terça-feira, 28 de julho de 2015

Garça-branca-grande Ardea alba Linnaeus, 1758; Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Garça-branca-grande e Garça-branca,entretanto seu nome científico é Ardea alba Linnaeus, 1758. O que significa esse nome? O primeiro nome Ardea origina-se da palavra de origem latina ardea que significa "garça", enquanto que a segunda palavra alba  origina-se das palavras latinas alba ou albus e quer dizer "sem brilho,branco". Sendo assim, seu nome científico significa literalmente garça branca. Pertence a família Ardeidae, da qual também fazem parte por exemplo o Socó-boi(Tigrisoma lineatum), a garça-branca-pequena(Egretta thula) e o Savacu(Nycticorax nycticorax). 

   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte observei essa espécie em todas as mesorregiões potiguares(Leste Potiguar, Agreste Potiguar, Central Potiguar e Oeste Potiguar), sempre associada a borda de corpos de água, como: rios, lagoas, açudes e banhados. As minhas últimas observações foram nos municípios de Nísia Floresta, as margens da lagoa de Alcaçuz(em dezembro de 2014) e no município de Monte Alegre(em junho de 2015), as margens do rio trairi. 


BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Andorinha-serradora Stelgidopteryx ruficollis (Vieillot, 1817); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Andorinha-serradora, Andorinha-serradora-do-sul e Andorinha-serrador, entretanto seu nome científico é Stelgidopteryx ruficollis (Vieillot, 1817). O que significa esse nome? O gênero Stelgidopteryx advém das palavras de origem grega  stelgis, strigil que significa "que raspa", e pterux que quer dizer "asa", enquanto que ruficollis se origina das palavras latinas rufus que significa "castanho,vermelho", e collum,collis que quer dizer "garganta,pescoço". Sendo assim, seu nome científico significa literalmente "Andorinha que raspa a asa e tem a garganta castanha". Pertence a família Hirundinidae, da qual também fazem parte outras andorinhas, por exemplo andorinha-do-rio(Tachycineta albiventer), andorinha-pequena-de-casa(Pygochelidon cyanoleuca) e andorinha-de-bando(Hirundo rustica).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte observei essa espécie apenas duas vezes, uma na mesorregião Agreste e a outra na mesorregião Leste do estado, ambas na zona rural pousada sobre a fiação.

BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Favela(Cnidoscolus quercifolius Pohl.) ; Flora do RN

   Planta conhecida popularmente como Favela ou Faveleira, mas cientificamente recebeu a denominação de Cnidoscolus quercifolius. Ela pertence a família Euphorbiaceae, a mesma a qual faz parte o Pinhão bravo e a erva conhecida como Quebra pedra. C. quercifolius é uma espécie de porte árboreo,podendo atingir de 3 a 8m de altura, irregularmente esgalhada ,lactescente , xerófita , com tronco de casca lisa a levemente rugosa, e espinhenta.
   Suas folhas são longas, grossas, lanceoladas,profundamente recortadas, com pequenos acúleos no limbo e espinhos nas nervuras. Inflorescências em cimeiras axilares, formadas por flores masculinas e ou femininas. Seu fruto é do tipo cápsula deiscente, que ao amadurecer abrem-se espontaneamente produzindo um estalo e lançando as sementes à distância. As "picadas" dos espinhos da favela provocam inflamações dolorosas, demoradas e, se atingirem uma articulação, podem até aleijar a parte afetada.
    Essa extrema virulência talvez se deva ao látex encontrado em toda a planta. Seco, o latex torna-se quebradiço e o aproveitam na iluminação e como mezinha balsâmica. As folhas maduras e a casca servem de forragem as cabras,carneiros,jumentos e até aos bovinos. As sementes servem de alimento para galinhas, porcos e ovídeos. Além disso, suas sementes são uma grande produtora de óleo alimentício e de farinha, sendo esta rica em sais minerais e principalmente em proteínas.
    Fornece madeira moderadamente pesada (densidade 0,55 g/cm3), macia ao corte, porém de baixa resistência mecânica e ao apodrecimento. Contudo é aproveitada localmente para confecção de fôrros, tamancos, embalagens e brinquedos. Muito freqüentemente uma ave das caatingas, a "casaca-de-couro" ou "joão-graveto" constrói seu ninho apoiado em bifurcações ou ponto de encontro de alguns ramos da faveleira. Essa árvore é típica do bioma Caatinga, mas também ocorre em mata de altitude, ocorrendo na região nordeste do Brasil desde o Piauí até a Bahia.

REFERÊNCIAS:

Renato Braga.Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. Pg. 247-248.
Favela(Cnidoscolus quercifolius). Disponível em: http://www.cnip.org.br/bdpn/ficha.php?cookieBD=cnip7&taxon=7707 Acesso em: 19/11/2010.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Tiziu Volatinia jacarina (Linnaeus, 1766); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Tiziu, Saltador, Salta-toco, Bate-estaca, Veludinho, Tizirro, Serrador, Serra-serra e Alfaiate, entretanto seu nome científico é Volatinia jacarina (Linnaeus, 1766). Qual o significado desse nome? O gênero Volatinia é uma palavra de origem latina derivada de "volatus" que significa voo, pequeno voo, enquanto que jacarina deriva da palavra tupi "jacarini", que quer dizer, aquele que voa para cima e para baixo. Sendo assim, seu nome significa literalmente "Pássaro de voo pequeno que voa para cima e para baixo", sendo curiosamente esse hábito observado com frequência para essa espécie. Pertence a família Thraupidae, da qual também fazem parte por exemplo o Sibite(Coereba flaveola), Galo de campina(Paroaria dominicana) e o Sanhaço-cinzento(Tangara sayaca).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie em todas as mesorregiões do estado(Leste Potiguar,Agreste Potiguar,Central Potiguar e Oeste Potiguar), sendo as minhas últimas observações nos municípios de Luís Gomes(maio de 2014), Sítio Novo(abril de 2015), Santa Cruz(abril de 2015) e em Monte Alegre(julho de 2015). 

BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Cobra verde Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823); Fauna do RN

Philodryas olfersii(Linchtestein, 1823) (Photo - Washington Vieira). 
   Serpente conhecida popularmente como Cobra verde ou Cobra-de-cipó, entretanto seu nome científico é Philodryas olfersii. Ela pertence à família Dipsadidae. É uma serpente diurna que se alimenta de anfíbios, répteis, aves e pequenos mamíferos. Põe de 4 a 10 ovos (Vanzoline et al, 1980), com época preferencial de reprodução de setembro a novembro. Apresenta hábitos subarborícola,preferindo habitats vegetacionais, onde se torna críptica devido a sua coloração esverdeada. Nas árvores ela alcança as partes mais altas com facilidade, mas quando estão no solo se move com rapidez e também é excelente nadadora. Ela também é vista próxima de habitações humanas, escalando nas frestas. Ocorre em todo o Brasil (Vanzolini, 1980). Sua distribuição geográfica se dá em praticamente toda a América do Sul, ocorrendo no Brasil,Peru,Bolívia,Paraguai,Uruguai,Argentina,Colômbia,Guiana Francesa e Venezuela. Espécimes adultas atingem o comprimento de 1,40 m. 
   Quando se sente ameaçada e ou manipulada se torna bastante agressiva,podendo atacar o intruso várias vezes,como sua dentição é do tipo opistóglifa(dentes inoculadores de veneno na região posterior dos maxilares superiores), dificilmente ela consegue inocular "veneno" numa "mordida rápida". É importante destacar que serpentes da família Dipsadidae(antes Colubridae) não eram consideradas uma ameaça real aos seres humanos,sendo até então classificadas como "serpentes não peçonhentas". Porém, a partir de 1999, o Ministério da Saúde passou a considerar Philodryas olfersii, P. patagoniensis, P. viridissimus e Clelia plumbea (=Boiruna sertaneja) como serpentes de importância médica. Na literatura existe um registro da morte de uma criança no Rio Grande do Sul em 1992, causada por envenenamento através da mordida dessa serpente. Portanto deve-se evitar a aproximação e ou a manipulação dessas serpentes sem autorização ou na ausência de profissionais preparados e autorizados, para manipular esses animais para fins científicos ou qualquer que seja. Deve-se também lembrar da importância desses animais para o ecossistema e para os demais seres vivos, só destacando aqui por exemplo a importância delas como controladoras das populações de roedores.

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REFERÊNCIAS:

Crédito da foto: Washington Vieira. Disponível em: http://www.ethnobiomed.com/content/8/1/27/figure/F35?highres=y Acesso em: 06 de julho de 2015.

Freire,Adauberto Antônio Valera. Fauna Potiguar.Natal:EDUFRN,1997.

Neto,Miguel Rocha. Guia ilustrado:fauna da escola das dunas de pitangui-ecossistemas terrestre. Natal: moura ramos,2001.

Rejâne M. Lira-da-Silva, Yukari F. Mise, Luciana L. Casais-e-Silva, Jiancarlo Ulloa, Breno Hamdan e Tania K. Brazil.SERPENTES DE IMPORTÂNCIA MÉDICA DO NORDESTE DO BRASIL SNAKES OF MEDICAL IMPORTANCE IN NORTHEAST OF BRAZIL. Gaz. méd. Bahia 2009;79 (Supl.1):7-20 www.gmbahia.ufba.br.

Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823). Disponível em:file:///D:/Downloads/Philodryas%20olfersii%20%28Lichtenstein,%201823%29.htm Acesso em: 31/10/2010.

Vários autores. Envenenamento por Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823) atendido no Hospital da Restauração do Recife, Estado de Pernambuco, Brasil: relato de caso. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0037-86822010000300025&script=sci_arttext Acesso em: 31/10/2010.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Periquito-da-caatinga Eupsittula cactorum (Kuhl, 1820); Fauna do RN

 
Ave conhecida popularmente como Periquito-da-caatinga, Periquitinha, Jandaia, Gangarra, Griguilim, Guinguirra e Grengueu,entretanto seu nome científico é Eupsittula cactorum (Kuhl, 1820). O que significa seu nome científico? O gênero Eupsittula é uma palavra que se origina de duas palavras, eu(origem grega) que significa "bom" e psitta(origem latina) que quer dizer "periquito, papagaio", enquanto a segunda palavra cactorum é de origem latina e quer dizer "planta espinhosa das regiões áridas". Sendo assim, seu nome científico significa: Periquito bom que gosta de plantas espinhosas das regiões áridas, ficando subentendido principalmente aqui as plantas da família Cactaceae. Pertence a família  Psittacidae, da qual também fazem parte por exemplo, a jandaia-verdadeira(Aratinga jandaya), o tuim(Forpus xanthopterygius) e o periquito-rei(Eupsittula aurea).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado essa espécie principalmente associada a áreas semi-áridas no Bioma da Caatinga, sendo os meus últimos registros nos municípios de Felipe Guerra(em abril de 2012) e Jardim do Seridó( novembro de 2014). Entretanto o Periquito-da-caatinga tem sido registrado em praticamente todo estado, sendo já confirmado sua presença até o momento nas mesorregiões Oeste Potiguar, Central Potiguar e Leste Potiguar.

BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sabiá-do-campo Mimus saturninus (Lichtenstein, 1823); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Sabiá-do-campo,papa-sebo, arrebita-rabo,sabiá-levanta-rabo, galo-do-campo, calhandra,tejo-do-campo ou sabiá-conga, entretanto seu nome científico é Mimus saturninus (Lichtenstein, 1823). Qual o significado do seu nome científico? A palavra Mimus(o gênero) é de origem latina "Mimus" que quer dizer imitar, mimica, enquanto que saturninus( epíteto específico) quer dizer sombrio, acinzentado ou cor de chumbo, ou seja, seu nome significa imitador cinzento, nome bem adequado para a espécie, pois parte do seu corpo é acinzentada,além de ser conhecida por imitar outras aves. O próprio nome da família(Mimidae) da qual faz parte também, mostra como a capacidade de imitar o canto de outras aves é típico das espécies desse grupo.
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa ave em principalmente na região Central do RN, incluindo as áreas que fazem parte do Bioma Caatinga, tendo ocorrido meus últimos registros dessa espécie nos municípios de São Rafael,Jardim do Seridó(dezembro de 2014), Parelhas(dezembro de 2014), Carnaúba dos Dantas(dezembro de 2014) e Acari(dezembro de 2014) na região do Seridó potiguar. 


BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Freirinha Arundinicola leucocephala (Linnaeus, 1764); Fauna do RN

Casal de Freirinha(Arundinicola leucocephala) observado em janeiro de 2015, as margens da lagoa barrenta em Monte Alegre,Rio Grande do Norte.
  Ave conhecida popularmente como Freirinha, viuvinha, viuvinha-do-brejo, cabeça-de-louça, lavadeira-de-cabeça-branca, lavadeira-de-nossa-senhora, cabeça-de-vô e maria-velhinha, entretanto seu nome científico é Arundinicola leucocephala (Linnaeus, 1764). Pertence a família Tyrannidae, da qual também fazem parte por exemplo, bem-te-vis, suiriris e guaracavas.
Macho da espécie Arundinicola leucocephala (Linnaeus, 1764) observado em abril de 2012 as margens de um rio em Felipe Guerra, Rio Grande do Norte.
Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado com frequência essa espécie associada a bordas de porções de água, como: lagoas,rios,açudes e banhados em todas as regiões do território potiguar. 

BIBLIOGRAFIA 

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

domingo, 21 de junho de 2015

Gavião-carijó Rupornis magnirostris (Gmelin, 1788); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como Gavião-carijó, Gavião-pega-pinto, Pega-pinto, Papa-pinto, Gavião-pinhel, Gavião-pinhé, Gavião-indaié,  Indaié, Anajé e Inajé, entretanto, seu nome científico é Rupornis magnirostris (Gmelin, 1788). O que significa seu nome? O primeiro nome,o gênero Rupornis é a junção de duas palavras de origem grega, sendo a primeira "rhupos", que quer dizer sujeira ou sujo e a outra "ornis" que significa pássaro; enquanto que a segunda palavra do nome científico, magnirostris é formada por duas palavras de origem latina, "magnus"que significa grande e "rostris" que significa bico, ou seja seu nome cientifico literalmente significa:  "gavião" sujo de bico grande. Pertence a família Accipitridae, da qual também fazem parte por exemplo o Gavião-caramujeiro(Rostrhamus sociabilis ), Gavião-caboclo(Heterospizias meridionalis) e a águia-chilena(Geranoaetus melanoleucus).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado com grande frequência essa ave de rapina em áreas urbanas, inclusive quase todos os dias passa um individuo vocalizando sobre a residência onde moro. Mas também tenho visto em áreas de pastagens, áreas desmatadas, nos resquicíos de Mata Atlântica e de Caatinga ainda preservados aqui no estado, o que mostra que é uma espécie bem abundante.


BIBLIOGRAFIA

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ferreirinho-relógio Todirostrum cinereum (Linnaeus, 1766); Fauna do RN

   Ave conhecida popularmente como ferreirinho-relógio (seu canto parece com o som emitido ao dar corda em relógio) ,ferreirinho, sebinho-relógio, sebinho-de-dorso-cinza, relógio ou sibite, entretanto seu nome científico é Todirostrum cinereum (Linnaeus, 1766). Pertence a família Rhynchocyclidae, da qual também faz parte por exemplo o Sebinho-de-olho-de-ouro(Hemitriccus margaritaceiventer).
   
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa espécie com frequência principalmente na vegetação associada a área urbana, mas também em fragmentos de Caatinga no interior do RN e nos remanescentes de Mata Atlântica, tendo sido os meus últimos registros nos municípios de Parnamirim, Nísia Floresta e Natal. 

BIBLIOGRAFIA

FREIRE, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

GOP, F. Sagot-Martin. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003.

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Mulungu Erythrina velutina Willd.; Flora do RN

   Planta conhecida popularmente como Mulungu,Bico-de-pássaro, Canivete, Corticeira, Pau-de-coral, Muchocho,  Sananduva,Saranduba,Sanduí e Suínã, entretanto seu nome científico é único, Erythrina velutina Willd. Essa espécie pertence a família Fabaceae, onde também se encontram por exemplo representantes como Pau-brasil (Caesalpinia echinata Lam.) e o Angico(Anadenanthera colubrina). 
   A palavra Erythrina é de origem grega "erythros", que significa vermelho, fazendo referência à cor de suas flores. O epíteto específico “velutina” é de origem latina, refere-se ao fato da folha apresentar indumento de delicados e macios pelos (CARVALHO, 2008).
   Planta de porte arbóreo com altura média variando de 6 a  12 m e apresentando um tronco variando de 40 a 70 cm de diâmetro. Suas folhas são compostas trifolioladas, alternas, de folíolos cartáceos, velutino-pubescentes, medindo de 3 a 12 cm de comprimento. 
  Enquanto que as flores são vermelho-coral, grandes, formando inflorescências em panículas terminais, formadas com a árvore totalmente despida de sua folhagem, frutos do tipo legume, deiscente, com 5 a 8 cm de comprimento, contendo 1-3 sementes reniformes de cor vermelha e brilhantes (LORENZI, 2002).
   Espécie decídua, heliófita, comum em várzeas úmidas de rios da Caatinga do Nordeste do Brasil, ocorrendo na região Semi-árida dessa região e Vale do São Francisco, na orla marítima de Pernambuco e na floresta latifoliada semidecídua de Minas Gerais e São Paulo. Apresenta dispersão descontínua,sendo encontrada principalmente em formações secundárias. Planta de grande valor ornamental, devido a beleza de suas flores, o que tem proporcionado o uso crescente dela em projetos de arborização urbana. As suas flores que surgem do final do mês de agosto até dezembro, atraem diversas espécies de aves que vem se alimentar do néctar. Seus frutos ficam maduros de janeiro até fevereiro. Essa árvore também é utilizada como cerca viva, no sombreamento de cacaueiros e a madeira leve e macia é usada na produção de tamancos e jangadas (LORENZI, 2002). "A infusão da casca dos mulungus passa por poderoso calmante  e peitoral, sendo o cozimento da mesma aplicado em apressar a maturação de abcessos das gengivas, consoante Dias da Rocha"(BRAGA, 1976, p. 376). Ela pode se reproduzir por sementes(principalmente) ou estacas e apresenta rápido desenvolvimento.
   Ocorre principalmente no Bioma Caatinga, do Ceará até Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nos municípios de Parelhas na região do Seridó, e em Luís Gomes no alto oeste potiguar.

Bibliografia

BRAGA ,R. Plantas do nordeste,especialmente do Ceará. Fortaleza:coleção mossoroense-volume XLII,1996. 

LORENZI, H.: Árvores Brasileiras – Manual de Identificação e Cultivo de Plantas e Árvores Nativas do Brasil. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, Vol. I, 2002.
MAIA, G. N. Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades. São Paulo: D & Z Computação Gráfica e Editora, 2004.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Borboleta-esmeralda Philaethria wernickei (Röber, 1906); Fauna do RN

    Borboleta conhecida popularmente como Borboleta-esmeralda, entretanto seu nome científico é Philaethria wernickei (Röber, 1906). Essa espécie é muito parecida com Philaethria dido (Linnaeus, 1763) e pode ser diferenciada dessa pela coloração interior de cor castanha escura com branco e com padrão de manchas esverdeadas. É solitária, voa consideravelmente alto em áreas de fragmentos de floresta, descendo para visitar flores de arbustos nas quais se alimentam de néctar e dorme individualmente em baixo das folhas mais altas da vegetação. Em geral, a fêmea põe ovos amarelos individualmente em gavinhas e estípulas. Pesquisas no Brasil e no Uruguai mostram que as suas larvas(as lagartas) são hospedeiras de plantas do gênero Passiflora, conhecidas popularmente como “maracujás”. Ocorre nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil na Mata Atlântica e também no Uruguai e norte da Argentina. 
    Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado a presença dessa espécie em fragmentos de vegetação do Bioma Mata Atlântica, sendo os últimos registros nos municípios de Parnamirim, Nísia Floresta e Baía Formosa.

Referências

Kim R. Barão; Gilson R. P. Moreira. Morfologia externa dos estágios imaturos de heliconíneos neotropicais: VIII. Philaethria wernickei(Röber) (Lepidoptera, Nymphalidae, Heliconiinae). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0085-56262010000300008&script=sci_arttext Acesso em: 16 de maio de 2015

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Picapauzinho-anão Veniliornis passerinus (Linnaeus, 166); Fauna do RN

Ave conhecida popularmente Picapauzinho-anão ou Pica-pau-pequeno, entretanto seu nome científico é Veniliornis passerinus (Linnaeus, 1766). Pertence a família Picidae, na qual fazem parte as aves conhecidas como pica-paus. Apresenta 9 subespécies, sendo Veniliornis passerinus taenionotus (Reichenbach, 1854) a que ocorre na região Nordeste do Brasil.
Indivíduo adulto alcança 15cm de comprimento, tendo a asa 76 mm, a cauda 41 mm, o bico 15 mm e o tarso 17 mm. Seu peso é de aproximadamente 23 gramas. De cor verde-amarelada, mais clara nas partes inferiores. Possuem as coberteiras superiores das asas salpicadas de amarelo, partes inferiores barradas de cinza. A nuca e parte da cabeça são vermelhas no macho, em contraste com o restante do corpo.
Alimenta-se principalmente de insetos, mas também pode ocasionalmente comer algumas frutos, como manga e abacate. Durante a procura de alimentos macho e fêmea costumam está próximos. Eles acompanham bandos mistos na mata, explorando os troncos e apanhando insetos sob a casca. Descobre os locais onde tem insetos nos troncos das árvores através de pancadas, fazendo ausculta nestes, furam os galhos e troncos com broca, em seguida alimentam-se de larvas e ou besouros ali encontrados. 
Reproduz-se no período entre os meses de julho a novembro. Fazem seus ninhos em galhos secos, cavidades em palmeiras e colmos de bambu, onde põe seus ovos brancos e brilhantes. 
Habita as Caatingas, Cerrados, Matas de galeria, Matas de várzea e de terra firme, ocorrendo também nas bordas de matas secas, matas secundárias, clareiras e áreas abertas, podendo ser visto apenas um indivíduo, aos pares ou em grupos aparentados vocalizando "ki","Ki", "ki".
Ocorre da Venezuela à Bolívia, Paraguai, Brasil amazônico e central ( até o oeste do Paraná ) e setentro-oriental ( interior do Nordeste ).
Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nas mesorregiões Leste Potiguar, Agreste Potiguar e Central Potiguar, sendo meus últimos registros nos municípios de Tibau do Sul e Monte Alegre.

Referências

F. Sagot-Martin, GOP. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003
LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.
SESC - Aves do Pantanal - disponível em http://www.avespantanal.com.br/paginas/170.htm Acesso em 08 de maio de 2015.
SICK, Helmut. Ornitologia Brasileira. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1997.
SIGRIST, T. Aves do Brasil: Uma Visão Artística, São Paulo:Editora Avis Brasilis, 2004.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Borboleta Euptoieta hegesia (Cramer, 1779); Fauna do RN

Borboleta da espécie Euptoieta hegesia (Cramer, 1779) que pertence a subfamília Heliconiinae. Sua distribuição geográfica da-se do México até a Argentina, como também nas Ilhas do Caribe, ocorrendo em ambientes abertos desde o nível do mar até 1200 m de altitude. Turnera ulmifolia é a principal espécie de planta utilizada por essa borboleta na fase larval(lagarta) como fonte de alimento.

Referência

TOURINHO, Julia Losada.; FREITAS, Andre Victor Lucci. Population biology of Euptoieta hegesia (Nymphalidae: Heliconiinae: Argynnini) in an urban area in Southeastern Brazil. Journal of Research on the Lepidoptera. 41: 40-44,2002 (2009).

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Libélula Orthemis sp.; Fauna do RN

Inseto conhecido popularmente como libélula, zig-zag, lava-bunda, lavadeira, cavalo-de-judeu e jacinta. Pertencente ao grupo Odonata, sendo seus representantes adultos tipicamente diurnos, terrestre-aéreos e as larvas aquáticas. São grandes predadores, alimentando-se os adultos de outros insetos e as larvas de artrópodes, larvas de peixes e de anfíbios. Esse exemplar pertence à família Libellulidae que apresenta distribuição cosmopolita e ao gênero Orthemis (Hagen) que possui 23 espécies na região Neotropical, das quais 15 ocorrem no Brasil.
 Este gênero inclui espécies de grande porte, geralmente com cores notáveis, caracterizadas por permanecer muito tempo  de sua atividade voando durante o dia. Estão associadas a ambientes lênticos(água parada),como lagos, poças, ou mesmo riachos com movimento lento. Também são encontradas em represamentos e tanques de piscicultura no Brasil.  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte tenho observado a presença de libélulas do gênero Orthemis  em praticamente todas as regiões as regiões do estado.

Referência       
N.S. Pinto, 2011. Ocorrência de Orthemis cultriformis (Calvert) (Odonata: Libellulidae) para o Estado de Goiás (Brasil). EntomoBrasilis, 4(1): 36-37. www.periodico.ebras.bio.br/ojs

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mariposa Utetheisa ornatrix (Linnaeus, 1758); Fauna do RN

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Hexapoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Superfamília: Noctuoidea
Família: Erebidae
Subfamília: Arctiinae
Tribo: Arctiini
Subtribo: Callimorphina
Gênero: Utetheisa
Espécie: Utetheisa ornatrix (Linnaeus, 1758)

Referências
Utetheisa ornatrix. Disponível em: > http://bugguide.net/node/view/4402  <: 27="" acesso="" em:="" o:p="">

terça-feira, 7 de abril de 2015

Galinha-d' água Gallinula galeata (Lichtenstei, 1818); Fauna do RN

    Ave conhecida popularmente como Galinha-d' água,frango-d'água-comum,galinhola, jaçanã-galo e peituda, entretanto seu nome científico é Gallinula galeata (Lichtenstei, 1818). Qual o significado do seu nome científico? O gênero Gallinula é diminutivo de gallina que quer dizer "pequena galinha", enquanto o segundo nome(o termo específico) galeata vem da palavra latina galea ou galeatus que quer dizer "elmo,capacete romano", ou seja, seu nome científico significa literalmente "pequena galinha com capacete". Ela pertence a família Rallidae, da qual também fazem parte,aves conhecidas popularmente como saracuras,pintos-d'água, frangos-d'água e carquejas.
   O individuo adulto apresenta coloração geral cinza escuro, ao longe parecendo negro, com uma série de linhas brancas, largas, abaixo da asa fechada. Sob a cauda, área branca. Na cabeça, um grande escudo frontal vermelho une-se à pele nua e vermelha da base do bico, o qual é amarelo e só a ponta é visível. Pernas e pés amarelados. Junto do corpo, a perna é avermelhada.  Sua vocalização é um agudo “kürrrk”, estridulante “ki-ki”. Caminha sobre a vegetação mais densa, caçando invertebrados, ocasionais pequenos vertebrados, embora sua alimentação principal seja de origem vegetal (SESC - Guia de Aves do Pantanal,2015).
   Os ninho são construídos na vegetação do interior do brejo, nas suas margens ou em grandes plataformas flutuantes, feitas de vegetação aquática. O sistema reprodutivo varia de casais, 2 machos para uma fêmea ou o inverso. Algumas vezes, coloca seus ovos nos ninhos de outras galinholas, deixando para os pais adotivos os trabalho de criar os filhotes. É territorial no período reprodutivo, aceitando outras galinholas próximas fora dessa época (SESC - Guia de Aves do Pantanal,2015).
   É comum em lagos com vegetação aquática e margens pantanosas. Normalmente é visto nadando próximo às margens, quando balança a cabeça para frente e para trás. Esconde-se na vegetação pantanosa, se assustado (Eletronorte, Brasil 500 Pássaros,2015). Nada muito bem, afastando-se do perigo dessa forma. Assustada, pode tentar voar de uma forma desengonçada, correndo na superfície da água com ajuda das asas. Apesar dessa performance pouco convincente, é uma voadora excelente, dispersando-se à noite e aparecendo em açudes ou lagoas onde não existia(SESC - Guia de Aves do Pantanal,2015).
   Presente em todo o Brasil e em quase todo o planeta, com exceção da Austrália e Nova Zelândia. No continente americano reproduz-se localmente desde o norte do Canadá até o norte do Chile e Argentina, e nas ilhas do Caribe. Os bandos que habitam as regiões mais frias do norte do continente americano migram para o sul durante o inverno daquela região (Eletronorte, Brasil 500 Pássaros,2015).
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado essa ave em vários açudes e lagoas do interior do RN, sendo as últimas vezes nos municípios de Parnamirim e Monte Alegre, nesse geralmente tenho registrado aos casais, sendo assim, considerada uma ave relativamente comum em reservatórios de água no território potiguar. Entretanto, existe uma ameaça ainda constante a essa espécie e a outras aves, a caça, que ainda se faz presente fortemente enraizada na cultura interiorana não apenas do RN, mas de grande parte do interior Brasil, principalmente pelas populações mais idosas, que não tiveram ou não tem acesso a educação e cresceram caçando para se alimentar, e mesmo hoje, com acesso a programas sociais do governo, alguns tendo fartura na mesa, não se contentam em aposentar suas espingardas, tendo muitos usado a desculpa de que é uma questão cultural que deve ser mantida e há ainda aqueles que dizem que caçam por esporte. É muita ignorância! Espero que as novas gerações com muito mais acesso a informação, a educação ambiental, se sensibilize em defesa da vida, e que possamos viver cada dia mais de maneira sustentável.

Referências

Eletronorte. Brasil 500 Pássaros - disponível em:> http://webserver.eln.gov.br/Pass500/BIRDS/1eye.htm <: 02="" 2015.="" abr.="" cesso="" em="" nbsp="" p="">

SESC - Guia de Aves do Pantanal – disponível:> em http://www.avespantanal.com.br/paginas/65.htm <: 02="" 2015.="" abr.="" cesso="" de="" em="" nbsp="" p="">

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.

terça-feira, 31 de março de 2015

Borboleta Zebra Colobura dirce (Linnaeus, 1758); Fauna do RN

   Borboleta conhecida popularmente como Zebra, devido ao desenho da face inferior das asas, entretanto seu nome científico é Colobura dirce (Linnaeus, 1758). Essa espécie atinge de 5 a 7,5 cm de envergadura,ela assemelha-se a Colobura annulata Willmott Constantino & Hall, 2001, entretanto adultos de C. dirce  diferencia-se principalmente devido a presença da terceira linha submarginal no lado inferior da asa anterior, sempre que se afunila em direção ao canto superior da asa dela, enquanto que isso não ocorre em C. annulata. 
   A fêmea põe pequenos ovos em grupos de 2 a 10 ovos na face ventral de folhas de algumas espécies vegetais do gênero Cecropia, de onde com o tempo sairão as larvas(lagartas negras com espinhos brancos e amarelos) que formam grupos de 5 a 20 indivíduos e se alimentam daquelas folhas, cortando as nervuras delas de baixo para cima, formando um abrigo. A crisálida é alongada e cilíndrica, semelhante a um galho seco e o empupamento ocorre na planta hospedeira.
   Vive em florestas, sendo encontrada até 1.400 metros de altitude, mais geralmente é observada em altitudes inferiores a 800 metros, em florestas decíduas,perenes e em pomares. É vista pousada com frequência de cabeça para baixo sobre troncos de arbustos ou árvores, enquanto absorve a umidade de musgos. É vista com frequência em pequenos grupos de dois a três indivíduos, mas pode ser encontrada sozinha, alimenta-se de substâncias exsudadas do troncos de árvores, de frutos maduros e de excrementos.
   Apresenta distribuição neotropical, ocorrendo no Brasil, Bolívia, Argentina, Equador, Venezuela, Colômbia, Paraguai,Guianas, Trinidad e México.
O registro fotográfico presente nesse post foi feito no interior de uma mata secundária, no município de Parnamirim, no Rio Grande do Norte.

Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Hexapoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Superfamília: Papilionoidea
Família: Nymphalidae
Subfamília: Nymphalinae
Tribo: Nymphalini
Gênero: Colobura
Espécie: Colobura dirce (Linnaeus, 1758)

Referências:

Colobura Dirce  mosaico da zebra. Disponível em: >http://bugguide.net/node/view/913014 <: 27="" acesso="" class="MsoNormal" em:="" p="">

Colobura Dirce. Disponível em:> http://pt.wikipedia.org/wiki/Colobura_dirce<: 07="" 2015.="" acesso="" de="" em:="" mar.="" p="">

Willmott, K. R., L. M. Constantino, and J. P. W. Hall. 2001. A review of Colobura (Lepidoptera: Nymphalidae) with comments on larval and adult ecology and description of a sibling species. Annals of the Entomological Society of America 94:185-196.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Borboleta Aricoris campestris (H. Bates, 1868); Fauna do RN

Aricoris campestris (H. Bates, 1868) é uma espécie de borboleta da família  Riodinidae.
Registros fotográficos realizados em 20 de setembro de 2014, numa borda de mata em Natal, no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

terça-feira, 17 de março de 2015

Ubaia azeda Eugenia sp.; Flora do RN

   Planta conhecida popularmente como Ubaia-azeda ou Uvaia-azeda, que pertence ao gênero Eugenia L. e a família Myrtaceae. Essa compreende cerca de 130 gêneros, com 5.671 espécies, com 927 espécies ocorrendo no Brasil(Sobral et al. 2012). O gênero Eugenia L., com cerca de 1000 espécies é o maior gênero dessa família que ocorre principalmente na América Central e do Sul, com relativamente poucos representantes na África, Ásia e Austrália (Merwe et ai., 2005). No Brasil ocorrem cerca de 350 espécies de plantas desse gênero(Landrum & Kawasaki, 1997),das quais até o momento foram registradas 7 espécies na Mata Atlântica do estado do Rio Grande do Norte .
   Tecnicamente as plantas do gênero Eugenia L. são descritas assim: Subarbustos ou árvores, glabros, puberulentos ou tomentosos, indumento simples. Fascículos, racemos simples ou “stenocalyx”, às vezes muito reduzidos aparentando flores isoladas, terminais ou axilares; prófilos e ferófilos decíduos ou persistentes na antese; flores tetrâmeras, pétalas brancas; cálice aberto no botão floral, com lobos iguais ou desiguais, ocultando ou não o globo petalífero; hipanto não prolongado acima do ovário; ovário bilocular com mais de 3 óvulos/lóculo. Fruto bacáceo, globoso a subgloboso com cálice persistente; sementes 1‒3, testa membranácea, cartácea, coriácea ou fibrosa(Lourenço&Barbosa, p. 376). 
   Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, tenho observado a presença de plantas do gênero Eugenia sp. principalmente no ecossistema de tabuleiro litorâneo, mas também já encontrei-as em matas de tabuleiro na "região agreste" do estado, no município de Monte Alegre. Seus frutos maduros de sabor bem azedo são apreciados por nativos das áreas de tabuleiros onde ainda são encontradas.

Referências

 Ana Raquel de Lima Lourenço & Maria Regina de Vasconcellos Barbosa. Myrtaceae em restingas no limite norte de distribuição da Mata Atlântica, Brasil. Rodriguésia 63(2): 373-393. 2012.

Sidinei Rodrigues dos santos e José Newton Cardoso Marchiori. ESTUDO ANATÔMICO DO LENHO DE EUGENIA SCHUECHIANA O. BERG (MYRTACEAE). BALDUINTA. n. 26, p. 27-32, 25-II-2011.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Tesourinha Labidura cf riparia ; Fauna do RN

 Inseto conhecido popularmente como Tesourinha,Tesourinha-listrada,Tesoura,Lacraia, Lacrainha,Rapelho, Bicha-cadela, Bicho-da-lenha ou rapelho, entretanto seu nome científico é Labidura riparia (Pallas, 1773). Pertence a Ordem Dermaptera e a família Labiduridae.
  Entre os insetos apresenta como característica notável os cercos em forma de pinça no ápice do abdômen, sendo geralmente estes ramos maiores nos machos, denteados e curvos, enquanto que as fêmeas possuem "pinças" menores com uma curva no final, que são utilizadas por ambos os sexos para ajudar na captura de presas(predação), na defesa, na seleção sexual, cortejo e acasalamento e ainda na acomodação das asas. O comprimento total do corpo varia de 16 mm a 30 mm, com 10 segmentos abdominais. 
  É considerada uma predadora generalista de hábito noturno, alimentando-se de uma variedade de insetos, principalmente de ovos de de lepidópteros, sendo reconhecida como uma espécie viável no controle de afídeos, e associada como importante predador da Broca da cana (Diatraea saccharalis) e Spodoptera littoralis , além de ser citada como predadora de outros insetos pragas. Na ausência de presas convencionais, registrou-se ela comendo ovos e ninfas de sua própria espécie. As fêmeas podem passar longos períodos de tempo sem se alimentar durante o período de preparação da postura dos ovos. É uma espécie subsocial com hábitos maternos complexos. A fêmea escava um ninho sob uma casca de uma árvore ou uma rocha e põe de 60 a 100 ovos e cuida destes por cerca de 10 dias até a eclosão dos mesmos. Em seguida a mãe sai em busca de alimentos para os filhotes, alimentando-os até que eles deixem o ninho, o que ocorre entre 2 e 5 dias após o nascimento.
  De hábito terrestre, prefere ambiente úmido e escuro onde se abriga durante o dia, sendo encontradas em florestas, áreas de terra cultivadas ou não, margens de lagoas ou lagos. Apresenta uma distribuição cosmopolita, ocorrendo principalmente em regiões tropicais e subtropicais.
  Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte, observei essa espécie nos municípios de Nísia Floresta e em Parnamirim, onde foi feito esse registro fotográfico durante a noite em minha residência.

Referências

Bassal,Taha T. M.  , M. E. El-Naggar , N. M. Fahmy , M. A. A. Dorrah, M. H. Sallam , and M. S. Salama. CARNIVORY, RATE OF DIGESTION, AND PREY CONSUMPTION BY Labidura riparia (DERMAPTERA: LABIDURIDAE).  EFFLATOUNIA, 1: 13-19 (2001).

Buzzi, Z. J. Entomologia Didática. 6. ed. Ed. UFPR,2013.
 
Labidura riparia. Disponível em: > http://en.wikipedia.org/wiki/Labidura_riparia
< Acesso em: 03 de mar. de 2015.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Suiriri Tyrannus melancholicus (Vieillot, 1819); Fauna do RN


   Ave conhecida popularmente como Suiriri ou Siriri,nome de origem onomatopéica proveniente de sua vocalização típica  “si-ri-ri”,entretanto seu nome científico é  Tyrannus melancholicus (Vieillot, 1819). Qual a origem do seu nome científico? O gênero Tyrannus vem da palavra "turannos" de origem grega que significa tirano, agressivo;enquanto que o termo específico melancholicus vem da palavra "melankholikos", que significa melancólico, sendo assim, seu nome científico significa [Ave] tirana melancólica ou [ave] agressiva melancólica. Pertence a família Tyrannidae, da qual também fazem parte por exemplo as lavadeiras e bem-te-vis.
  É uma das aves mais comuns do Brasil, indivíduos adultos alcançam cerca de 39 gramas de peso, 22 centímetros de comprimento(220 mm), sendo a asa 97 mm, cauda 84 mm, bico 18 mm e tarso 18 mm. Apresenta a plumagem da cabeça acinzentada,peito amarelo e tem como característica distinguível de seu parente semelhante Suiriri-de-garganta-branca(T. albogularis), uma coloração cinza borrada na região superior do peito.
   Alimenta-se de principalmente de insetos que captura durante voos e pousa geralmente no mesmo poleiro de onde saiu voando em busca de suas presas, onde muitas vezes termina de mata-la. Mas também consome frutos, em especial o fruto do tapiá(Alchornea glandulosa).
   Em áreas naturais empoleiram-se  na parte alta da vegetação, ficando expostos em galhos superiores de arbustos ou árvores,o que possibilita um ótimo campo de visão de suas presas e de seus predadores,  enquanto que nos centros urbanos são facilmente vistos sobre fios, cercas e outras estruturas não naturais. São vistos sozinhos ou em casais e apresentam comportamentos agressivos entre eles, mas vivem em bandos de até dezenas de indivíduos em uma mesma área. Começa a cantar ainda de madrugada e só para no finalzinho da tarde. Curiosamente vocalizam geralmente nos mesmos horários e locais durante o ano inteiro.
   "O ninho é em forma de tigela e pode ser construído a diversas alturas do solo, de dois a dez metros. A postura consiste de dois ovos brancos com diversas manchas em castanho, pesando em média 3.0g e medindo 25 mm x 16 mm. Os filhotes nascem cobertos por uma plumagem amarela clara e têm o bico amarelo(LIMA,p. 287,2006)."
   "Ocorre em todo o Brasil e desde os Estados Unidos à quase toda a América do Sul (Sick,1997). É uma espécie muito observada no estado de Santa Catarina entre setembro e começo de abril, época em que ocorre sua nidificação (dezembro/janeiro). Algumas populações migratórias possuem asas mais pontudas, o que pode ser explicado como uma adaptação para vôos longos (Sick, 1997)."
Durante as minhas excursões pelo estado do Rio Grande do Norte observei essa espécie em todas as regiões do RN, com grande frequência principalmente na área urbana, sendo considerada uma ave comum, geralmente é vista sobre a fiação capturando insetos alados. Acredito que faça parte da avifauna de todos os municípios potiguares.

Referências

Evair Legal. Aspectos da nidificação do siriri, Tyrannus melancholicus em Santa Catarina (Vieillot, 1819), (Aves: Tyrannidae). Atualidades Ornitológicas On-line Nº 140 - Novembro/Dezembro 2007. Disponível em:> http://www.avespantanal.com.br/paginas/214.htm <: 2015.="" 22="" acesso="" br="" de="" em:="" fev.="">

Freire, A. A. 1999. Lista Atualizada de Aves do Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte-IDEMA. 20 p.

F. Sagot-Martin, GOP. Lista I aves RN-arquipélagos extr. NE Brasil. Táxeus | Listas de espécies. 10/01/2003

LIMA, Pedro Cerqueira. Aves do litoral norte da Bahia. – 1 ed. – Bahia: AO, 2006.

SESC - Guia das Aves do Pantanal. Disponível em:> http://www.avespantanal.com.br/paginas/214.htm <: 2015.="" 22="" acesso="" br="" de="" em="" fev.="">
SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997. 863p.