Ecológico de Pipa, em Parnamirim na restinga próximo a praia de Cotovelo e na restinga da RPPN Mata Estrela em Baía Formosa.

Referência
Terra-Araujo,Mário Henrique,Aparecida Donisete de Faria,Anderson Alves-Araujo and Marccus Alves. Pradosia restingae sp. nov. from the Atlantic forest, Brazil. Nordic Journal of Botany 31: 437–441, 2013. doi: 10.1111/j.1756-1051.2012.01724.x 
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